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sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Fiocruz faz pesquisa de casos de dengue, zika e chikungunya no Recife



A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) deu início a um levantamento para identificar o número de casos – novos e antigos – de zika, dengue e chikungunya em diferentes níveis socioeconômicos e faixas etárias no Recife. Nas visitas a domicílios escolhidos por sorteio, será aplicado um questionário para reunir dados sociodemográficos e de história anterior de adoecimento por arboviroses. As equipes também vão coletar amostras de sangue para exames sorológicos e moleculares.
No caso de pessoas com sintomas de alguma das doenças na ocasião da visita da equipe ou que apresentaram sintomas nos últimos 30 dias, serão coletadas também amostras de urina, saliva e fio de cabelo para serem submetidas a testes mais específicos. “A finalidade é tentar esclarecer se fatores ambientais podem ter interagido com o vírus Zika e ter aumentado os casos de microcefalia”, informou a Fiocruz. Todo o material coletado será encaminhado ao departamento de Virologia e Terapia Experimental em Pernambuco.
As visitas aos domicílios, de acordo com a fundação, serão feitas das 17h às 21h, de segunda a quinta-feira, e das 9h às 12h, aos sábados, horários em que a maioria dos membros das famílias está em casa. Todos os participantes vão receber os resultados dos testes e orientações sobre eles. Os pacientes que estiverem sintomáticos serão encaminhados para atendimento na rede de saúde municipal.
Devem ser visitadas, ao todo, 990 casas e coletadas amostras de aproximadamente 3.105 pessoas com idade entre 5 e 65 anos.
“Com esse estudo, será possível conhecer a dimensão das epidemias de zika e chikungunya e avaliar a situação atual da dengue, no Recife. Zika e chikungunya são confundidas com dengue por terem sintomas semelhantes e há muitos casos assintomáticos, o que leva à subnotificação”, explicou a coordenadora do inquérito, a pesquisadora Cynthia Braga.
Uma das propostas da pesquisa, segundo ela, é ajudar a identificar a população mais vulnerável ao Zika e a quantidade de mulheres em idade fértil que ainda não têm imunidade contra o vírus. Serão conhecidos ainda fatores de risco associados às três arboviroses e as áreas mais afetadas.
O estudo será desenvolvido com aporte financeiro do Ministério da Saúde, da Organização Pan-Americana de Saúde e do consórcio internacional Zikalliance.
Fonte: Agência Brasil

terça-feira, 12 de junho de 2018

Pernambuco tem 83 municípios com risco de surto de dengue, zika e chikungunya


O estado possui ainda 81 municípios em estado de alerta
Na última quinta-feira (07/06), o Ministério da Saúde divulgou o resultado do último Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa). A pesquisa foi realizada em 5.191 municípios com o intuito de avaliar o risco de aumento das doenças causadas pelo mosquito. 
Os números indicam que 1.153 municípios brasileiros (22%) apresentaram um alto índice de infestação, com risco de surto para dengue, zika e chikungunya. Além das cidades, o estudo identificou ainda 2.069 municípios em estado de alerta, com o índice de infestação predial (IIP) entre 1% a 3,9% e apenas 1.711 municípios com índices satisfatórios. Os dados foram coletados no período de janeiro a 15 de março deste ano.
De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SES/PE), Pernambuco tem 83 municípios em situação de risco de surto, 81 em estado de alerta, 18 com situação satisfatória e 2 ainda não enviaram os dados do 3º LIRAa. O órgão ressalta  que as ações de campo para controle do Aedes aegypti são de responsabilidade dos municípios, mas informa que o Estado está à disposição de todas as cidades para prestar apoio técnico. 
De acordo com Osnei Okumoto, secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, as ações de prevenção e combate ao mosquito devem ser constantes, para manter baixos os índices de infestação, sobretudo no período de maior proliferação do Aedes aegypti. “O resultado do levantamento indica que é necessário dar mais atenção nas ações de combate ao mosquito. A prevenção não pode ser interrompida, mesmo no período mais frio do ano. (...) Assim será possível manter a redução do número de casos”, alertou.
A SES/PE esclareceu que mantém um comitê de mobilização permanente com vários entes da sociedade. Além disso, realiza capacitações com os coordenadores de endemias e de vigilância epidemiológica dos municípios pernambucanos para tratar do controle do mosquito, os indicadores municipais, índice de infestação, as coberturas de visitas domiciliares, notificação e encerramento dos casos nos sistemas de informação e de investigação de óbitos. Também houve capacitação voltada para profissionais de saúde de serviços de emergência (UPAs, policlínicas, hospitais).
O Governo do Estado é responsável pelo monitoramento dos municípios e, em caso de surto epidêmico, pela realização do bloqueio de transmissão com a aplicação de inseticida através da nebulização espacial a frio (tratamento a UBV), utilizando equipamentos portáteis ou pesados. 
A pesquisa identificou ainda os principais tipos de criadouros do Aedes aegypti. Na região nordeste, o armazenamento inadequado de água no nível doméstico, através de tonel e barril, é a principal forma de proliferação o mosquito. No ano passado, a SES/PE enviou aos municípios bombas costais, material de campo e equipamentos de proteção individual (EPIs) para o trabalho dos agentes de campo. Também foram fornecidas capas para vedação de recipientes para armazenamento de água. 
A SES/PE reforça a importância dos gestores municipais e da população em geral continuarem vigilantes e eliminando os possíveis criadouros do Aedes aegypti, evitando, assim, novos casos e a possibilidade de epidemia.  
TRATAMENTO
O Hospital Getúlio Vagas (HGV) possui um ambulatório de acometimento articular da Chikungunya para atender os pacientes com dores articulares crônicas provocadas pela doença. O ambulatório conta com dois reumatologistas para o atendimento a pacientes com mais de 15 dias de dor articular após o início dos sintomas (fase subaguda e/ou crônica). O serviço recebe cerca de 150 pacientes por mês.

Cuidados importantes para eliminar os focos dos mosquitos
- Mantenha bem tampados caixas d’água, jarras, cisternas, poços ou qualquer outro reservatório de água.
- Mantenha as lixeiras tampadas e secas. Nunca jogue lixo em terrenos baldios.
- Coloque no lixo todo objeto que possa acumular água. O lixo deve ser colocado em sacos plásticos bem fechados.
- Lave os bebedouros de animais com uma bucha pelo menos uma vez por semana e troque a água todos os dias.
- Cubra e guarde os pneus em locais secos, protegidos das chuvas.
- Guarde as garrafas secas de cabeça para baixo e não deixe no quintal objetos que acumulem água.
- Encha os pratinhos de plantas com areia.
- Retire a água acumulada sobre a laje.
- Mantenha as calhas d’água limpas.

Confira a situação dos municípios pernambucanos
Cidades em situção de risco
Mirandiba, Tuparetama, Vicência, Manari, Tabira, Iati, Santa Cruz, Pedra, Agrestina, Águas Belas, Paranatama, Itapetim, São José do Belmonte, Camutanga, Palmares, Timbaúba, Tacaratu, Jucati, Santa Maria do Cambucá, Bom Conselho, Buenos Aires, Ingazeira,  Afogados da Ingazeira, Cortês, Condado, Paudalho, São João, Buíque, Floresta, Poção, Taquaritinga do Norte, Panelas, Escada, Bodocó, São José do Egito, Araçoiaba, Belo Jardim, Exu, São Lourenço da Mata, Caetés, Aliança, Betânia, São Joaquim do Monte, Santa Cruz da Baixa Verde, Caruaru, Jurema, Araripina, Feira Nova, Jataúba, Salgadinho, Custódia, Petrolândia, Glória do Goitá, São Bento do Uma, Ibimirim, Sairé, São Caetano, Lagoa do Carro, Inaja, Serra Talhada, Venturosa, Limoeiro, Angelim, Garanhuns, Brejinho, Casinhas, Terezinha, Calumbi, Ferreiros, Sertânia, Brejo da Madre de Deus, João Alfredo, Arcoverde, Moreilândia, Santa Cruz do Capibaribe, Granito, Surubim, Gravatá. 
Cidades em situção de alerta
Paulista, sirinhaem, Brejão, Olinda, Vitória de Santo Antão, Carnaubeira da Penha, Carpina, Itapissuma, Altinho, Parnamirim, Bonito, Ipojuca, Sanharó, Chã de Alegria, Ibirajuba, Igarassu, Joaquim Nabuco, Itacuruba, Chã Grande, Moreno, Petrolina, Xexéu, Cumaru, Pombos, Santa Maria da Boa Vista, Cupira, Frei Miguelinho, Macaparana, Amaraji, Santa Filomena, Afrânio, Santa Terezinha, Itaíba, Recife, Dormentes, Vertentes, Bezerros, Jatobá, Orobó, Serrita, Belém de Maria, Correntes, Itambé, Lagoa Grande, Nazaré da Mata, Quipapá, São Vicente Ferrer, Verdejante, Carnaíba, Lajedo, Saloá, São José da Coroa Grande, Cedro, Itaquitinga, Cachoeirinha, Ouricuri, Ribeirão, Toritama, Pesqueira, Solidão, Riacho das Almas, Jupi, Calçado, Lagoa do Itaenga, Tacaimbó, Tupanatinga, Camocim de São Félix, Ipubi, Jaboatão dos Guararapes, Bom Jardim, Salgueiro, Abreu e Lima, Passira, Trindade, Quixaba, Iguaraci, Vertente do Lério.

domingo, 10 de junho de 2018

Mais de mil cidades com risco de surto de dengue, zika e chikungunya



O levantamento identificou ainda 2.069 municípios em estado de alerta
Na última quinta-feira (07/06), o Ministério da Saúde divulgou o resultado do último Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa). A pesquisa foi realizada em 5.191 municípios com o intuito de avaliar o risco de aumento das doenças causadas pelo mosquito. 
Os números indicam que 1.153 municípios brasileiros (22%) apresentaram um alto índice de infestação, com risco de surto para dengue, zika e chikungunya. Além das cidades, o estudo identificou ainda 2.069 municípios em estado de alerta, com o índice de infestação predial (IIP) entre 1% a 3,9% e apenas 1.711 municípios com índices satisfatórios. Os dados foram coletados no período de janeiro a 15 de março deste ano.
De acordo com Osnei Okumoto, secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, as ações de prevenção e combate ao mosquito devem ser constantes, para manter baixos os índices de infestação, sobretudo no período de maior proliferação do Aedes aegypti. “O resultado do levantamento indica que é necessário dar mais atenção nas ações de combate ao mosquito. A prevenção não pode ser interrompida, mesmo no período mais frio do ano. (...) Assim será possível manter a redução do número de casos”, alertou.
Do total de municípios avaliados 4.933 fizeram o LIRAa e 258 por armadilha. A metodologia da armadilha é utilizada quando a infestação do mosquito é muito baixa ou inexistente. Já o LIRAa é um instrumento fundamental para o monitoramento e controle do vetor e das doenças. O objetivo é fazer com os municípios possam planejar as ações de combate e controle do mosquito com maior eficácia, em especial nas cidades em risco e em alerta. É com base nos resultados desse levantamento que o gestor pode identificar onde estão concentrados os focos de reprodução do mosquito, assim como qual o tipo de criadouro predominante. 
A pesquisa identificou ainda os principais tipos de criadouros do Aedes aegypti. Na região nordeste, o armazenamento inadequado de água no nível doméstico, através de tonel e barril, é a principal forma de proliferação o mosquito. Nas regiões norte, sul e centro oeste, o maior número de depósitos encontrados foi em lixo, como recipientes plásticos, garrafas PET, latas, sucatas e entulhos de construção. Já no Sudeste predominaram os depósitos móveis, como vasos/frascos com água, pratos e garrafas retornáveis.
Com o aparecimento do vírus zika no Brasil e sua associação com os casos de malformações neurológicas, o Governo Federal tem se mobilizado e acionado órgãos federais, estados e municípios para a implantação de ações contínuas para o combate ao vetor e o monitoramento da situação epidemiológica. Para 2018, o Minsitério da Saúde prevê um orçamento de R$ 1,9 bilhão para essa finalidade. O recurso será destinado à vigilância das doenças transmissíveis, entre elas dengue, zika e chikungunya. 
Casos de Dengue,  Zika e Chikungunya
Em 2018, até 21 de abril, foram registrados 101.863 casos prováveis de dengue, 29.675 de febre chikungunya e 2.985 casos de Zika no país. Em comparação ao mesmo período do ano passado, houve uma redução de 20% (128.730) para os casos de dengue, 65% (86.568) para febre chikungunya e 70% (10.286) nos casos de zika.
Em relação aos óbitos também houve uma redução significativa. De 72 óbitos em 2017 para 40 em 2018 por dengue (44%). No mesmo período do ano passado foram 83 mortes por chikungunya e apenas 4 esse ano. Em relação à zika, apenas um óbito confirmado em 2018.

Resultado das capitais 
Participaram do monitoramento 22 capitais, 20 realizaram o LIRAa, 2 fizeram por armadilha, porém 5 delas não enviaram informações (Boa Vista, Belo Horizonte, Curitiba, Florianópolis e Campo Grande). Os municípios de Natal e Porto Alegre realizaram levantamento por armadilha. 
Capitais com índice satisfatório
São Paulo (SP)
João Pessoa (PB)
Aracaju (SE)
Capitais em situção de risco
Cuiabá (MT)
Rio Branco (AC)
Capitais em situção de alerta
Rio de Janeiro (RJ)
Fortaleza (CE)
Porto Velho (RO)
Palmas (TO)
Maceió (AL)
Salvador (BA)
Teresina (PI)
Recife (PE)
Brasília (DF)
Vitória (ES)
São Luis (MA)
Belém (PA)
Macapá (AP)
Manaus (AM)
Goiânia (GO)
Fonte: Ministério da Saúde