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quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Catarata a doença que afetou até a Rainha da Inglaterra



Por Rebeka Gonçalves
No primeiro trimestre deste ano, a rainha Elizabeth passou por uma cirurgia de catarata, que é a operação mais realizada no Reino Unido, de acordo com o Hospital King Edward VII, em Londres. A catarata é definida como a perda progressiva da transparência do cristalino, a lente natural do olho, e afeta quase 50% da população mundial acima de 65 anos, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). 
“Os sintomas mais frequentes da catarata são visão turva; diminuição da sensibilidade às cores e ao contraste; visão dupla num olho; aumento da sensibilidade à luz; alteração frequente dos erros refrativos, com mudança frequente de óculos; diminuição da visão noturna”, afirma a oftalmologista do Centro Médico Sen. José Ermírio de Moraes, Cristiane Amaral que também alerta sobre a importância do diagnóstico precoce, uma vez que a doença pode não apresentar sintomas na fase inicial. 
O diagnóstico é realizado através do exame oftalmológico em lâmpada de fenda e o único tratamento é a cirurgia. “A catarata tem cura através da cirurgia, na qual remove-se o cristalino opacificado e é implantada uma lente intraocular transparente no mesmo local”, explica a especialista. 
A dona de casa Conceição Martins relata como descobriu que tinha catarata: “Fui ao médico, porque não estava enxergando muito bem. Então, pensei que poderia ser miopia, mas acabei descobrindo que estava com catarata avançada e o médico passou logo os exames para a cirurgia. Fiz e passei um mês de repouso usando óculos de sol e evitando baixar a cabeça. Pronto fiquei curada”, relembra. Segundo a especialista o uso dos óculos de sol após a cirurgia serve apenas para reduzir o ofuscamento. 
Os fatores de risco são a idade a partir dos 50 anos, alta miopia, histórico familiar, cirurgias intraoculares (vitrectomia, cirurgia de glaucoma, etc.), medicamentos (corticosteroides ou mióticos), tabagismo e/ou alcoolismo, exposição excessiva à radiação ultravioleta e raio X, algumas doenças (diabetes, galactosemia, doenças renais), infeções e inflamações oculares (uveítes), traumas oculares graves. 
A prevenção da catarata pode ser feita através de alguns cuidados como recomenda Cristiane Amaral. “Podemos diminuir a chance do aparecimento precoce em alguns casos com redução de exposição à radiação ultravioleta e bons hábitos alimentares e de vida. Mas não há como impedir o aparecimento com o passar dos anos”, conclui. 

Hospitais da Rede Pública de Pernambuco que realizam a cirurgia de catarata
Hospital Maria Lucinda 
Endereço: Av. Parnamirim, 95, Parnamirim – Recife/PE
Tel.: (81) 3267.4200
Obs.: Para pacientes de catarata, favor ter em mãos o RG, certidão de nascimento e apresentação do CPF. Além do cartão do SUS. 
Horário de atendimento: Segunda a quinta, das 7h às 17h, nas sextas até às 16h e nos sábados das 7h às 9h (quando houver internamento). 

Fundação Altino Ventura (FAV) 
Matriz
Rua da Soledade, 170, Boa Vista – Recife/PE
Tel. (81)3302.4300 

Centro Especializado em Reabilitação – CER IV
Av. Maurício de Nassau, 2075 - Iputinga, Recife/PE 
Tel. (81) 3302.4300

Unidade Jaboatão
Av. Bernardo Vieira de Melo, 1650, Piedade – Jaboatão/PE 
Tel. (81) 3094-1068

Unidade Salgueiro 
Praça Benjamin Soares, 487, Centro – Salgueiro/PE 
Tel. (87) 3871-1335

Unidade Arcoverde 
Rua Sávio Napoleão, 172, São Miguel, Arcoverde/PE 
Tel. (87) 3822-3002

UPAE Ministro Fernando Lyra 
Av. José Marques Fontes, S/N, Indianópolis – Caruaru/PE 
Tel. (81) 3725.7549/7550

sábado, 26 de maio de 2018

Glaucoma atinge cerca de 1 milhão de pessoas no Brasil


O glaucoma é uma doença ocular crônica e assintomática, que provoca lesões no nervo óptico ocasionando comprometimento visual. Não há possibilidade de cura mas, na maioria dos casos, pode ser tratado e as consequências evitadas. A lesão existente é irreversível, porém, existem formas de lidar com ela. A doença está entre as principais causas de cegueira irreversível no mundo, no entanto, quanto mais precoce for o diagnóstico, maiores são as chances de impedir a perda da visão. 
Estima-se que a doença seja responsável por 12,3% dos casos de perda de visão em adultos e a incidência aumenta com a idade. No Brasil, a estimativa é que cerca de 1 milhão de pessoas sejam portadoras de glaucoma, embora o número deva ser bem mais elevado, calcula-se que 50% dos portadores ignoram a doença.
De acordo com Cristiane Amaral, oftalmologista do Hospital de Olhos de Pernambuco (Hope), o diagnóstico é feito através da consulta oftalmológica, com aferição de pressão ocular e exame de fundo de olho e avaliação dos resultados de alguns exames complementares.
O tratamento pode ser feito com o uso de colírios, aplicação de laser e cirurgia. Sendo o uso de medicamentos a opção mais indicada. “Na sua maioria os pacientes são tratados com colírios. Uma minoria precisa de tratamento cirúrgico para controle da pressão ocular e da progressão do dano ao nervo óptico”, afirma a oftalmologista.
Os principais fatores de risco são histórico familiar, pressão intraocular elevada, idade acima de 40 anos, diabetes, portadores de miopia, uso prolongado de corticóides, presença de lesões oculares e descendência negra. 
Existem vários tipos de glaucoma: crônico, agudo, secundário à outra patologia e congênito. O mais comum é o crônico, sua evolução é lenta e o portador não percebe a elevação da pressão de seus olhos. A forma aguda se caracteriza por crise de dor forte, devido ao aumento súbito da pressão intraocular, pode ocorrer também o embaçamento da visão. Esse tipo é mais comum em mulheres de idade com catarata. 
Já o glaucoma congênito é o menos comum, devendo ser diagnosticado nos primeiros dias de vida. O recém-nascido apresenta dificuldade de abrir os olhos, sobretudo na presença da luz, a córnea não tem brilho e possui aumento do tamanho. É considerada a forma mais urgente, uma vez que o desenvolvimento da visão dependerá do controle da doença.
Cristiane Amaral falou ainda sobre os desafios a serem enfrentados para evoluir no diagnóstico e tratamento da enfermidade. “São grandes desafios o diagnóstico precoce de uma doença de evolução silenciosa, a educação sobre o potencial de cegueira da doença para que haja adesão do paciente ao tratamento. Além disso, precisamos conhecer cada vez melhor o mecanismo que causa esses danos ao nervo para que sejam desenvolvidas terapias cada vez mais resolutivas”, destacou a médica.
A prevenção é a melhor forma de evitar e pode ser feita através da realização de exames oftalmológicos anuais. Pessoas com mais de 50 anos que apresentam história familiar e fatores de risco como diabetes, miopia e hipertensão arterial devem ser acompanhadas com maior frequência. O glaucoma para ter um bom prognóstico depende de diagnóstico precoce e prevenção. A especialista finaliza ressaltando a importância de consultar o oftalmologista regularmente e seguir rigorosamente as orientações.