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segunda-feira, 18 de junho de 2018

Projeto Língua Solta promove capacitação para o Teste da Linguinha



No dia 20 de junho, das 9h às 17h30, o Projeto Língua Solta promoverá uma capacitação para a realização do Teste da Linguinha. O evento contará com aula ministrada pela autora do teste Dra. Roberta Martinelli, além de um minicurso prático. A aula acontecerá no auditório Jorge Lobo, no Centro de Ciências da Saúde da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Já o minicurso será na Clínica C, no Departamento de Odontologia (Departamento de Prótese e Cirurgia Buco Facial), onde funciona o projeto. 

Desde 2014, o Teste da Linguinha passou a ser obrigatório nas maternidades brasileiras, com base na lei nº 13.002, sancionada pelo Governo Federal. O teste tem como objetivo examinar as alterações morfofisiológicas e evitar futuros problemas como má-formação, fonação, deglutição e dificuldades de ordem psicossocial para as crianças. Popularmente conhecida como língua presa, trata-se de uma alteração morfofisiológica que atinge cerca de 17% das crianças no país e está associada à genética familiar.

O Protocolo de Avaliação do Frênulo da Língua em Bebês serviu como base para a elaboração da Lei do Teste da Linguinha, que foi validada de acordo com as normas internacionais. O protocolo é utilizado por centros de pesquisas de vários países, incluindo a Academy of Applied Myofunctional Sciences (AAMS).

O Língua Solta avalia crianças na faixa etária de 0 a 10 anos de idade. No entanto, Ana Cláudia Araújo, coordenadora do projeto, enfatiza que quanto mais cedo a criança realizar o procedimento, melhor é a recuperação e o resultado. “O ideal é fazer nos primeiros dias de vida do bebê, logo após o diagnóstico através do teste da linguinha, na maternidade. Inclusive porque a língua presa, como é conhecida, atrapalha a amamentação e deglutição do bebê. Isso sem falar nos problemas futuros com relação à fala e até socialização da criança”, reforça a especialista.

Ana Cláudia afirma ainda que a questão financeira é um dos grandes problemas para a manutenção do projeto. “Hoje o grande entrave do funcionamento do projeto é o financiamento, uma vez que a universidade só contribui disponibilizando a estrutura física e de equipamentos. Toda a captação de materiais como luva, gaze, álcool, é obtida através de doação dos pacientes que são atendidos pelo programa e também por meio de cursos de capacitação”, relata.

Projeto Língua Solta

Tendo em vista a necessidade de tratar os pequenos pacientes com essas alterações, os departamentos de odontologia e fonoaudiologia da UFPE desenvolveram o Projeto Língua Solta. O programa segue o Protocolo de Avaliação do Frênulo da Língua do Bebê e garante o diagnóstico e, se preciso, a realização da intervenção cirúrgica, além de todo acompanhamento posterior com consultas e atendimento fonoaudiológico. 

Em 2017, foram realizados cerca de 700 atendimentos entre consultas avaliativas, procedimentos cirúrgicos e revisão pós-cirurgia. Atualmente, atende cerca de 30 pacientes por dia e já assistiu mais de 2.500 crianças. O atendimento é gratuito e realizado na clínica de pesquisa do departamento de Prótese e Cirurgia Buco-Maxilo-Facial da UFPE.

A idealização e coordenação do Língua Solta foi uma iniciativa dos professores-doutores Ana Cláudia Araújo Silva e Alfredo Justino Gaspar Junior, ambos docentes da UFPE. A iniciativa conta ainda com a contribuição do professor de fonoaudiologia Hilton Justino, além de uma equipe multiprofissional formada por cirurgiões-dentistas, odontopediatras, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e acadêmicos desses cursos. 

As inscrições para a capacitação estão abertas e podem ser feitas através do site


sexta-feira, 25 de maio de 2018

Atendimento psicológico gratuito na UFPE


Por Rebeka Gonçalves


Os alunos do curso de Psicologia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) estão oferecendo atendimento psicológico gratuito, todas as quartas-feiras, das 07h30 às 17h30, no Serviço de Psicologia Aplicada (SPA), localizado no bairro da Várzea, Zona Oeste do Recife.

“O objetivo é ofertar acolhimento e escuta às pessoas em sofrimento psíquico que buscam atendimento psicológico. Estamos atendendo em média 30 pacientes por dia. E a partir da semana que vem, esse número irá aumentar com a chegada dos novos estagiários”, afirma a psicóloga responsável pelo SPA, Rubenilda Maria Rosinha Barbosa.

Para a realização do atendimento não é necessário vínculo com a universidade e nem fazer agendamento prévio, basta comparecer ao SPA.

Serviço
Serviço de Psicologia Aplicada da UFPE
Rua Acadêmico Hélio Ramos, s/n, Várzea – Recife/PE
Mais informações: (81) 2126. 8731

sexta-feira, 27 de abril de 2018

Projeto Língua Solta atende crianças com a popular “língua presa”


Pedro e a mãe, Rose Andrade, na consulta da revisão cirúrgica com a Dra. Ana Cláudia Araújo
Desde 2014, o Teste da Linguinha passou a ser obrigatório nas maternidades brasileiras, com base na lei nº 13.002, sancionada pelo Governo Federal. O teste tem como objetivo examinar as alterações morfofisiológicas e evitar futuros problemas como má-formação, fonação, deglutição e dificuldades de ordem psicossocial para as crianças. Popularmente conhecida como língua presa, trata-se de uma alteração morfofisiológica que atinge cerca de 17% das crianças no país e está associada à genética familiar.

Tendo em vista a necessidade de tratar os pequenos pacientes com essas alterações, os departamentos de odontologia e fonoaudiologia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) desenvolveram o Projeto Língua Solta. O programa segue o Protocolo de Avaliação do Frênulo da Língua do Bebê e garante o diagnóstico e, se preciso, a realização da intervenção cirúrgica, além de todo acompanhamento posterior com consultas e atendimento fonoaudiológico.

Em 2017, foram realizados cerca de 700 atendimentos entre consultas avaliativas, procedimentos cirúrgicos e revisão pós-cirurgia. Atualmente, atende cerca de 30 pacientes por dia e já assistiu mais de 2.500 crianças. O atendimento é gratuito e realizado na clínica de pesquisa do departamento de Prótese e Cirurgia Buco-Maxilo-Facial da UFPE.

O Língua Solta avalia crianças na faixa etária de 0 a 10 anos de idade. No entanto, Ana Cláudia Araújo, coordenadora do projeto, enfatiza que quanto mais cedo a criança realizar o procedimento, melhor é a recuperação e o resultado. “O ideal é fazer nos primeiros dias de vida do bebê, logo após o diagnóstico através do teste da linguinha, na maternidade. Inclusive porque a língua presa, como é conhecida, atrapalha a amamentação e deglutição do bebê. Isso sem falar nos problemas futuros com relação à fala e até socialização da criança”, reforça a especialista.

Com 19 dias de vida, o pequeno Pedro realizou a intervenção cirúrgica no local. Segundo Rose Andrade, mãe do bebê, o problema foi identificado na própria maternidade através do Teste da Linguinha. “Antes do procedimento ele não conseguia mamar direito e ganhava apenas 20 gramas por dia. Após a cirurgia ele passou a ganhar 60 gramas com a amamentação exclusiva”, afirmou a mãe de Pedro.

“Hoje o grande entrave do funcionamento do projeto é o financiamento, uma vez que a universidade só contribui disponibilizando a estrutura física e de equipamentos. Toda a captação de materiais como luva, gaze, álcool, é obtida através de doação dos pacientes que são atendidos pelo programa e também por meio de cursos de capacitação”, relatou a coordenadora.

A idealização e coordenação do Língua Solta foi uma iniciativa dos professores-doutores Ana Cláudia Araújo Silva e Alfredo Justino Gaspar Junior, ambos docentes da UFPE. A iniciativa conta ainda com a contribuição do professor de fonoaudiologia Hilton Justino, além de uma equipe multiprofissional formada por cirurgiões-dentistas, odontopediatras, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e acadêmicos desses cursos.