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quarta-feira, 29 de agosto de 2018

7 motivos para você parar com o cigarro agora




1. Da cárie ao câncer 
O tabagismo provoca vários estragos na região da boca. Além de modificar o hálito, a fumaça irrita a gengiva e pode facilitar o surgimento de cáries. Há também uma alteração nas papilas gustativas, o que afeta o paladar do fumante. O cigarro ainda aumenta os riscos de câncer de boca. 
2. Chapa preta 
Várias substâncias tóxicas presentes na fumaça fazem os tecidos dos pulmões perderem elasticidade, o que acarreta uma destruição parcial da estrutura desses órgãos. É isso que as chapas de pulmão dos fumantes – bastante escuras – mostram. Das mortes provocadas por bronquite ou enfisema, 85% estão associadas ao cigarro. O câncer de pulmão é ainda a principal causa de morte por câncer entre fumantes. 
3. Trabalho com a nicotina 
A nicotina aspirada pelo fumante segue para o fígado, onde é metabolizada. Por isso, esse órgão também está sujeito a desenvolver câncer. 
4. Estômago embrulhado 
Já foram encontrados resíduos de um agrotóxico chamado DDT em amostras do alcatrão que compõe o cigarro. O DDT irrita as paredes do estômago e pode levar o fumante a sentir náuseas. Além disso, uma parte das substâncias tóxicas do cigarro é metabolizada no estômago, o que pode gerar gastrite, úlcera e até mesmo câncer. 
5. Risco de derrame
O cérebro também pode ser afetado pelas dificuldades de circulação causadas pelo cigarro. Os vasos comprimidos, a qualidade de sangue prejudicada e o aumento da pressão arterial podem resultar em derrame cerebral. 
6. Circulação comprometida 
A nicotina diminui a espessura dos vasos sanguíneos e o monóxido de carbono reduz a concentração de oxigênio no sangue. Assim, o fumante está mais sujeito a vários problemas relacionados à circulação, como aneurismas – dilatação de vasos sanguíneos que favorece os derrames – tromboses – entupimento de vasos – varizes e até uma doença chamada tromboangeíte obliterante, que afeta as extremidades do corpo, podendo levar à amputação de membros. 
7. Infarto à vista 
Um dos órgãos mais afetados é o coração. A ação da nicotina faz com que o corpo absorva mais colesterol. O cigarro também eleva a pressão arterial e a frequência cardíaca, que sobe até 30% durante as tragadas. Tudo isso é fator de risco para problemas no coração, tornando o fumante mais propenso a ter infartos. 
Fonte: Superinteressante

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Uso de hormônio para aumentar músculos pode afetar o fígado



Na busca pelo aumento da massa muscular, muitos atletas e fisiculturistas têm utilizado o Sarm como alternativa ao uso dos esteroides anabolizantes. Na livre tradução, Sarm significa ‘moduladores seletivos de receptor de androgênio’. Trata-se de um hormônio masculino vendido em pílulas com a promessa de aumentar os músculos sem efeitos colaterais.
O uso dos sarms, que têm ganhado novos adeptos no Brasil e nos Estados Unidos, tem preocupado as autoridades de saúde dos dois países. Em outubro do ano passado, a Food and Drug Administration (FDA), agência americana de regulamentação de alimentos e remédios, fez um alerta para os riscos de toxicidade para o fígado, derrame e ataque cardíaco associados ao consumo dessas pílulas.
Segundo um estudo divulgado na revista científica Jama, foi constatado que, frequentemente, as pílulas vendidas como sarm possuem ingredientes não listados e são identificados de maneira errada. A pesquisa analisou 44 produtos e identificou que só metade deles continha um sarm legítimo e 10% não tinham sarm algum. Além disso, cerca de 40% deles continham outros hormônios e componentes não aprovados. Muitos deles possuía em sua composição um remédio abandonado pela farmacêutica GlaxoSmithKline depois da descoberta de que o mesmo causava câncer em animais.
Uma outra avaliação realizada pela Universidade de Boston, durante 3 semanas, constatou que o sarm desenvolvido pela Ligand Pharmaceuticals era seguro para homens saudáveis, gerando ganhos significativos de força e massa muscular, sem aumentar a proteína associada ao câncer de próstata. Porém, foi identificado que ele possui outros efeitos colaterais como a queda do colesterol bom, o HDL, o que despertou questionamentos sobre seu efeito na saúde cardíaca.
Ainda é difícil determinar o impacto do uso do sarm, contudo, o que se evidencia é que as pessoas que fazem uso dele com frequência pioram seus índices de colesterol e aumentam o nível das enzimas hepáticas, o que é um indício do desgaste de seus fígados. Além disso, também identificou-se que alguns usuários também sofrem com queda de cabelos, perda de ímpeto sexual, acne e irritabilidade.
A indústria farmacêutica desenvolveu o sarm para tratar a sarcopenia, doença que causa  a perda muscular e da função dos músculos causada pelo avanço da idade. Porém, essas drogas ainda estão sendo testadas e não foram aprovadas para uso, nem pela Anvisa e nem pela FDA.
“Trata-se de uma substância não aprovada por órgãos reguladores como a Anvisa, cujas consequências do uso a longo prazo ainda são desconhecidas”, afirma Fábio Moura, cirurgião do aparelho digestivo e transplante de fígado.
O potencial do sarm pode ser muito positivo, uma vez que foi desenvolvido para combater algumas consequências do envelhecimento que contribuem para quedas, fraturas, além de outras doenças crônicas, como câncer, insuficiência cardíaca e doenças renais nos idosos. Contudo, ainda é só uma possibilidade, uma vez que os riscos já evidenciados são maiores do que as vantagens ainda não comprovadas cientificamente.
Fonte: New York Times