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quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Universidades terão incentivo para controlar obesidade



Chamada pública do Ministério da Saúde incentiva universidades públicas e privadas a desenvolver projetos com ações de prevenção, diagnóstico e tratamento da obesidade no Sistema Único de Saúde (SUS). Serão disponibilizados R$ 10 milhões para o desenvolvimento de pesquisa, extensão e formação de trabalhadores na atenção básica, nível de atenção, com capacidade para resolver 80% dos problemas de saúde.
Ao todo, serão selecionadas 27 universidades. Os projetos devem ter duração de dois anos, contados a partir da data de assinatura da proposta, além de obedecer a requisitos técnicos descritos no edital. “O objetivo do ministério é qualificar a assistência e o cuidado para a prevenção e o controle da obesidade, que já afeta 18,9% da população adulta nas capitais brasileiras”, informou a pasta.
Os recursos para as universidades foram determinados conforme análise de critérios socioeconômicos e geográficos, além da cobertura de equipes do Núcleo de Atenção à Saúde da Família na Atenção Básica. Instituições que atuam no Espírito Santo, no Acre, no Amapá, em Alagoas, em Roraima, em Rondônia, em Sergipe e no Distrito Federal receberão até R$ 250 mil.
As que atuam no Amazonas, em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Goiás, no Pará, na Paraíba, em Pernambuco, no Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul receberão até R$ 350 mil. Já as que estão no Ceará, Maranhão, em Minas Gerais, no Piauí, em Santa Catarina, São Paulo, no Rio de Janeiro, na Bahia e no Paraná terão disponíveis até R$ 500 mil.
A chamada pública está aberta no site do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) até o dia 16 de setembro de 2018.
Fonte: Agência Brasil

sábado, 2 de junho de 2018

Ministro garante que não haverá cortes na saúde em decorrência da greve



O Governo Federal anunciou uma série de adequações orçamentárias para adequar o déficit que irá surgir em decorrência da nova despesa com o  subsídio do diesel. Durante coletiva de imprensa, o ministro da Saúde, Gilberto Occhi, garantiu que não haverá cortes no orçamento do Ministério da Saúde após a greve dos caminhoneiros. 
“O Ministério da Saúde não teve corte, o que há é que no início do ano houve uma série de contingenciamentos em todos os ministérios para adequação do déficit fiscal, então não há corte de orçamento para fazer adequação para o déficit que vai se apresentar em função dessa nova despesa que é o subsídio ao diesel”, afirmou. 
Gilberto Occhi destacou que o montante previsto para a pasta da saúde em 2018 será de R$ 131 bilhões, que será utilizado para assegurar o atendimento aos usuários do SUS.
“Então isso não vai acontecer, quero garantir a todos que o orçamento do Ministério da Saúde do ano de 2018 está previsto em 131 bilhões de reais e é isso que nós vamos utilizar da melhor maneira possível, mais eficiente possível. Eu quero garantir a todos que são usuários do SUS, que dependem do atendimento do SUS, que não haverá falta de recursos do Ministério para que nós possamos fazer os nossos atendimentos e as nossas obrigações que são compulsórias”, garantiu o ministro.

Secretários de Saúde apresentam demandas ao ministro em PE



Os secretários de Saúde, Iran Costa, de Pernambuco, e Jailson Correia, de Recife, aproveitaram a visita do ministro Gilberto Occhi para expor as necessidades existentes nos âmbitos estadual e municipal. Ontem (01/06), o ministro da Saúde visitou as instalações da Hemobrás e do Real Hospital Português.
Na ocasião, Iran Costa apresentou algumas demandas ao titular da pasta da saúde no Governo. “O principal problema que a gente tem é com o repasse de recursos de média e alta complexidade. Pernambuco recebe do Ministério da Saúde em torno de 96-98 milhões e paga mensalmente, 118-120 milhões”, alertou. 
Ele destacou ainda que esse é o principal pleito de todos os secretários estaduais de saúde ao Ministério. “Isso acontece em todos os estados, São Paulo mesmo tem um déficit mensal próximo de 100 milhões de reais, em Pernambuco o déficit é de 22 milhões de reais”, enfatizou Costa.
De acordo com Jailson Correia, secretário de Saúde de Recife, as demandas no âmbito municipal também foram apresentadas. “Nós conversamos com o ministro sobre os pleitos e necessidades da Prefeitura do Recife. Toda vez que ele vem aqui é uma oportunidade de mostrar para eles, o ministro e seus assessores, as necessidades de saúde da população, custeio, financiamento, apoio a instituições da prefeitura”, ressaltou.  
“A gente apresentou um plano de oncologia do estado, no qual contempla a solicitação do Hospital Português, ampliação de serviços no Hospital do Câncer, credenciamento do Unacon de Petrolina, financiamento das UPAS especialidades”, destacou Iran Costa.
Segundo Iran, o estado tem 11 UPAS especialidades, sendo que só 2 contam com financiamento do Governo Federal, as demais são 100% financiadas com recursos do tesouro estadual. Ele afirmou ainda que também intercedeu pelo credenciamento do Hospital da Mulher do Recife como um hospital de alto risco.

Gilberto Occhi defende a regionalização da saúde durante visita ao Hospital Português


Ministro diz que bom atendimento e humanização no RHP devem servir de exemplo
Na tarde de ontem (01/06), o ministro da Saúde, Gilberto Occhi, visitou as instalações da beneficência do Real Hospital Português (RHP), que atende pacientes do SUS para tratamento ambulatorial e de alta complexidade. Durante a visita, estiveram presentes Alberto Ferreira da Costa, provedor do RHP, Iran Costa, secretário de saúde de Pernambuco, Jailson Correia, secretário de saúde do Recife, além de membros da diretoria do hospital e assessores do ministro. 

"Essa visita do ministro ao Real Hospital Português é muito boa e esperamos corresponder às expectativas. Nós temos uma longa história de parceria com o SUS e esperamos que ele dê seguimento a essa parceria", comentou Alberto Ferreira da Costa.

Gilberto Occhi conheceu o setor de Hemodiálise, onde são realizadas 4.600 sessões por mês e a UTI Nefrológica, que assiste a mais de 60 pacientes mensalmente, ambos localizados no recém-inaugurado Edifício Santo Antônio. O ministro visitou ainda o Ambulatório de Beneficência Maria Fernanda.
“O Hospital (Português) é um grande fornecedor de atendimento ao SUS aqui no estado de Pernambuco. Visitamos a área de diálise que tem o maior atendimento na região como um todo, na região Nordeste. Eu fiquei muito bem impressionado com toda estrutura mas, principalmente, pelo atendimento e para reforçar essa opinião, nós fomos perguntar as pessoas que estão sendo atendidas aqui. Eu fui numa área de transplante renal e tive a oportunidade de conversar com um transplantado, ele elogiou muito o atendimento e a humanização do hospital, e isso serve como referência para demais hospitais que atendem a rede SUS”, destacou Occhi. 
O titular da pasta afirmou ainda que, no ano passado, o Ministério da Saúde fez um repasse de mais de 55 milhões de reais ao RHP. Segundo ele, esse valor vem crescendo, ao longo dos anos, em função do aumento da cobertura que o hospital tem feito nos atendimentos de saúde pelo SUS. Gilberto Occhi parabenizou a instituição e deixou as portas abertas para demandas que possam surgir de habilitações ou de novos atendimentos.
O RHP atende à demanda do SUS em alta complexidade nas áreas de cirurgia cardíaca, cirurgia vascular, cirurgia endovascular, hemodiálise e transplantes de medula óssea, renal, cardíaco e hepático. O complexo hospitalar é composto por mais de 60 clínicas especializadas e possui 173 leitos destinados aos atendimentos pelo SUS, o que representa 2,4% do total de leitos disponibilizados pela rede pública em Recife.
REGIONALIZAÇÃO
Durante a coletiva de imprensa, o ministro ressaltou a importância da regionalização da saúde no país como forma de desonerar o SUS e ampliar o investimento em prevenção. “Outra questão que nós estamos discutindo muito fortemente, o Ministério da Saúde e o Conselho Nacional de Saúde é a regionalização do atendimento à saúde. Não é possível que nós tenhamos condições econômicas e financeiras, estados, municípios e Governo Federal para construir diversos hospitais. Nós temos que ter um foco na atenção básica em todos os municípios, ter uma regionalização na média e alta complexidade para que a gente possa ter um atendimento cada vez mais adequado para a população brasileira e termos condições de desonerar e fazer aquilo que eu considero que é muito importante que é a prevenção”, enfatizou. 
HEMOBRÁS
Na ocasião, o ministro destacou a importância da visita à Hemobrás para a retomada das obras e, principalmente, para que as atividades de produção do plasma (componente do sangue) e dos hemoderivados possam ser otimizadas. “É muito importante, não só para a Hemobrás, mas para o Ministério da Saúde que tem a Hemobrás como grande fornecedor de produtos para a saúde no Brasil”, declarou. Gilberto Occhi afirmou ainda que já foi feito um investimento de 70% do total da obra e que só precisa resolver algumas questões levantadas pelos órgãos de controle, sobretudo,  pelo Tribunal de Contas da União (TCU). 
“Temos um grande potencial de transferência de tecnologia que interessa muito ao Brasil, interessa a Hemobrás e interessa ao Ministério da Saúde. Temos um grande cliente que é o próprio Ministério da Saúde, cliente quase que exclusivo da Hemobrás. Temos um investimento já feito de mais de 70%, então nós precisamos juntar esses esforços, recursos nós temos disponíveis tanto do Governo Federal quanto também do parceiro privado, então nós temos é que concluir”, finalizou Occhi.
Nos próximos dias, o Ministério deve publicar um novo termo de referência que será essencial para a retomada da produção e dos negócios da Hemobrás no fornecimento de hemoderivados ao SUS, com o intuito de tornar a produção mais barata para o Brasil.
A Hemobrás receberá R$ 642,9 milhões para concluir as instalações da fábrica de fracionamento de plasma. Desse total, R$ 195,5 milhões são do Ministério da Saúde, R$ 101,1 milhões são recursos próprios da empresa e R$ 346,2 milhões serão do parceiro privado Octapharma, que trará a tecnologia para o Brasil. 
A empresa atenderá a demanda do SUS na produção dos seis hemoderivados de maior consumo do mundo, que atualmente são importados. Todos serão produzidos a partir do plasma. O objetivo é garantir a produção nacional, reduzindo a dependência externa no setor de derivados de sangue e biofármacos.
Em 2017, a fábrica distribuiu mais de 145 mil medicamentos hemoderivados e 597.989.000 UI (Unidade Internacional) de medicamentos recombinantes em todo o país, que foram entregues aos centros de saúde e hospitais que atendem pela rede pública. Esses  medicamentos são elaborados através de engenharia genética por meio do uso da tecnologia de DNA recombinante.

sexta-feira, 1 de junho de 2018

Ministro da Saúde visita instalações da Hemobrás em Goiana



Hoje, às 10 horas, o ministro da saúde, Gilberto Occhi, visitará as instalações da Hemobrás localizada no município de Goiana, a 60 Km do Recife. Em sua primeira visita oficial a Pernambuco, Occhi irá conhecer a unidade de derivados do sangue pernambucana. A fábrica fechou 2017 com resultado positivo, obtendo um lucro líquido de R$ 172 milhões. O ministro será acompanhado por Osvaldo Castilho, presidente da Hemobrás.
A Hemobrás receberá R$ 642,9 milhões para concluir as instalações da fábrica de fracionamento de plasma. Desse total, R$ 195,5 milhões são do Ministério da Saúde, R$ 101,1 milhões são recursos próprios da empresa e R$ 346,2 milhões serão do parceiro privado Octapharma, que trará a tecnologia para o Brasil. 
A empresa atenderá a demanda do Sistema Único de Saúde (SUS) na produção dos seis hemoderivados de maior consumo do mundo, que atualmente são importados. Todos serão produzidos a partir do plasma, componente do sangue. O objetivo é garantir a produção nacional, reduzindo a dependência externa no setor de derivados de sangue e biofármacos.
Em 2017, a fábrica distribuiu mais de 145 mil medicamentos hemoderivados e 597.989.000 UI (Unidade Internacional) de medicamentos recombinantes em todo o país, que foram entregues aos centros de saúde e hospitais que atendem pela rede pública. Esses  medicamentos são elaborados através de engenharia genética por meio do uso da tecnologia de DNA recombinante.
Visita ao Real Hospital Português
No período da tarde, por volta das 14h30, Gilberto Occhi seguirá para o Real Hospital Português (RHP) onde irá conhecer o recém-inaugurado Edifício Santo Antônio que atende, em grande parte, pacientes do SUS para tratamento de alta complexidade. O ministro irá visitar a área de Hemodiálise, onde são realizadas 4.600 sessões por mês e a UTI Nefrológica, que assiste a mais de 60 pacientes mensalmente.
Durante a visita o ministro visitará também o Ambulatório de Beneficência Maria Fernanda. O RHP atende à demanda do SUS em alta complexidade nas áreas de cirurgia cardíaca, cirurgia vascular, cirurgia endovascular, hemodiálise e transplantes de medula óssea, renal, cardíaco e hepático.
O complexo hospitalar é composto por mais de 60 clínicas especializadas e recebe, anualmente, R$ 5,7 milhões de incentivo para atendimento de urgência e emergência. O RHP possui 173 leitos destinados aos atendimentos pelo SUS, o que representa 2,4% do total de leitos disponibilizados pela rede pública em Recife. Os investimentos do Ministério da Saúde na unidade passaram de R$ 11,3 milhões, em 2015, para R$ 14 milhões no ano passado, para custeio de procedimentos ambulatoriais e hospitalares.
Visita ao Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira
Após a visitação ao RHP, o ministro conhecerá as instalações do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (IMIP), por volta das 15h45. O IMIP é habilitado como Centro de Alta Complexidade em Oncologia (CACON), desde 2008, realizando procedimentos como cirurgia oncológica, quimioterapia e radioterapia. A unidade recebe R$ 9,8 milhões para construir a primeira etapa do instituto de oncologia, por meio do Pronon, programa de isenção fiscal do Ministério da Saúde. O instituto conta ainda com o incentivo de R$ 63,9 milhões por ano do Governo Federal.
Até 2019, o instituto deve inaugurar o acelerador linear e a construção do bunker, espaço físico para instalação do equipamento de última geração voltado para tratamento de câncer. A medida faz parte do Plano de Expansão da Radioterapia do Governo Federal.