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terça-feira, 14 de agosto de 2018

Estudo mostra que Zika chegou ao Brasil proveniente do Haiti



Estudo desenvolvido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em Pernambuco revela que o vírus Zika chegou ao Brasil proveniente do Haiti. De acordo com pesquisadores, imigrantes ilegais e militares brasileiros que participaram da missão de paz no país caribenho podem ter trazido a doença.
Entre as hipóteses consideradas até então estava a de que o vírus teria entrado no Brasil durante a Copa do Mundo de 2014, trazido por turistas africanos. Outra teoria era de que a introdução teria ocorrido durante o Campeonato Mundial de Canoagem, realizado em agosto de 2014 no Rio de Janeiro, que recebeu competidores de vários países do Pacífico afetados pelo vírus.
Segundo a Fiocruz, o vírus Zika, originário da Polinésia Francesa, não veio de lá diretamente para o Brasil. Antes, migrou para a Oceania, depois para a Ilha de Páscoa, de onde foi para a América Central e o Caribe e só então chegou ao Brasil, no final de 2013. O trajeto coincide com o caminho percorrido por outras arboviroses, como dengue e chikungunya.
“Esse resultado aponta para o fato de que a América Central e Caribe são importantes rotas de entrada para arbovírus na América do Sul. Uma informação estratégica para a vigilância epidemiológica e para adoção de medidas de controle e monitoramento dessas doenças, especialmente em regiões de fronteira com outros países, portos e aeroportos”, destacou a fundação.
Ainda de acordo com a Fiocruz, em todos os casos brasileiros estudados, o ancestral em comum desse tipo de vírus é uma cepa do Haiti, país afetado por uma espécie de tripla epidemia de zika, dengue e chikungunya.
Outra conclusão do estudo é que houve múltiplas introduções, independentes entre si, do vírus Zika no Brasil. Isso muda a crença anterior de que um único paciente poderia ter trazido a doença, que depois teria se espalhado pelo país.
Fonte: Agência Brasil

domingo, 20 de maio de 2018

Ministério da Saúde visita o Haiti para avaliar qualidade da água



O Ministério da Saúde, a Fundação Nacional da Saúde (Funasa) e a Agência Brasileira de Cooperação (ABC) realizaram missão no Haiti para avaliar um possível projeto de cooperação para melhorar a qualidade da água. A visita, que aconteceu entre 7 e 11 de maio, teve o intuito de conhecer as características de algumas comunidades na tentativa de firmar parcerias para desenvolver soluções alternativas para o tratamento da água, especialmente o Salta Z, tecnologia desenvolvida por técnicos da Funasa.
A delegação brasileira visitou comunidades em Bon Repos, Carrefour e Beudet e Hospitais Comunitários de Referência, além do Ministério da Saúde Pública e da População (MSPP) haitiano, a Direção Nacional de Água Potável e Saneamento (DINEPA) e laboratórios de qualidade da água do país. O objetivo é a elaboração um projeto de cooperação técnica internacional para disponibilização de água potável, com fácil acesso, visando à diminuição das doenças de veiculação hídrica que acometem a população.
SALTA Z
Desenvolvida por técnicos da Superintendência da Funasa do Pará, a Salta Z é uma Solução Alternativa Coletiva de tratamento de água, que realiza as etapas do tratamento de água em estações convencionais, em equipamento simplificado e em pequena escala. Com tecnologia totalmente brasileira, a Salta Z está sendo considerada uma solução inovadora, simples e de baixo custo. Além da instalação do equipamento, a solução prevê ações para reforço de educação e vigilância em saúde ambiental.
FUNASA
A Fundação tem como responsabilidade promover ações de saneamento para prevenção e controle de doenças, além de formular e implementar ações de promoção e proteção à saúde. Entre as principais ações da instituição estão os Programa Institucionais de Engenharia de Saúde Pública, Saneamento para Promoção da Saúde, Sistema de Abastecimento de Água, Sistema de Esgotamento Sanitário, Melhorias Sanitárias Domiciliares, Melhorias Habitacionais para o Controle da Doença de Chagas, Resíduos Sólidos e Saneamento Rural.
Com informações do Ministério da Saúde