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segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Instituto do Fígado realiza campanha para consertar equipamento de ressonância magnética

Por Rebeka Gonçalves
O aparelho de Ressonância Magnética do Instituto do Fígado e Transplantes de Pernambuco (IFP) quebrou há pouco mais de um ano e, desde então, já deixou de realizar mais de cinco mil exames. Devido à falta de recursos, e diante da necessidade emergencial do equipamento, a instituição decidiu realizar uma ‘vakinha’ online com o objetivo de arrecadar 600 mil reais, que é o valor da máquina. 
A campanha foi criada na internet em 20 de agosto e já arrecadou 1.950 reais. De acordo com a presidente do IFP, Leila Beltrão, o aparelho é de extrema importância para os pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). “Essa campanha tem o objetivo de voltarmos a realizar o exame de ressonância magnética, pois são poucos os locais públicos ou organizações privadas sem fins lucrativos que realizam a nível de ambulatório um exame dessa complexidade”, ressalta. 
O IFP é uma instituição sem fins lucrativos, que atende a pacientes com problemas hepáticos do SUS, do Recife e interior de Pernambuco, além das pessoas que vem da região Norte e Nordeste do país. Além de realizar exames que auxiliam no diagnóstico precoce do câncer de fígado, da cirrose hepática, e outras enfermidades.
A arrecadação encerra no dia 31 de janeiro de 2019 e a presidente faz um apelo ao cidadão que possa colaborar: “Então, mediante o valor e a necessidade, é de fundamental importância nos engajarmos numa campanha plural para que essa máquina possa ser consertada, isso beneficiará toda uma população carente do SUS, pois se forem fazer um exame desse privado o valor é muito alto e muitas pessoas não tem esse acesso”, postula.
Acesse aqui para doar. 
Instituto do Fígado de Pernambuco – IFP 
Endereço: Rua Arnóbio Marques, 282, Santo Amaro – Recife/PE
Tel.: (81) 3035.2050

segunda-feira, 9 de julho de 2018

Ministério da Saúde anuncia plano para eliminar a hepatite C até 2030



Na última quinta-feira (05/07), o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Osnei Okumoto, e a Diretora do Departamento de HIV/Aids e Hepatites Virais, Adele Benzaken, divulgaram um plano para eliminar a Hepatite C até 2030 no Brasil. Entre as medidas estão a simplificação no diagnóstico, a ampliação das testagens e o fortalecimento do atendimento às hepatites virais. Na ocasião, também foi publicado o Novo Boletim Epidemiológico das Hepatites Virais 2018, com estatísticas atualizadas sobre as hepatites no país.
O plano, firmado com estados e municípios, definirá as populações prioritárias para tratamento, além de avaliar a incorporação de novas tecnologias. Atualmente, o tratamento disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS) possibilita chance de cura de mais de 90%. No entanto, a hepatite C tem o maior índice de notificações dentre todas as hepatites. Em 2017, mais de um milhão de pessoas tiveram contato com o vírus e a taxa de incidência foi de 11,9 casos para cada 100 mil habitantes. 
De acordo com Adele Benzaken, o grande desafio está em diagnosticar e tratar os portadores da doença. "A hepatite C é uma doença silenciosa. Muitas pessoas estão com o vírus da hepatite C e não apresentam nenhum sintoma, então diagnosticar e tratar essas pessoas da forma mais rápida possível é essencial para a qualidade de vida dessas pessoas e também para a saúde pública”, destaca.
Leila Beltrão, hepatologista e presidente do Instituto do Fígado e Transplantes de Pernambuco (IFP), dá o seu ponto de vista sobre o novo plano. “Acredito que 2030 ainda seja um período curto, porque talvez existam novos casos para serem desvendados dessa doença e o objetivo do Ministério da Saúde, principalmente com o programa de hepatites virais e HIV, é exatamente buscar novos casos”, afirma. 
No ano passado, 24,4 mil pessoas foram diagnosticadas com a doença. A expectativa é ampliar esse número para 30 mil em 2018 e 40 mil ao ano entre 2019 e 2030. Outra meta do plano é ampliar o diagnóstico e tratamento para reduzir em 90% o número de novos casos. 
O novo plano do Ministério da Saúde para eliminação da hepatite C está alinhado com as metas da Organização Mundial de Saúde (OMS) que pretende tratar 19 mil pessoas este ano, e a partir de 2019, 50 mil pacientes por ano até 2024. De 2025 em diante, a intenção é oferecer 32 mil novos tratamentos ao ano, visando, assim, reduzir a mortalidade em 65% até 2030. Para atingir as metas, a pasta está em processo de aquisição de 50 mil tratamentos.
“Entre 2016 e 2017, a OMS lançou um programa desafiador que era a erradicação da hepatite C até o ano de 2030, isso consiste não só no programa de detecção de novos casos, mas principalmente com o sucesso da nova terapia, onde os novos medicamentos conseguem ter uma resposta virológica sustentada, ou seja, cura desses pacientes acima de 95%. Então, alguns países, como Portugal principalmente, já têm a hepatite C praticamente erradicada e esse é o objetivo que o Brasil também incorporou”, reforça Leila Beltrão.
A hepatologista esclarece também a respeito dos medicamentos aprovados recentemente pela Anvisa para o tratamento da doença. “Essas medicações que foram aprovadas recentemente pela Anvisa e pela Conitec são drogas pangenotípicas e, com isso, permitem um tratamento muito curto variando entre 8 e 12 semanas, onde você pode tratar todos os pacientes independente da fibrose e da detecção do genótipo. Então, isso é uma mudança radical e essas drogas, em sua grande maioria, são um único comprimido o que facilita muito a adesão desses pacientes. Então, essa é a percpectiva do Ministério da Saúde, do comitê assessor e, principalmente, de todos os hepatologistas que possam estar envolvidos no tratamento junto com os infectologistas e, quem sabe até mesmo, o médico de família para que esse êxito possa ser alcançado, principalmente porque a hepatite C não tem a vacina”, conclui a presidente do IFP.
Além das ações para aumentar a detecção e tratamento da hepatite C, o Governo Federal irá investir em estratégias de comunicação com foco nas redes sociais. "A partir de hoje estamos lançando nas redes sociais um vídeo com o chefe de cozinha Henrique Fogaça, que esclarece dúvidas de prevenção sobre as hepatites de uma forma geral. Assim, estaremos atingindo esse público jovem", reforça Osnei Okumoto, Secretário da Vigilância em Saúde.

sexta-feira, 11 de maio de 2018

Pernambuco sedia Workshop Internacional de Hepatites Virais e Transplante de Fígado



O Instituto do Fígado e Transplantes de Pernambuco (IFP) promove mais uma edição do Hepato Pernambuco, um Workshop Internacional de Hepatites Virais. Em sua 22ª edição, o evento engloba ainda o 11º Simpósio de Transplante e Câncer de Fígado – Brasil/Inglaterra. Realizado nos dias 10 e 11 de maio, no auditório do JCPM Trade Center, e dia 12 no auditório do IFP, o workshop discutirá temas de grande relevância como hepatites virais, transplante de fígado, transplante multivisceral e hipertensão portal.
O evento contará ainda com palestras sobre a situação atual do transplante de fígado nos Estados Unidos, na Europa e no Brasil, doença hepática induzida por drogas, hepatite autoimune, hepatite alcoólica, entre outras questões. Uma das novidades que o simpósio está trazendo é o resultado de uma pesquisa sobre os benefícios do café para a saúde do órgão.
De acordo com Leila Beltrão, presidente do IFP e organizadora do evento, a medicina em Pernambuco está sempre buscando evoluir e acompanhar os grandes centros. “Estamos buscando cada vez mais nos igualar aos grandes centros de referência, a medicina de ponta dos países desenvolvidos”, destacou.
O Hepato Pernambuco contará com a participação de especialistas nacionais e internacionais, como Hector Vilca-Melendez e Abid Suddle do Instituto de Estudos do Fígado do King´s College Hospital, da Universidade de Londres, um dos mais importantes centros de hepatologia do mundo. Além de outras referências dos Estados Unidos e São Paulo como Rodrigo Vianna, do diretor do Instituto de Transplante de Miami (USA), Phil Johnson (USA), Richard Sterling (USA), e Luiz Carneiro D’Albuquerque, do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo.