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domingo, 5 de agosto de 2018

Começa amanhã a campanha de vacinação contra pólio e sarampo em PE


Mais de 544 mil crianças devem ser imunizadas no Estado
A partir de amanhã (06/08) até 31 de agosto, Pernambuco estará em campanha no combate à Poliomielite e ao Sarampo. Promovida pela Secretaria Estadual de Saúde (SES/PE), a mobilização faz parte da Campanha Nacional de Vacinação contra as doenças, que terá 18 de agosto como Dia D da imunização. A ação é voltada para crianças entre 1 ano e menores de 5 anos (4 anos, 11 meses e 29 dias), independente da situação vacinal. O objetivo é vacinar, no mínimo, 95% dos 544.180 meninos e meninas pernambucanos com esta faixa etária.
Pernambuco completa 30 anos sem a circulação da poliomielite em seu território, além de 4 anos sem ocorrências de sarampo. No Brasil, há surtos de sarampo confirmados em Estados do Norte, além de casos isolados em localidades do Sul e do Sudeste. Em outros países das Américas e da Europa também se observa a ativa circulação da doença. Já em relação à poliomielite, Afeganistão e Paquistão já confirmaram casos neste ano.
“O trânsito de pessoas entre Estados e países intensifica o risco da reintrodução desses vírus em Pernambuco. Além disso, estamos vivenciando um período de baixa cobertura vacinal em todo o Brasil. Precisamos chamar a atenção do público para a vacinação, que é a melhor maneira de proteger nossa população contra essas e outras enfermidades, muitas delas potencialmente graves. Essa campanha é importante para ampliarmos nossas coberturas e continuarmos sem a circulação do sarampo e da poliomielite em nossas cidades”, afirma Ana Catarina de Melo, coordenadora do Programa Estadual de Imunização.  
Durante a campanha, poderão ser aplicadas a vacina inativada da poliomielite (VIP - injetável) ou a vacina oral da poliomielite (VOP). A injetável deve ser feita em criança sem histórico vacinal. Com uma ou mais doses de qualquer tipo de vacina contra poliomielite, deve ser feita a dose oral. “É importante levar a caderneta de vacinação para avaliação pelo profissional de saúde e registro da nova dose”, frisa a coordenadora do Programa Estadual de Imunização.
No caso do sarampo, o imunizante é a vacina tríplice viral, que também protege contra caxumba e rubéola. “A tríplice deve ser aplicada em todas as crianças com ou sem histórico vacinal, exceto se a última dose tenha sido há menos de 30 dias”, pontua Ana Catarina.
Se a criança tomou a tríplice viral recentemente, a dose da campanha só deve ser feita 30 dias após esta aplicação. No momento da campanha, de acordo com as informações contidas nas cadernetas de vacinação, o profissional do serviço de saúde informará aos pais ou responsáveis da necessidade de reforço dessa vacina. 
Os últimos registros de poliomielite em Pernambuco foram em 1988 (5 casos e 1 óbito). Com relação ao sarampo, foram confirmados 199 casos em 2013 e 27 em 2014, além de 1 caso importado em 2012. Anteriormente, o último registro tinha sido em 1999, com 240 casos. Em 2018, não há nenhuma confirmação.
POLIOMIELITE
A Poliomielite é uma doença viral altamente contagiosa que acomete, principalmente, crianças pequenas. O vírus é transmitido através de alimentos e água contaminados e se multiplica no intestino, podendo invadir o sistema nervoso. Muitas pessoas infectadas não apresentam sintomas, mas espalham o vírus através de suas fezes e, com isso, podem disseminar a infecção. 
Os sintomas iniciais da poliomielite incluem febre, fadiga, dor de cabeça, vômitos, rigidez do pescoço e dor nos membros. Em alguns casos, a doença causa paralisia, que geralmente é permanente e a única maneira de prevenir é através da imunização. A falta de saneamento, as más condições habitacionais e a higiene pessoal precária constituem fatores que favorecem a transmissão do poliovírus.
O esquema vacinal do Calendário Nacional de Vacinação é composto por três doses da vacina inativada da poliomielite (VIP), administradas aos dois, quatro e seis meses, sendo necessários dois reforços com a vacina oral da poliomielite (VOP) aos 15 meses e aos 4 anos de idade, além das doses ministradas durante as campanhas.
SARAMPO
O sarampo é uma doença infecciosa aguda, transmitida por vírus e extremamente contagiosa. O paciente com a enfermidade pode apresentar os seguintes sintomas: febre, tosse, irritação ocular, corrimento do nariz, manchas avermelhadas no rosto, que avançam em direção aos pés. Também pode causar infecção nos ouvidos, pneumonia, ataques (convulsões e olhar fixo), lesão cerebral e morte. Além disso, o vírus pode atingir as vias respiratórias, causar diarreias e até infecções no encéfalo. Mais comum na infância, o sarampo pode se desenvolver de maneira mais grave em recém-nascidos, desnutridos, gestantes e pessoas portadoras de imunodeficiências.
A transmissão se dá por meio do contato direto através de tosse, espirros, fala, secreções respiratórias ou da boca. O contágio ocorre na fase em que o doente apresenta febre alta, mal-estar, coriza, irritação ocular, tosse e falta de apetite e dura até quatro dias após o aparecimento das manchas vermelhas. 
Para evitar o sarampo, a indicação é utilizar a vacina tríplice viral, que previne também contra rubéola e caxumba. Ela deve ser aplicada em crianças com 12 meses, com um reforço aos 15 meses com a tetra viral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela). Crianças acima de 2 anos, jovens e adultos até os 29 anos e profissionais de saúde não vacinados anteriormente ou que não lembram se foram imunizados, devem tomar duas doses da tríplice viral, com intervalo de 30 dias entre elas. Já os adultos entre 30 e 49 anos, na mesma situação, devem tomar uma dose da tríplice.
Em Pernambuco, em 2017, 99% das crianças de 1 ano tomaram a primeira dose da vacina tríplice viral. Contudo, apenas 69% fizeram a segunda dose, completando o esquema. A meta mínima para prevenir a circulação da doença é de 95%.

quarta-feira, 4 de julho de 2018

Brasil em alerta com o baixo índice de vacinação contra a poliomielite


312 municípios têm cobertura vacinal abaixo dos 50%
A baixa cobertura vacinal contra a poliomielite nas cidades brasileiras foi tema de discussão entre o Ministério da Saúde e representantes de estados e municípios, durante a reunião da Comissão Intergestores Tripartite (CIT), na última quinta-feira (28/06). A doença foi erradicada no país desde 1990 e o risco da volta da doença é um retrocesso que tem preocupado as autoridades. Em 1994, o Brasil recebeu a certificação de área livre de circulação do poliovírus selvagem da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

De acordo com o Ministério da Saúde, 312 municípios estão com o índice de imunização abaixo de 50% para a doença, sobretudo entre as crianças menores de cinco anos. Em Pernambuco, apenas 5 cidades integram a lista, Cortês, Palmares, Frei Miguelinho, Correntes e Jaboatão dos Guararapes.

Carla Domingues, coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde (PNI), alerta para a importância de alcançar e manter cobertura vacinal contra poliomielite maior ou igual a 95% em todas as cidades.

"O risco existe para todos os municípios que estão com coberturas abaixo de 95%. Temos que ter em mente que a vacinação é a única forma de prevenção da Poliomielite e de outras doenças que não circulam mais no país. Todas as crianças menores de cinco anos de idade devem ser vacinadas, conforme esquema de vacinação de rotina e na campanha nacional anual. É uma questão de responsabilidade social”, reforça a coordenadora do PNI.

A orientação é para que os locais que estão abaixo da meta adotem políticas para facilitar o acesso, como  readequar horários mais compatíveis com a rotina da população, reforçar as parcerias com as creches e escolas, além de manterem os sistemas de informação devidamente atualizados. O Ministério reforça ainda que é responsabilidade dos pais a manutenção das cadernetas dos filhos em dia.

Carla Domingues ressalta que as vacinas são oferecidas gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) durante o ano inteiro, a única exceção é a vacina da gripe que só é oferecida durante a campanha. "As vacinas ofertadas pelo SUS estão disponíveis durante todo o ano, exceto a da gripe que faz parte de uma campanha e exige um período específico de proteção, que é antes do inverno", enfatizou. 

O Ministério da Saúde enfatiza ainda que as vacinas que integram o calendário nacional de vacinação são seguras e eficazes. O esquema é composto por três doses da vacina inativada poliomielite (VIP), administradas aos dois, quatro e seis meses, além da vacina oral poliomielite (VOP) aos 15 meses e aos 4 anos. A próxima campanha nacional de vacinação contra a poliomielite acontecerá no período de 6 a 31 de agosto de 2018.

Recentemente, a Organização Pan Americana de Saúde (OPAS) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmaram casos de paralisia flácida aguda (AFP) na Venezuela e emitiu alerta aos países membros para reforçarem a cobertura vacinal contra o poliovírus. De acordo com a OMS, três países ainda são considerados endêmicos, Paquistão, Nigéria e Afeganistão.

Poliomielite
A Poliomielite é uma doença viral altamente contagiosa que acomete, principalmente, crianças pequenas. O vírus é transmitido através de alimentos e água contaminados e se multiplica no intestino, podendo invadir o sistema nervoso. Muitas pessoas infectadas não apresentam sintomas, mas espalham o vírus através de suas fezes e, com isso, podem disseminar a infecção. 
Os sintomas iniciais da poliomielite incluem febre, fadiga, dor de cabeça, vômitos, rigidez do pescoço e dor nos membros. Em alguns casos, a doença causa paralisia, que geralmente é permanente e a única maneira de prevenir é através da imunização. A falta de saneamento, as más condições habitacionais e a higiene pessoal precária constituem fatores que favorecem a transmissão do poliovírus.

sábado, 9 de junho de 2018

Imunização: da prevenção à erradicação de doenças



Comemorado em 9 de junho, o Dia Nacional da Imunização tem o objetivo de alertar à população sobre a importância de seguir o calendário vacinal preconizado pelo Ministério da Saúde (MS) e ofertado através do Sistema Único de Saúde (SUS). A vacina é a melhor forma de prevenir e até erradicar diversas doenças. Através dela, o Brasil conseguiu extinguir doenças como a varíola, cujo último caso foi registrado em 1971, e a poliomielite, em 1989. 
Em 1973, o Ministério da Saúde criou o Programa Nacional de Imunizações (PNI) com o intuito organizar a política nacional de vacinação, oferecendo vacina gratuita para a população brasileira. Esta política contribui para o controle e a eliminação de doenças imunopreveníveis. O PNI disponibiliza todas as vacinas recomendadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e é coordenado pelo MS em parceria com as Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde.
Atualmente, o MS adota três calendários obrigatórios de vacinação: criança, adolescente e adulto/idoso. Além disso, pessoas com quadros clínicos especiais têm acesso a um calendário diferenciado de imunobiológicos, por meio dos Centros de Referência de Imunobiológicos Especiais (CRIE). Em Recife, o centro está localizado no Hospital Universitário Oswaldo Cruz (HUOC).
De acordo com Ângela Rocha, coordenadora do CRIE, através da vacinação é possível evitar diversas doenças e até mesmo erradicá-las. “Através da imunização a criança vai prevenir doenças graves, então seguir o calendário básico de vacinação é de suma importância. A gente só conseguiu erradicar doenças como poliomielite graças à imunização da população. É por isso que os governos estaduais e Federal estão sempre em campanha, sempre alertando a população”, ressalta.
Ela destaca ainda que todos os públicos devem se vacinar e não só as crianças. Além disso, ela lembra que os médicos devem estar sempre alertando seus pacientes para essa questão. “E não é só o calendário básico da criança, mas também a vacinação para idosos, gestantes, adolescentes e adultos em geral. Os médicos devem alertar seus pacientes para estarem sempre com as vacinas em dia, porque a vacinação é a melhor maneira de evitar doenças graves”, recomenda Ângela Rocha.
Todas as vacinas disponibilizadas no País são consideradas seguras e eficazes. O investimento no PNI traz benefícios não só para a saúde da população, mas também uma economia de recursos financeiros, devido aos inúmeros tratamentos que deixam de ser realizados.


Confira o calendário de 2018

Criança e adolescente
Recém-nascido - BCG (dose única) e Hepatite B (1ª dose);
2 meses - Vacina Pentavalente (DTP, HIB e HB, 1ª dose), Poliomielite (VIP, 1ª dose), Rotavírus humano (VORH, 1ª dose), Pneumocócica 10 (1ª dose);
3 meses - Meningocócica C (1ª dose);
4 meses - Pentavalente, VIP (2ª dose), Rotavírus humano (2ª dose), Pneumocócica 10 (2ª dose);
5 meses - Meningocócica C (2ª dose);
6 meses - VIP (3ª dose) e Pentavalente (3ª dose);
12 meses - Meningocócica C (reforço), Tríplice Viral (SCR, 1ª dose) e Pneumocócica 10 (reforço);
15 meses - Tríplice bacteriana (DTP, 1º reforço), Poliomielite (1º reforço), Hepatite A e Tetra Viral (Tríplice Viral e Varicela);
4 anos - Poliomielite, Varicela e DTP (todas de 2º reforço);
9 a 14 anos - HPV (sexo feminino, duas doses);
11 a 14 anos - HPV (masculino, duas doses);
11 a 14 anos - Meningocócica C (dose única/reforço).

Gestantes
Hepatite B (3 doses com intervalos), Influenza (Gripe, durante campanha nacional, dT (Duplo Bacteriana, 2 doses) e dTpa (Difeteria, Tétano e Coqueluche).

Adultos (depende da situação vacinal)
DT (3 doses, reforço a cada 10 anos), Hepatite B (3 doses), Tríplice Viral (2 doses, até 29 anos; 1 dose, de 30 a 49 anos. 

Idoso (acima de 60, depende da situação vacinal)
DT (3 doses), Hepatite B (3 doses) e Influenza (durante campanha).