Mostrando postagens com marcador Câncer de Mama. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Câncer de Mama. Mostrar todas as postagens

sábado, 6 de outubro de 2018

Bacon e outras carnes processadas podem elevar risco de câncer de mama, aponta estudo


Pesquisa confirma descobertas anteriores da Organização Mundial de Saúde 
Comer bacon e salsicha com frequência pode aumentar o risco de câncer de mama, conclui estudo publicado recentemente no International Journal of Câncer.
Em uma revisão sistemática de 15 pesquisas, cientistas de diversos países - entre eles Estados Unidos, Reino Unido, Japão e Itália -, apontaram no levantamento que mulheres que consomem altos níveis de carne processada apresentam um risco 9% maior de desenvolver a doença, em comparação com aquelas que comem pouco.
Os achados confirmam descobertas anteriores da Organização Mundial de Saúde (OMS), que coloca as carnes processadas na lista de alimentos que considera cancerígenos.
Especialistas recomendam, no entanto, cautela em relação aos resultados do estudo, já que as pesquisas avaliadas têm definições diferentes do que seria "consumo elevado" e, muitas vezes, têm caráter observacional - ou seja, levam em consideração informações fornecidas pelos pacientes, não sendo suficientes para estabelecer relação direta de causa e efeito.
Qual é o risco?
No Reino Unido, cerca de 14 em cada 100 mulheres terão câncer de mama em algum momento de suas vidas.
O aumento de 9% no risco sinalizado pelo estudo poderia se traduzir em aproximadamente um caso "extra" a cada 100.
A ONG britânica Cancer Research UK, dedicada a combater a doença, estima que cerca de 23% dos cânceres de mama podem ser prevenidos.
Estima-se que cerca de 8% dos casos sejam motivados ​​por excesso de peso e obesidade, enquanto outros 8% pelo consumo de álcool.
Os autores do estudo, publicado no International Journal of Cancer, afirmam que a relação que eles encontraram se refere apenas à carne processada, e não à carne vermelha.
A OMS lista a carne processada como cancerígena, principalmente devido a evidências que a associam a um risco elevado de câncer de intestino, enquanto a carne vermelha é classificada como "provavelmente cancerígena".
O que é carne processada?
A carne processada é modificada para estender o prazo de validade ou alterar o sabor - é geralmente defumada, curada, salgada ou contém conservantes.
Entre elas, estão o bacon, linguiça, salsicha, salame, carne enlatada, carne seca e presunto.
Existem diferentes teorias de por que esse tipo de alimento pode aumentar o risco de câncer - uma delas diz que o conservante pode reagir com a proteína da carne, tornando-a cancerígena.
Até que ponto as descobertas são confiáveis?
O estudo, que inclui dados sobre mais de um milhão de mulheres, mostra uma ligação entre o consumo de carne processada e o risco de câncer de mama, mas não está claro se esse tipo de alimento realmente causa a doença.
Há outras questões a serem consideradas.
Os 15 estudos analisados têm diferentes definições para o que seria uma taxa de consumo elevada.
Por exemplo, uma pesquisa do Reino Unido classifica o alto consumo em mais de 9 gramas por dia - o equivalente a apenas duas ou três fatias por semana, enquanto outros estudos consideram uma quantidade muito maior.
Além disso, a maioria das pesquisas analisadas é observacional, então não conseguem provar relação de causa e efeito, se baseando na memória das participantes sobre o que e quanto comeram.
Os pesquisadores registraram o relato das mulheres e as acompanharam para ver se desenvolveriam câncer de mama.
Mas o problema desta metodologia é que quem consome mais ou menos carne processada também pode ter outros hábitos diferentes, que podem explicar as diferenças no risco de desenvolver a doença.
Devemos cortar a carne processada?
A principal autora do estudo, Maryam Farvid, da Escola T.H. Chan de Saúde Pública de Harvard, nos Estados Unidos, recomenda reduzir o consumo de carne, em vez de eliminá-la por completo.
Atualmente, o sistema público de saúde britânico (NHS, na sigla em inglês) recomenda não ingerir mais de 70g de carne vermelha e processada por dia.
Gunter Kuhnle, professor associado de nutrição e saúde da Universidade de Reading, no Reino Unido, que não participou do estudo, disse que era "questionável" se as pessoas deveriam reduzir seu consumo de carne vermelha e processada por causa desta pesquisa.
Segundo ele, o risco real representado pelas carnes processadas é "muito pequeno" para o indivíduo e mais relevante para a população em geral.
Ele diz, no entanto, que os resultados do estudo devem ser acompanhados para investigar a relação entre carne processada e câncer - e verificar se o risco associado pode ser reduzido, por exemplo, por meio de novos métodos de produção de alimentos.
Fonte: BBC Brasil

terça-feira, 2 de outubro de 2018

Prefeitura do Recife realiza ações em alusão ao Outubro Rosa


Atividades acontecerão nas unidades de saúde, locais públicos e instituições religiosas. Dois caminhões de mamografia percorrerão a cidade
No mês de luta contra o câncer de mama, a Prefeitura do Recife promoverá diversas atividades para chamar atenção da população sobre o assunto. As ações acontecerão em locais públicos e instituições educacionais e religiosas. Haverá palestras, rodas de conversa, testagem rápida para infecções sexualmente transmissíveis, exames de mamografia e outras ações de promoção à saúde. A programação detalhada, assim como o calendário do mamógrafo estão disponíveis no portal da prefeitura – www.recife.pe.gov.br.
O Hospital da Mulher do Recife (HMR) estará iluminado com a cor rosa e, a partir de quarta-feira (03/10), haverá seis dias de exames de mamografia, totalizando 310 procedimentos, sem necessidade de marcação prévia. Para ter acesso ao exame, a usuária precisa ter o cartão SUS com endereço do Recife e idade entre 50 e 69 anos, como preconiza o Ministério da Saúde.
No HMR acontecerão ainda mini palestras itinerantes sobre alimentação saudável, diagnóstico precoce do câncer de mama e sobre o papel da amamentação na proteção da doença. Por meio de uma parceria com a Academia Recife, um educador físico vai realizar exercícios com as pacientes. A unidade disponibilizará ainda limpeza de pele e dicas sobre auto maquiagem.
Entre junho e setembro, 881 agentes comunitários de saúde foram treinados para intensificar a busca ativa de mulheres em relação ao câncer de colo de útero e de mama. Neste mês, outros profissionais também serão capacitados seguindo o tema ‘Câncer de Mama: Vamos falar sobre isso? A importância do trabalho da equipe de saúde na informação e busca ativa de mulheres’.
Mamógrafo móvel
Ao longo do mês, dois caminhões equipados com mamógrafo percorrerão bairros dos oito Distritos Sanitários do Recife, oferecendo vagas para a mamografia de rastreio para mulheres com idade entre 50 e 69 anos. Ao todo, são 45 ações em outubro, totalizando 3.640 vagas para o exame.
Não é necessário fazer agendamento para ter acesso ao exame. As mulheres dentro da faixa etária preconizada pelo Ministério da Saúde devem levar documento de identificação, cartão do SUS e comprovante de residência (deve ser moradora do Recife). Quem está fora dessa faixa etária e precisa fazer o exame, deve procurar a unidade de saúde da família de referência, para pegar encaminhamento.
O resultado é entregue em até 20 dias na unidade de saúde onde o veículo ficou estacionado ou naquela que se localiza mais perto da ação. Em cada local, são distribuídas 80 fichas – 40 em cada turno, exceto nas ações que acontecem até o meio-dia.
Outubro Rosa 
O movimento surgiu na década de 1990 para estimular a participação das pessoas no controle do câncer de mama. É celebrado anualmente, em todo o mundo, com o objetivo de compartilhar informações sobre o câncer de mama, promover a conscientização sobre a doença, proporcionar maior acesso aos serviços de diagnóstico e de tratamento e contribuir para a redução da mortalidade.
No Brasil, conforme revisão das Diretrizes para a Detecção Precoce do Câncer de Mama, publicada pelo Inca em 2015, a mamografia é o método preconizado para rastreamento na rotina da atenção integral à saúde da mulher. É considerado o único exame cuja aplicação em programas de rastreamento apresenta eficácia comprovada na redução da mortalidade do câncer de mama.

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Outubro Rosa: conheça a história de superação de Sandra Basílio que descobriu o câncer de mama aos 32 anos

Cristiana Tavares é oncologista e acompanhou Sandra durante seu tratamento

Por Rebeka Gonçalves
A descoberta de um nódulo é bastante aterrorizante, mas o câncer de mama é ainda pior para as mulheres. Uma doença que vem tomando proporções cada vez maiores no mundo, mas que ainda é cercada por mitos e relacionada imediatamente com a morte, o que nem sempre acontece. O Blog Saúde e Bem Estar conversou com a estudante Sandra Basílio que descobriu que tinha câncer de mama aos 32 anos de idade. 
“No final de 2016, ao acordar, eu senti um nódulo na minha mama, nossa, me desesperei, então comecei a correr atrás. Primeiro fui em uma clínica popular e pedi para fazer uma ultra, o médico me apalpou e disse que eu não me preocupasse, pois na opinião dele era benigno. Fiquei mais tranquila. Em janeiro de 2017, fui a uma consulta em uma clínica particular e levei esse exame que tinha feito na clínica popular. Ela disse a mesma coisa, que era benigno e que eu não me preocupasse. E decidimos fazer a cirurgia para tirar o nódulo porque eu tenho um histórico familiar muito grande - minha bisavó teve, mas não lembro onde foi, minha avó foi nos ovários, minha mãe e minha tia também foram câncer de mama. Então, por questão de segurança resolvemos tirar o nódulo, a médica dispensou até a punção, disse que eu não precisaria fazer. Fiz logo a cirurgia em um hospital particular. Mandamos o nódulo para a biopsia e o resultado deu que eu tinha que fazer uma imunohistoquímica. A partir daí já comecei a ficar nervosa porque se fosse benigno, já teria informado no próprio exame”, lembra Sandra. 
O câncer de mama é um tumor maligno que se desenvolve na mama como consequência de alterações genéticas em algum conjunto de células, que passam a se dividir descontroladamente. Ocorre o crescimento anormal das células mamárias, tanto do ducto mamário quanto dos glóbulos mamários. Esse é o tipo de câncer que mais acomete as mulheres em todo o mundo, sendo 1,38 milhões de novos casos e 458 mil mortes pela doença por ano, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS).
Segundo a oncologista do Hospital Universitário Oswaldo Cruz, Cristiana Tavares, a melhor forma de prevenção é o diagnóstico precoce: “O câncer de mama não é uma doença que se pode prevenir, mas sim diagnosticar precocemente. O diagnóstico é realizado através de mamografia. E a ultrassom e a ressonância magnética das mamas são exames complementares. Se você não tem casos na família, a mamografia deve ser feita a partir dos 40 anos, a cada dois anos, e a partir dos 50 anos, anualmente. Mas, pacientes que tem fatores de risco alto devem fazer a mamografia a partir dos 30 anos. Entretanto, caso a mulher perceba qualquer anormalidade na mama, pode ser um nódulo na mama ou nas axilas, secreção pelo mamilo, uma mama maior do que a outra, mudança de coloração da mama, afundamento, pele casca de laranja e/ou vermelhidão em uma das mamas. Então, nessas situações, a mulher pode fazer a mamografia ou ultrassom em qualquer faixa etária”, elucida. 
Sandra também lembra como foi a reação quando descobriu que tinha câncer de mama. “Quando peguei o resultado tinha dado o carcinoma ductal invasivo. Nossa!! Me lembro como hoje, foi terrível esse dia, chorei bastante e pensei que iria morrer. Fiquei muito mal, não dormia direito e só fazia chorar. Mas graças a Deus consegui uma consulta com a Dra. Cristiana lá no Osvaldo Cruz, e ela foi muito atenciosa comigo, conversamos bastante e ela me pediu para que eu fizesse alguns exames, entre eles o BRCA 1 E BRCA 2 - que é o exame que a Angelina Jolie fez. Nesse exame, detectou que eu tinha mutação para ter o câncer de mama e ovários - 80% mama 40% ovários. Dra. Cristiana me encaminhou para a Dra. Vidiana que é mastologista. Levei os meus exames para ela e por eu ser uma paciente de alto risco devido ao meu histórico familiar, ela me aconselhou a tirar as duas mamas e colocar silicone. Marcamos a cirurgia para maio de 2017. Graças a Deus deu tudo certo. Depois de ter me recuperado, voltei para a Dra. Cristiana, e ela ao me ver ficou muito emocionada e feliz. Confesso que me segurei para não chorar... A primeira batalha eu tinha vencido, faltava agora o tratamento que até então eu não sabia se iria precisar fazer ou não”, conta.
A parte mais dolorosa: o tratamento 
“Atualmente, o tratamento do câncer de mama é multifatorial e individualizado, pois existem vários tipos de câncer de mama, que vão do mais simples até o mais agressivo. E de acordo com essa classificação molecular, é que o tratamento pode ser projetado, para saber se a paciente fará apenas a cirurgia ou cirurgia e radioterapia ou só hormônio terapia ou a quimioterapia. Então, isso depende muito do subtipo molecular, depende também do estadiamento da paciente, da idade. Assim, tumores menores com menor tamanho, até dois centímetros, a paciente pode fazer uma assinatura genética, uma assinatura molecular, chamada de oncotaipe ou mama print.  Essas assinaturas podem dizer com mais precisão qual o tratamento ideal para cada paciente. É uma técnica bem interessante, porque cada vez mais o tratamento do câncer de mama está sendo individualizado, caso a caso”, explica a oncologista.
Entretanto, no caso de Sandra foi necessário à quimioterapia devido ao histórico familiar dela: “Mas em reunião com sua equipe, Dra. Cristiana concluiu que eu teria que fazer a quimioterapia por causa do histórico familiar que eu tenho e por segurança. Confesso que fiquei muito triste, pois a primeira coisa que eu pensei foi na queda do meu cabelo, mas eu tinha que enfrentar mais essa barra! Foram 4 sessões da vermelha e 12 da branca. A vermelha é mais severa, pois dar muito enjoo, fadiga e fastio. Comecei a tomar um suco que era com couve, cenoura e beterraba para ajudar na minha imunidade e ajudou muito. No primeiro mês meu cabelo começou a cair, era uma angústia tão grande, toda vez que eu acordava e ia ajeitar meu cabelo, ele caía de bolo mesmo, dava para fazer uma peruca. Então, pedi para o meu irmão passar a máquina no meu cabelo. No início ele não queria, mas aí eu falei que se ele não raspasse a minha cabeça eu iria fazer só mesmo, mas ele raspou. Fiz todas as sessões e não tive nenhuma reação, graças a Deus”, relata a paciente. 
Fatores que podem aumentar o risco 
Os tumores de mama são os mais prevalentes entre as mulheres, de acordo com dados do Ministério da Saúde. Cerca de 20% dos tumores de mama são hereditários, ou seja, são herdados através de mutação genética passando de mãe para filha, sendo considerados de alto risco. “Então, é necessário identificar a herança familiar para que essas mulheres possam começar os exames de rastreamento mais cedo, a partir dos 30 anos de idade. Por isso, a importância de fazer os exames para que o diagnóstico seja cada vez mais precoce e com isso melhore a chance de cura”, orienta a oncologista. 
Segundo a especialista, outros fatores de risco que aumentam em 20% o risco de câncer de mama podem ser a obesidade e o sedentarismo. E são fatores que qualquer pessoa pode modificar ao longo da vida. Entretanto, existem fatores que não são modificáveis como os relacionados a vida reprodutiva da mulher, ou seja, a primeira menstruação antes dos 10 anos, a última menstruação após os 52 anos, mulheres que só tiveram um filho, mulheres que amamentaram muito pouco ou não amamentaram, mulheres que não tiveram filhos. 
“Outro possível fator de risco é o uso de terapia de reposição hormonal após a menopausa, mas isso não aumenta a mortalidade e essas pacientes têm o prognóstico igual ao de mulheres que nunca fizeram terapia de reposição hormonal. O uso de anticoncepcional também pode dar um pequeno, muito pequeno, aumento no risco de câncer. A obesidade e o sedentarismo são riscos muito maiores, inclusive do que o próprio uso do contraceptivo. E, principalmente, quando se tem o risco de uma gravidez indesejada, então as mulheres devem continuar tomando o anticoncepcional”, esclarece.  
A Recuperação e uma lição 
“Agora estou bem, curada e siliconada (risos)... Meu cabelo ainda tá crescendo. No começo eu usava touca para poder sair na rua, mas agora não mais, meu cabelo está crescendo e eu estou crescendo junto com eles!!! Estou tomando tamoxifeno e tomarei por 10 anos. E deixo para as mulheres que foram recém-diagnosticadas com a doença é que nunca desistam, o senhor Jesus é maravilhoso e da mesma forma que eu fui curada elas também serão, basta acreditar, ter fé e enfrentar dia após dia, porque a vitória, da mesma forma que chegou para mim, também chegará para elas. Agradeço a Deus todos os dias por permitir que eu continuasse a viver. E agradeço também às minhas lindas doutoras: Cristiana e Vidiana, pois elas foram maravilhosas comigo”, conclui Sandra Basílio, mais uma mulher que superou o câncer de mama. 

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Mortes por câncer devem chegar a 9,6 milhões neste ano, estima OMS



O número de mortes em razão de câncer deve chegar a 9,6 milhões neste ano em todo o mundo. Já o total de novos casos deve atingir 18,1 milhões. A estimativa é de um estudo é da Agência Internacional para a Pesquisa sobre Câncer (IARC, na sigla em inglês), órgão vinculado à Organização Mundial de Saúde (OMS).
Segundo a entidade, um em cada cinco homens e uma em cada seis mulheres devem desenvolver câncer em algum momento da vida. Já as mortes decorrentes da doença devem acometer um a cada oito homens e uma a cada onze mulheres.
Conforme as expectativas da associação, quase metade dos novos casos e mais da metade das mortes devem ocorrer na Ásia. O continente concentra cerca de 60% da população mundial. Já a Europa é responsável por 23% das novas ocorrências e 20% dos óbitos, embora contenha somente 9% da população mundial.
Pela projeção, as Américas devem ser responsáveis por 21% dos casos novos identificados e 14,4% da mortalidade global. Assim como na Europa, os índices são maiores do que a participação da região na população mundial, atualmente em 13,3%.
Tipos
Os tipos de câncer que mais levam a mortes devem ser os de pulmão (18,4%), reto (9,2%) e estômago (8,2%). Já nos novos casos, as modalidades com maior incidência devem ser as de pulmão (11,6%), mama (11,6%) e reto (10,2%). Juntos, estas representam cerca de um terço dos registros da doença em todo o mundo.
No recorte por gênero, entre os homens os tipos de câncer mais comuns devem ser os de pulmão (14,5% do total), próstata (13,5%) e reto (10,9%). Já entre as mulheres, as modalidades com maior incidência devem ser câncer de mama (24,2%), seguido por de reto e de pulmão. Nos dois gêneros, o câncer de pulmão deve fechar o ano como o principal responsável por mortes.
Causas
De acordo com o IARC, as causas para os números são distintas, variando do crescimento e envelhecimento da população a fatores ligados ao desenvolvimento econômico. Em economias emergentes, pontua a associação, há uma transição de doenças relacionadas à pobreza para aquelas vinculadas a determinados estilos de vida.
Fonte: Agência Brasil

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Olinda define calendário de setembro do mamamóvel




Por Rebeka Gonçalves
Começa a rodar o caminhão do mamamóvel pela cidade de Olinda. Esse trabalho de prevenção irá percorrer diversos bairros realizando o exame de mamografia nas mulheres, principalmente, as que estão na faixa etária de 50 a 69 anos. O Instituto Nacional do Câncer (INCA) recomenda que todas as mulheres nesta faixa de idade realizem o procedimento para detectar precocemente o câncer de mama. 
O serviço do mamamóvel é de graça e para ser atendida a mulher precisa levar o cartão do Sistema Único de Saúde (SUS), documento de identidade e pegar a ficha que será distribuída por ordem de chegada. 
Confira abaixo por onde o mamamóvel percorrerá em setembro:
04/09/2018 TERÇA-FEIRA 8h ÀS 17h USF AZEITONA I e II R. Veleiro, Nº 559, Peixinhos
05/09/2018 QUARTA-FEIRA 8h ÀS 17h USF ALTO DA MINA R. Avenca, Nº 49, Alto Da Mina
10/09/2018 SEGUNDA-FEIRA 8h ÀS 17h USF AMARO BRANCO R. Claudino Leal, Nº 64, Bairro Novo
11/09/2018 TERÇA-FEIRA 8h ÀS 17h USF COHAB 7 RO Rua Manoel Clementino Marques-Cohab 7 RO
12/09/2018 QUARTA-FEIRA 8h ÀS 16h AÇÃO OLINDA MAIS SAÚDE Travessa Vasco Rodrigues- Vila Tamandaré
15/09/2018 SÁBADO 8h ÀS 12h ESCOLA BEZERRA DE MENEZES R. Gov. Agamenon Magalhães nº29-Vila Popular
17/09/2018 SEGUNDA-FEIRA 8h ÀS 17h USF SALGADINHO / SÍTIO NOVO I e II R. Isabel Burgo Vieira Ferreira, Nº 146, Salgadinho
18/09/2018 TERÇA-FEIRA 8h ÀS 17h USF SAPUCAIA I R. Petrópolis, Nº 294, Sapucaia de Dentro
19/09/2018 QUARTA-FEIRA 8h ÀS 17h USF VILA MANCHETE R Genipapo, S/N, Ouro Preto
22/09/2018 SÁBADO 8h ÀS 12h PROJETO MÃOS QUE AJUDAM Av. José Coriolano-Jardim Brasil
24/09/2018 SEGUNDA-FEIRA 8h ÀS 17h POLICLÍNICA OURO PRETO Rua Peixe Agulha, s/n, Ouro Preto
25/09/2018 TERÇA-FEIRA 8h ÀS 17h USF VARADOURO I E II Av. Joaquim Nabuco, 747 Varadouro
26/09/2018 QUARTA-FEIRA 8h ÀS 12h AÇÃO OLINDA MAIS SAÚDE Sítio da Cajá- Tabajara
29/09/2018 SÁBADO 8h ÀS 12h AÇÃO OLINDA MAIS CIDADANIA Colégio Mascarenhas-Rua. Manuel Clementino Marques 7ªRO

Fonte: Secretaria de Saúde de Olinda

sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Pernambuco sedia o 2º Congresso da Sociedade Brasileira de Oncologia


Por Rebeka Gonçalves 
De 13 a 15 de setembro, Pernambuco sediará o 2º Congresso da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica Regional Nordeste (SBOC), no hotel Sheraton, localizado na Reserva do Paiva. O evento tem como objetivo realizar debates sobre as novas drogas e técnicas utilizadas no tratamento do câncer no Brasil e em outros países. Entre os médicos palestrantes estarão os norte-americanos, Caio Rocha Lima, Edgardo Santos, Frank Ferris, Lodovico Balducci, Otto Metzger e Marcelo Cruz, além do brasileiro, Carlos Gil. 
“São cerca de 400 especialistas reunidos que vem de todos os locais do mundo. SBOC Nordeste trazendo especialistas dos Estados Unidos e da Europa, todos reunidos para discutir as novas drogas e tecnologias que já chegaram e as que estão por vir. Além disso, vai ter a discussão do câncer de uma forma multidisciplinar, não só os médicos vão ter espaço, mas também os enfermeiros, o fisioterapeuta, o odontólogo, o farmacêutico hospitalar e o de clínica. É um congresso, que abrange todas as áreas, desde quimioterapia, cirurgia e radioterapia. Estaremos divididos em blocos, em módulos de tumores, ou seja, vamos discutir em alguns turnos, os tumores femininos, em outros blocos, os tumores do gastrointestinal, urológico, os de pulmão. Então, vai ser na verdade uma enxurrada de informações, de discussões para que os médicos e os pacientes sejam beneficiados com essa troca de experiência”, explica Bruno Pacheco, presidente da SBOC Nordeste. 
O congresso abordará temas como imuno-oncologia, cuidados paliativos, ginecologia oncológica, imunoterapia,  câncer de pulmão, câncer colorretal, uro-oncologia, câncer de mama, câncer de próstata, bexiga e renal. O presidente da SBOC também ressaltou a importância de um evento científico dessa proporção para o Estado: “Pernambuco está realmente de parabéns, por poder receber um evento dessa proporção e oferecer tudo isso a comunidade do Nordeste e do Brasil, pois também teremos oncologistas do Brasil inteiro para desfrutar desse congresso tão importante”, concluiu. 
Informações: (81) 99225.5477/ 98711.2909 

quarta-feira, 18 de julho de 2018

Medo do câncer de mama tem aumentado a procura por mastectomia preventiva



O câncer de mama é o que mais acomete as mulheres no Brasil e no mundo. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a doença é responsável por cerca de 28% de novos casos a cada ano. Para 2018, o Instituto estima 59.700 novas ocorrências no país. Em geral, atinge mais as mulheres acima dos 40 anos e a incidência vai crescendo progressivamente com o aumento da faixa etária, sobretudo após os 50 anos.
Além de ser o tipo de tumor que mais mata as mulheres, o câncer de mama traz também uma insegurança em relação à questão física, sexual e mental. O receio de receber o diagnóstico tem feito com que muitas pacientes busquem a matectomia preventiva (procedimento de retirada da mama) como forma de evitar a doença. Sobretudo, após a atriz norte-americana Angelina Jolie ter realizado a intervenção nas duas mamas.
No entanto, a cirurgia não é indicada para todas com história familiar da enfermidade, como explica Márcia Pedrosa, mastologista da Salute, clínica especializada em saúde da mulher. “Muitas vezes elas vêm achando que é um procedimento estético, porque a Angelina Jolie fez e fica bonito, mas a gente tenta explicar que não é estético e tem muito risco. A paciente pode ter necrose de mamilo, pode ter necrose de pele, tem que fazer uma mastectomia total. Se a paciente tem BRCA positivo, existe indicação para esse procedimento, porque vai reduzir de 90% a 95% a chance dela ter câncer de mama”, esclarece a especialista.
BRCA são genes responsáveis por prevenir o crescimento descontrolado de células, protegendo o indivíduo contra o aparecimento de tumores. Quando a pessoa possui alguma mutação nesses genes, aumenta a probabilidade dela desenvolver o câncer. Hoje, já é possível fazer um estudo genético para detectar se o BRCA é defeituoso ou não e qual o risco de desenvolver a doença. No caso de Angelina Jolie, ela fez o estudo genético porque sua mãe morreu aos 56 anos vítima de câncer de mama. O resultado indicou que a atriz tinha 87% de risco de desenvolver a enfermidade, fato que a encorajou a realizar o procedimento. 
De acordo com Márcia Pedrosa, a indicação é para pacientes com BRCA positivo, mas muitas mulheres com resultado negativo também têm procurado fazer a retirada das mamas. “Tem pacientes que têm história familiar, mas não têm BRCA positivo e mesmo assim querem fazer a mastectomia profilática, mas não há indicação por que é uma mutilação. Nesse caso, o recomendado é o acompanhamento semestral, mas têm pacientes que só sossegam quando fazem o procedimento. O que a gente pode fazer é alertar para os riscos associados. A paciente tem que estar bem consciente dos riscos que está assumindo ao optar por esse tipo de tratamento”, reforça a mastologista. 
Há 6 anos, a paciente Rosana Gondim de Oliveira fez a mastectomia preventiva após o tratamento de um câncer. Ela não tinha história familiar e também não fez nenhum estudo genético, mas havia a indicação por já ter tido a doença. “Na época, eu tinha uma filha de menos de 2 anos e eu procurei imaginar qual o procedimento que faria com que eu ficasse com a cabeça melhor depois de todo tratamento. Que eu não ficasse achando que a qualquer momento eu ia ter outro câncer, que eu não ficasse meio numa neura. Eu precisava ter saúde mental pra criar minha filha”, relembra. Hoje, aos 49 anos, ela afirma que ficou satisfeita com o resultado e não se arrepende de sua escolha. “Não me arrependo em nenhum momento, foi a melhor coisa que eu fiz, me deu uma tranquilidade até hoje”, garante Rosana.
Embora a cirurgia já esteja bem sedimentada, ela não é a única maneira de reduzir os riscos de desenvolver a doença. A Sociedade Brasileira de Mastologia recomenda que todas as mulheres acima de 40 anos façam anualmente os exames de ultrasonografia e mamografia. Já para as mulheres com alto risco, o acompanhamento é diferente. Pacientes que têm histórico familiar, BRCA positivo, que receberam muita radiação no tórax devem iniciar os exames preventivos antes mesmo de completar 40 anos e realizá-los com maior frequência. 
Não tem como prevenir o câncer, mas é possível fazer um diagnóstico inicial e, com isso, até obter a cura. Além disso, é essencial adotar hábitos saudáveis e fazer os exames regularmente. “Se a gente consegue diagnosticar precocemente, as chances de tratar e curar são maiores. Nos casos avançados, a paciente vai ter um controle, mas não vai ter cura”, conclui Márcia Pedrosa. 

domingo, 1 de julho de 2018

Brasil apresenta o pior índice de realização de mamografias dos últimos cinco anos


Pernambuco só realizou 29% dos exames nas mulheres entre 50 e 69 anos em 2017

Um estudo realizado por pesquisadores da Sociedade Brasileira de Mastologia, em parceria com a Rede Brasileira de Pesquisa em Mastologia, constatou que o número de mamografias realizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em 2017 foi o menor dos últimos 5 anos. O exame é essencial para o diagnóstico precoce do câncer de mama e é indicado para mulheres entre 50 e 69 anos pelo Ministério da Saúde. 
Segundo Márcia Pedrosa, mastologista da Salute, clínica especializada em saúde da mulher, o câncer de mama é o segundo mais comum entre as mulheres com uma incidência de aproximadamente 28% de novos casos por ano, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca). “O câncer de mama vem apresentando um crescimento progressivo em pacientes acima de 35 anos e a sobrevida estimada em 5 anos nos países desenvolvidos é de 85% e nos subdesenvolvidos em torno de 50-60% de acordo com o estágio da doença da paciente”, alerta. 
A expectativa era que fossem realizadas 11,5 milhões de mamografias, mas só foram feitas 2,7 milhões. A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda uma cobertura de 70% de exames, mas o Brasil só conseguiu atingir 24,1%. 
De acordo com Antônio Frasson, presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia, a entidade preconiza que o exame seja feito anualmente em todas as mulheres a partir de 40 anos. Se fosse levar em conta a ampliação da faixa etária, o resultado do estudo seria ainda mais preocupante. “Isso significa que, se fôssemos ampliar a abrangência do estudo, o cenário é ainda bem mais complexo, desesperador”, enfatiza Frasson. 
Em Pernambuco, a cobertura mamográfica esperada para 2017 era de aproximadamente 493 mil exames, mas foram realizados cerca de 143 mil, o que corresponde a 29% do estimado. A mastologista enfatiza ainda que a maior dificuldade é justamente a realização dos exames para ter o diagnóstico precoce da doença e o acesso ao especialista para o tratamento. “O diagnóstico inicial muitas vezes é feito num estágio avançado principalmente na região nordeste devido à dificuldade na realização de exames complementares e no diagnóstico da paciente que muitas vezes leva mais de 1 ano para chegar a um especialista”, lamenta.
“A dificuldade para agendar e realizar a mamografia ainda é o principal motivo para o baixo número de exames, além da triste realidade encontrada nos hospitais com equipamentos quebrados e falta de técnicos qualificados para operá-los”, confirma o coordenador da pesquisa, Ruffo de Freitas Junior. 
Segundo ele, os dados refletem o cenário atual do câncer de mama no país. “Estamos diante de um grave declínio que reflete o cenário caótico do câncer de mama no país”, alerta. A pesquisa revelou ainda que o governo federal investiu apenas R$ 122,8 milhões dos R$ 510,7 milhões previstos para essa finalidade.
Os piores índices ficaram com o Amapá, que realizou apenas 260 mamografias das 24 mil esperadas, seguido pelo Distrito Federal, com 5 mil exames dos 158,7 mil pretendidos, e Rondônia, cuja expectativa era de fazer 76,9 mil, mas só efetivou 5,7 mil.