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quinta-feira, 7 de junho de 2018

Campanha de vacinação da gripe prorrogada até 15 de junho


Crianças e gestantes são as que têm menor adesão na campanha deste ano
A 20ª Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe teve início dia 23 de abril e a previsão era encerrar em 1º de junho, no entanto, o Ministério da Saúde decidiu prorrogar o prazo até 15 de junho. O intuito é atingir a meta de imunizar no mínimo 90% do público-alvo da campanha e, com isso, reduzir as internações, complicações e mortes em decorrência das infecções pelo vírus da influenza. A vacina oferecida esse ano protege contra os três subtipos do vírus da gripe que mais circularam no último ano no Hemisfério Sul, A/H1N1, A/H3N2 e influenza B. 
Durante visita ao Estado, no dia 1º de junho, o ministro da Saúde Gilberto Occhi destacou a importância da prorrogação do prazo. “Nós vamos prorrogar o período da vacinação da gripe, porque é importante que o cidadão brasileiro tenha a consciência de que a prevenção é a melhor medida para se ter saúde”, ressaltou o ministro.
O titular da pasta falou ainda da necessidade da população comparecer aos postos até o final da campanha, sobretudo, as crianças que têm a menor adesão. Segundo o ministério, no ano passado, os idosos atingiram a marca de 97% de imunizados contra a gripe, já o público infantil alcançou apenas 75% do total. 
“É importante que o cidadão tenha a consciência que ele deve ir procurar um local para se vacinar, porque é dessa maneira que ele protege a si e aos seus. Digo isso, muito voltado para pais de crianças até cinco anos de idade que precisam ser vacinadas e que o nosso percentual de adesão a vacinação dessas crianças é muito menor que os idosos. Os idosos, talvez, com o tempo vêm se tornando cada vez mais conscientes e cada vez mais preocupados em viver com qualidade vão se vacinar, as crianças, talvez a falta de acesso e informação, elas dependem de seus responsáveis para irem se vacinar”, reforçou Gilberto Occhi.
De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES/PE), mais de 600 mil pessoas ainda precisam ser vacinadas. Até o momento, apenas os grupos formados pelas puérperas (mulheres que tiveram filho até 45 dias) e da população indígena atingiram a meta, com 98,1% e 93%, respectivamente. Em contrapartida, os públicos formados pelas crianças de 6 meses a menores de 5 anos e as gestantes estão com as menores coberturas no Estado 62,1% e 74,5%, respectivamente.
Por recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), serão vacinadas as pessoas que integram os grupos mais suscetíveis ao agravamento de doenças respiratórias. Para isso, o Ministério da Saúde adquiriu 60 milhões de doses da vacina, que serão entregues em etapas aos estados. A indicação também é respaldada por estudos epidemiológicos e pela observação do comportamento das infecções respiratórias, que têm como principal agente os vírus da gripe.
O grupo prioritário da campanha são pessoas a partir de 60 anos, crianças de seis meses aos menores de cinco anos, trabalhadores de saúde, professores das redes pública e privada, povos indígenas, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), pessoas privadas de liberdade – o que inclui adolescentes e jovens de 12 a 21 anos em medidas socioeducativas - e os funcionários do sistema prisional. Os portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais também devem se vacinar. Este público deve apresentar prescrição médica no ato da vacinação.
REAÇÃO ADVERSA
A reação adversa após a aplicação da vacina é rara, mas pode ocorrer dor, vermelhidão e endurecimento no local. No entanto, essas manifestações são consideradas benignas e costumam passar em 48 horas. A vacina é contraindicada para pessoas com história de reação anafilática prévia em doses anteriores ou para pessoas que tenham alergia grave relacionada a ovo de galinha e seus derivados. 
CASOS DA DOENÇA
A SES informou ainda que, até 26 de maio, Pernambuco registrou 842 casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG), quadro que pode ser provocado por diversos agentes (vírus, bactérias) e é caracterizado pela necessidade de internação de pacientes com febre, tosse ou dor de garganta associado ao desconforto respiratório. Do total de casos, 26 tiveram resultado laboratorial confirmado para gripe A(H1N1), 14 para o vírus A(H3N2) e 1 para vírus sincicial respiratório (VSR). 
No mesmo período de 2017, foram 953 casos de SRAG, com 64 confirmações para gripe A(H3N2), 21 do vírus B, 3 VSR e 1 para influenza1. Em 2018, também foram registrados 6 óbitos de SRAG com resultados laboratoriais confirmados, 5 de influenza A(H1N1) e 1 de influenza A(H3N2).


quinta-feira, 31 de maio de 2018

Gripe: 30% do público-alvo ainda não se vacinaram em Pernambuco




A Campanha Nacional de Vacinação contra a gripe foi prorrogada pelo Ministério da Saúde até o próximo dia 15 de junho. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES/PE), mais de 710 mil pessoas ainda precisam ser vacinadas, o número representa que cerca de 30% do público alvo da campanha. 
A SES/PE reforça que a meta é imunizar, no mínimo, 90% do grupo prioritário da campanha. Até o momento, apenas os grupos formados pelas puérperas (mulheres que tiveram filho até 45 dias) e da população indígena atingiram a meta, com 93,7% e 90%, respectivamente. 
O órgão enfatiza ainda a  importância dos pais ou responsáveis levarem as crianças de 6 meses a menores de 5 anos para serem vacinadas. Segundo a Secretaria, esse é o grupo prioritário com a menor cobertura com apenas 58%.
Por recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), serão vacinadas as pessoas que integram os grupos mais suscetíveis ao agravamento de doenças respiratórias. A indicação é respaldada por estudos epidemiológicos e pela observação do comportamento das infecções respiratórias, que têm como principal agente os vírus da gripe.
O grupo prioritário da campanha são pessoas a partir de 60 anos, crianças de seis meses aos menores de cinco anos, trabalhadores de saúde, professores das redes pública e privada, povos indígenas, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), pessoas privadas de liberdade – o que inclui adolescentes e jovens de 12 a 21 anos em medidas socioeducativas - e os funcionários do sistema prisional. Os portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais também devem se vacinar. Este público deve apresentar prescrição médica no ato da vacinação. 
CASOS REGISTRADOS
A SES informou ainda que, até o dia 19 de maio, Pernambuco registrou 783 casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG), quadro que pode ser provocado por diversos agentes (vírus, bactérias) e é caracterizado pela necessidade de internação de pacientes com febre, tosse ou dor de garganta associado ao desconforto respiratório. Do total de casos, 26 tiveram resultado laboratorial confirmado para gripe A(H1N1), 13 para o vírus A(H3N2) e 1 para vírus sincicial respiratório (VSR). No mesmo período de 2017, foram 885 casos de SRAG, com 64 confirmações para gripe A(H3N2), 20 do vírus B, 3 VSR e 1 para influenza1. Em 2018, também foram registrados 6 óbitos de SRAG com resultados laboratoriais confirmados, 5 de influenza A(H1N1) e 1 de influenza A(H3N2).

terça-feira, 22 de maio de 2018

Campanha de vacinação tem baixa adesão no país



Faltando menos de 15 dias para final da campanha nacional de vacinação contra a gripe, cerca de metade da população-alvo ainda não tomou a vacina. A informação foi divulgada na última sexta-feira (18/05) pelo Ministério da Saúde. Segundo o balanço, 28,4 milhões de pessoas ainda precisam ser imunizadas.
Até o momento, o público com maior cobertura é de puérperas, com 59%, seguido pelos trabalhadores da saúde (53%) e professores (49%). Entre as gestantes, a cobertura de vacinação ficou em 41% e indígenas 37%. O menor índice foi identificado entre as crianças, entre seis meses e cinco anos, com apenas 34,9%.
Ana Goretti, coordenadora-substituta do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, enfatizou a importância da vacinação das crianças até 5 anos. “A vacina e a forma mais eficaz de proteger as nossas crianças, reduzindo hospitalizações e as complicações da doença. Proteger a criança da gripe é proteger também toda a família, pois elas são as principais transmissoras do vírus”, explicou.
Por recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS), serão vacinadas as pessoas que integram os grupos mais suscetíveis ao agravamento de doenças respiratórias. A indicação também é respaldada por estudos epidemiológicos e pela observação do comportamento das infecções respiratórias, que têm como principal agente os vírus da gripe.
O grupo prioritário da campanha são pessoas a partir de 60 anos, crianças de seis meses aos menores de cinco anos, trabalhadores de saúde, professores das redes pública e privada, povos indígenas, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), pessoas privadas de liberdade – o que inclui adolescentes e jovens de 12 a 21 anos em medidas socioeducativas - e os funcionários do sistema prisional. Os portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais também devem se vacinar. Este público deve apresentar prescrição médica no ato da vacinação.
Até 14 de maio, foram registrados 1.326 casos de influenza em todo o país, com 214 óbitos. A população tem até o dia 1º de junho para tomar a dose em um dos postos de vacinação de todo o país. A expectativa do Ministério da Saúde é vacinar 54,4 milhões de pessoas até essa data.

quinta-feira, 17 de maio de 2018

Casos de influenza aumentam 50% em PE



A Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES/PE) divulgou informações na tarde de ontem sobre o avanço da influenza no estado. De acordo com o órgão, houve um aumento de 50% no registro de casos da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Até o dia 5 de maio, Pernambuco registrou 594 casos de SRAG, sendo 22 com resultado laboratorial positivo para influenza A(H1N1), 11 para influenza A(H3N2) e 1 para vírus sincicial respiratório (VSR).
Nas últimas semanas, a SES identificou uma média semanal de 75 casos de SRAG, enquanto anteriormente eram 50, ou seja, houve um acréscimo de 50%. O quadro que pode ser provocado por diversos agentes (vírus, bactérias) e é caracterizado pela necessidade de internação de pacientes com febre, tosse ou dor de garganta associado à dispneia ou desconforto respiratório.
Diante desse cenário, a Secretaria está enviando um alerta aos municípios com informações epidemiológicas e orientações, além de ressaltar a necessidade dos grupos prioritários tomarem a vacina contra a influenza, medida que evita o agravamento da doença e até a morte.
“Analisando os dados, verificamos um maior incremento de casos de SRAG nas semanas epidemiológicas entre os dias 15 de abril e 5 de maio deste ano, além de um aumento da gravidade nos casos confirmados de influenza. Precisamos chamar a atenção do público alvo para a vacinação, bem como da importância da adoção das demais medidas de prevenção e do manejo adequado dos casos pelos serviços de saúde”, relatou Ana Antunes, gerente de Controle de Doenças Imunopreveníveis da SES.
PREVENÇÃO
Com 25 dias de campanha nacional contra a influenza, 1.185.794 pessoas foram imunizadas com a vacina que protege contra os subtipos A(H1N1), A(H3N2) e B. Esse número representa 49,4% do público alvo em Pernambuco. A meta é imunizar, no mínimo, 90% desse contingente.
Até o momento, foram vacinadas apenas 39,5% das crianças, por isso, é importante que os pais ou responsáveis as levem aos postos de saúde para que seja feita a vacinação. As puérperas e os trabalhadores de saúde também fazem parte dos grupos prioritários e contam com as maiores coberturas vacinais até o momento (68,1% e 60,9%, respectivamente). Faltam 15 dias para o término da campanha e mais de 1,2 milhão de pernambucanos ainda não se vacinaram.
A população em geral também pode se prevenir adotando medidas simples para evitar a disseminação da doença, como lavar sempre as mãos com água e sabão ou higienizá-las com álcool em gel; cobrir o nariz e a boca com o antebraço ou lenço ao tossir ou espirrar e descartar o lenço no lixo após uso; evitar tocar olhos, nariz ou boca; evitar contato próximo com pessoas doentes.
Com informações da SES/PE

sábado, 12 de maio de 2018

SES divulga novo boletim epidemiológico da influenza em PE



A Secretaria de Saúde de Pernambuco (SES/PE) divulgou o último boletim epidemiológico sobre os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). De acordo com os dados, referentes ao período do início de janeiro até o dia 28 de abril, Pernambuco registrou 452 casos de SRAG, com 14 resultados positivos para influenza A(H1N1) e 10 para influenza A(H3N2). Foram registrados também 3 óbitos pelo subtipo A(H1N1), confirmados através de exames laboratoriais.
Esse número representa uma diminuição de 30,4% em relação ao mesmo período de 2017, quando foram registrados 650 adoecimentos, sendo 62 para influenza A(H3N2), 8 de influenza B, 3 de vírus sincicial respiratório (VSR) e 1 de influenza1. O Brasil notifica obrigatoriamente os casos de SRAG, que é quando há necessidade de internação de pacientes com febre, tosse ou dor de garganta associado à dispneia ou desconforto respiratório.
Em relação aos casos da síndrome gripal (SG), que engloba os casos leves, a SES faz o monitoramento apenas em quatro unidades sentinelas, sendo 3 em Recife e 1 em Jaboatão dos Guararapes. Nessas unidades, semanalmente, são realizadas algumas coletas de amostras dos pacientes para identificar os vírus em circulação no Estado. Durante o mesmo período, foram confirmados 23 casos de influenza A(H1N1), 12 de influenza A(H3N2), 1 de influenza B, 1 de vírus sincicial respiratório (VSR) e 1 de adenovírus.
Com informações da Secretaria de Saúde de Pernambuco

domingo, 29 de abril de 2018

Postos de vacinação da capital fecham no feriado e na véspera



Recife possui cerca de 170 postos fixos de vacinação contra a Influenza, popularmente  conhecida como gripe, são policlínicas,  unidades de saúde da família, upinhas e unidades básicas tradicionais, que funcionam das 8h às 17h. Porém, nas próximas segunda e terça-feira, 30 de abril e 1º de maio (Feriado do Dia do Trabalhador), esses postos estarão em recesso e só retomam suas atividades no dia 2 de maio. 
O reforço no número de postos faz parte da 20ª Campanha Nacional de Vacinação lançada na última segunda-feira, pelo Ministério da Saúde, e segue até o dia 1º de junho. O objetivo é mobilizar os estados e municípios para vacinar cerca de 54,4 milhões de pessoas e, com isso, reduzir as internações, complicações e mortes em decorrência das infecções pelo vírus da influenza.
A campanha deste ano tem como padrinho o ex-jogador de futebol Pelé. Com o slogan, “Entre para o time da saúde. Vacine-se contra a gripe e fique protegido”, o Rei do Futebol faz um convite para o grupo prioritário se proteger contra a doença. No dia da mobilização nacional, 12 de maio, estarão funcionando 65 mil postos de imunização, sendo 37 mil de rotina e 28 mil volantes em todo país. A vacina oferecida esse ano protege contra os três subtipos do vírus da gripe que mais circularam no último ano no Hemisfério Sul, A/H1N1, A/H3N2 e influenza B.
O grupo prioritário da campanha são pessoas a partir de 60 anos, crianças de seis meses aos menores de cinco anos, trabalhadores de saúde, professores das redes pública e privada, povos indígenas, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), pessoas privadas de liberdade – o que inclui adolescentes e jovens de 12 a 21 anos em medidas socioeducativas - e os funcionários do sistema prisional. Os portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais também devem se vacinar. Este público deve apresentar prescrição médica no ato da vacinação.
CASOS DA DOENÇA
Em 2018, até 14 de abril, foram registrados 392 casos de influenza em todo o país, com 62 óbitos. Do total, 190 casos e 33 óbitos foram por H1N1. Em relação ao vírus H3N2, foram registrados 93 casos e 15 óbitos. Ainda foram registrados 62 casos e 6 óbitos por influenza B e os outros 47 casos e 8 óbitos por influenza A não subtipado.
No mesmo período de 2017, foram registrados 394 casos e 66 óbitos por influenza no país. Desse total, 25 casos e 7 mortes foram por H1N1; 244 casos e 30 óbitos por H3N2; 81 casos e 24 óbitos por influenza B; e 44 casos e 5 mortes por influenza A não subtipada. Em todo o ano de 2017, foram registrados 2.691 casos e 498 óbitos por influenza. 


sábado, 28 de abril de 2018

PE registra 1º óbito pelo vírus do H1N1 em 2018



Na manhã de ontem (27/04), a Secretaria Estadual de Saúde (SES/PE) confirmou a primeira morte pelo vírus da gripe H1N1 no estado. O paciente, que estava internado no Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip), era portador da síndrome respiratória aguda grave (SRAG), tinha 45 anos e faleceu na última terça-feira (24/4). A confirmação veio através da análise laboratorial realizada pelo Laboratório Central de Pernambuco (Lacen-PE).
A SES informou ainda que a vítima era portadora de doença crônica, o que pode ter agravado o caso. O órgão reforçou que realiza monitoramento permanente da circulação dos vírus respiratórios e que os casos de SRAG no estado reduziram 38,5% em relação ao mesmo período de 2017.
De acordo com dados do último boletim epidemiológico, divulgado dia 26 de abril, Pernambuco já tem 18 casos confirmados de infecção pelos vírus respiratórios H1N1, H3N2 e influenza B. Esses dados são de casos registrados do início do ano até o dia 14 de abril.
Pernambuco já aderiu à campanha nacional de vacinação e pretende imunizar 90% do grupo prioritário até o dia 1º de junho, só na capital pernambucana, são cerca de 170 postos fixos de vacinação contra a Influenza, popularmente conhecida como gripe, que funcionam das 8h às 17h.
O grupo prioritário da campanha são pessoas a partir de 60 anos, crianças de seis meses aos menores de cinco anos, trabalhadores de saúde, professores das redes pública e privada, povos indígenas, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), pessoas privadas de liberdade – o que inclui adolescentes e jovens de 12 a 21 anos em medidas socioeducativas - e os funcionários do sistema prisional. Os portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais também devem se vacinar, no entanto, eles devem apresentar prescrição médica no ato da vacinação.

 

quinta-feira, 26 de abril de 2018

Perguntas e Respostas sobre a gripe



1. O que é gripe ou Influenza Sazonal?
A Influenza, também conhecida como gripe, é uma infecção do sistema respiratório cuja principal complicação são as pneumonias, responsáveis por um grande número de internações hospitalares no país.

2. O que causa a gripe?
A gripe é causada pelo vírus Influenza. Existem 3 tipos de vírus influenza: A, B e C. O vírus influenza C causa, apenas, infecções respiratórias brandas, não possui impacto na saúde pública e não está relacionado com epidemias. Os vírus influenza A e B são responsáveis por epidemias sazonais, sendo o vírus influenza A responsável pelas grandes pandemias. Dentre os subtipos de vírus influenza A, os subtipos A (H1N1) e A (H3N2) circulam atualmente em humanos.

3. Quais são os sintomas da gripe?
• Tosse seca;
• Febre alta;
• Dor muscular;
• Dor de garganta;
• Dor de cabeça; e
• Coriza.
A febre é o sintoma mais importante da gripe e dura em torno de três dias. Os sintomas respiratórios, como tosse, tornam-se mais evidentes com a progressão da doença e mantêm-se em geral de três a cinco dias após o desaparecimento da febre. Alguns casos apresentam complicações graves, como pneumonia, necessitando de internação hospitalar. Devido aos sintomas em comum, pode ser confundida com outras viroses respiratórias causadoras de resfriado.

4. Como se transmite a gripe?
A gripe (influenza) pode ser transmitida de forma direta por meio das secreções das vias respiratórias de uma pessoa contaminada ao espirrar, ao tossir ou ao falar, ou por meio indireto pelas mãos, que após contato com superfícies recentemente contaminadas por secreções respiratórias de um indivíduo infectado, podem carregar o vírus diretamente para a boca, nariz e olhos. Não há diferença de transmissão entre os tipos de influenza sazonal.

5. Por quanto tempo os vírus da gripe podem permanecer em uma superfície?
Sabemos que alguns vírus ou bactérias vivem por 2 a 8 horas em superfícies. Por isso, lavar as mãos com frequência ajuda a reduzir as chances de se contaminar a partir dessas superfícies.

6. Como tratar a gripe?
Pessoas com gripe devem beber bastante água e descansar. A maioria das pessoas se recuperará dentro de uma semana. Os medicamentos antivirais para a gripe podem reduzir complicações e óbitos graves. Eles são especialmente importantes para grupos de alto risco. O tratamento com o antiviral deve começar dentro de 48 horas após o início dos sintomas.

7. Resfriado é a mesma coisa que gripe?
Não. O resfriado também é uma doença respiratória frequentemente confundida com a gripe, mas é causado por vírus diferentes dos da gripe. Os vírus mais comuns associados ao resfriado são os rinovírus, os vírus parainfluenza e o vírus sincicial respiratório (VSR), que geralmente acometem as crianças. Os sintomas do resfriado, apesar de parecidos com os da gripe, são mais leves e duram menos tempo, entre dois e quatro dias. Os sintomas incluem tosse, congestão nasal, coriza, dor no corpo e dor de garganta leve. A ocorrência de febre é menos comum e, quando presente, é em temperaturas baixas. As medidas preventivas utilizadas para evitar a gripe, como a etiqueta respiratória, também devem ser adotadas para prevenir os resfriados. Outra doença que também tem sintomas parecidos, e que pode ser confundida com a gripe, é a rinite alérgica. Os principais sintomas são espirros, coriza, congestão nasal e irritação na garganta. A rinite alérgica não é uma doença transmissível e sim crônica, provocada pelo contato com agentes alergênicos (substâncias que causam alergia), como poeira, pelos de animais, poluição, mofo e alguns alimentos.

8. Como se prevenir da gripe?
Para redução do risco de adquirir ou transmitir doenças respiratórias, especialmente as de maior chance de infecção, como o vírus Influenza, orienta-se que sejam adotadas medidas gerais de prevenção, chamadas de “etiqueta respiratória”, tais como:
• Lavar e higienizar as mãos frequentemente, principalmente antes de consumir algum alimento;
• Utilizar lenço descartável para higiene nasal;
• Cobrir o nariz e a boca quando espirrar ou tossir;
• Evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca;
• Higienizar as mãos após tossir ou espirrar;
• Não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas;
• Manter os ambientes bem ventilados; e
• Evitar contato próximo a pessoas que apresentem sinais ou sintomas de gripe
Indivíduos que apresentem sintomas de gripe devem:
• Evitar sair de casa em período de transmissão da doença (até 7 dias após o início dos sintomas);
• Restringir ambiente de trabalho para evitar disseminação;
• Evitar aglomerações e ambientes fechados, procurando manter os ambientes ventilados; e
• Adotar hábitos saudáveis, como alimentação balanceada e ingestão de líquidos.
IMPORTANTE: O serviço de saúde deve ser procurado imediatamente caso apresente algum desses sintomas: dificuldade para respirar, lábios com coloração azulada ou roxeada, dor ou pressão abdominal ou no peito, tontura ou vertigem, vomito persistente, convulsão.

9. Quais os cuidados contra gripe a serem tomados em creches?
• A aglomeração de crianças em creches facilita a transmissão da gripe entre crianças vulneráveis. A melhor maneira de proteger as crianças contra influenza sazonal e potenciais complicações graves é a vacinação anual contra gripe, que é recomendada a partir de 6 meses até menores de 5 anos de idade.
• Os cuidadores de crianças em creches, além da adoção das medidas gerais de prevenção e etiqueta respiratória, devem realizar a higienização dos brinquedos com água e sabão quando estiverem sujos. Deve-se utilizar lenço descartável para limpeza das secreções nasais e orais das crianças. Lenços ou fralda de pano, caso sejam utilizados, devem ser trocados diariamente. Deve-se lavar as mãos após contato com secreções nasais e orais das crianças, principalmente, quando ela estiver com suspeita de síndrome gripal.
• Cuidadores devem observar se há crianças com tosse, febre e dor de garganta e informar aos pais quando apresentarem os sintomas de síndrome gripal. Devem, também, notificar a secretaria municipal de saúde, caso observem um aumento do número de crianças doentes com síndrome gripal ou com ausência pela mesma causa na creche.
• O contato da criança doente com as outras deve ser evitado. Recomenda-se que a criança doente fique em casa, a fim de evitar transmissão da doença. Recomenda-se que a criança doente permaneça em casa por pelo menos 24 horas após o desaparecimento, sem uso de medicamento, da febre.

10. Quais cuidados contra gripe com gestantes, puérperas e recém-nascidos?
A gripe causa mais doenças graves em gestantes que em mulheres não grávidas. Mudanças no sistema imunológico, circulatório e pulmonar durante a gravidez faz com que as gestantes sejam mais propensas a complicações graves por influenza, assim como hospitalização e óbito. A gestante com influenza também tem maiores chances de complicações da gravidez, incluindo trabalho de parto e parto prematuros.

11. A vacinação contra gripe durante a gravidez protege a gestante, o feto e até o bebê recém-nascido até os 6 meses?
Sim.

12. Quais cuidados a gestante deve ter se estiver com gripe?
• As gestantes devem buscar o serviço de saúde, caso apresente sintomas de Síndrome Gripal (SG)
• Durante internação e trabalho de parto, se a mulher estiver com diagnóstico de influenza, deve-se priorizar o isolamento
• Se a mãe estiver doente, deve realizar medidas preventivas e de etiqueta respiratória, como a constante lavagem das mãos, principalmente para evitar transmissão para o recém-nascido
• A parturiente deve evitar tossir ou espirrar próximo ao bebê. O bebê pode ficar em isolamento com a mãe (evitando-se berçários)

13. Qual a vacina contra gripe ofertada no SUS?
A vacina influenza ofertada no SUS é recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e produzida no Brasil pelo Instituto Butatan em parceria com o laboratório privado Sanofi Pasteur. As vacinas das campanhas atuais são trivalentes e protegem contra os tipos de vírus influenza A (H1N1)pdm09, A (H3N2) e influenza B, que são os vírus de maior importância epidemiológica, de acordo com a própria OMS.
A vacina é ofertada, anualmente, durante a Campanha Nacional de Vacinação contra Influenza com o objetivo de reduzir as complicações e as internações decorrentes das infecções causadas pelos vírus, nos grupos prioritários para vacinação.

14. Qual o público alvo da Campanha Nacional de Vacinação contra Gripe?
O público alvo, ou seja, o grupo prioritário da vacinação contra influenza no SUS são crianças de seis meses até menores de cinco anos, gestantes, puérperas, idosos, indígenas e pessoas com comorbidades, as quais têm mais risco de ter complicações graves em decorrência da influenza. Além disso, também fazem parte do público alvo profissionais da saúde, professores das escolas públicas e privadas, pessoas privadas de liberdade (dentre eles adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas) e profissionais do sistema prisional.

15. Por que a campanha de vacinação contra gripe é realizada anualmente e, geralmente, nos meses de abril e maio?
A circulação do vírus influenza ocorre durante todo o ano, mas é mais frequente no outono e no inverno, quando as temperaturas caem, principalmente no Sul e Sudeste do Brasil. A vacina contra gripe é capaz de promover imunidade durante o período de maior circulação dos vírus influenza reduzindo o agravamento da doença. No geral, a detecção de anticorpos protetores se dá entre 2 a 3 semanas após a vacinação e, em média, confere proteção de 6 a 12 meses, sendo que o pico máximo de anticorpos ocorre após 4 a 6 semanas da vacinação. Por esse motivo, a vacinação é anual e busca proteger a população alvo da campanha contra as cepas que mais circularam no hemisfério sul, no ano anterior.
Fonte: Ministério da Saúde