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segunda-feira, 1 de outubro de 2018

SES reforça importância do enfrentamento da sífilis em PE


Além da programação científica, haverá treinamento em testagem rápida de sífilis, HIV e hepatites
Nesta segunda-feira (01/10), a Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES/PE), promove um seminário para o enfrentamento da sífilis. O evento acontece no Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip), das 9h às 17h, e é voltado para profissionais de saúde bucal que atuam no Sistema Único de Saúde (SUS). O objetivo é fortalecer e difundir um olhar multidisciplinar no enfrentamento da doença - infecção sexualmente transmissível causada pela bactéria Treponema pallidum. O encontro será transmitido ao vivo para as 12 Gerências Regionais de Saúde (Geres), distribuídas em todo o Estado de Pernambuco, por  meio de videoconferência.
"Um dos objetivos desse evento é proporcionar uma resposta rápida à sífilis nas variadas redes de atenção. Por isso, a importância de fortalecer o entendimento desta infecção a dentistas e auxiliares de saúde bucal que estão inseridos na rede de assistência básica municipais. É preciso mobilizar e alertar os profissionais sobre os cuidados", comenta o coordenador de Saúde Bucal da SES, Paulo César de Oliveira. 
O seminário reúne profissionais da atenção primária, laboratórios regionais de prótese, rede de urgência e emergência em Odontologia e Centros de Especialidades Odontológicas dos municípios de Igarassu, Olinda, Paulista, Recife, Jaboatão dos Guararapes, Cabo de Santo Agostinho e Petrolina, no sertão do São Francisco - cidades consideradas prioritárias no combate à doença. Haverá, além da programação científica, treinamento em testagem rápida de sífilis, HIV e hepatites.
Pela manhã, haverá o painel Um olhar multidisciplinar no enfrentamento da sífilis. A palestra sobre a importância do diagnóstico e prevenção da sífilis congênita será realizada por meio da gerência da Saúde da Mulher, apresentada pela obstetra Letícia Katz. Ainda haverá o tema Desafios do cuidar do homem e serviços de atendimento e assistência para este público, com Valéria Pastor, gerente da Saúde do Homem e Idoso da SES. A população LGBT também terá um olhar específico, por meio da coordenação da Saúde LGBT, com palestra do coordenador Luiz Valério. Ao final da manhã, ocorrerá a apresentação do cenário epidemiológico da sífilis e outras infecções sexualmente transmissíveis em Pernambuco, com a gerente do setor, Camila Dantas. 
No período da tarde, haverá o painel intitulado A saúde bucal no diagnóstico e tratamento da sífilis, com o tema Saúde Bucal e as manifestações orais das IST's, com Paulo Santos; e o estudo da estomatologia com a cirurgiã-dentista, Fabiana Mota. Também haverá experiências das gestões públicas municipais para enfrentamento da sífilis das cidades do Recife, Cabo de Santo Agostinho e Jaboatão dos Guararapes.
A SES tem reforçado com os municípios a importância do diagnóstico precoce da doença, que tem registrado um aumento no número de casos em todo o país, atuando com o projeto Quero Fazer, que, semanalmente, oferta testes rápidos de sífilis e HIV de forma itinerante. Importante frisar, ainda, que o teste rápido de sífilis pode ser feito em postos de saúde, Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA) e algumas ONGs, além das unidades que realizam pré-natal.

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Brasil pode economizar R$ 1 bilhão com genérico contra hepatite C


A utilização de medicamento genérico para o tratamento da hepatite C no Brasil poderia gerar uma economia de cerca de R$ 1 bilhão aos cofres púbicos, segundo informações da organização humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF). De acordo com a entidade, o país tem capacidade para produzir o genérico do sofosbuvir, já analisado e registrado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O início efetivo do fornecimento ao governo, entretanto, depende da conclusão de uma análise de pedido de patente a cargo do Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (Inpi).
Segundo o MSF, quando o sofosbuvir foi lançado no mercado, em 2013, o custo por tratamento chegou a US$147 mil. Atualmente, a entidade garante realizar tratamentos para hepatite C com genéricos ao custo de US$120. A economia de R$1 bilhão, portanto, se refere à diferença entre o preço atual do tratamento com medicamentos de marca e o custo do tratamento com a utilização de genérico nacional, considerando-se a oferta de tratamento para 50 mil pessoas via sistema público de saúde, conforme planejamento divulgado pelo Ministério da Saúde.
A entidade trabalha em projetos que atendem pessoas infectadas pelo vírus da hepatite C em 11 países e, desde 2015, ofereceu tratamento a mais de 6 mil pacientes afetados pela doença. Entre os que concluíram a terapia até o momento utilizando genéricos do sofosbuvir e do daclatasvir, também indicado para o tratamento, a taxa geral de cura foi de 94,9%.
Carta pública
No mês passado, o MSF encaminhou ao Inpi uma carta pública sobre o uso de genéricos para o tratamento da hepatite C no Brasil. No documento, a organização humanitária pede uma análise rigorosa e ágil dos pedidos de patente em questão, levando em consideração o impacto que a decisão pode ter sobre a vida de centenas de milhares de pessoas no país que ainda não têm acesso ao tratamento para a doença.
Por meio de nota, o Inpi informou que o pedido de patente está sendo examinado e que, por este motivo, o órgão ainda não pode se posicionar sobre o assunto. Em abril, o instituto divulgou parecer técnico em que faz exigências ao depositante do pedido de patente, cobrando informações complementares. Uma possível aprovação do pedido de patente de genérico para tratamento da hepatite C, entretanto, segue sem previsão para sair.
Ainda de acordo com o MSF, os países que estão obtendo bons resultados na cobertura do tratamento contra a hepatite C são exatamente aqueles nos quais há genéricos disponíveis. O Egito, por exemplo, ofereceu tratamento a mais de 1 milhão de pessoas via sistema público com o sofosbuvir devido à rejeição de patentes-chave e à introdução de versões genéricas de baixo custo. Índia e Bangladesh são outros exemplos de países que vêm tendo bons resultados com a produção e uso dos genéricos.
“A ampliação do acesso a este tratamento para o vírus da hepatite C é crucial para alcançar a meta de eliminação da doença até 2030, assumida internacionalmente pelo Brasil no âmbito da Organização Mundial da Saúde (OMS) e dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Esse acesso só será possível com a entrada dos genéricos, garantindo competitividade e baixo preço, conforme ressaltado na própria Estratégia Global Setorial em Hepatite C da OMS”, destacou o MSF.
Procurado pela equipe de reportagem, o Ministério da Saúde informou que, desde 2015, foram investidos R$ 2,02 bilhões na compra de medicamentos para o tratamento da hepatite C e que a pasta está em processo de aquisição de 50 mil tratamentos.
Doença
A hepatite C é considerada uma doença silenciosa. O vírus contraído pode se manifestar ou ocasionar doenças anos depois. Ela é transmitida por sangue contaminado (em transfusões, por exemplo), ao fazer sexo sem proteção ou pelo compartilhamento de objetos cortantes. O público mais vulnerável são os adultos acima de 40 anos. Quem contrai o vírus pode ter cirrose, câncer e morrer em decorrência dessas enfermidades.
Dados do ministério revelam que existem, no Brasil, mais de 1 milhão de pessoas que já tiveram contato com o vírus da hepatite C e cerca de 650 mil que são afetadas pela doença e poderiam ser beneficiadas pelo tratamento imediatamente.
Fonte: Agência Brasil

sábado, 28 de julho de 2018

Hepatites virais: conheça cada uma delas e saiba como evitá-las



As hepatites virais são doenças infecciosas que afetam o fígado por diferentes tipos de vírus. As hepatites A, B e C já podem ser consideradas um grave problema de saúde pública no mundo. Em geral, são doenças assintomáticas e, por isso, ainda diagnosticadas tardiamente. Milhões de pessoas podem ser portadoras de algum vírus e não saber. Os tipos B e C podem causar doenças graves como cirrose e câncer de fígado, e todas elas podem levar o paciente à morte. 
De acordo com o Boletim Epidemiológico 2018, o Brasil registrou 40.198 casos novos de hepatites virais em 2017. Os casos de hepatite A quase dobraram em um ano, em 2016 foram identificados 1.206 ocorrências, já em 2017 o número subiu para 2.086. Em relação ao vírus B, houve uma discreta redução passando de 14.702 em 2016 para 13.482 no ano passado. A Hepatite B é a segunda causa de óbitos entre as hepatites virais. 
O documento destaca ainda que número de casos mais que dobrou nos homens de 20 a 39 anos. Dentre todas, a hepatite C continua tendo a maior notificação, 11,9 casos para cada 100 mil habitantes, sendo responsável por mais de 70% dos óbitos. O documento foi elaborado pelo  Departamento de Vigilância, Prevenção e Controle das Infecções Sexualmente Transmissíveis, do HIV/Aids e das Hepatites Virais, da Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde (DIAHV/SVS/MS).
Recentemente, o Ministério da Saúde lançou um plano para eliminar a Hepatite C até 2030 no país. Entre as medidas estão a simplificação no diagnóstico, a ampliação das testagens e o fortalecimento do atendimento às hepatites virais. O plano, firmado com estados e municípios, define as populações prioritárias para tratamento, além de avaliar a incorporação de novas tecnologias. Atualmente, o tratamento disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS) possibilita chance de cura de mais de 90%.
De acordo com Adele Benzaken, diretora do departamento de HIV/Aids e hepatites virais do Ministério da Saúde, o grande desafio está em diagnosticar e tratar os portadores da doença. "A hepatite C é uma doença silenciosa. Muitas pessoas estão com o vírus da hepatite C e não apresentam nenhum sintoma, então diagnosticar e tratar essas pessoas da forma mais rápida possível é essencial para a qualidade de vida dessas pessoas e também para a saúde pública”, destaca.
“Entre 2016 e 2017, a OMS lançou um programa desafiador que era a erradicação da hepatite C até o ano de 2030, isso consiste não só no programa de detecção de novos casos, mas principalmente com o sucesso da nova terapia, onde os novos medicamentos conseguem ter uma resposta virológica sustentada, ou seja, cura desses pacientes acima de 95%. Então, alguns países, como Portugal principalmente, já têm a hepatite C praticamente erradicada e esse é o objetivo que o Brasil também incorporou”, explica Leila Beltrão, hepatologista e presidente do Instituto do Fígado e Transplantes de Pernambuco (IFP).
A distribuição dos tipos varia de acordo com a região do país. O Nordeste concentra a maior proporção das infecções pelo vírus A (30,6%). Na região Sudeste encontram-se os maiores índices dos vírus B e C, com 35,2% e 60,9%, respectivamente. Já no Norte são encontrados 75% do total de casos de hepatite D. 
A prevenção pode ser feita através da vacinação contra as hepatites A e B, além de alguns cuidados como o uso de preservativo nas relações sexuais, utilização de materiais esterilizados ou descartáveis em estúdios de tatuagem e de piercings, não compartilhamento de instrumentos de manicure e pedicure, lâminas de barbear ou de depilar, além de não partilhar agulhas, seringas e equipamentos para o uso de drogas. O diagnóstico precoce é fundamental para o sucesso no tratamento e pode ser feito através de exames laboratoriais. 
HEPATITE A 
Doença infecciosa causada pelo vírus A (HAV) com transmissão fecal-oral, mais relacionada à contaminação ambiental (água) ou de alimentos e por contato pessoal com pessoas infectadas. O vírus da hepatite A tem distribuição mundial e apresenta maior disseminação em áreas onde são precárias as condições sanitárias e de higiene da população. 
HEPATITE B
Também trata-se de uma enfermidade infecciosa causada pelo vírus B (HBV). A principal forma de contágio é pela relação sexual sem preservativos, pelo sangue – compartilhamento de objetos perfuro cortantes – ou é passada da mãe para o filho durante a gravidez (congênita). A maioria dos casos não apresenta sintomas. Os sinais costumam aparecer de um a seis meses após a infecção. 
A hepatite B tem vacina disponível no calendário vacinal para toda a população. Todo recém-nascido deve receber a primeira dose logo após o nascimento, preferencialmente nas primeiras 12 horas de vida. Em seguida, mais três doses, aos 2, 4 e 6 meses de vida. Se a gestante tiver hepatite B, o recém-nascido deverá receber, além da vacina, a imunoglobulina contra a hepatite B, nas primeiras 12 horas de vida, para evitar a transmissão de mãe para filho.
HEPATITE C 
Causada pelo vírus C (HCV), a hepatite C é transmitida pelo contato com sangue contaminado, vias sexuais e transmissão vertical (da mãe para o bebê). Receptores de sangue e derivados, usuários de drogas injetáveis, pacientes de hemodiálise e profissionais de saúde (vítimas de acidentes perfuro cortantes) apresentam alto risco de infecção da doença. Ainda não existe vacina para esse tipo de hepatite, mas ela pode ser diagnosticada facilmente através de um teste rápido, disponibilizado nos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTAs) e em postos de saúde.
HEPATITE D
Também conhecida como hepatite Delta, trata-se de um vírus que só infecta portadores da hepatite B. A contaminação se dá de maneira semelhante à hepatite B, ou seja, através da relação sexual desprotegida, contato com sangue infectado, ou da mãe para o filho durante a gravidez. A hepatite D apresenta caráter endêmico nas regiões de alta prevalência para a hepatite B.
HEPATITE E
Com ocorrência rara no Brasil, a hepatite E é uma doença infecciosa causada pelo vírus HEV, sendo mais comum em países da Ásia e África. A forma mais frequente de transmissão é por ingestão de água contaminada, com menor probabilidade de contágio por contato pessoa a pessoa. Assim como os outros tipos, ela quase não apresenta sintomas. Porém, os mais frequentes são cansaço, tontura, enjoo e/ou vômitos, febre, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras. Esses sinais costumam aparecer de 15 a 60 dias após a infecção. A melhor forma de prevenção é melhorando as condições de saneamento básico e de higiene.

Incidência das hepatites virais no Brasil



Total de óbitos com causa básica por hepatites virais de 2000 a 2016

sexta-feira, 27 de julho de 2018

Teste rápido de hepatite C na estação central de metrô do Recife



Nesta sexta-feira (27/07), das 8h às 12h, a Secretaria Estadual de Saúde (SES/PE) estará realizando uma ação na Estação Central de Metrô do Recife, para marcar o Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais, celebrado amanhã (28/07). Durante a ação, organizada pelo Programa Estadual de IST/Aids/HV, serão ofertados 200 testes rápidos para detecção da hepatite C, 200 doses da vacina contra a hepatite B, além da distribuição de preservativos masculinos e femininos e sachês de gel lubrificante.
De acordo com o Boletim Epidemiológico 2018 do Ministério da Saúde, o Brasil registrou 40.198 casos novos de hepatites virais em 2017. O documento destaca ainda que número de casos mais que dobrou nos homens de 20 a 39 anos. Dentre as hepatites virais, a hepatite C continua tendo a maior notificação, 11,9 casos para cada 100 mil habitantes, sendo responsável por mais de 70% dos óbitos.
"As hepatites virais são doenças que podem ser prevenidas, cada uma com sua particularidade. Para evitá-las, é importante sempre ter cuidado com a higiene dos alimentos, usar camisinha nas relações sexuais e atenção aos materiais perfurocortantes como barbeador, alicates e tesouras de unha, assim como atenção na realização de tatuagens e piercings”, afirma Camila Dantas, gerente do Programa Estadual de IST/Aids/HV. 
Em 2017, Pernambuco registrou 21 casos de hepatite A e apenas 2 óbitos. Em relação à hepatite B, o estado confirmou 179 casos e 8 mortes. No mesmo ano, foram notificadas 226 ocorrências de hepatite C com 44 óbitos. 
Em geral, as hepatites virais não apresentam sintomas. Nos casos avançados, o paciente pode apresentar cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras.
Camila Dantas ressalta ainda que “a vacinação contra as hepatites A e B é um grande ganho para a população, podendo ser realizada nos postos de saúde. O diagnóstico precoce também é uma forma de prevenção, evitando o avanço da doença, e pode ser iniciado com a testagem rápida, no caso das hepatites B e C".
PREVENÇÃO
- Vacinação contra as hepatites A e B;
- Usar preservativo em todas as relações sexuais;
- Exigir materiais esterilizados ou descartáveis em estúdios de tatuagem e de piercings;
- Não compartilhar instrumentos de manicure e pedicure;
- Não usar lâminas de barbear ou de depilar de outras pessoas;
- Não compartilhar agulhas, seringas e equipamentos para o uso de drogas.

segunda-feira, 9 de julho de 2018

Ministério da Saúde anuncia plano para eliminar a hepatite C até 2030



Na última quinta-feira (05/07), o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Osnei Okumoto, e a Diretora do Departamento de HIV/Aids e Hepatites Virais, Adele Benzaken, divulgaram um plano para eliminar a Hepatite C até 2030 no Brasil. Entre as medidas estão a simplificação no diagnóstico, a ampliação das testagens e o fortalecimento do atendimento às hepatites virais. Na ocasião, também foi publicado o Novo Boletim Epidemiológico das Hepatites Virais 2018, com estatísticas atualizadas sobre as hepatites no país.
O plano, firmado com estados e municípios, definirá as populações prioritárias para tratamento, além de avaliar a incorporação de novas tecnologias. Atualmente, o tratamento disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS) possibilita chance de cura de mais de 90%. No entanto, a hepatite C tem o maior índice de notificações dentre todas as hepatites. Em 2017, mais de um milhão de pessoas tiveram contato com o vírus e a taxa de incidência foi de 11,9 casos para cada 100 mil habitantes. 
De acordo com Adele Benzaken, o grande desafio está em diagnosticar e tratar os portadores da doença. "A hepatite C é uma doença silenciosa. Muitas pessoas estão com o vírus da hepatite C e não apresentam nenhum sintoma, então diagnosticar e tratar essas pessoas da forma mais rápida possível é essencial para a qualidade de vida dessas pessoas e também para a saúde pública”, destaca.
Leila Beltrão, hepatologista e presidente do Instituto do Fígado e Transplantes de Pernambuco (IFP), dá o seu ponto de vista sobre o novo plano. “Acredito que 2030 ainda seja um período curto, porque talvez existam novos casos para serem desvendados dessa doença e o objetivo do Ministério da Saúde, principalmente com o programa de hepatites virais e HIV, é exatamente buscar novos casos”, afirma. 
No ano passado, 24,4 mil pessoas foram diagnosticadas com a doença. A expectativa é ampliar esse número para 30 mil em 2018 e 40 mil ao ano entre 2019 e 2030. Outra meta do plano é ampliar o diagnóstico e tratamento para reduzir em 90% o número de novos casos. 
O novo plano do Ministério da Saúde para eliminação da hepatite C está alinhado com as metas da Organização Mundial de Saúde (OMS) que pretende tratar 19 mil pessoas este ano, e a partir de 2019, 50 mil pacientes por ano até 2024. De 2025 em diante, a intenção é oferecer 32 mil novos tratamentos ao ano, visando, assim, reduzir a mortalidade em 65% até 2030. Para atingir as metas, a pasta está em processo de aquisição de 50 mil tratamentos.
“Entre 2016 e 2017, a OMS lançou um programa desafiador que era a erradicação da hepatite C até o ano de 2030, isso consiste não só no programa de detecção de novos casos, mas principalmente com o sucesso da nova terapia, onde os novos medicamentos conseguem ter uma resposta virológica sustentada, ou seja, cura desses pacientes acima de 95%. Então, alguns países, como Portugal principalmente, já têm a hepatite C praticamente erradicada e esse é o objetivo que o Brasil também incorporou”, reforça Leila Beltrão.
A hepatologista esclarece também a respeito dos medicamentos aprovados recentemente pela Anvisa para o tratamento da doença. “Essas medicações que foram aprovadas recentemente pela Anvisa e pela Conitec são drogas pangenotípicas e, com isso, permitem um tratamento muito curto variando entre 8 e 12 semanas, onde você pode tratar todos os pacientes independente da fibrose e da detecção do genótipo. Então, isso é uma mudança radical e essas drogas, em sua grande maioria, são um único comprimido o que facilita muito a adesão desses pacientes. Então, essa é a percpectiva do Ministério da Saúde, do comitê assessor e, principalmente, de todos os hepatologistas que possam estar envolvidos no tratamento junto com os infectologistas e, quem sabe até mesmo, o médico de família para que esse êxito possa ser alcançado, principalmente porque a hepatite C não tem a vacina”, conclui a presidente do IFP.
Além das ações para aumentar a detecção e tratamento da hepatite C, o Governo Federal irá investir em estratégias de comunicação com foco nas redes sociais. "A partir de hoje estamos lançando nas redes sociais um vídeo com o chefe de cozinha Henrique Fogaça, que esclarece dúvidas de prevenção sobre as hepatites de uma forma geral. Assim, estaremos atingindo esse público jovem", reforça Osnei Okumoto, Secretário da Vigilância em Saúde.

quarta-feira, 20 de junho de 2018

Doenças do Fígado atingem milhões de pessoas no mundo



Boletim epidemiológico do Ministério da Saúde aponta dados alarmantes
Com uma função extremamente importante, o fígado é um órgão que pode apresentar doenças silenciosas, que podem provocar consequências muitas vezes irreversíveis, levando até a necessidade de um transplante. O órgão tem o papel de metabolizar os alimentos absorvidos pelo organismo, produz substâncias capazes de digerir a gordura, além servir como barreira imunológica para o nosso corpo.
As doenças hepáticas (do fígado) atingem milhões de pessoas em todo o mundo. Algumas das doenças mais frequentes que acometem o órgão são Esteatose, Cirrose, Hepatites e Câncer de fígado.
A esteatose é uma doença causada pelo excesso de gordura no fígado das pessoas. De acordo com a Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH), cerca de 20% da população brasileira sofre com a doença, que pode acarretar uma série de outras complicações, como hepatite, cirrose e até o câncer de fígado. 
Um dos fatores que influencia este índice é o crescimento do número de pessoas obesas no país. Devido às crescentes taxas de obesidade, a esteatose tem se tornado cada vez mais frequente em todas as populações e grupos etários, muitas vezes está relacionada ao estilo de vida das pessoas, caracterizado pelo consumo em excesso de calorias e carência de atividade física.
Entre as principais doenças que podem atacar o fígado está a hepatite. Pode ser viral, autoimune ou causada pela reação ao álcool ou a medicamentos. Há vários tipos de hepatite viral, designadas pelas letras A, B, C, D e E. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), um terço da população mundial sofre de algum tipo de hepatite. 
Segundo o boletim epidemiológico do Ministério da Saúde (2017), as hepatites virais são um enorme desafio à saúde pública em todo mundo. Elas são responsáveis por cerca de 1,4 milhão de óbitos anualmente. No caso da hepatite B, apenas 30% dos portadores do vírus podem apresentar pele e mucosa amarelada, urina escura e fezes embranquecidas. Já a C é muito mais silenciosa levando as pessoas a descobrir a doença apenas quando ela está no estágio mais avançado. 
Entre 2000 e 2015, somente a hepatite C foi responsável por mais de 46 mil óbitos no país. Os dados sobre hepatite B também são alarmantes. De 1999 a 2016, foram confirmados mais de 200 mil casos. Além disso, o estudo do Ministério da Saúde mostrou que a transmissão sexual da hepatite B é 10 vezes maior na população jovem, entre 20 e 39 anos. Já a hepatite A tem um caráter benigno, menos de 1% dos casos pode evoluir para casos mais graves.
Segundo o cirurgião do aparelho digestivo e transplante de fígado do Real Instituto de Cirurgia Oncológica, Fábio Moura, a transmissão do vírus da hepatite B se dá principalmente por fluídos corporais (sêmen, sangue, feridas contaminadas, entre outros). A transmissão vertical (mãe passa para o filho durante a gestação) também é causa frequente de disseminação. O especialista afirmou ainda que o vírus da hepatite C é transmitido principalmente pela corrente sanguínea. “É importante destacar que o vírus da Hepatite C já é o maior responsável por cirrose e transplante hepático no Mundo Ocidental”, relatou o médico.
São consideradas populações de risco indivíduos que receberam transfusão de sangue e/ou hemoderivados, usuários de drogas intravenosas ou usuários de cocaína inalada que compartilham os equipamentos de uso, pessoas com tatuagem, piercings ou que apresentem outras formas de exposição percutânea (consultórios odontológicos, podólogos, manicures, etc., que não obedecem às normas de biossegurança).

domingo, 17 de junho de 2018

Hepatite C: sintomas, transmissão, diagnóstico, tratamento e prevenção



A hepatite C é uma doença causada pelo vírus C das hepatites virais, que pode evoluir para cirrose ou câncer. Trata-se da forma mais severa entre as hepatites virais, tem 80% de chance de ser tornar crônica e causar cicatrizes no fígado, incapacitando a função do órgão.
Segundo dados do Ministério da Saúde, existem 135 mil pessoas diagnosticados com hepatite C no País. As estatísticas registradas nos últimos anos indicam o surgimento de 13 casos para cada 100 mil habitantes por ano no Brasil.
SINTOMAS
A hepatite C é uma doença silenciosa que só apresenta sintomas na fase avançada, como cansaço, tontura, enjoo, vômito, febre, dor abdominal, pele e olhos amarelados, além da urina escura e fezes claras.
TRANSMISSÃO
A principal causa de transmissão da doença se dá pelo contato direto com o sangue de uma pessoa contaminada (transfusão de sangue e hemoderivados, sexo desprotegido e compartilhamento e objetos de uso pessoal como agulhas de tatuagem, alicates e tesouras). O contágio também pode ocorrer através do sexo desprotegido e compartilhamento de objetos pessoais como escovas de dente.
DIAGNÓSTICO
O diagnóstico é feito através da realização de testes rápidos ou exames de sangue que são disponibilizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e é recomendado, principalmente, para pessoas com mais de 40 anos, usuários de drogas injetáveis, portadores de HIV, pessoas que fizeram hemodiálise de longo prazo, pessoas que receberam transfusão de sangue ou transplante de órgão antes de 1992.
TRATAMENTO
Não existe vacina para a doença, mas o SUS disponibiliza o tratamento através de medicamentos desde 2002. Contudo, só com os avanços recentes passou-se a se falar em cura total para a Hepatite C. 
Após a confirmação da doença, podem ser realizados testes para verificar a função do órgão e identificar se existe algum dano. O tratamento dependerá da condição do fígado, mas, em geral, as pessoas só descobrem o vírus quando a doença já se tornou crônica e com danos ao órgão.
PREVENÇÃO
  1. Não utilize drogas injetáveis;
  2. Não compartilhe objetos de higiene pessoal (escova de dente, lâminas de barbear), de manicure (alicates, lixas, espátulas) ou outros instrumentos que possam conter sangue;
  3. Ao realizar exames, verifique se agulhas ou qualquer outro objeto cortante são descartáveis ou estão devidamente esterilizados;
  4. Use preservativos; 
  5. Antes de engravidar, faça o teste para saber se tem o vírus da hepatite C;
  6. Se for portador do vírus, não consuma bebidas alcoólicas. O consumo do álcool aumenta o risco de desenvolver as complicações da doença.


sábado, 26 de maio de 2018

Anvisa libera registro de genérico inédito para tratamento da hepatite C



A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou na última segunda-feira (21/05) a aprovação do registro de um medicamento genérico inédito para o tratamento da Hepatite C. A medicação será utilizada no tratamento das infecções causadas pela forma crônica da doença.
De acordo com o hepatologista Tibério Medeiros, a aprovação desse genérico é de suma importância para o ampliar o tratamento da doença no país. "É fundamental para diminuir custos e ampliar o acesso pelo SUS", afirmou o especialista. 
O Sofosbuvir (nome do genérico) atua como inibidor de enzima essencial para a multiplicação do vírus no organismo humano. Segundo a Anvisa, o novo registro vai reduzir os custos do tratamento, uma vez que os genéricos entrarão no mercado com cerca de 35% a menos no valor em relação ao produto original (Sovaldi). O registro foi concedido pela agência à empresa Blanver Farmoquímica e Farmacêutica S.A.
A Hepatite C
A hepatite C é uma doença silenciosa, causada pelo vírus C das hepatites virais, que só apresenta sintomas na fase avançada. Trata-se de uma inflamação no fígado que pode evoluir para cirrose ou câncer. Segundo dados do Ministério da Saúde, existem 135 mil pessoas diagnosticados com hepatite C no País. As estatísticas registradas nos últimos anos indicam o surgimento de 13 casos para cada 100 mil habitantes por ano no Brasil.
Forma mais severa entre as hepatites virais, a hepatite C tem 80% de chance de ser tornar crônica após ser contraída e causar cicatrizes no fígado, incapacitando a função adequada do órgão. Na fase avançada podem aparecer sintomas como cansaço, tontura, enjoo, vômito, febre, dor abdominal, pele e olhos amarelados, além da urina escura e fezes claras.
O SUS disponibiliza o tratamento através de medicamentos desde 2002, contudo, só com os avanços recentes passou-se a se falar em cura total para a Hepatite C. Após a confirmação da doença, podem ser realizados testes para verificar a função do órgão e identificar se existe algum dano. O tratamento dependerá da condição do fígado, mas, em geral, as pessoas só descobrem o vírus quando a doença já se tornou crônica e com danos ao órgão. 
A principal causa de transmissão da doença se dá pelo contato direto com o sangue de uma pessoa contaminada (transfusão de sangue e hemoderivados, sexo desprotegido e compartilhamento e objetos de uso pessoal como agulhas de tatuagem, alicates e tesouras). O contágio também pode ocorrer através do sexo desprotegido e compartilhamento de objetos pessoais como escovas de dente.

sexta-feira, 18 de maio de 2018

Novos tratamentos promovem cura da Hepatite C


A hepatite C é uma doença silenciosa, causada pelo vírus C das hepatites virais, que só apresenta sintomas na fase avançada. Trata-se de uma inflamação no fígado que pode evoluir para cirrose ou câncer. Segundo dados do Ministério da Saúde, existem 135 mil pessoas diagnosticados com hepatite C no País. As estatísticas registradas nos últimos anos indicam o surgimento de 13 casos para cada 100 mil habitantes por ano no Brasil.
Forma mais severa entre as hepatites virais, a hepatite C tem 80% de chance de ser tornar crônica após ser contraída e causar cicatrizes no fígado, incapacitando a função adequada do órgão. Na fase avançada podem aparecer sintomas como cansaço, tontura, enjoo, vômito, febre, dor abdominal, pele e olhos amarelados, além da urina escura e fezes claras.
Não existe vacina para a doença e, até pouco tempo, não havia cura total para a hepatite C. No entanto, nos últimos 5 anos, novos tratamentos vêm trazendo nova esperança para os portadores da enfermidade.
“Uma das novidades apresentadas durante o Hepato Pernambuco 2018 foi o tratamento da hepatite C. Com os novos tratamentos, que surgiram nos últimos 5 anos, os pacientes com a doença hoje tem uma alta chance de cura, então isso é uma revolução que aconteceu, porque a hepatite C era a maior causa de indicação dos transplantes, a principal causa de doença crônica junto com a doença alcoólica”, destacou Fábio Moura, cirurgião do aparelho digestivo e transplante de fígado do Real Instituto de Cirurgia Oncológica.
O SUS disponibiliza o tratamento através de medicamentos desde 2002, contudo, só com os avanços recentes passou-se a se falar em cura total para a Hepatite C. Após a confirmação da doença, podem ser realizados testes para verificar a função do órgão e identificar se existe algum dano. O tratamento dependerá da condição do fígado, mas, em geral, as pessoas só descobrem o vírus quando a doença já se tornou crônica e com danos ao órgão.
A principal causa de transmissão da doença se dá pelo contato direto com o sangue de uma pessoa contaminada (transfusão de sangue e hemoderivados, sexo desprotegido e compartilhamento e objetos de uso pessoal como agulhas de tatuagem, alicates e tesouras). O contágio também pode ocorrer através do sexo desprotegido e compartilhamento de objetos pessoais como escovas de dente.

sexta-feira, 11 de maio de 2018

Pernambuco sedia Workshop Internacional de Hepatites Virais e Transplante de Fígado



O Instituto do Fígado e Transplantes de Pernambuco (IFP) promove mais uma edição do Hepato Pernambuco, um Workshop Internacional de Hepatites Virais. Em sua 22ª edição, o evento engloba ainda o 11º Simpósio de Transplante e Câncer de Fígado – Brasil/Inglaterra. Realizado nos dias 10 e 11 de maio, no auditório do JCPM Trade Center, e dia 12 no auditório do IFP, o workshop discutirá temas de grande relevância como hepatites virais, transplante de fígado, transplante multivisceral e hipertensão portal.
O evento contará ainda com palestras sobre a situação atual do transplante de fígado nos Estados Unidos, na Europa e no Brasil, doença hepática induzida por drogas, hepatite autoimune, hepatite alcoólica, entre outras questões. Uma das novidades que o simpósio está trazendo é o resultado de uma pesquisa sobre os benefícios do café para a saúde do órgão.
De acordo com Leila Beltrão, presidente do IFP e organizadora do evento, a medicina em Pernambuco está sempre buscando evoluir e acompanhar os grandes centros. “Estamos buscando cada vez mais nos igualar aos grandes centros de referência, a medicina de ponta dos países desenvolvidos”, destacou.
O Hepato Pernambuco contará com a participação de especialistas nacionais e internacionais, como Hector Vilca-Melendez e Abid Suddle do Instituto de Estudos do Fígado do King´s College Hospital, da Universidade de Londres, um dos mais importantes centros de hepatologia do mundo. Além de outras referências dos Estados Unidos e São Paulo como Rodrigo Vianna, do diretor do Instituto de Transplante de Miami (USA), Phil Johnson (USA), Richard Sterling (USA), e Luiz Carneiro D’Albuquerque, do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo.