Mostrando postagens com marcador Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia. Mostrar todas as postagens

domingo, 3 de junho de 2018

10 coisas que você precisa saber sobre Tireoide



A tireoide é uma glândula responsável por regular a função de órgãos vitais como o coração, o cérebro, o fígado e os rins. Ela garante o equilíbrio do organismo através da produção dos hormônios T3 (triiodotironina) e T4 (tiroxina), tendo o papel de reguladora do metabolismo do corpo humano. Saiba mais informações sobre a Tireoide:  
1 – A tireoide atua no crescimento e desenvolvimento de crianças e adolescentes, no peso, na memória, na regulação dos ciclos menstruais, na fertilidade, na concentração, no humor e no controle emocional.
2 – Quando ocorre o hipotireoidismo, o coração bate mais devagar, o intestino não funciona corretamente e o crescimento pode ficar comprometido.
3 – Diminuição da memória, cansaço excessivo, dores musculares e articulares, sonolência, aumento dos níveis de colesterol no sangue e depressão também são sintomas de hipotireoidismo.
4 – No caso de hipertireoidismo, que geralmente causa emagrecimento, o coração dispara, o intestino solta, a pessoa fica agitada, fala demais, gesticula muito, dorme pouco, sente-se com muita energia, embora também esteja cansada.
5 – Em um adulto, a tireoide pode chegar a até 25 gramas.
6 – Disfunções na tireoide podem acontecer em qualquer etapa da vida e são simples de se diagnosticar. Além disso, elas podem ocorrer mesmo sem o bócio.
7 – O reconhecimento de um nódulo na tireoide pode salvar uma vida. Por isso, a palpação da glândula é de fundamental importância. Se identificado o nódulo, o endocrinologista deve solicitar uma série de exames complementares para confirmar ou descartar a presença de câncer.
8 – Estima-se que 60% da população brasileira tenha nódulos na tireoide em algum momento da vida. Mas isso não significa que sejam malignos, apenas 5% são cancerosos.
9 – Além de se parecer com uma borboleta, a tireoide também lembra o formato de um escudo. Daí o surgimento de seu nome: uma aglutinação dos termos thyreós (escudo) e oidés (forma de).
10 – Algumas crianças podem nascer com hipotireoidismo. Para detectá-lo, é realizado o chamado Teste do Pezinho, que deve ser feito, preferencialmente, entre o terceiro e quinto dia de vida do bebê.
Fonte: Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM)


quarta-feira, 23 de maio de 2018

Mitos e Verdades sobre a tireoide



Em virtude da Semana Internacional da Tireoide, que acontece de 21 a 27 de maio, a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) divulgou uma cartilha com as verdades e mentiras sobre a glândula. Com o slogan “Mitos e Fatos sobre a Tireoide”, a campanha deste ano pretende realizar ações em todo país para conscientizar e orientar a população sobre o tema.

O hipotireoidismo é muito comum?
VERDADEIRO: o hipotireoidismo é uma doença comum que afeta 8% a 12% dos brasileiros, principalmente mulheres e indivíduos mais idosos.

Crianças não têm doença da tireoide?
FALSO: crianças podem ter uma doença da tireoide, que pode levá-las a parar de crescer e a ir mal na escola. A forma mais grave de hipotireoidismo é a congênita, que ocorre no recém-nascido. Se não diagnosticado e não tratado, pode causar retardo mental irreversível.

Doenças da tireoide afetam a gravidez?
VERDADEIRO: tanto o hipertireoidismo quanto o hipotireoidismo podem afetar a fertilidade e, se não tratados adequadamente, associar-se a complicações da gestação e a problemas para o feto. 

A obesidade pode ser causada pelo hipotireoidismo?
FALSO: o hipotireoidismo não tratado associa-se apenas a um ganho leve de peso, em geral por retenção de líquidos.

Tomar hormônio da tireoide ajuda a emagrecer?
FALSO: o hipertireoidismo realmente emagrece, mas à custa de massa magra, com diminuição de força muscular. Usar T4 ou, pior ainda, T3 pode causar arritmias, hipertensão, diarreia e outras manifestações muito graves, ou até fatais.

Posso saber se tenho problema na tireoide fazendo um exame de sangue?
VERDADEIRO: os exames para diagnóstico de alteração da função tireoidiana são as dosagens do TSH e da T4 livre. O médico pode ainda solicitar outros exames, se necessário.

O ultrassom de tireoide é importante para a detecção do nódulo e para que o médico possa operar logo?
FALSO: nódulos de tireoide são muito frequentes no ultrassom, por isso ele só deve ser solicitado quando o médico suspeita de algo. A maior parte dos nódulos é benigna, não se caracteriza como câncer e não necessita de cirurgia.

O iodo faz bem para a tireoide?
FALSO: o iodo da alimentação geralmente é suficiente para produção dos hormônios tireoidianos em qualquer faixa etária. Em excesso, o iodo pode produzir sérios danos, inclusive piorar ou causar hipo ou hipertireoidismo.

O cansaço pode ser causado por hipotireoidismo?
VERDADEIRO: os principais sintomas do hipotireoidismo são sonolência excessiva, cansaço e falta de disposição, lentidão e dificuldade para exercer as tarefas e funções habituais, esquecimento fácil, tristeza, intestino preso, ressecamento da pele e dos cabelos, unhas fracas e ganho de peso inexplicável. Mas esses sintomas podem aparecer em muitas outras doenças.

A T3 (tri-iodotironina) é útil no tratamento de estresse, cansaço ou desânimo?
FALSO: não há indicação de uso de T3 nessas situações. Ela pode causar riscos à sua saúde.

A T3 (tri-iodotironina) pode ser formulada com segurança?
FALSO: a maioria das farmácias de manipulação não atinge alta precisão ao formular o hormônio em microgramas. Os hormônios formulados não estão sujeitos aos mesmos controles de qualidade dos medicamentos industrializados nem ao monitoramento da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Deve-se tomar iodo durante a gestação?
FALSO: a indicação de suplementação deve ser individualmente avaliada, levando em conta alimentação e outros fatores. Alguns dos suplementos vitamínicos oferecidos às gestantes contêm pequenas quantidades de iodo.

Fonte: Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia