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segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Recife termina Dia D de vacinação com 67% do público-alvo imunizado


Até o dia 31 deste mês, cerca de 170 postos de saúde da Prefeitura do Recife continuarão mobilizados para a campanha
No último sábado (18/08), Dia D de vacinação contra poliomielite e sarampo, a Prefeitura do Recife abriu as portas de cerca de 170 postos fixos da rede, além de 15 postos volantes em locais de grande circulação de crianças. De acordo com a Secretaria de Saúde do Recife, ao final do dia, 67% do público-alvo foi vacinado na capital pernambucana. As crianças foram recebidas com contação de historinhas na Upinha Bongi/Novo Prado, no bairro do Bongi. A campanha segue até o dia 31 com a meta de imunizar 95% dos meninos e meninas.
O secretário municipal de Saúde, Jailson Correia, que chegou logo cedo para abrir oficialmente a vacinação na capital, chamou a atenção para a importância das vacinas. "É fundamental que as crianças sejam levadas aos postos para serem protegidas dessas doenças graves, e a vacina é a principal forma de evitar o contágio de doenças entre meninos e meninas", reforçou.
A advogada Wanessa Souza trouxe o filho Bento de 2 anos. O menino está com o esquema vacinal completo, mas a enfermeira da Upinha Bongi, Rejane Souza, orientou o reforço.  "A recomendação do Ministério da Saúde é que as crianças que tomaram a dose há mais de 30 dias recebam a vacina", explicou.
“Esperamos que os municípios façam uma grande mobilização para que possamos proteger nossas crianças contra o sarampo e a poliomielite. Para isso, precisamos do empenho de todas as equipes envolvidas na ação, além da ajuda dos pais e responsáveis para levar as crianças até os postos de saúde”, afirmou Iran Costa, secretário de Saúde de Pernambuco, que também participou da ação.
O bombeiro militar Alexandre Araújo trouxe a filha, Maria Antônia. "Minha esposa estava trabalhando, e, como eu estava de folga, fiquei com a missão de trazer Antônia. Agora me sinto mais seguro, porque com a saúde de crianças não se brinca", avaliou o pai da menina.

2 casos de sarampo confirmados em Pernambuco


A Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES/PE) e a Secretaria de Saúde do Recife confirmam dois casos de sarampo no Estado. Trata-se de um homem de 27 anos com histórico de viagem no início de julho para Manaus, área onde está circulando o vírus. Em Manaus, ele teve contato com um caso suspeito. A segunda ocorrência é de uma menina de 2 anos, sobrinha do homem e que mora com ele no Recife. Os dois não comprovaram vacinação para tríplice viral. Após resultado laboratorial preliminar do Laboratório Central de Pernambuco (Lacen/PE), não conclusivo, mas sugestivo para doença, as amostras de sangue dos pacientes foram encaminhadas para a Fundação Oswaldo Cruz do Rio de Janeiro (Fiocruz/RJ), laboratório de referência nacional que confirmou a doença.
De acordo com a Fiocruz, a menina de 2 anos teve resultado positivo por meio das técnicas de PCR e sorologia, enquanto o homem teve sorologia positiva. Os outros três casos relacionados a esses pacientes (dois familiares e uma funcionária) continuam em análise. É importante ressaltar que, logo após a notificação dos casos, as medidas de vigilância e controle foram executadas pelas secretarias de Saúde do Recife (de origem dos pacientes) e de Jaboatão dos Guararapes (onde o homem trabalha), com o apoio da Secretaria Estadual de Saúde. Entre as ações, bloqueio vacinal de contatos com os casos confirmados, como é preconizado pelo Ministério da Saúde. Todos os órgãos continuam vigilantes para a situação. 
“A Vigilância em Saúde do Estado está atenta para analisar os casos notificados e desencadear as ações para evitar a propagação de casos. Precisamos reforçar com os serviços de saúde e os municípios pernambucanos a necessidade de estar vigilante e para comunicar de imediato qualquer suspeita. Uma resposta rápida é essencial para quebrar a cadeia de transmissão e, consequentemente, o surgimento de um surto da doença”, afirma George Dimech, diretor geral de Controle de Doenças Transmissíveis da SES.
A  SES/PE ressalta que a confirmação desses casos no Estado só reforça a importância da população manter a caderneta de vacinação corretamente atualizada. Atualmente, está ocorrendo uma campanha nacional de vacinação contra a poliomielite e o sarampo, que segue até 31 de agosto. A campanha de vacinação é voltada para crianças de 1 ano a menores de 5 (4 anos, 11 meses e 29 dias), independente da situação vacinal. No Estado, o objetivo é imunizar, no mínimo, 95% dos 544.180 meninos e meninas inclusos na estratégia.
Em 2018, Pernambuco notificou 102 casos suspeitos de sarampo (30 notificações dessas são do Recife). Desse total, 48 foram descartados (16 do Recife), 2 confirmados (ambas as confirmações são da capital pernambucana) e os demais estão em investigação. “Diante da ocorrência de sarampo no Brasil e da constante comunicação da situação epidemiológica feita pela SES, os profissionais de saúde estão sensibilizados para identificação e notificação de casos suspeitos da doença. Esse fato é importante pois é a partir dessas notificações que as secretarias municipais de Saúde e o Estado podem realizar ações de prevenção e controle”, destaca George Dimech.
PREVENÇÃO
A prevenção pode ser feita através da vacina tríplice viral, que protege também contra rubéola e caxumba. Ela deve ser aplicada em crianças com 12 meses, com um reforço aos 15 meses com a tetra viral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela). Crianças acima de 2 anos, jovens e adultos até os 29 anos e profissionais de saúde não vacinados anteriormente ou que não lembram se foram imunizados, devem tomar duas doses da tríplice viral, com intervalo de 30 dias entre elas. Já os adultos entre 30 e 49 anos, na mesma situação, devem tomar uma dose da tríplice.
SARAMPO
O sarampo é uma doença infecciosa aguda, transmitida por vírus e extremamente contagiosa. O paciente com a enfermidade pode apresentar os seguintes sintomas: febre, tosse, irritação ocular, corrimento do nariz, manchas avermelhadas no rosto, que avançam em direção aos pés. Também pode causar infecção nos ouvidos, pneumonia, ataques (convulsões e olhar fixo), lesão cerebral e morte. Além disso, o vírus pode atingir as vias respiratórias, causar diarreias e até infecções no encéfalo. Mais comum na infância, o sarampo pode se desenvolver de maneira mais grave em recém-nascidos, desnutridos, gestantes e pessoas portadoras de imunodeficiências.
A transmissão se dá por meio do contato direto através de tosse, espirros, fala, secreções respiratórias ou da boca. O contágio ocorre na fase em que o doente apresenta febre alta, mal-estar, coriza, irritação ocular, tosse e falta de apetite e dura até quatro dias após o aparecimento das manchas vermelhas. 

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Como repolho, couve e brócolis ajudam a impedir o surgimento de câncer

Pesquisa mostra como substâncias presentes em determinados legumes e verduras podem ajudar a prevenir a doença 

Cientistas dizem ter descoberto por que algumas verduras e legumes - incluindo repolho, brócolis e couve - podem reduzir o risco de câncer no intestino.
Que os chamados vegetais crucíferos são bons para o intestino, nunca houve dúvida, mas a explicação sempre foi evasiva.
Uma equipe do Francis Crick Institute, centro de pesquisa biomédica, em Londres, descobriu que substâncias químicas anticancerígenas são produzidas quando legumes e verduras desta categoria são digeridos.
E, de acordo com a ONG britânica Cancer Research UK, dedicada a combater a doença, há muitas razões para consumirmos mais esses alimentos.
A pesquisa se concentrou em investigar como verduras e legumes alteram o revestimento intestinal, a partir da análise de camundongos e intestinos em miniatura criados em laboratório.
Assim como a pele, a superfície do intestino é constantemente regenerada, em um processo que leva de quatro a cinco dias.
Mas essa renovação permanente precisa ser rigidamente controlada, caso contrário, pode levar ao câncer ou inflamação intestinal.
E o estudo, publicado na revista científica Immunity, mostra que substâncias químicas presentes em vegetais crucíferos são vitais nesse processo.
Da cozinha para a prevenção do câncer?
Os pesquisadores investigaram uma substância chamada Indol-3-Carbinol (I3C), produzida a partir da mastigação desses alimentos.
"Certifique-se de que eles não cozinhem demais, nada de brócolis empapado", recomenda a pesquisadora Gitta Stockinger.
A substância é modificada pelo ácido gástrico à medida que continua sua jornada pelo sistema digestivo.
Na parte inferior do intestino, ela pode alterar o comportamento das células-tronco, que regeneram o revestimento intestinal, e das células imunes que controlam as inflamações.
O estudo mostrou que dietas ricas em Indol-3-Carbinol protegiam os ratos do câncer, mesmo aqueles cujos genes indicavam um risco muito alto de desenvolver a doença.
Sem a alimentação protetora, as células do intestino se dividiam descontroladamente.
"Mesmo quando os camundongos começaram a desenvolver tumores, quando trocamos a dieta deles, para uma apropriada, isso impediu a progressão do tumor", acrescenta Stockinger.
Os sintomas de câncer de intestino incluem sinais persistentes de:
·         sangue nas fezes
·         alterações nos hábitos intestinais, como ir ao banheiro com mais frequência
·     dor na barriga, inchaço ou desconforto

A pesquisadora diz que as descobertas são "motivo de otimismo".

Ela reduziu a quantidade de carne que consome e come agora muito mais legumes e verduras.
"Recebemos um monte de recomendações de dieta que mudam periodicamente. É muito confuso e não fica claro quais são as causas e consequências", avalia.
"Me dizer apenas que é bom para a saúde, sem explicar a razão, não vai me fazer comer determinados alimentos."
"Com esse estudo, vimos como os mecanismos moleculares desse sistema funcionam", completa.
"Esse estudo em camundongos sugere que não é apenas a fibra presente em legumes e verduras, como brócolis e repolho, que ajuda a reduzir o risco de câncer de intestino, mas também as moléculas encontradas nesses vegetais", diz o pesquisador Tim Key, do Cancer Research UK.
"Estudos mais aprofundados ajudarão a descobrir se as moléculas desses alimentos têm o mesmo efeito nas pessoas. Mas, enquanto isso, já existem muitos bons motivos para se comer mais verduras e legumes", acrescenta.
Fonte: BBC Brasil

domingo, 15 de julho de 2018

Sarampo: saiba mais sobre sintomas, transmissão e prevenção



Sintomas
O sarampo é uma doença infecciosa aguda, transmitida por vírus e extremamente contagiosa. O paciente com a enfermidade pode apresentar os seguintes sintomas: febre, tosse, irritação ocular, corrimento do nariz, manchas avermelhadas no rosto, que avançam em direção aos pés. Também pode causar infecção nos ouvidos, pneumonia, ataques (convulsões e olhar fixo), lesão cerebral e morte. Além disso, o vírus pode atingir as vias respiratórias, causar diarreias e até infecções no encéfalo. Mais comum na infância, o sarampo pode se desenvolver de maneira mais grave em recém-nascidos, desnutridos, gestantes e pessoas portadoras de imunodeficiências.
Transmissão
A transmissão se dá por meio do contato direto através de tosse, espirros, fala, secreções respiratórias ou da boca. O contágio ocorre na fase em que o doente apresenta febre alta, mal-estar, coriza, irritação ocular, tosse e falta de apetite e dura até quatro dias após o aparecimento das manchas vermelhas. 
Prevenção
A única forma de prevenção é a vacina e os principais grupos de risco são pessoas de seis meses a 39 anos de idade. Na fase adulta, os mais suscetíveis são trabalhadores de portos e aeroportos, hotelaria e profissionais do sexo, devido à maior exposição a indivíduos de outros países. As crianças devem tomar duas doses da vacina combinada contra rubéola, sarampo e caxumba, conhecida como tríplice viral, a primeira dose com um ano e a segunda entre quatro e seis anos. 
Os bebês em fase de amamentação cujas mães já tiveram sarampo, ou foram vacinadas, possuem anticorpos transmitidos pela placenta. Porém, essa imunidade é temporária, geralmente protege a criança ao longo do primeiro ano de vida.

Reportagens relacionadas:
https://saudeebemestarpe.blogspot.com/2018/07/pernambuco-intensifica-vacinacao-contra.html
https://saudeebemestarpe.blogspot.com/2018/07/surto-de-sarampo-no-amazonas-preocupa.html
https://saudeebemestarpe.blogspot.com/2018/04/mitos-e-verdades-sobre-vacinacao.html

quarta-feira, 11 de julho de 2018

Pernambuco registra aumento do número de casos de leptospirose



A Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES/PE) divulgou um balanço com os dados da leptospirose no estado. De acordo com o órgão, até o dia 30 de junho, foram registrados 468 casos da doença, sendo 123 confirmados. O número indica um aumento de 17,29% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram notificados 399 casos. Este ano, já foram contabilizados 14 óbitos pela enfermidade, contra 13 no mesmo período de 2017.
Francisco Duarte, gerente de Zoonoses da SES/PE, fala sobre a importância com os cuidados para evitar a leptospirose e da necessidade do registro dos casos. “O aumento nas notificações mostra a importância de continuarmos informando à população sobre as medidas de prevenção e também de reforçar com os serviços de saúde e com os municípios a necessidade da notificação e acompanhamento correto dos casos. Apesar da gravidade e da taxa de letalidade chegar a 40% no Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde, algumas medidas podem evitar novos casos e principalmente as mortes”, reforça. 
A leptospirose é uma doença infecciosa transmitida aos seres humanos pela urina de animais portadores de leptospira, principalmente ratos. O contágio se dá por meio do contato da pele com água suja ou lama contaminada, a recomendação é higienizar a área após o contato para evitar o adoecimento e óbitos provocados pela enfermidade.
O paciente com a doença pode apresentar os seguintes sintomas: febre, dor de cabeça, dor muscular (principalmente nas pernas, na área das panturrilhas – batata da perna), vômitos, diarreia e tosse. Em quadros mais graves, podem ocorrer icterícia (olhos amarelados), sangramento e alterações urinárias. É importante destacar que os sintomas podem aparecer até 30 dias após o contato com a água ou lama infectada. 
“Apresentando a sintomatologia suspeita, é necessário procurar, de imediato, o serviço de saúde mais perto, não se esquecendo de relatar ao médico sobre o contato com água ou lama”, enfatiza Francisco Duarte.
Orientações importantes em caso de contato com água ou lama contaminada:
Lavar bem a área do corpo com água limpa e sabão;
Usar hipoclorito de sódio a 2,5% (água sanitária) para desinfetar reservatórios de água (um litro de água sanitária para cada 1.000 litros de água do reservatório);
Para locais e objetos que entraram em contato com água ou lama usar um copo de água sanitária em um balde de 20 litros de água;
Pessoas que trabalham na limpeza de lama, entulho e esgoto devem usar botas e luvas de borracha para evitar o contato da pele com locais infectados.

domingo, 1 de julho de 2018

Vacina BCG: Saiba porque ela tão importante para a saúde dos bebês



Por Rebeka Gonçalves
O Dia da Vacina BCG (Bacilo Calmette-Guérin) é comemorado neste domingo, 1º de julho, data da criação dessa vacina. A BCG é utilizada na prevenção da tuberculose, doença transmitida pela saliva e materiais contaminados pela bactéria conhecida como bacilo de Koch. 
A BCG foi criada pelos pesquisadores Albert Calmette e Camille Guerin. A primeira utilização foi feita em uma criança recém-nascida de uma mãe que apresentava tuberculose, em 1921. No Brasil, ela começou a ser usada em 1927. 
Em homenagem a essa vacina que é uma das mais importantes para os recém-nascidos, o Blog Saúde e Bem Estar entrevista Eduardo Jorge, pediatra do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (IMIP), e tira todas as dúvidas em relação a BCG. 

SBE: O que a vacina BCG previne? 
Eduardo Jorge: Especialmente as formas graves de tuberculose que são a meningite tuberculosa e a tuberculose miliar. 
SBE: Quando tomar a vacina BCG? 
Eduardo Jorge: No calendário do Ministério da Saúde do Brasil é recomendado o mais precoce possível, de preferência ainda na maternidade. 
SBE: Quantas doses são necessárias? 
Eduardo Jorge: Deve ser aplicada em dose única. Uma segunda dose da vacina está recomendada quando, após seis meses da primeira dose, não se observa cicatriz no local da aplicação. Ou também em pessoas diagnosticadas com hanseníase, independente da forma clínica. 
SBE: Quais as reações que o paciente pode ter?
Eduardo Jorge: Em 10% dos casos, pode aparecer inchaços e cistos na pele e axilas. Pode ocorrer durante a evolução normal da lesão vacinal. Em geral desaparece espontaneamente. Geralmente, ela não causa febre. Mas, diante de qualquer reação adversa a esta vacina é importante comunicar um médico. 
SBE: Quando não é orientado tomar a vacina?
Eduardo Jorge: Ela não é orientada para pessoas imunodeprimidas ou recém-nascidos cujas mães utilizaram ao longo da gestação remédios que possam causar imunodepressão no filho. Bebês prematuros também não devem tomar esta vacina até atingirem dois quilos.  
SBE: Quais os cuidados antes e após a vacina? 
Eduardo Jorge: Não são necessários cuidados antes da vacinação. Porém, após tomar a vacina BCG é importante que no local da vacinação não sejam colocados produtos, curativos ou medicamentos. 
SBE: Porque a vacina BCG deixa aquela marquinha no braço? 
Eduardo Jorge: Esta marca é importante porque com o aparecimento da cicatriz há o sinal de que houve a resposta imunológica e, assim, a defesa do organismo. Essa reação no braço do bebê, trata-se de um nódulo avermelhado que ocorre no lugar em que a vacina foi dada e logo vira uma feridinha. Após isso, forma-se uma casca, que irá cair e virar uma cicatriz. Esse processo ocorre de duas semanas a três meses após a injeção ter sido tomada. 

Clínicas de Vacinação:
Vaccine 
(81) 3426.0202
Unidades – Shopping Recife, Espinheiro, Olinda, Parnamirim, Shopping Guararapes e Riomar. 
Imunomax
(81) 3427.4076
Unidade - Rosarinho
Imunicenter
(81) 3427-4545
Unidades – Graças e Boa Viagem
Cidrim Vacinas
81 3035.0525
Unidades - Pina, Madalena e Casa Forte

Confira a lista das unidades de vacinação pelo Sistema Único de Saúde:

quarta-feira, 27 de junho de 2018

Conheça os benefícios do futebol para a saúde


Especialista fala sobre as principais lesões associadas ao esporte

Com o início da Copa do Mundo, o Blog Saúde e Bem Estar vai apresentar alguns benefícios que o futebol pode trazer para sua saúde. Assim como os cuidados para evitar lesões durante o jogo. A modalidade melhora o condicionamento físico, trabalhando os músculos, panturrilhas, coxas, glúteos, costas e abdômen. Por ser uma atividade aeróbica, o futebol também ajuda na perda de peso. Além disso, melhora a concentração e ajuda na disposição para outras atividades do dia a dia. 
Mas é preciso ter alguns cuidados com a prática do esporte. Assim como em outras modalidades, é fundamental realizar uma avaliação física, associar o futebol com a musculação para melhorar o condicionamento e evitar lesões musculares, fazer um aquecimento antes das partidas, manter uma boa hidratação e alimentação.
“A melhor prevenção é um bom condicionamento físico, bom senso na hora de dividir a bola com o adversário e um  aquecimento adequado. A FIFA, na copa da África de 2014, elaborou o programa 11+. Um programa de aquecimento que demora 15 minutos, mas ajuda a evitar lesões. Esse programa da FIFA foi se aperfeiçoando constantemente e expandiu-se para outros esportes de impacto e contato como vôlei e basquete”, alerta Tiago Moura, ortopedista da Clínica de Saúde do Cabo. 
O especialista explica ainda que as lesões nas pessoas que jogam futebol podem ter gravidade muito variável. Em geral, são apenas contusões, ou seja, traumas no local da dor, como uma chute na perna ou no pé do adversário. “De forma geral, o "peladeiro" sempre sai da partida com alguma pancada, ou seja, com uma contusão. Outra bem comum é o estiramento muscular. Mas a gravidade das lesões depende muito da energia do trauma e mesmo sozinho você pode se machucar muito, a exemplo do Ronaldinho fenômeno que rompeu o tendão patelar enquanto tentava driblar um adversário. Nas lesões mais graves, a mais comum é a lesão do ligamento cruzado anterior, foi esta que infelizmente tirou Daniel Alves da copa da Russia”, esclarece.
O exercício físico é recomendado por todos os médicos e profissionais de saúde para evitar doenças e manter a qualidade de vida. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o sedentarismo é o quarto fator de risco de morte no mundo. A entidade estima que, anualmente, mais de três milhões de pessoas perdem a vida vítimas das doenças adquiridas pela falta de atividade física como diabetes, obesidade e doenças cardiovasculares.
A OMS calcula que 31% dos adultos com 15 anos ou mais não praticam atividades físicas suficientes. De acordo com uma pesquisa da Vigitel 2014, esse índice é de 48,7% entre os adultos brasileiros. O Ministério da Saúde pretende atingir a meta de reduzir esse índice para 10% da população acima dos 18 anos, até 2025.

domingo, 17 de junho de 2018

Hepatite C: sintomas, transmissão, diagnóstico, tratamento e prevenção



A hepatite C é uma doença causada pelo vírus C das hepatites virais, que pode evoluir para cirrose ou câncer. Trata-se da forma mais severa entre as hepatites virais, tem 80% de chance de ser tornar crônica e causar cicatrizes no fígado, incapacitando a função do órgão.
Segundo dados do Ministério da Saúde, existem 135 mil pessoas diagnosticados com hepatite C no País. As estatísticas registradas nos últimos anos indicam o surgimento de 13 casos para cada 100 mil habitantes por ano no Brasil.
SINTOMAS
A hepatite C é uma doença silenciosa que só apresenta sintomas na fase avançada, como cansaço, tontura, enjoo, vômito, febre, dor abdominal, pele e olhos amarelados, além da urina escura e fezes claras.
TRANSMISSÃO
A principal causa de transmissão da doença se dá pelo contato direto com o sangue de uma pessoa contaminada (transfusão de sangue e hemoderivados, sexo desprotegido e compartilhamento e objetos de uso pessoal como agulhas de tatuagem, alicates e tesouras). O contágio também pode ocorrer através do sexo desprotegido e compartilhamento de objetos pessoais como escovas de dente.
DIAGNÓSTICO
O diagnóstico é feito através da realização de testes rápidos ou exames de sangue que são disponibilizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e é recomendado, principalmente, para pessoas com mais de 40 anos, usuários de drogas injetáveis, portadores de HIV, pessoas que fizeram hemodiálise de longo prazo, pessoas que receberam transfusão de sangue ou transplante de órgão antes de 1992.
TRATAMENTO
Não existe vacina para a doença, mas o SUS disponibiliza o tratamento através de medicamentos desde 2002. Contudo, só com os avanços recentes passou-se a se falar em cura total para a Hepatite C. 
Após a confirmação da doença, podem ser realizados testes para verificar a função do órgão e identificar se existe algum dano. O tratamento dependerá da condição do fígado, mas, em geral, as pessoas só descobrem o vírus quando a doença já se tornou crônica e com danos ao órgão.
PREVENÇÃO
  1. Não utilize drogas injetáveis;
  2. Não compartilhe objetos de higiene pessoal (escova de dente, lâminas de barbear), de manicure (alicates, lixas, espátulas) ou outros instrumentos que possam conter sangue;
  3. Ao realizar exames, verifique se agulhas ou qualquer outro objeto cortante são descartáveis ou estão devidamente esterilizados;
  4. Use preservativos; 
  5. Antes de engravidar, faça o teste para saber se tem o vírus da hepatite C;
  6. Se for portador do vírus, não consuma bebidas alcoólicas. O consumo do álcool aumenta o risco de desenvolver as complicações da doença.


domingo, 10 de junho de 2018

Mais de mil cidades com risco de surto de dengue, zika e chikungunya



O levantamento identificou ainda 2.069 municípios em estado de alerta
Na última quinta-feira (07/06), o Ministério da Saúde divulgou o resultado do último Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa). A pesquisa foi realizada em 5.191 municípios com o intuito de avaliar o risco de aumento das doenças causadas pelo mosquito. 
Os números indicam que 1.153 municípios brasileiros (22%) apresentaram um alto índice de infestação, com risco de surto para dengue, zika e chikungunya. Além das cidades, o estudo identificou ainda 2.069 municípios em estado de alerta, com o índice de infestação predial (IIP) entre 1% a 3,9% e apenas 1.711 municípios com índices satisfatórios. Os dados foram coletados no período de janeiro a 15 de março deste ano.
De acordo com Osnei Okumoto, secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, as ações de prevenção e combate ao mosquito devem ser constantes, para manter baixos os índices de infestação, sobretudo no período de maior proliferação do Aedes aegypti. “O resultado do levantamento indica que é necessário dar mais atenção nas ações de combate ao mosquito. A prevenção não pode ser interrompida, mesmo no período mais frio do ano. (...) Assim será possível manter a redução do número de casos”, alertou.
Do total de municípios avaliados 4.933 fizeram o LIRAa e 258 por armadilha. A metodologia da armadilha é utilizada quando a infestação do mosquito é muito baixa ou inexistente. Já o LIRAa é um instrumento fundamental para o monitoramento e controle do vetor e das doenças. O objetivo é fazer com os municípios possam planejar as ações de combate e controle do mosquito com maior eficácia, em especial nas cidades em risco e em alerta. É com base nos resultados desse levantamento que o gestor pode identificar onde estão concentrados os focos de reprodução do mosquito, assim como qual o tipo de criadouro predominante. 
A pesquisa identificou ainda os principais tipos de criadouros do Aedes aegypti. Na região nordeste, o armazenamento inadequado de água no nível doméstico, através de tonel e barril, é a principal forma de proliferação o mosquito. Nas regiões norte, sul e centro oeste, o maior número de depósitos encontrados foi em lixo, como recipientes plásticos, garrafas PET, latas, sucatas e entulhos de construção. Já no Sudeste predominaram os depósitos móveis, como vasos/frascos com água, pratos e garrafas retornáveis.
Com o aparecimento do vírus zika no Brasil e sua associação com os casos de malformações neurológicas, o Governo Federal tem se mobilizado e acionado órgãos federais, estados e municípios para a implantação de ações contínuas para o combate ao vetor e o monitoramento da situação epidemiológica. Para 2018, o Minsitério da Saúde prevê um orçamento de R$ 1,9 bilhão para essa finalidade. O recurso será destinado à vigilância das doenças transmissíveis, entre elas dengue, zika e chikungunya. 
Casos de Dengue,  Zika e Chikungunya
Em 2018, até 21 de abril, foram registrados 101.863 casos prováveis de dengue, 29.675 de febre chikungunya e 2.985 casos de Zika no país. Em comparação ao mesmo período do ano passado, houve uma redução de 20% (128.730) para os casos de dengue, 65% (86.568) para febre chikungunya e 70% (10.286) nos casos de zika.
Em relação aos óbitos também houve uma redução significativa. De 72 óbitos em 2017 para 40 em 2018 por dengue (44%). No mesmo período do ano passado foram 83 mortes por chikungunya e apenas 4 esse ano. Em relação à zika, apenas um óbito confirmado em 2018.

Resultado das capitais 
Participaram do monitoramento 22 capitais, 20 realizaram o LIRAa, 2 fizeram por armadilha, porém 5 delas não enviaram informações (Boa Vista, Belo Horizonte, Curitiba, Florianópolis e Campo Grande). Os municípios de Natal e Porto Alegre realizaram levantamento por armadilha. 
Capitais com índice satisfatório
São Paulo (SP)
João Pessoa (PB)
Aracaju (SE)
Capitais em situção de risco
Cuiabá (MT)
Rio Branco (AC)
Capitais em situção de alerta
Rio de Janeiro (RJ)
Fortaleza (CE)
Porto Velho (RO)
Palmas (TO)
Maceió (AL)
Salvador (BA)
Teresina (PI)
Recife (PE)
Brasília (DF)
Vitória (ES)
São Luis (MA)
Belém (PA)
Macapá (AP)
Manaus (AM)
Goiânia (GO)
Fonte: Ministério da Saúde

terça-feira, 22 de maio de 2018

Campanha de vacinação tem baixa adesão no país



Faltando menos de 15 dias para final da campanha nacional de vacinação contra a gripe, cerca de metade da população-alvo ainda não tomou a vacina. A informação foi divulgada na última sexta-feira (18/05) pelo Ministério da Saúde. Segundo o balanço, 28,4 milhões de pessoas ainda precisam ser imunizadas.
Até o momento, o público com maior cobertura é de puérperas, com 59%, seguido pelos trabalhadores da saúde (53%) e professores (49%). Entre as gestantes, a cobertura de vacinação ficou em 41% e indígenas 37%. O menor índice foi identificado entre as crianças, entre seis meses e cinco anos, com apenas 34,9%.
Ana Goretti, coordenadora-substituta do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, enfatizou a importância da vacinação das crianças até 5 anos. “A vacina e a forma mais eficaz de proteger as nossas crianças, reduzindo hospitalizações e as complicações da doença. Proteger a criança da gripe é proteger também toda a família, pois elas são as principais transmissoras do vírus”, explicou.
Por recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), serão vacinadas as pessoas que integram os grupos mais suscetíveis ao agravamento de doenças respiratórias. A indicação também é respaldada por estudos epidemiológicos e pela observação do comportamento das infecções respiratórias, que têm como principal agente os vírus da gripe.
O grupo prioritário da campanha são pessoas a partir de 60 anos, crianças de seis meses aos menores de cinco anos, trabalhadores de saúde, professores das redes pública e privada, povos indígenas, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), pessoas privadas de liberdade – o que inclui adolescentes e jovens de 12 a 21 anos em medidas socioeducativas - e os funcionários do sistema prisional. Os portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais também devem se vacinar. Este público deve apresentar prescrição médica no ato da vacinação.
Até 14 de maio, foram registrados 1.326 casos de influenza em todo o país, com 214 óbitos. A população tem até o dia 1º de junho para tomar a dose em um dos postos de vacinação de todo o país. A expectativa do Ministério da Saúde é vacinar 54,4 milhões de pessoas até essa data.

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Relatório da OMS conclui que investir no controle de doenças gera economia e saúde



A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou um relatório que revela que países pobres podem ganhar US$ 350 bilhões até 2030 se aumentarem o investimento na prevenção e tratamento de doenças crônicas não transmissíveis, como doenças cardiovasculares, câncer, diabetes, doenças respiratórias crônicas e transtornos mentais. Além disso, essas ações salvariam mais de 8 milhões de vidas no mesmo período.
O relatório Saving lives, spending less: a strategic response to NCDs (Salvando vidas, gastando menos: uma resposta estratégica às DCNTs, tradução livre), que foi divulgado na última quarta-feira (16/05), apresenta as necessidades financeiras e os retornos de políticas rentáveis e viáveis para evitar esse tipo de enfermidade, que são as principais causas de doenças e mortes no mundo. 
Um dos resultados apresentados no documento é que para cada US$ 1 investido em ações para tratar enfermidades crônicas em países de baixa e baixa-média renda, haverá um retorno à sociedade de pelo menos US$ 7 em aumento de empregos, produtividade e longevidade. "A mensagem abrangente deste novo e poderoso relatório da OMS é otimista. (...) Combater as DCNTs é uma oportunidade para melhorar a saúde e as economias”, ressaltou Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS. 
As doenças crônicas não transmissíveis tendem a ser de longa duração e são resultado de uma combinação de fatores genéticos, fisiológicos, ambientais e comportamentais. Elas são responsáveis pela morte de 41 milhões de pessoas a cada ano, representando um total de 72% de todas as mortes no mundo. Segundo o documento, se os países seguissem essa recomendação, o mundo se aproximaria significativamente do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 3.4, que tem como finalidade a redução de mortes prematuras por DCNTs em um terço até 2030.
Entre as ações com melhor custo-benefício estão o aumento dos impostos sobre o tabaco e o álcool, a redução da ingestão de sal por meio da reformulação de produtos alimentares, vacinação de meninas com idades entre 9 e 13 anos contra o papilomavírus humano (HPV), rastreio de mulheres com idade entre 30 e 49 anos para prevenção de câncer do colo do útero, administração de terapia medicamentosa e aconselhamento para pessoas que tiveram ataques cardíacos ou acidentes vasculares cerebrais.
Para US$ 1 investido em cada área de política, foram documentados os seguintes retornos: 
US$ 12.82 de promoção de dietas saudáveis;
US$ 9,13 de redução do uso nocivo do álcool;
US$ 7,43 de redução de consumo do tabaco;
US$ 3,29 por fornecer terapia medicamentosa para doença cardiovascular;
US$ 2,80 do aumento de atividade física;
US$ 2,74 de gerenciamento do câncer. 
Fonte: OPAS/OMS

sexta-feira, 18 de maio de 2018

Artigo - Por que é importante prevenir e identificar casos de violência sexual contra crianças e adolescentes?


Pediatra – Doutorado pela UFPE (em curso)
Pesquisadora da Temática sobre violência contra crianças e adolescentes


A violência sexual caracteriza-se pelo abuso e pela exploração sexual de crianças e adolescentes. Não é possível afirmar sua real frequência, mas estima-se que apenas 20% dos casos de violência sexual sejam identificados em todo o mundo, porque a revelação por parte das crianças e adolescentes que são vítimas geralmente não ocorre devido a sentimentos de medo e represálias que vivenciam.
O abuso sexual ocorre principalmente no próprio domicílio da vítima e, usualmente, é praticado por pessoa próxima e de confiança. É definido como qualquer forma de contato e interação sexual entre um adulto e uma criança ou adolescente, em que o adulto, que possui uma posição de autoridade ou poder, utiliza-se dessa condição para sua própria estimulação sexual, para estimulação da criança ou adolescente ou, ainda, de terceiros. Inclui situações com contato físico e sem contato físico, tais como voyeurismo, pornografia e exibicionismo (exibição dos órgãos genitais para a criança ou adolescente).
A exploração sexual comercial relaciona-se não só a prostituição em sentido estrito, mas também à pornografia, ao tráfico de pessoas para fins sexuais, ao turismo sexual, entre outras formas de exploração.
Os efeitos maléficos da violência sexual vêm sendo estudados pela ciência e hoje já é possível afirmar que esse tipo de violência não afeta apenas a parte psíquica da vítima, mas todo o seu contexto físico e social que contribui para o surgimento de doenças a curto e longo prazos. O sofrimento vivenciado pela vítima funciona como um estresse que intoxica todo o organismo, que é o chamado estresse tóxico, que poderá danificar desde a genética, até o cérebro e diversos órgãos da vítima. Os problemas de saúde ocorrem sob a forma de transtornos respiratórios, alérgicos, cardiovasculares, gastrointestinais, dores crônicas, problemas ginecológicos e autoimunes. Os transtornos psiquiátricos incluem desde síndrome do pânico, bem como a depressão e o suicídio, além do uso de drogas. Gravidez, abortos, prostituição estão entre as consequências possíveis.
Além dos efeitos individuais, a violência sexual possui a chamada transmissão intergeracional, onde os efeitos das modificações genéticas, psíquicas e sociais tendem a se manifestar nas gerações seguintes, causando transtornos nas relações humanas no presente e no futuro, ou seja, alterando a ecologia de todos os seres humanos envolvidos no contexto.
O dia 18 de maio é o Dia Nacional de Enfrentamento ao Abuso e à Exploração sexual de Crianças e Adolescentes. É dia de reflexão e ação sobre o que podemos fazer para tornar nosso Brasil um lugar livre de violência sexual contra crianças e adolescentes, contribuindo para um presente e um futuro ecologicamente de paz e saúde para todos.
Especialmente para o Blog Saúde e Bem Estar desenvolvi no formato da palavra CUIDAR, algumas recomendações que podem ser úteis para conhecer melhor como prevenir e como agir contra a violência sexual:
Criança é criança. O bem mais precioso que a humanidade possui. Deixe sua criança viver a infância. Não a incentive a ser um adulto em miniatura. Não a exponha a músicas, danças, roupas, filmes, brincadeiras que estimulem a erotização precoce.
União pela Paz. Trabalhe pela Paz na sua casa e na sua comunidade. Ensine sua criança a respeitar os seres vivos e o planeta em que vivemos. Não compre brinquedos, jogos ou games que estimulem a violência entre as pessoas. Não deixe que sua criança faça ou sofra bullying; converse sempre com os professores e coordenadores para o incentivo à cultura de paz nas escolas. Não permita a existência de nenhum tipo de violência em seu lar: a violência psicológica entre os pais está muito associada à violência física e à sexual contra a criança. O consumo de álcool também contribui para a violência sexual.
Incentivo à Autonomia. Incentive sua criança a não ter segredos para você, a não falar com estranhos ou aceitar balas ou presentes em troca de favores; se a criança não quiser abraçar uma pessoa conhecida sua, não insista. Também é importante orientá-la a conversar com pessoas conhecidas sem a necessidade de tantos toques ou de sentar no colo. A criança deverá dormir em sua própria cama e ser orientada a ajudar nas tarefas de casa. É importante lembrar que podemos partir dessa vida a qualquer momento e a criança que fica deverá viver com autonomia, com ou sem os pais presentes.
Diálogo sempre. Converse sempre com sua criança. Saiba o que ocorreu durante o dia e também durante à noite. Identifique pessoas que possam estar se aproximando dela com más intenções. Quem pratica violência sexual é normalmente uma pessoa “acima de qualquer suspeita”: pode ser um(a) excelente profissional, amigo(a), solidário(a), praticante de alguma religião, porém pode estar querendo praticar violência sexual contra sua criança.
Ajuda incondicional. Se seu filho(a) relatar alguma situação de violência sexual, acredite nele(a). Ofereça seu apoio incondicional e procure ajuda da Rede de apoio para proteção de todos os envolvidos na situação. Lembre-se que para sua criança lhe contar a verdade, ela ultrapassou uma enorme barreira e ameaças. Tenha você tanta coragem quanto ela para poder ajudá-la incondicionalmente, não importa se quem praticou a violência for uma pessoa da sua extrema confiança ou estima e que gosta muito da sua criança, tal como o padrasto, o papai, a madrasta, o(a) titio(a), o(a) primo(a), o(a) melhor amigo(a) da família etc.
Rede de Apoio. Esta rede é extensa e atuante. Você nunca estará sozinho(a) nessa difícil situação. A rede incluirá desde os serviços de saúde, a escola até os órgãos de proteção (Ministério Público, Juizado Da Infância e da Adolescência, GPCA, Conselhos Tutelares) e o Disque 100. Em caso de qualquer suspeita, uma das portas de entrada para a rede de apoio poderá ser a comunicação com o(a) pediatra da criança ou com professores e coordenadores nas escolas. O Estatuto da Criança orienta que o agressor se afaste da residência pois não é possível prevenir que novos atos aconteçam contra a criança se ele permanecer no domicílio. A família toma novos rumos, necessários ao restabelecimento da paz e da saúde física e mental de todos os envolvidos. A criança e o adulto cuidador terão direito a acompanhamento médico, psicológico, de assistência social e jurídico. O agressor terá a oportunidade de não praticar mais atos ilícitos contra a criança que estima, iniciará acompanhamento psicológico e terá a ação da justiça para que a punição seja feita da forma mais justa e necessária.
Para mais informações sobre como conversar com crianças sobre violência sexual, acesse o livro Pipo e Fifi de Caroline Arcari  https://www.pipoefifi.com.br

Serviços de Saúde de referência para casos de violência sexual em Recife
Fonte: Orientações para o atendimento a vítimas de violência –Guia para profissionais de Saúde, Secretaria Municipal de Saúde do Recife, 2010.


Serviços Judiciais e Policiais da Rede de Apoio
Fonte: Orientações para o atendimento a vítimas de violência – Guia para profissionais de Saúde, Secretaria Municipal de Saúde do Recife, 2010

*Os artigos publicados no Blog Saúde e Bem Estar são escritos por especialistas convidados pelo domínio notável na área de saúde. As publicações são de inteira responsabilidade dos autores, assim como todos os comentários feitos pelos leitores/internautas.


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