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quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Governo quer fechar acordo para reduzir níveis de açúcar em alimentos



O ministro da Saúde, Gilberto Occhi, anunciou hoje (1º), em Brasília, que ainda este mês será finalizado um acordo com a indústria de alimentos processados para a redução do nível de açúcar em vários produtos.
Segundo ele, nesse primeiro momento, a proposta vai incluir iogurtes, achocolatados, sucos em caixinha, refrigerantes, bolos e biscoitos.
“Cada um terá um nível de redução de açúcar, que será estabelecido até 2021, quando sentaremos novamente com a indústria para definir um novo patamar”, disse Occhi, durante o lançamento de uma pesquisa sobre perfil da população idosa brasileira.
O ministro disse que o acordo com a indústria é uma das ações preventivas contra problemas de saúde que poderão contribuir para a melhoria da qualidade de vida população em crescente envelhecimento no país.
Atualmente, os idosos representam 14,3% dos brasileiros, ou seja, 29,3 milhões de pessoas.
Vivendo mais
A expectativa de vida do brasileiro aumentou 30 anos nas últimas sete décadas, passando de pouco mais de 45 anos de idade para 75 anos.
“Temos que cuidar desde a infância para que nossa população tenha uma vida cada vez mais saudável. As pessoas com mais de 60 anos precisam ter práticas físicas e diagnósticos cada vez mais precoces sobre possíveis doenças crônicas”, disse o ministro da Saúde.
De acordo com o estudo realizado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), 75,3% das 9,4 mil pessoas com 50 anos ou mais, entrevistadas em 70 municípios brasileiros, dependem exclusivamente do Sistema Único de Saúde (SUS). A pesquisa aponta que, por este cenário, os investimentos no sistema são fundamentais para reduzir as desigualdades sociais em saúde.
Um dos pontos de alerta feito pelos pesquisadores é o de que o envelhecimento da população é uma realidade irreversível que ainda ocorre de forma “profundamente desigual”. As diferenças econômicas, segundo eles, refletem diretamente na qualidade de vida dessas pessoas.
Hipertensão lidera doenças
O leque de doenças que mais afetam esse público é liderado pela hipertensão (mais da metade dos entrevistados), seguida por dores na coluna, artrite e depressão.
O levantamento mostrou que quase 30% dos idosos sofrem com duas ou mais doenças crônicas e que, nos últimos 12 meses, 10,2% dos entrevistados relataram que foram hospitalizados pelo menos uma vez.
A insegurança nas áreas urbanas também foi destacada no diagnóstico apresentado pela Fiocruz e UFMG, que mostrou que 85% dos idosos com 50 anos ou mais vivem em cidades.
Mais de 40% dos ouvidos disseram ter medo de cair nas ruas em função do estado de calçadas e passeios. Outros 36% declararam o temor em atravessar ruas.
“Saúde é uma responsabilidade de todos. Estamos falando de educação, de saneamento, de mobilidade urbana. Todos nós, como governo de maneira global, temos que adotar medidas”, defendeu o ministro da Saúde.
Fonte: Agência Brasil

quinta-feira, 6 de setembro de 2018

Hipertensão acomete cerca de 36 milhões de pessoas no Brasil


Mais de 60% dos idosos são afetados com o problema
Por Rebeka Gonçalves
Infarto, acidente vascular cerebral (AVC), doenças renais e obstrução das artérias do pescoço são alguns exemplos do que pode acontecer com um paciente hipertenso em situações extremas. Por isso, quando a saúde não vai bem e sintomas como visão turva, tontura ou dores de cabeça surgirem, aferir a pressão do paciente é um dos primeiros procedimentos a ser feito para saber se o que está causando o mal-estar tem relação com hipertensão. 
“Hipertensão arterial (HA) é condição clínica multifatorial caracterizada por elevação sustentada dos níveis pressóricos maior que 140 e/ou 90 mmHg. Há uma associação direta e linear entre envelhecimento e prevalência de HA. Também há maior incidência com o aumento de peso, ingestão de sal, consumo crônico e elevado de bebidas alcoólicas, sedentarismo e questões genéticas”, esclarece a cardiologista, Isabelle Machado. 
No Brasil, a hipertensão atinge 32,5% dos adultos – cerca de 36 milhões - e mais de 60% dos idosos, contribuindo direta ou indiretamente para 50% das mortes por doença cardiovascular. Estudos realizados no país incluindo 13.978 idosos mostraram 68% de prevalência de hipertensão arterial.  
“Um dos grandes problemas da hipertensão arterial é o fato dela ser assintomática até fases muito avançadas da doença. O fato de algumas pessoas terem dor de cabeça ou mal-estar quando apresentam pressões arteriais muito elevadas não significa que tenham HA, elas podem simplesmente ter picos de pressão assintomáticos”, explica a especialista. 
O diagnóstico é realizado através da medição da pressão arterial utilizando a técnica e o equipamento adequados, avaliação do histórico pessoal e familiar, exame físico, investigação clínica e laboratorial. O tratamento é feito através da abordagem terapêutica da pressão arterial com medidas não medicamentosas e uso de remédios para controle da pressão, a fim de reduzi-la e proteger órgãos como o rins, olhos, cérebro e coração. 
A dona de casa, Selma Régis, relata como descobriu que era hipertensa. “Descobri quando fui fazer uma cirurgia e pediu o parecer cardiológico, aí marquei a consulta com a cardiologista para ela confirmar que estava apta para fazer a cirurgia, mas quando cheguei lá, a médica aferiu minha pressão e perguntou se eu era hipertensa, porque a minha pressão estava um pouco alta. Depois de uma semana, voltei ao consultório para aferir a pressão, mas ainda deu alta. E na terceira vez, ainda estava alta. Então, fui fazer o teste, o Holter, para ficar medindo a pressão. E quando voltei para mostrar o resultado a médica, então ela diagnosticou que a minha pressão oscilava muito, e comecei a tomar o remédio, aí ela liberou que eu fizesse a cirurgia. E até hoje, eu tomo esse remédio”, relembra. 
A melhor forma de prevenção, além da utilização de medicação adequada e contínua no caso de hipertensos, é adotar hábitos saudáveis, alimentação rica em frutas, oleaginosas -amendoim, milho, soja –, sais minerais e a prática de exercícios físicos. 
Hábitos saudáveis para hipertensos 
1) Alimentação
Diminua o sal da comida; nunca ultrapasse 6 gramas por dia, ou seja, uma colher de chá para toda a alimentação diária. Use temperos naturais, como limão, cebola, alho e cheiro verde. 
2) Peso
O excesso de peso tem grande relação com o aumento da pressão. Portanto, se você está com o peso acima do normal, ou seja, seu índice de massa corpórea é superior a 25 kg/m². 
Veja como calcular o índice de massa corpórea utilizando a seguinte fórmula: 
Peso/(Altura x Altura) = Índice de Massa Corpórea
3) Sedentarismo 
Passe a fazer regularmente uma caminhada de, no mínimo, trinta minutos todos os dias ou, pelo menos, quatro vezes por semana. 
Os melhores exercícios para hipertensos são: caminhar, nadar, correr e andar de bicicleta. 
4) Bebidas alcoólicas
O consumo excessivo de bebidas alcoólicas eleva a pressão arterial. Por isso, os homens não devem ultrapassar o limite diário de 60 mL de bebidas destiladas (uísque, vodca, aguardente, etc.), ou 240 mL de vinho, ou 720 mL de cerveja. As mulheres e pessoas de baixo peso devem limitar a ingestão de álcool à metade da quantidade permitida aos homens. 
5) Tabagismo
Abandonar o tabagismo deve ser a primeira providência do hipertenso, pois é o mais importante fator de risco, sendo responsável por 1 em cada 6 óbitos. A nicotina aumenta a pressão arterial e acelera a progressão do depósito de gorduras nas paredes das artérias. 
6) Estresse 
As causas do estresse podem variar de acordo com o indivíduo. O melhor a fazer é, se possível, identificar o motivo gerador de tensão e eliminá-lo. Na impossibilidade, deve-se procurar encarar a situação com mais leveza e/ou ajuda profissional, como um psicólogo. 
7) Atividades de lazer
Descubra uma atividade que lhe dê prazer. Ler um livro, pintar um quadro, bordar, participar de atividades sociais ou de grupos de relaxamento são ocupações que geram bem-estar. Invista suas energias na atividade que mais lhe agradar. 

quarta-feira, 2 de maio de 2018

Reajuste no Farmácia Popular favorece entrega de medicamentos gratuitos



Desde segunda-feira (30/04), as drogarias credenciadas ao Farmácia Popular passaram a receber um reajuste no reembolso de 20 medicamentos entregues gratuitamente à população. O Ministério da Saúde acompanhará o abastecimento nas unidades credenciadas para garantir o atendimento à população. Atualmente, mais de 31 mil farmácias fazem parte da iniciativa, em 4.342 municípios, estando presente em 78% do território brasileiro.
O reajuste nos repasses às drogarias elimina as distorções de valores pagos pelo Governo Federal que, em alguns casos, chegavam a custar mais de 200% acima do mercado. A medida é resultado de um estudo do Sistema de Acompanhamento de Mercado de Medicamentos (Sammed), que aponta que os valores pagos pela pasta em 20 medicamentos estavam defasados ou acima do praticado pelo mercado. Com base nos valores de referência, nove produtos terão aumento, sete terão redução e quatro devem variar de acordo com os impostos de cada estado.
O programa distribui, principalmente, remédios para hipertensão, diabetes e asma. Ao todo, são disponibilizados 42 produtos, sendo que 26 deles gratuitamente e o restante com descontos que chegam a 90%. Desde a sua criação, o Farmácia Popular já atendeu mais de 43 milhões de brasileiros, o equivalente a cerca de 20% da população do país.
Para retirar os remédios, o cidadão deve apresentar o documento de identidade, CPF e receita médica dentro do prazo de validade. A receita pode ser emitida tanto por profissionais da rede pública quanto da rede privada. Irregularidades sobre o programa podem ser informadas por qualquer cidadão pelo telefone 136.
Com informações do Ministério da Saúde

terça-feira, 24 de abril de 2018

Ações marcam o Dia Nacional de Combate à Hipertensão em PE



Criado em 2002 por lei federal, o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial é comemorado no dia 26 de abril. A data tem o objetivo de conscientizar a população sobre a doença, além de alertar sobre os cuidados básicos para prevenção e controle. Segundo o Ministério da Saúde, a doença atinge mais de 30 milhões de brasileiros. A Sociedade Brasileira de Hipertensão afirma que ela é responsável por cerca de 300 mil mortes anualmente no Brasil, são 820 mortes por dia, 30 por hora ou uma a cada 2 minutos.
Para marcar a data, a Sociedade Brasileira de Cardiologia/Pernambuco (SBC/PE) promoverá uma ação no Centro Médico Ermírio de Moraes, na próxima quinta-feira. O movimento tem o objetivo de alertar à população para os riscos da pressão alta. Na ocasião, médicos e profissionais de saúde irão disponibilizar aferição da pressão arterial, glicemia capilar e orientação nutricional. Haverá ainda atividade física com a equipe da academia da cidade e orientações sobre o uso correto da medicação. 
A SBC/PE também apoiará a realização de duas ações voltadas para a prevenção da doença. Amanhã (25/04), o cardiologista Rafael Gomes, coordenador do Grupo de Estudos de Cardiointensivismo da SBC, fará uma palestra para pacientes no Hospital da Aeronáutica, visando orientá-los para um correto controle da doença. Já no dia 26, o cardiologista Marco Alves, coordenador do Departamento de Hipertensão da SBC/PE, ministrará aula para formação de profissionais de saúde que atuam na atenção básica, no Cabo de Santo Agostinho.
A hipertensão arterial ou pressão alta, é uma doença silenciosa que acomete os vasos sanguíneos, coração, cérebro, olhos e rins. Normalmente, uma pessoa é considerada hipertensa quando sua pressão arterial se mantém frequentemente acima dos 140 de máxima e 90 de mínima, informalmente chamado de “14 por 9”. Em 90% dos casos, a doença é herdada pelos pais, mas há vários fatores que influenciam nos níveis de pressão arterial, entre eles o sobrepeso e obesidade, a má alimentação (muito consumo de sal), o sedentarismo e o tabagismo.
Além desses fatores de risco, sabe-se que sua incidência é maior na raça negra, as chances aumentam com a idade, é maior entre homens com até 50 anos, entre mulheres acima de 50 anos e em diabéticos. Os sintomas só costumam aparecer quando a pressão sobe muito, os mais comuns são dor de cabeça, dor na nuca, tonturas, enjoos e falta de ar. Podem ocorrer ainda dores no peito, zumbido no ouvido, fraqueza, visão embaçada e sangramento nasal.
A única maneira de diagnosticar a pressão alta é aferindo a pressão regularmente. Pessoas acima de 20 anos de idade devem medir a pressão ao menos uma vez por ano. Se houver hipertensos na família, deve-se aferir mais vezes. Trata-se de uma enfermidade que não tem cura, mas tem tratamento e pode ser controlada com medicação e hábitos de vida saudável. Algumas das recomendações são manter o peso adequado, adotar hábitos alimentares mais saudáveis, não abusar do sal, praticar atividade física regular, abandonar o fumo, diminuir o consumo de álcool, evitar alimentos gordurosos e controlar o diabetes.
A hipertensão arterial é a maior causadora de mortes no Brasil. Na última década, segundo dados do Ministério da Saúde, houve um aumento de 10% na sua incidência. Dados da Organização Mundial da Saúde apontam que um hipertenso, mesmo com discretas elevações da pressão, se não tratado, pode ter a expectativa de vida reduzida em até 16,5 anos.