Mostrando postagens com marcador Surto. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Surto. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 2 de outubro de 2018

Brasil pode perder certificado de eliminação do sarampo, alerta Opas


Risco existe se surto da doença permanecer por mais de 12 meses
O Brasil tem até fevereiro de 2019 para reverter os surtos de sarampo registrados em diversas áreas do país – sob pena de perder o certificado de eliminação da doença, concedido pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) em 2016. O alerta foi feito pela assessora regional de Imunizações da entidade, Lúcia Helena de Oliveira, durante a 20ª Jornada Nacional de Imunizações, no Rio de Janeiro.
Dados do Ministério da Saúde mostram que, até 24 de setembro, foram confirmados 1.766 casos de sarampo, dos quais 1.367 no Amazonas e 325 em Roraima.
Há ainda, segundo a pasta, quase 8 mil casos em investigação em ambos os estados, além de casos isolados em São Paulo (3), no Rio de Janeiro (18), no Rio Grande do Sul (29), em Rondônia (2), em Pernambuco (4), no Pará (14) e em Sergipe (4).
Lúcia Helena de Oliveira lembrou que a Venezuela, de onde veio a cepa de sarampo identificada no Brasil, perdeu seu certificado de eliminação em junho deste ano.
Contra o tempo
O critério adotado pela Opas para conferir transmissão sustentada é que o surto se mantenha por um período superior a 12 meses. As autoridades sanitárias brasileiras, portanto, correm contra o tempo, já que os primeiros casos da doença no Norte do país foram identificados no início do ano.
“Sabemos que os casos no Brasil são de importação, lamentavelmente, pelas condições de saúde em que vive a Venezuela. Mas só estamos tendo casos de sarampo no Brasil porque não tínhamos cobertura de vacinação adequada. Se tivéssemos, esses casos viriam até aqui e não produziriam nenhum tipo de surto”, destacou a assessora da Opas.
Atualmente cerca de 4,4 mil municípios atingiram a meta de vacinação estipulada por meio de campanha, o que representa que aproximadamente 1,3 mil cidades permanecem com coberturas vacinais que deixam a desejar.
“As importações continuarão sendo uma ameaça permanente. A única forma de evitar a disseminação do vírus é obtendo coberturas vacinais acima de 95% em todos os municípios – não somente em nível de país”, ressaltou Lúcia Helena Oliveira.
Fonte: Agência Brasil

sexta-feira, 20 de julho de 2018

Ministério da Saúde divulga situação do sarampo no país


Mais 4 estados brasileiros já confirmaram casos da doença
O Ministério da Saúde atualizou nesta quarta-feira (18/07) os dados sobre o sarampo no Brasil. Os dados foram informados pelas secretarias estaduais de saúde. Até o dia 17 de julho, 3.586 casos foram notificados, desses 677 confirmados, 2.724 sob investigação e 185 descartados. Apenas os estados de Roraima e Amazonas enfrentam situação de surto da doença. No entanto, foi comprovado que o genótipo do vírus (D8), que foi identificado nesses estados, é o mesmo que circula na Venezuela. Com isso, os especialistas concluem que trata-se de uma epidemia importada.
No Amazonas, foram confirmados 444 casos de sarampo, 2.529 permanecem em investigação e 147 foram descartados. Roraima confirmou 216 ocorrências, 160 continuam em investigação e 38 foram descartados. Além disso, alguns casos isolados foram identificados nos estados de São Paulo (1), Rio Grande do Sul (8), Rondônia (1) e Rio de Janeiro (7). 
O Ministério da Saúde esclarece que está acompanhando a situação e prestando o apoio necessário. Medidas de bloqueio de vacinação, mesmo em casos suspeitos, estão sendo realizadas em todos os estados.
Ações de combate à doença
A pasta antecipou a campanha de vacinação contra sarampo nos estados de Roraima e Amazonas para os meses de março e abril deste ano, a ação estava prevista apenas para agosto em todo território nacional. De janeiro a junho deste ano, foram enviadas 711,4 mil doses da vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) para atender a demanda de rotina e para a realização de campanhas, ações de controle e prevenção nesses estados. 
Além da imunização, o governo está adotando medidas para impedir que o vírus volte a circular de forma sustentada no Brasil, por meio de treinamentos de equipes técnicas nos dois estados. Além disso, o governo tem capacitado os profissionais de saúde sobre a doença e ações de vigilância epidemiológica. Também foi realizada intensificação vacinal nos estrangeiros presentes no posto da Polícia Federal, em Roraima. O objetivo é orientar as ações para o enfrentamento da situação, bem como torná-los aptos a atuarem em casos suspeitos.
Foi elaborado, ainda, um plano de fortalecimento da vigilância epidemiológica do sarampo no estado do Amazonas, considerando eixos prioritários de atuação: municípios com mais de 75 mil habitantes, Região Metropolitana de Manaus, Municípios Sede de DSEI, Municípios de fronteira com outros países, Municípios Polo e Comunicação. Para o enfrentamento da situação do sarampo no estado do Amazonas, estão em andamento o bloqueio vacinal, a intensificação vacinal, a varredura (vacinação casa a casa), assim como estratégias de isolamento de casos suspeitos/confirmados durante o período de transmissibilidade.
Entre 2013 e 2015, foram registrados 1.310 casos da enfermidade no Brasil, decorrentes de pacientes vindos de outros países, a maioria deles nos estados de Pernambuco e Ceará. Em 2016, o país recebeu o certificado de eliminação da circulação do vírus do sarampo da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). O governo brasileiro vem atuando de maneira enérgica através do fortalecimento da vigilância epidemiológica, da rede laboratorial e de estratégias de imunização para manter o certificado.
Campanha de Vacinação
Entre os dias 6 e 31 de agosto, será realizada a Campanha Nacional de Vacinação contra Sarampo, com o Dia D no dia 18. A iniciativa é do Ministério da Saúde e o objetivo é imunizar 95% do público-alvo, que são crianças entre 1 ano e menores de 5 (4 anos, 11 meses e 29 dias), independentemente da situação vacinal. Em 2017, dados preliminares apontam que a cobertura no Brasil foi de 85,21% na primeira dose (tríplice viral) e de 69,95% na segunda dose (tetra viral).
Sarampo
O sarampo é uma doença infecciosa aguda, transmitida por vírus e extremamente contagiosa. O paciente com a enfermidade pode apresentar os seguintes sintomas: febre, tosse, irritação ocular, corrimento do nariz, manchas avermelhadas no rosto, que avançam em direção aos pés. Também pode causar infecção nos ouvidos, pneumonia, ataques (convulsões e olhar fixo), lesão cerebral e morte. Além disso, o vírus pode atingir as vias respiratórias, causar diarreias e até infecções no encéfalo. Mais comum na infância, o sarampo pode se desenvolver de maneira mais grave em recém-nascidos, desnutridos, gestantes e pessoas portadoras de imunodeficiências.

A transmissão se dá por meio do contato direto através de tosse, espirros, fala, secreções respiratórias ou da boca. O contágio ocorre na fase em que o doente apresenta febre alta, mal-estar, coriza, irritação ocular, tosse e falta de apetite e dura até quatro dias após o aparecimento das manchas vermelhas. 
A única forma de prevenção é a vacina e os principais grupos de risco são pessoas de seis meses a 39 anos de idade. Na fase adulta, os mais suscetíveis são trabalhadores de portos e aeroportos, hotelaria e profissionais do sexo, devido à maior exposição a indivíduos de outros países. As crianças devem tomar duas doses da vacina combinada contra rubéola, sarampo e caxumba, conhecida como tríplice viral, a primeira dose com um ano e a segunda entre quatro e seis anos. 

quinta-feira, 5 de julho de 2018

Pernambuco intensifica vacinação contra sarampo



Diante da confirmação do surto de sarampo nos estados de Roraima e Amazonas pelo Ministério da Saúde, a Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES/PE) está reforçando com os municípios e a população em geral a importância da vacinação contra a doença. De acordo com a SES/PE, a intenção é intensificar as ações de imunização para evitar a reintrodução do vírus no Estado, que não registra casos da enfermidade desde 2014.
Segundo George Dimech, diretor geral de Controle de Doenças Transmissíveis, o trânsito de pessoas entre países pode facilitar a reintrodução da doença no país. “Hoje, o fluxo de pessoas entre países pode facilitar a introdução de vírus em territórios que ele não esteja presente. Precisamos chamar a atenção dos pernambucanos para que eles verifiquem se sua situação vacinal está atualizada, não apenas para o sarampo, mas para outras enfermidades que possam ser evitadas com as vacinas disponibilizadas pelo SUS”, reforça.
Este ano, a Organização Mundial de Saúde (OMS) já confirmou casos em países da Europa e África. Nas Américas, há registros de sarampo nos Estados Unidos e na Venezuela. Já no Brasil, o Ministério da Saúde confirmou 263 casos no Amazonas e 200 em Roraima, até o dia 20 de junho. Em Pernambuco, foram registrados 199 casos de sarampo em 2013 e 27 em 2014, além de 1 caso importado em 2012. Anteriormente, o último registro tinha sido em 1999. 
“Até a sexta, estamos encaminhando uma nota informativa para reforçar com os municípios as ações de controle e de vigilância do sarampo, para detecção e notificação precoce de um caso suspeito, possibilitando a tomada de todas as medidas de controle. Também estamos indicando que haja um reforço de informação para os profissionais de saúde, para o público que for viajar para áreas com ocorrência da doença e indivíduos que tenham maior possibilidade de contato com viajantes, tais como os profissionais do setor de turismo, transporte de passageiros, caminhoneiros e trabalhadores do sexo”, afirma a gerente de Prevenção de Doenças Imunopreveníveis da SES, Ana Antunes. 
Além da imunização, o governo está adotando medidas para impedir que o vírus volte a circular de forma sustentada no Brasil, por meio de treinamentos de equipes técnicas nos dois estados. Além disso, o governo tem capacitado os profissionais de saúde sobre a doença e ações de vigilância epidemiológica. O objetivo é orientar as ações para o enfrentamento da situação, bem como torná-los aptos a atuarem em casos suspeitos.
A única forma de prevenção é a vacina. A indicação é utilizar a vacina tríplice viral, que evita também a rubéola e a caxumba. Ela deve ser aplicada em crianças com 12 meses, com um reforço aos 15 meses com a tetra viral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela). Crianças acima de 2 anos, jovens e adultos até os 29 anos e profissionais de saúde não vacinados anteriormente ou que não lembram se foram imunizados, devem tomar duas doses da tríplice viral, com intervalo de 30 dias entre elas. Já os adultos entre 30 e 49 anos, na mesma situação, devem tomar uma dose da tríplice.
Sarampo
O sarampo é uma doença infecciosa aguda, transmitida por vírus e extremamente contagiosa. O paciente com a enfermidade pode apresentar os seguintes sintomas: febre, tosse, irritação ocular, corrimento do nariz, manchas avermelhadas no rosto, que avançam em direção aos pés. Também pode causar infecção nos ouvidos, pneumonia, ataques (convulsões e olhar fixo), lesão cerebral e morte. Além disso, o vírus pode atingir as vias respiratórias, causar diarreias e até infecções no encéfalo. Mais comum na infância, o sarampo pode se desenvolver de maneira mais grave em recém-nascidos, desnutridos, gestantes e pessoas portadoras de imunodeficiências.
A transmissão se dá por meio do contato direto através de tosse, espirros, fala, secreções respiratórias ou da boca. O contágio ocorre na fase em que o doente apresenta febre alta, mal-estar, coriza, irritação ocular, tosse e falta de apetite e dura até quatro dias após o aparecimento das manchas vermelhas.

Surto de sarampo no Amazonas preocupa autoridades


O Ministério da Saúde confirmou que o estado do Amazonas está com surto de sarampo. Até o dia 20 de junho, foram confirmados 263 casos, outros 1.368 permanecem em investigação e 125 foram descartados. Ao todo, foram notificados 1.756 casos no estado, sendo 82,1% (1.441) em Manaus. O Ministério afirma que a situação é preocupante e reforça a importância da vacinação contra a doença, 487 mil doses da vacina foram encaminadas ao estado. Em Roraima foram notificados 412 casos, sendo 200 confirmados, 177 ainda sob investigação e 35 descartados. Desses, apenas dois evoluíram para óbito associado a comorbidades. 
A pasta antecipou a campanha de vacinação contra sarampo nesses estados para os meses de março e abril deste ano, a ação estava prevista apenas para agosto em todo território nacional. De janeiro a junho deste ano, foram enviadas 711,4 mil doses da vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) para atender a demanda de rotina e para a realização de campanhas, ações de controle e prevenção nesses estados. 
Além da imunização, o governo está adotando medidas para impedir que o vírus volte a circular de forma sustentada no Brasil, por meio de treinamentos de equipes técnicas nos dois estados. Além disso, o governo tem capacitado os profissionais de saúde sobre a doença e ações de vigilância epidemiológica. O objetivo é orientar as ações para o enfrentamento da situação, bem como torná-los aptos a atuarem em casos suspeitos.
Entre 2013 e 2015, foram registrados 1.310 casos da enfermidade no Brasil, decorrentes de pacientes vindos de outros países, a maioria deles nos estados de Pernambuco e Ceará. Em 2016, o país recebeu o certificado de eliminação da circulação do vírus do sarampo da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). O governo brasileiro vem atuando de maneira enérgica através do fortalecimento da vigilância epidemiológica, da rede laboratorial e de estratégias de imunização para manter o certificado.
Sarampo
O sarampo é uma doença infecciosa aguda, transmitida por vírus e extremamente contagiosa. O paciente com a enfermidade pode apresentar os seguintes sintomas: febre, tosse, irritação ocular, corrimento do nariz, manchas avermelhadas no rosto, que avançam em direção aos pés. Também pode causar infecção nos ouvidos, pneumonia, ataques (convulsões e olhar fixo), lesão cerebral e morte. Além disso, o vírus pode atingir as vias respiratórias, causar diarreias e até infecções no encéfalo. Mais comum na infância, o sarampo pode se desenvolver de maneira mais grave em recém-nascidos, desnutridos, gestantes e pessoas portadoras de imunodeficiências.
A transmissão se dá por meio do contato direto através de tosse, espirros, fala, secreções respiratórias ou da boca. O contágio ocorre na fase em que o doente apresenta febre alta, mal-estar, coriza, irritação ocular, tosse e falta de apetite e dura até quatro dias após o aparecimento das manchas vermelhas. 
A única forma de prevenção é a vacina e os principais grupos de risco são pessoas de seis meses a 39 anos de idade. Na fase adulta, os mais sucetíveis são trabalhadores de portos e aeroportos, hotelaria e profissionais do sexo, devido à maior exposição a indivíduos de outros países. As crianças devem tomar duas doses da vacina combinada contra rubéola, sarampo e caxumba, conhecida como tríplice viral, a primeira dose com um ano e a segunda entre quatro e seis anos.