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terça-feira, 11 de setembro de 2018

Pesquisa revela que a cúrcuma possui propriedades benéficas para a saúde



Por Rebeka Gonçalves
Conhecida popularmente como açafrão-da-terra, a cúrcuma é uma raiz da família do gengibre. Consumida há séculos pelos chineses e indianos, que utilizam como condimento em diversas receitas, é uma das substâncias da natureza mais benéficas para a saúde humana, como medicamento e para o tratamento de diversos distúrbios. 
A especialista em Ciência e Tecnologia de Alimentos da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Ana Carolina Costa participou de uma pesquisa sobre como a raiz pode ajudar no tratamento de algumas doenças: “Pesquisas recentes sugerem que os compostos bioativos presentes na cúrcuma possuem efeitos protetores contra o câncer, síndrome metabólica, depressão, ansiedade, alteração nos níveis de gordura no sangue, doenças de Parkinson e de Alzheimer. Sendo as propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes, os principais mecanismos de ação associados a maioria desses benefícios”, elucida.
Esse estudo observou que o consumo dessa raiz ajuda na redução dos níveis de gordura no fígado, simultaneamente a diminuição nos níveis de glicose-c, colesterol total, triglicerídeos e o colesterol ‘ruim’ (LDL), enquanto que aumentou os níveis do colesterol ‘bom’ (HDL) no plasma sanguíneo de camundongos saudáveis suplementados durante a adolescência até a fase adulta. 
A cúrcuma é mais consumida em pó, podendo ser facilmente encontrada nos supermercados como açafrão-da-terra. Pode ser consumida na alimentação diária de diversas formas, como adicionado à azeites, sais, no preparo de molhos, peixes, carnes brancas, entre outras preparações. A quantidade recomendada é três gramas por dia – uma colher de chá. 
Entretanto, Ana Carolina esclarece que “os benefícios proporcionados pela cúrcuma estão associados com o consumo regular deste alimento e com práticas alimentares saudáveis, podendo potencializar o auxílio à saúde quando associado com atividade física”, explica a especialista. 
Veja com quais alimentos a cúrcuma combina, segundo a GreenMe: 
Arroz
Em risotos ou mesmo uma pontinha de colher de chá na água do cozimento do arroz, dará uma cor ao prato sem alterar tanto o sabor do arroz. 
Sopas
Coloque o açafrão fresco cortado em rodelinhas e dê sabor e saúde às suas sopas. Também pode ser batido no liquidificador para fazer caldos e cremes. A cúrcuma pode ser combinada com gengibre e também com pimenta. 
Saladas
Não tenha medo de experimentar novos sabores, exóticos e saudáveis em seus pratos cotidianos. A cúrcuma fresca, cortada crua em pedacinhos pequenos, fica ótima em saladas, qualquer tipo de salada, de folhas verdes com tomates.... Você pode abusar da imaginação!

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Especialista esclarece os riscos do uso dos anabolizantes



Por Rebeka Gonçalves
Mesmo sendo um assunto já muito discutido, o uso de anabolizantes só cresce no Brasil. O levantamento feito pelo Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid), instituição ligada à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), mostra que 1,4% dos estudantes do país já colocou a saúde em risco para entrar em forma. 
Os homens são maioria no consumo clandestino, mas o conceito de beleza atual, que exige das mulheres mais massa muscular, também aproxima o sexo feminino do perigo. Para esclarecer todos os perigos do uso dessa droga, o Blog Saúde e Bem Estar conversou com a clínica geral, Jaqueline Souza. 
SBE: Quais os fatores de risco para uma pessoa que faz uso de anabolizantes? 
Jaqueline Souza: Em caso do uso por homens, acontece o processo no qual denominamos de ginecomastia, que é o crescimento de seios irreversíveis, mau odor durante a prática esportiva, o aparecimento exacerbado de espinhas, aumento do nível de estresse e agressividade, além de desencadear câncer hepático. Também pode causar impotência, redução de esperma e calvície. 
Em mulheres, devido ao principal hormônio utilizado ser a testosterona, acarreta engrossamento da voz, surgimento de pelos, diminuição dos seios, além da fertilidade comprometida, o infarto e o acidente vascular cerebral (AVC). 
Em adolescentes, o aceleramento da função das epífises ósseas, que são separações que acontecem de forma natural entre os ossos da mão e do pé, que se configuram em período de estirão geral do crescimento, mas quando se usa o anabolizante de forma errada, o adolescente acelera esse processo e esse crescimento vai ser diminuído. Então, um jovem que ainda ia crescer em dois ou três anos, não crescerá, porque essas epífises se juntam mais rapidamente. 
SBE: Pode causar dependência? 
Jaqueline Souza: Sim, não só relacionada ao corpo. A pessoa pode ficar mais agressiva, mais irritada, além da dependência mental. Os ganhos de massa muscular, de potência de treino, de vigor físico, todos esses benefícios dificulta a retirada do uso do anabolizante e faz com que a pessoa fique em abstinência, logo essa retirada tem que ser feita de uma maneira cautelosa, com a ajuda de um profissional médico, se possível, já que a carga de hormônio desse indivíduo está muito alta em comparação as pessoas que não utilizam essas substâncias. 
SBE: O anabolizante pode matar?
Jaqueline Souza: Tem que ficar atento, principalmente para os sintomas depressivos, que podem causar suicídio, pois a pessoa tem aquele hábito, estar forte, estar bonito perante a sociedade, e a retirada dessa droga pode gerar uma série de consequências de transtornos mentais. 
SBE: Qual a recomendação para as pessoas que optam pelo uso dessas substâncias para conseguir um bom condicionamento mais rápido? 
Jaqueline Souza: Para as pessoas que já fazem uso de anabolizantes, aconselho procurar uma orientação médica para parar esse uso, e fazer uso consciente de uma terapia hormonal. Atualmente, temos muitos profissionais no mercado que podem assistir de forma correta as pessoas, como os nutrólogos e endócrinos, que vão conduzir o paciente de forma adequada. Logo, sempre procurar profissionais, não procurar o caminho mais rápido. 
SBE: Qual seria o melhor caminho para uma pessoa que busca uma vida mais saudável? 
Jaqueline Souza: Tudo passa pela saúde mental, quando a pessoa está com a saúde mental em dia, tem uma reeducação alimentar, tem acompanhamento de um nutricionista, de um educador físico e um profissional médico, os resultados serão mais demorados, mas conseguirá mantê-los a longo prazo. A pessoa não está mudando o corpo, está mudando o estilo de vida, a forma de pensar sobre o corpo, sobre o gerenciamento do dia-a-dia em prol do corpo. Então, tudo isso requer tempo, ajuste mental mais do que físico. Mas, sempre com a orientação de profissionais, porque mesmo que a pessoa esteja com urgência de mudar, o profissional irá saber o melhor caminho a ser seguido. 
Então, a orientação é não procure o corpo perfeito, e sim uma saúde de qualidade. 

Atendimento endócrino gratuito em Pernambuco

Hospital Regional Fernando Bezerra
Av. Teobaldo Gonçalves Torres, 510, Centro – Ouricuri/PE
Tel: (87) 3874.4857
Marcação de consulta: realizada através das secretarias de saúde dos municípios.


Hospital Getúlio Vargas
Endereço: Av. General San Martin, S/N, Cordeiro – Recife/PE
Tel: (81) 3184.5600
Marcação de consulta: Segunda a sexta, das 7h às 17h, no próprio ambulatório. Marcação apenas presencial.


Hospital Regional do Agreste Dr. Waldemiro Ferreira
Endereço: Br-232, Km 130, S/N, Indianópolis – Caruaru/PE
Tel: (81) 3719.9400
Site: http://www.hra.saude.pe.gov.br/


Atendimento Endócrino, Psicológico e Nutricional 

Hospital Ermírio Coutinho
Endereço: Travessa Bancário Leopoldino Vieira de Melo Filho, S/N, Centro – Nazaré da Mata/PE
Tel: (81) 3633.4650
Marcação de consulta: Presencial


Atendimento Psicológico

Hospital Geral de Areias
Avenida Recife, 810, Estância
Tel: (81) 3182. 3000

CEPPA - Centro Pernambucano de Psicologia Aplicada
Rua Dona Benvinda, 252, Paissandu – Recife/PE
Tel: (81) 3231.0039/3126.0038
Horário de Funcionamento: Segunda a sexta das 8h às 17h / Sábado das 8h às 12h
Site: https://ceppa-pe.com.br/

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Mudar padrões de produção e consumo pode ser antídoto contra obesidade, diz FAO



Temas como a demanda global de alimentos, a epidemia de obesidade e as novas tendências de mercado foram abordados pelo diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o brasileiro José Graziano da Silva, durante a 56º edição do Congresso da Sociedade Brasileira de Economia, Administração e Sociologia Rural (SOBER), promovido pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP).
Na ocasião, Graziano citou prognóstico lançado pela FAO em relatório conjunto com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) em julho deste ano, em Paris, no qual se preveem desafios impostos pelo crescimento populacional em todos os níveis da segurança alimentar – não apenas aqueles relacionados à fome, mas também às outras formas de má nutrição.
“O maior problema do mundo já não é mais a fome, a fome hoje é algo bem equacionado, a gente sabe onde está, e sabe por que. Ela está basicamente nas regiões de conflito e seca”, declarou.
“Uma epidemia que afeta tantos países desenvolvidos, como os em desenvolvimento, é a obesidade, que é uma questão ainda não equacionada e que vai afetar o futuro da alimentação de uma maneira que nós ainda não conseguimos dizer. Hoje, projetar o consumo da demanda de commodities ao passo do crescimento da população parece um erro”, alertou.
Dentro desse contexto, o diretor-geral da FAO destacou a importância de se olhar para novas visões de logística, transporte e armazenamento que podem ter efeitos sobre a demanda por alimentos e o combate a má nutrição.
Ainda segundo Graziano, as tendências da “gourmetização” da alimentação caseira, com pessoas querendo cozinhar cada vez mais e melhor em casa, cultivando seus próprios temperos e atentos para a qualidade e para o preço do que consomem, devem mudar, cada vez mais, as formas de produção e a dinâmica do mercado.
Tais mudanças também podem trazer, aos poucos, impactos positivos na epidemia da obesidade. Nesse contexto, ele citou a popularização da quinoa. “O produto fresco, legumes, verduras, carnes, são fundamentais em uma dieta para prevenir a obesidade. Na Europa, ninguém come mais para matar a fome, come por prazer. É o gourmet que influencia”.
“A FAO atuou maciçamente para colocar a quinoa no mercado internacional. Hoje, é parte desse mercado gourmet. Quinoa que aqui você compra por menos de um dólar, na Europa não compra por menos de 10. Essa logística, essa transformação da marca, esse lado gourmet do prazer da alimentação, conectado à questão da obesidade, pode transformar completamente a forma da produção da alimentação do futuro”, concluiu.
Fonte: ONU Brasil

segunda-feira, 30 de abril de 2018

ARTIGO - Hábitos saudáveis e seus benefícios







Por Renata Mesquita
Nutricionista

Hábitos saudáveis melhoram a qualidade vida e impactam positivamente na nossa saúde e bem-estar. Você sabe o que significa hábito? Ao procurarmos pelo significado da palavra teremos a seguinte definição: disposição adquirida pela repetição frequente, algo que vira costume. Parece familiar não é mesmo? Isso ocorre porque nós desenvolvemos diariamente várias ações que geram essas disposições.

Como exemplo podemos citar ações como se alimentar, dormir, fazer higiene pessoal, ler, trabalhar, entre tantas outras. Ou seja, trata-se da repetição de uma sequência de ações que acabam se tornando automáticas. Uma vez constituída, essa rotina dificilmente se perderá e, quanto mais cedo for desenvolvida, mais enraizada estará no cotidiano.

Controlar o peso, fazer exercícios físicos regularmente, ter uma alimentação balanceada e equilibrada, uma boa qualidade do sono pode transformar e influenciar na qualidade de vida do indivíduo. Você certamente já deve ter ouvido a seguinte expressão “a prevenção é o melhor remédio”. O ato de se prevenir sempre será a melhor forma de manter a saúde em dia. Esse é um exemplo de costume que deve ser adquirido e mantido. A boa alimentação é prioridade na prevenção e no tratamento de diversas doenças.

Demora para desenvolver hábitos saudáveis? Na verdade, o tempo para constituir um novo hábito pode variar bastante, dependendo do comportamento, da pessoa, das circunstâncias, entre outros. O leque de fatores que pode interferir na formação é muito vasto. Algumas pessoas podem ser mais resistentes às mudanças, outras são mais difíceis de adquirir ou, até mesmo, de abandonar costumes antigos. Entretanto, não é impossível, com persistência é possível. Por isso, o essencial é evitar padrões de comportamento prejudiciais que fazem parte do dia a dia. É necessário idealizar um novo modelo e despertar em si o desejo de concretizá-lo.

Os hábitos alimentares estabelecidos na infância interferem diretamente na saúde do adulto. Assim, a criança que possui uma alimentação balanceada e rica em nutrientes, reduz as chances de apresentar doenças crônicas não transmissíveis na vida adulta. Por isso, é importante estimular desde cedo os bons costumes alimentares, uma vez que é na infância que o indivíduo está mais suscetível à aprendizagem e à criação de hábitos.

Vale destacar a importância da educação familiar nesse aspecto, uma vez que os pais são responsáveis pela nutrição dos filhos e, consequentemente, pela formação do seu comportamento alimentar. As atitudes da criança são reflexo do ambiente já internalizado por ela. Ou seja, só é possível reduzir a ingestão de alimentos ricos em gorduras e açúcar pelas crianças, quando há mudanças nos hábitos dos pais, uma vez que as crianças aprendem não só por suas experiências, mas também através da observação.

O próprio alimento induz o indivíduo a escolhas. Suas propriedades sensoriais desempenham um papel determinante para seu consumo, mas também influenciam a saciedade, a ingestão e a seleção do alimento em determinada refeição. No entanto, as escolhas realizadas podem levar o indivíduo a estados nutricionais indesejados, como a obesidade e a desnutrição. Por fim, reforçamos que a educação deve ser uma aliada à formação de comportamentos alimentares saudáveis, que propiciem ao indivíduo melhor qualidade de vida e longevidade.


*Os artigos publicados no Blog Saúde e Bem Estar são escritos por especialistas convidados pelo domínio notável na área de saúde. As publicações são de inteira responsabilidade dos autores, assim como todos os comentários feitos pelos leitores/internautas.

quarta-feira, 25 de abril de 2018

Alimentos orgânicos têm inúmeros benefícios à saúde


Os alimentos orgânicos são produzidos sem o uso de agrotóxicos sintéticos, transgênicos ou fertilizantes químicos, substâncias nocivas à saúde e ao meio ambiente. As técnicas utilizadas na produção respeitam a natureza e mantêm a qualidade do alimento, minimizando as chances de danos à saúde dos consumidores.
De acordo com o Greenpeace, organização que atua na proteção do meio ambiente, a agricultura brasileira é campeã mundial em uso de agrotóxicos. Além disso, mais de 60% dos alimentos testados no país possuem algum resíduo nocivo à saúde humana, segundo dados do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Nos últimos anos, a preocupação com a procedência dos alimentos tem levado um número cada vez maior de consumidores à procura dos orgânicos. Essa conscientização da necessidade de uma alimentação mais saudável estimula a produção e o crescimento do consumo dos mesmos. Frutas, legumes, verduras, hortaliças, carnes, ovos, feijão e cereais são alguns exemplos.
Os benefícios dos alimentos orgânicos são inúmeros. Além de ajudarem na manutenção do equilíbrio dos ecossistemas, eles são mais mais nutritivos, preservam as fibras, vitaminas e minerais. Eles também possuem mais substâncias bioativas, resultando em mais antioxidantes para o organismo que, consequentemente, levam à um reforço no sistema imunológico e previnem diversas doenças.
A cenoura orgânica é rica em caroteno, substância que atua no combate às infecções e reduz o risco de infarto. Já o tomate possui licopeno que é um antioxidante excelente para retardar o envelhecimento e pode ajudar na prevenção de alguns tipos de câncer, como o de próstata. Os benefícios dos orgânicos não estão só nas frutas e legumes, as carnes e ovos provenientes de animais que não sofrem estresse e também se alimentam de orgânicos, contribuem para uma dieta alimentar mais segura e saudável.
Em geral, os alimentos orgânicos são um pouco mais caros do que os inorgânicos. Isso se deve ao fato do cultivo possuir mais processos e necessitar de mais mão de obra, uma vez que são produzidos por pequenos agricultores e pela agricultura familiar. Contudo, as vantagens do consumo desses alimentos valem a diferença no custo. Eles ainda recebem um selo de certificação, o SisOrg (Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade Orgânica), que garante a procedência do alimento, natural e livre de alterações químicas.