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quinta-feira, 27 de setembro de 2018

Hospital Português realiza o II Simpósio de Transplantes de Órgãos e Tecidos



Por Rebeka Gonçalves
Nesta quinta (27/09), em alusão à Semana Nacional de Incentivo à Doação de Órgãos acontece o 2º Simpósio de Transplantes de Órgãos e Tecidos, no Salão de Convenções do Real Hospital Português, a partir das 13 horas. O encontro abordará os principais desafios para a realização dos transplantes, desde o momento da procura e captação de órgãos até as possíveis complicações que podem ocorrer.
Durante o evento, serão discutidos temas como o acolhimento da família do doador; os desafios na cirurgia de retirada de órgãos do doador em morte encefálica; a escolha do melhor doador de medula óssea; além dos desafios nos transplantes cardíaco, hepático e renal. A coordenação do encontro é da presidente da Comissão de Transplantes do RHP, Luciene Melo.  
Uma das palestrantes do Simpósio, a gastrohepatologista Andrea Doria falou sobre os maiores desafios para a realização dos transplantes. “Nos últimos 10 anos, o número de transplantes de órgãos e tecidos vem aumentando em nosso país. Entretanto, ocupamos apenas o 28º lugar mundial, quando o assunto é a doação de órgãos. Em relação ao fígado, somos o segundo país, entre 30 países incluindo Estados Unidos e Europa, em números absolutos de transplantes. Foram cerca de 2 mil transplantes em 2017 e mil no primeiro semestre de 2018. Apesar disso o número de pacientes esperando por um órgão ainda é o dobro do número de cirurgias realizadas no caso dos dois órgãos mais transplantados no Brasil, o rim e o fígado. Temos, portanto, muitos desafios a serem enfrentados para alcançarmos nosso maior objetivo que é aumentar o número de transplantes e diminuir o sofrimento daqueles que aguardam por um órgão na fila. E tudo isso será discutido hoje no II Simpósio do Transplantes de Órgãos e Tecidos no RHP”, conclui.   

Doação de Órgãos: Recusa familiar ainda é o grande entrave para a realização dos transplantes


Em 2018, 53,7% das famílias negaram a doação de órgãos/tecidos em Pernambuco
Por Rebeka Gonçalves
Durante essa semana, a Central de Transplantes de Pernambuco (CT-PE) participa de atividades em alusão ao Dia Nacional de Doação de Órgãos. Ontem (26/09), a coordenadora da CT-PE, Noemy Gomes, realizou uma exposição dos números de transplantes realizados em Pernambuco, em 2018. O evento aconteceu no Imip e contou com apresentação do coral João Emiliano, da Associação de Pacientes Renais. 
Segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES), entre janeiro e agosto, Pernambuco conseguiu efetivar 315 transplantes de rim. O quantitativo é 22% maior do que o mesmo período de 2017, quando foram realizados 259 procedimentos. O rim é o órgão que possui a maior fila de espera no Estado, com 794 pacientes. 
Noemy Gomes destaca uma das maiores dificuldades para a realização do procedimento: “Um dos maiores desafios é fazer com que o percentual de recusa familiar para a doação de órgãos reduza a cada ano. Para isso, estamos investindo nos treinamentos e capacitações para profissionais de saúde, inclusive para os que não estão envolvidos diretamente no processo da doação, mas atuam na área da assistência das unidades hospitalares. Temos equipes captadoras e transplantadoras de órgãos e tecidos treinadas e à disposição o ano inteiro para realizar todo o processo. Contudo, só conseguimos efetivar um transplante se tivermos um sim de alguma família”, ressalta. 
Hoje, o Real Hospital Português (RHP) reunirá especialistas da área no II Simpósio de Transplantes de Órgãos e Tecidos. As palestras, divididas em quatro módulos, tratarão dos desafios enfrentados pelos profissionais envolvidos no processo. A coordenadora da CT-PE participará do 2º Módulo -Os Desafios que antecedem a realização dos transplantes- com a apresentação “A procura e a distribuição de órgãos e tecidos”.   
Entretanto, nada disso adianta sem o apoio dos familiares que perdem seus entes queridos. Os dados da Central mostram que no primeiro semestre desse ano, as Organizações de Procura de Órgãos (OPOs) e Comissões Intra-Hospitalares de Doação de Órgãos (Cihdotts) realizaram 227 entrevistas com familiares de pacientes com diagnóstico de morte encefálica. Desse total, 122 famílias autorizaram a doação do órgão/tecido do seu ente (53,74%) e 105 recusaram (46,26%). Nos meses de julho e agosto, a CT-PE registou os menores percentuais de recusa, de 34% e 29%, respectivamente.  
O transplantado e integrante do coral da Associação de Pacientes Renais, José Nailson da Silva, fala da importância de receber um rim novo: “Tenho na minha família pessoas com problemas renais. Fui uma delas, e no período de espera por um rim novo realizei procedimentos de hemodiálise e diálise peritoneal. Vivi essa situação por 16 anos e esperei por tanto tempo que achei que não chegaria a minha vez, mas graças à decisão do meu doador consegui mudar essa situação”, relata. 
Morte encefálica 
“Este ano, um dos nossos avanços foram as capacitações sobre morte encefálica para mais de 190 médicos da rede estadual, onde abordamos, além do protocolo, a importância do acolhimento e entrevista familiar após confirmada a morte encefálica do paciente", ressaltou Noemy.
A morte encefálica acontece quando o cérebro perde a capacidade de comandar as funções do corpo, como consequência de uma lesão conhecida e comprovada. Nesse caso, o paciente é um potencial doador de órgãos sólidos e tecidos - coração, rins, pâncreas, fígado e córneas – já que, apesar de não haver mais atividade cerebral, os órgãos continuam em funcionamento com a ajuda de aparelhos. De acordo com resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM), atualizada no final de 2017, o diagnóstico de morte encefálica deve ser iniciado em todos os pacientes que apresentem coma não perceptivo, ausência de reatividade supraespinhal e apneia persistente.
A morte deve ser atestada por dois médicos não participantes das equipes de remoção e de transplante, mediante a utilização de critérios clínicos e tecnológicos definidos. Além do exame clínico, com um intervalo mínimo de uma hora entre o primeiro e o segundo, o paciente deve ser submetido a um teste de apneia e a exames complementares. Entre os exames a serem realizados, podem ser feitas a angiografia cerebral, o eletroencefalograma, o doppler transcraniano e a cintilografia. O laudo deve ser assinado por profissional com comprovada experiência e capacitação para a realização desse tipo de exame.
Córnea zero  
Desde julho de 2017, Pernambuco retomou o status de córnea zero. Isso não significa ausência de pessoas em fila de espera, mas que todo paciente que tiver indicação para um transplante de córnea, depois de realizar os exames necessários para ser inscrito na fila de espera, fará o procedimento em até 30 dias.
Em 2018, já foram realizados 529 transplantes do tecido (696 em 2017). Entre os hospitais captadores, destaca-se o Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP), em primeiro lugar com 127 doações, seguido do Imip (78), Hospital da Restauração (64) e Hospital Mestre Vitalino (54).
Você pode salvar uma vida 
De acordo com o último balanço da CT-PE, 1.067 pessoas estão em fila de espera por um órgão ou tecido. O maior quantitativo é para rim (794), seguido de fígado (117), córnea (111), medula óssea (29), coração (11) e rim/pâncreas (5). Coração, fígado, rim, pâncreas são doados quando há a morte encefálica do paciente. Mas, o rim e parte do fígado também podem ser doados em vida.
“Receber essa doação representou tudo para mim. Solicito às pessoas que autorizem a doação dos órgãos e que comuniquem as suas famílias dessa decisão, pois esse gesto salva mesmo uma vida”, conclui José Nailson.

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Doação de órgãos: campanha brasileira ganha prêmio em festival internacional


Campanha recebe medalha de ouro no Salud Festival, um dos maiores festivais internacionais de publicidade em saúde
A campanha de doação de órgãos da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO) recebeu o principal prêmio da publicidade com temáticas voltadas à saúde no Salud Festival de 2018. O festival é um dos maiores eventos internacionais de publicidade 100% voltado à saúde, que ocorre na cidade de Málaga, Espanha.
Na edição deste ano, a Campanha #JUNTOS foi a vencedora na categoria Melhor mensagem de campanha integrada. Idealizada por Bruno Bellini (Bruno Saike), o trabalho refere-se à conscientização sobre a questão da Doação de Órgãos.
Bruno dedica-se a essa causa mais que importante, desde 2014, quando obteve a chancela da ABTO e, em 2015, lançou um vídeo reunindo mais de 130 personalidades, entre os quais, Lionel Messi, Emerson Fittipaldi e Laura Pausini, tendo ao fundo a canção Sueño Dorado, do argentino Abel Pintos, devidamente autorizada para ter uma versão em português. O sucesso foi tamanho que esse vídeo rompeu as fronteiras do Brasil, tendo sido apresentado inclusive no Vietnam.
Em 2016, novo vídeo reunindo mais de 70 pessoas envolvidas diretamente na doação de órgãos teve a mesma canção do ano anterior, só que traduzida para o inglês e interpretada por grandes nomes da música brasileira, como Ivete Sangalo e Daniel. Milhões de visualizações levaram a um convite da European Society for Órgan Transplantation (ESOT) para a elaboração de um novo vídeo reunindo 65 médicos do mundo todo, que foi apresentado no congresso da entidade, em setembro passado, em Barcelona, o que significou a nomeação de Bruno como Embaixador para o Cone Sul e América Latina.
O trabalho recém-premiado traça um paralelo entre a primeira pegada do homem na Lua, com a decisão de ser um doador de órgãos, garantindo assim a vida para centenas de pessoas. Além disso, o vídeo faz um jogo de palavras onde se nota a falta de uma letra, fazendo um paralelo de como é angustiante a falta de um órgão para salvar uma vida!
Confira os vídeos nos links abaixo:

domingo, 27 de maio de 2018

52% das famílias não autorizam doação de órgãos em Pernambuco



Na última quinta-feira (24/05), a Central de Transplantes de Pernambuco (CT-PE) realizou um evento para marcar a abertura oficial da Campanha Estadual de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes, na Secretaria Estadual de Saúde (SES/PE). Na ocasião, a Central divulgou que, até abril deste ano, o percentual de recusas de doação atingiu a marca de 52%, em 2017, o percentual foi de 43%.
O alto índice de negativa para a doação de órgãos chamou a atenção da CT-PE, que já está investido na capacitação dos profissionais envolvidos no processo para qualificar o diagnóstico da morte encefálica e o acolhimento das famílias, para que elas possam ter os subsídios necessários para exercer seu direito de doar os órgãos.
“A recusa familiar pode ser um reflexo da falta de informação ou dos mitos que rodeiam a doação de órgãos e tecidos. Por isso, precisamos, permanentemente, divulgar a importância do ato e incentivar que a população converse sobre o assunto em casa e externe ainda em vida seu desejo de doar. A doação não mutila o corpo do doador, que é entregue íntegro para a família realizar suas cerimônias de despedida. Uma única pessoa pode tirar outras sete da fila de espera, o que mostra a importância desse ato”, esclareceu Noemy Gomes, coordenadora da CT-PE. 
A fila de espera por órgão ou tecido em Pernambuco possui 990 pacientes, sendo 787 aguardando um rim, 98 de fígado, 56 de córnea, 14 de coração e 5 de rim/pâncreas. É importante ressaltar que, desde 2017, Pernambuco possui o status de córnea zero. Isso significa que o paciente, depois de realizar os exames necessários para ser inscrito na fila de espera, faz o transplante em até 30 dias.
Noemy enfatiza ainda que o estado conta com equipes captadoras e transplantadoras capacitadas para realizar os procedimentos, mas para que o transplante seja realizado é necessário que haja o doador. Até abril deste ano, foram realizados 540 transplantes de órgãos e tecidos em Pernambuco. O quantitativo está 3,7% menor do que o mesmo período de 2017, com 561 procedimentos.
Durante o evento, a Central de Transplantes reuniu profissionais de saúde para um curso de atualização sobre morte encefálica e doação de órgãos. Na próxima terça-feira (29/05), a CT-PE e o Cremepe realizarão, na UPE Petrolina, o curso de determinação de morte encefálica para médicos da região, seguindo o compromisso do programa de educação permanente sobre o processo de doação para profissionais de saúde.  
Morte encefálica
A morte encefálica ocorre quando o cérebro perde a capacidade de comandar as funções do corpo, em decorrência de uma lesão conhecida e comprovada. Na morte encefálica, o indivíduo pode ser doador de órgãos e tecidos (coração, rins, pâncreas, fígado e córneas). De acordo com as novas normas, ela pode ser diagnosticada por mais especialidades médicas, além da neurologia. A resolução prevê que os procedimentos para a determinação da morte encefálica devem ser iniciados em todos os pacientes que apresentem coma não perceptivo, ausência de reatividade supraespinhal e apneia persistente.
Estatísticas
Dos 540 transplantes realizados até abril deste ano, 264 foram de córnea (308 em 2017, redução de 14%), 143 de rim (115 em 2017 – crescimento de 24%), 73 de medula óssea (70 em 2017 – aumento de 4%), 42 de fígado (41 em 2017 – 2% de acréscimo) e 18 de coração (21 em 2017 – queda de 14%). Em 2017, no mesmo período, ainda ocorreram 3 transplantes de rim/pâncreas, 1 de fígado/rim e 2 de válvula cardíaca.
Fonte: SES/PE

sexta-feira, 11 de maio de 2018

Cremepe sedia curso de capacitação para disgnóstico de morte encefálica



Com o intuito de capacitar médicos para realizar o diagnóstico de morte encefálica, o Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) e a Central de Transplantes de Pernambuco (CT-PE) promoverão um curso de capacitação no dia 19 de maio, na sede do Conselho. O curso será voltado para médicos neurologistas, intensivistas e urgentistas que tenham pelo menos um ano de experiência em acompanhamento de pacientes em coma.
Ministrado pelas médicas Claudia Vilela, neurologista e Karina Monteiro, intensivista, o curso abordará o conceito de morte encefálica, metodologia de determinação desse tipo de óbito e discussão prática de casos. Além dos fundamentos éticos e legais na determinação da morte encefálica e as condutas adequadas para a comunicação de má notícia (comunicação voltada aos familiares e retirada do suporte vital).
De acordo com André Bezerra, coordenador médico da CT-PE, esse curso vem para atender uma exigência da nova resolução nº 2.173/17 que substitui a de nº 1.480/97 e atende o que determina a lei nº 9.434/97, que regulamenta o transplante de órgãos no Brasil. Ela estabelece que os procedimentos para a determinação da morte encefálica devem ser iniciados em todos os pacientes que apresentem coma não perceptivo, ausência de reatividade supra espinhal e apneia persistente.
“O curso tem o objetivo de capacitar o maior número possível de profissionais para a realização desse procedimento no estado. Segundo a nova resolução, publicada em dezembro do ano passado, os profissionais que podem fazer o diagnóstico são médicos neurologistas, intensivistas e urgentistas que preencham o critério de exigência de 1 ano de atuação no acompanhamento de pacientes em coma”, enfatizou André Bezerra.
Em 2017, cerca de 44% das famílias de potenciais doadores não autorizaram a doação dos órgãos em Pernambuco. Noemy Gomes, coordenadora da CT-PE, relatou que esse alto índice de negativa se deve, principalmente, à falta de acolhimento e do fornecimento de informações adequadas aos familiares no decorrer do internamento. Outra causa comum também está relacionada com questões culturais e religiosas das famílias.
Até o mês de julho, estão previstos mais dois cursos sendo um em Petrolina e outro em Caruaru. As inscrições estão sendo realizadas através do e-mail: edu.ctpe@gmail.com
CRITÉRIOS PARA O DIAGNÓSTICO
De acordo com Conselho Federal de Medicina (CFM), a nova resolução atualiza os critérios para a definição de morte encefálica. Um deles é que agora o diagnóstico pode ser dado por mais especialistas, além do neurologista. A captação de tecidos, órgãos ou partes do corpo humano destinados a transplante só deve ser realizada após constatado o diagnóstico de morte encefálica, verificado por dois médicos que não façam parte das equipes de remoção e de transplante, mediante a utilização de critérios clínicos e tecnológicos definidos por resolução do CFM.
O paciente deve apresentar quadro clínico com presença de lesão encefálica de causa conhecida e irreversível, ausência de fatores que possam ser tratados, temperatura corporal superior a 35 graus e saturação arterial de acordo com critérios estabelecidos. Além disso, ele deve ser tratado e observado por um período mínimo de seis horas e ser submetido a teste de apneia e a exames complementares, como angiografia cerebral, eletroencefalograma, doppler transcraniano e cintilografia. O exame clínico precisa ser feito por dois médicos diferentes, com um intervalo mínimo de uma hora entre o primeiro e o segundo.

sábado, 28 de abril de 2018

Febre amarela pode causar hepatite fulminante



Já se sabe que a febre amarela pode atingir o funcionamento do fígado do paciente. Recentemente identificou-se que a doença pode provocar a hepatite fulminante, também conhecida como hepatite aguda grave ou falência do fígado. Considerada a mais grave das doenças que acometem o fígado, a enfermidade causa a morte das células do órgão em poucas horas ou dias.
Vale ressaltar que o percentual de indivíduos que podem desenvolver a doença ainda é pequeno. No entanto, espera-se que, com o aumento do número de casos de febre amarela, novos casos de hepatite fulminante devem chegar aos serviços de saúde. De acordo com Fábio Moura, cirurgião do aparelho digestivo e transplante de fígado do Real Instituto de Cirurgia Oncológica (RICO), o caso pode ocorrer porque a replicação do vírus é feita em órgãos sólidos, sendo o fígado um dos órgãos afetados.
Normalmente, as hepatites A ou B e as doenças autoimunes são as principais causas que desencadeiam a falência do fígado. Vale ressaltar também que o uso inadequado de algumas medicações como antibióticos, antidepressivos, analgésicos e remédios para controlar o diabetes também podem provocar a hepatite fulminante. Mas, no caso de pessoas acometidas pela febre amarela, qualquer pessoa está sujeita a desenvolver a doença.
Os sintomas iniciais são semelhantes aos de uma hepatite comum, ou seja, náuseas, mal-estar, dores abdominais, olhos amarelados e urina com coloração mais escura. Além desses, na hepatite aguda grave, os doentes passam a ter perturbações do sono e raciocínio lento, podendo em pouco tempo entrar em estado de coma e evoluir ao óbito. Em geral, o tratamento é realizado através do transplante de fígado em caráter de urgência, podendo levar à cura mais da metade dos pacientes.

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Pacientes transplantados não podem tomar vacina de febre amarela



A Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO) tem realizado um alerta para que os pacientes transplantados de órgãos sólidos (coração, fígado, intestino, pâncreas, pulmão, rim) não tomem a vacina de febre amarela. Segundo Fábio Moura, cirurgião do aparelho digestivo e transplante de fígado do Real Instituto de Cirurgia Oncológica (RICO), a vacina tem o vírus da doença atenuado e esses pacientes têm a defesa baixa pela ação dos remédios que evitam a rejeição (imunossupressores). Caso o transplantado seja vacinado para febre amarela, o vírus atenuado contido na vacina pode provocar a respectiva doença.


Os pacientes que realizaram transplante de tecidos (córnea, ossos) podem ser vacinados contra a febre amarela, desde que não estejam em uso de remédio para evitar rejeição. Já os transplantados de medula óssea podem receber a vacina após dois anos do transplante, se não estiverem em uso da medicação ou com recidiva da doença de base. Caso estejam em uso desses medicamentos, devem conversar com seu médico para avaliar a melhor conduta.

De acordo com o especialista, o paciente transplantado deve evitar locais de maior incidência do mosquito para se prevenir contra a doença e, caso tenha sido vacinado inadvertidamente, deve informar seu médico imediatamente.

Dicas de prevenção para pacientes transplantados:

- Evitar locais com foco do mosquito;
- Usar camisas de mangas longas, calças compridas, de preferência de cor clara;
- Optar por locais fechados com ar condicionado ou que tenham janelas e portas com tela;
- Dormir debaixo de mosquiteiro;
- Usar repelentes adequados. E reaplicar o repelente a cada 4/6 horas, conforme indicação no rótulo;
- Se for usar protetor solar, aplicá-lo antes do repelente;
- Evitar o uso de perfumes durante atividades ao ar livre nos ambientes de matas silvestres.


Serviço:
Real Instituto de Cirurgia Oncológica – RICO
Av. Agamenon Magalhães, 4760 - Paissandú - Recife/PE
Edifício João de Deus - 1º andar
Telefone: (81) 3416.7528
E-mail: medicinadigestivape@gmail.com