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terça-feira, 2 de outubro de 2018

Brasil pode perder certificado de eliminação do sarampo, alerta Opas


Risco existe se surto da doença permanecer por mais de 12 meses
O Brasil tem até fevereiro de 2019 para reverter os surtos de sarampo registrados em diversas áreas do país – sob pena de perder o certificado de eliminação da doença, concedido pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) em 2016. O alerta foi feito pela assessora regional de Imunizações da entidade, Lúcia Helena de Oliveira, durante a 20ª Jornada Nacional de Imunizações, no Rio de Janeiro.
Dados do Ministério da Saúde mostram que, até 24 de setembro, foram confirmados 1.766 casos de sarampo, dos quais 1.367 no Amazonas e 325 em Roraima.
Há ainda, segundo a pasta, quase 8 mil casos em investigação em ambos os estados, além de casos isolados em São Paulo (3), no Rio de Janeiro (18), no Rio Grande do Sul (29), em Rondônia (2), em Pernambuco (4), no Pará (14) e em Sergipe (4).
Lúcia Helena de Oliveira lembrou que a Venezuela, de onde veio a cepa de sarampo identificada no Brasil, perdeu seu certificado de eliminação em junho deste ano.
Contra o tempo
O critério adotado pela Opas para conferir transmissão sustentada é que o surto se mantenha por um período superior a 12 meses. As autoridades sanitárias brasileiras, portanto, correm contra o tempo, já que os primeiros casos da doença no Norte do país foram identificados no início do ano.
“Sabemos que os casos no Brasil são de importação, lamentavelmente, pelas condições de saúde em que vive a Venezuela. Mas só estamos tendo casos de sarampo no Brasil porque não tínhamos cobertura de vacinação adequada. Se tivéssemos, esses casos viriam até aqui e não produziriam nenhum tipo de surto”, destacou a assessora da Opas.
Atualmente cerca de 4,4 mil municípios atingiram a meta de vacinação estipulada por meio de campanha, o que representa que aproximadamente 1,3 mil cidades permanecem com coberturas vacinais que deixam a desejar.
“As importações continuarão sendo uma ameaça permanente. A única forma de evitar a disseminação do vírus é obtendo coberturas vacinais acima de 95% em todos os municípios – não somente em nível de país”, ressaltou Lúcia Helena Oliveira.
Fonte: Agência Brasil

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Recife atinge meta de vacinação contra pólio e sarampo


A cidade foi a primeira capital do Nordeste a passar da meta de 95% estabelecida pelo Ministério da Saúde
A capital recifense vacinou 100% do público-alvo da Campanha Nacional de Vacinação contra poliomielite e sarampo. A meta de 95% estabelecida pelo Ministério da Saúde foi ultrapassada nesta quinta-feira (30/08), atingindo 80 mil crianças imunizadas – a partir de um ano e menores de 5 anos. A campanha termina hoje (31/08), e os 170 postos da Rede Municipal de Saúde estarão vacinando das 8h às 17h, sendo 10 dessas unidades (ver quadro) com terceiro turno, ou seja, horário estendido até 21h. Nesse horário, a média de doses aplicadas por dia - para cada vacina - é de 400. A Secretaria de Saúde do Recife ressalta que as duas vacinas fazem parte do calendário regular de imunização e continuarão sendo aplicadas. Basta levar o cartão de vacinação para que o esquema seja avaliado.
Poliomielite 
Doença infectocontagiosa viral aguda, caracterizada por um quadro de paralisia flácida, de início súbito. A transmissão ocorre por contato direto pessoa a pessoa, pela via fecal-oral (mais frequentemente), por objetos, alimentos e água contaminados com fezes de doentes ou portadores, ou pela via oral-oral, através de gotículas de secreções da orofaringe (ao falar, tossir ou espirrar). O último caso de poliomielite no Brasil ocorreu em 1989 e desde 1990, não são registrados casos da doença, que é grave e foi responsável por danos irreversíveis para milhares de crianças no mundo.
Sarampo 
Doença infecciosa exantemática (manifestações na pele) aguda, transmissível e extremamente contagiosa, podendo evoluir com complicações e óbito, particularmente em crianças desnutridas e menores de um ano de idade.  A transmissão ocorre de pessoa a pessoa, por meio de secreções respiratórias, no período de quatro a seis dias antes do aparecimento do exantema até quatro dias após.

LOCAIS DE VACINAÇÃO COM 3º TURNO

LOCAL / UNIDADE DE SAÚDE
ENDEREÇO
Policlínica Waldemar De Oliveira
Rua do Pombal, 115, Santo Amaro
Policlínica Salomão Kelner
Estrada Velha de Água Fria, 1652, Água Fria
Policlínica Albert Sabin
Rua Padre Roma, 191, Tamarineira
Centro Médico Sen. José Ermírio de Moraes
Av. Dezessete de Agosto, 2388, Casa Forte
Policlínica Lessa de Andrade
Estr. dos Remédios, 2416, Madalena
Policlínica Agamenon Magalhães
Rua da Paz, s/n, Afogados
Unidade Básica Tradicional Professor José Carneiro Leão
Rua Nogueira de Souza, 334, Pina
Centro de Saúde Dom Miguel de Lima Valverde
Rua Feliciano José de Farias, 195, Boa Viagem
Policlínica Clementino Fraga
Rua Japaratuba, 260, Vasco da Gama
Centro de Saúde Prof. Sebastião Ivo Rabelo
Av. Campina Grande, 199, Cohab


terça-feira, 28 de agosto de 2018

Mais de 100 mil crianças ainda precisam se vacinar contra pólio e sarampo em PE




A campanha de vacinação contra poliomielite e sarampo termina na próxima sexta-feira (31/08). Em Pernambuco, a expectativa é vacinar, no mínimo, 95% dos 544.178 meninos e meninas de 1 ano a menores de 5 (4 anos, 11 meses e 29 dias). Até o momento, 418.155 (76,84%) foram imunizados contra a poliomielite e 416.607 (76,56%) contra o sarampo. 
Ao todo, 19 municípios já atingiram a meta mínima de 95% para poliomielite e 18 cidades para sarampo. Quatro municípios ainda estão com cobertura abaixo dos 50% para ambas as vacinas, de acordo com as informações obtidas no Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (SIPNI), que é alimentado pelos gestores municipais. 
Em Pernambuco foram notificados 132 casos suspeitos de sarampo. Desses 73 já foram descartados e 2 confirmados. Os demais estão em investigação. Antes de 2018, foram confirmados 199 casos de sarampo em 2013 e 27 em 2014, além de 1 caso importado em 2012. Em relação à poliomielite, os últimos registros no Estado foram em 1988. 

CAMPANHA DE VACINAÇÃO
POLIOMIELITE
Público total: 544.178
Público vacinado: 418.155 / 76,84% (faltam 126.023)
Municípios que atingiram a meta mínima de 95%: Cedro, Petrolândia, Bonito, Itapissuma, Abreu e Lima, Verdejante, Jatobá, Canhotinho, Sirinhaém, Araçoiaba, São Jose da Coroa Grande, Lagoa do Ouro, Frei Miguelinho, Chã de Alegria, Santa Maria do Cambuca, Terezinha, Primavera, Brejão, Jupi
Municípios com cobertura abaixo de 50%: Machados, Granito, Santa Filomena, Taquaritinga do Norte
SARAMPO
Público total: 544.178
Público vacinado: 416.607 / 76,56% (faltam 127.571)
Municípios que atingiram a meta mínima de 95%: Cedro, Petrolândia, Bonito, Itapissuma, Abreu e Lima, Verdejante, Jatobá, Canhotinho, Sirinhaém, Terezinha, Chã de Alegria, São José da Coroa Grande, Lagoa do Ouro, Frei Miguelinho, Brejão, Santa Maria do Cambuca, Primavera, Jupi
Municípios com cobertura abaixo de 50%: Machados, Granito, Santa Filomena, Taquaritinga do Norte

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Pólio e sarampo: mais de 170 mil ainda precisam se vacinar em Pernambuco


A campanha segue até 31 de agosto e a meta é vacinar, no mínimo, 95% do público
A Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES/PE) divulgou que, até a manhã desta quinta-feira (23/08), 373.304 crianças pernambucanas foram vacinadas contra a poliomielite, representando 68,6% do público total. Em relação à tríplice viral, que protege contra sarampo, rubéola e caxumba, foram 371.232 (68,2%). Os dados são do Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunização (SIPNI).
A campanha de imunização segue até o dia 31 de agosto em todo o país. Crianças entre 1 ano e menores de 5 (4 anos, 11 meses e 29 dias) devem se vacinar contra a poliomielite e o sarampo, independente do histórico vacinal. Em Pernambuco, 544.178 meninos e meninas precisam tomar as vacinas.
“Conseguimos uma boa adesão do público durante o Dia D, no último sábado, mas ainda precisamos chegar até as mais de 170 mil crianças que ainda não foram imunizadas. Estamos abastecidos das vacinas e reforçando com os municípios a necessidade de continuar a mobilização para proteger esses pequenos pernambucanos contra doenças que podem deixar graves sequelas e até mesmo matar”, afirma Ana Catarina de Melo, coordenadora do Programa Estadual de Imunização. A coordenadora lembra ainda que é importante comparecer ao posto de saúde munido da caderneta de vacinação.
Até o momento, Pernambuco notificou 132 casos suspeitos de sarampo. Desses 73 já foram descartados e 2 confirmados. Os demais estão em investigação. Em relação à poliomielite, o Estado não confirma casos desde 1988. 

Campanha de Vacinação em Pernambuco
Poliomielite
Vacinados em PE: 373.304 (68,6%)
Público total: 544.178 (170.874 ainda precisam ser vacinados)
Municípios que atingiram meta: São José da Coroa Grande (100,28%), Terezinha (98,62%), Abreu e Lima (97,24%), Araçoiaba (96,68%) e Jatobá (95,76%)
Municípios com as menores coberturas vacinais: Glória do Goitá (16,23%), São Bento do Una (29,41%), Triunfo (34,09%), Machados (36,13%) e Inajá (37,09%)

Tríplice Viral (sarampo, caxumba e rubéola)
Vacinados em PE: 371.232 (68,2%)
Público total: 544.178 (172.946 ainda precisam ser vacinados)
Municípios que atingiram meta: São José da Coroa Grande (100,28%), Terezinha (99,31%), Abreu e Lima (97,68%) e Jatobá (95,76%)
Municípios com as menores coberturas vacinais: Glória do Goitá (17,73%), São Bento do Una (29,36%), Triunfo (34,09%), Inajá (35,94%) e Machados (36,13%)
* Os dados foram extraídos do Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunização (SIPNI) na manhã desta quinta-feira (23/08).

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Recife termina Dia D de vacinação com 67% do público-alvo imunizado


Até o dia 31 deste mês, cerca de 170 postos de saúde da Prefeitura do Recife continuarão mobilizados para a campanha
No último sábado (18/08), Dia D de vacinação contra poliomielite e sarampo, a Prefeitura do Recife abriu as portas de cerca de 170 postos fixos da rede, além de 15 postos volantes em locais de grande circulação de crianças. De acordo com a Secretaria de Saúde do Recife, ao final do dia, 67% do público-alvo foi vacinado na capital pernambucana. As crianças foram recebidas com contação de historinhas na Upinha Bongi/Novo Prado, no bairro do Bongi. A campanha segue até o dia 31 com a meta de imunizar 95% dos meninos e meninas.
O secretário municipal de Saúde, Jailson Correia, que chegou logo cedo para abrir oficialmente a vacinação na capital, chamou a atenção para a importância das vacinas. "É fundamental que as crianças sejam levadas aos postos para serem protegidas dessas doenças graves, e a vacina é a principal forma de evitar o contágio de doenças entre meninos e meninas", reforçou.
A advogada Wanessa Souza trouxe o filho Bento de 2 anos. O menino está com o esquema vacinal completo, mas a enfermeira da Upinha Bongi, Rejane Souza, orientou o reforço.  "A recomendação do Ministério da Saúde é que as crianças que tomaram a dose há mais de 30 dias recebam a vacina", explicou.
“Esperamos que os municípios façam uma grande mobilização para que possamos proteger nossas crianças contra o sarampo e a poliomielite. Para isso, precisamos do empenho de todas as equipes envolvidas na ação, além da ajuda dos pais e responsáveis para levar as crianças até os postos de saúde”, afirmou Iran Costa, secretário de Saúde de Pernambuco, que também participou da ação.
O bombeiro militar Alexandre Araújo trouxe a filha, Maria Antônia. "Minha esposa estava trabalhando, e, como eu estava de folga, fiquei com a missão de trazer Antônia. Agora me sinto mais seguro, porque com a saúde de crianças não se brinca", avaliou o pai da menina.

2 casos de sarampo confirmados em Pernambuco


A Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES/PE) e a Secretaria de Saúde do Recife confirmam dois casos de sarampo no Estado. Trata-se de um homem de 27 anos com histórico de viagem no início de julho para Manaus, área onde está circulando o vírus. Em Manaus, ele teve contato com um caso suspeito. A segunda ocorrência é de uma menina de 2 anos, sobrinha do homem e que mora com ele no Recife. Os dois não comprovaram vacinação para tríplice viral. Após resultado laboratorial preliminar do Laboratório Central de Pernambuco (Lacen/PE), não conclusivo, mas sugestivo para doença, as amostras de sangue dos pacientes foram encaminhadas para a Fundação Oswaldo Cruz do Rio de Janeiro (Fiocruz/RJ), laboratório de referência nacional que confirmou a doença.
De acordo com a Fiocruz, a menina de 2 anos teve resultado positivo por meio das técnicas de PCR e sorologia, enquanto o homem teve sorologia positiva. Os outros três casos relacionados a esses pacientes (dois familiares e uma funcionária) continuam em análise. É importante ressaltar que, logo após a notificação dos casos, as medidas de vigilância e controle foram executadas pelas secretarias de Saúde do Recife (de origem dos pacientes) e de Jaboatão dos Guararapes (onde o homem trabalha), com o apoio da Secretaria Estadual de Saúde. Entre as ações, bloqueio vacinal de contatos com os casos confirmados, como é preconizado pelo Ministério da Saúde. Todos os órgãos continuam vigilantes para a situação. 
“A Vigilância em Saúde do Estado está atenta para analisar os casos notificados e desencadear as ações para evitar a propagação de casos. Precisamos reforçar com os serviços de saúde e os municípios pernambucanos a necessidade de estar vigilante e para comunicar de imediato qualquer suspeita. Uma resposta rápida é essencial para quebrar a cadeia de transmissão e, consequentemente, o surgimento de um surto da doença”, afirma George Dimech, diretor geral de Controle de Doenças Transmissíveis da SES.
A  SES/PE ressalta que a confirmação desses casos no Estado só reforça a importância da população manter a caderneta de vacinação corretamente atualizada. Atualmente, está ocorrendo uma campanha nacional de vacinação contra a poliomielite e o sarampo, que segue até 31 de agosto. A campanha de vacinação é voltada para crianças de 1 ano a menores de 5 (4 anos, 11 meses e 29 dias), independente da situação vacinal. No Estado, o objetivo é imunizar, no mínimo, 95% dos 544.180 meninos e meninas inclusos na estratégia.
Em 2018, Pernambuco notificou 102 casos suspeitos de sarampo (30 notificações dessas são do Recife). Desse total, 48 foram descartados (16 do Recife), 2 confirmados (ambas as confirmações são da capital pernambucana) e os demais estão em investigação. “Diante da ocorrência de sarampo no Brasil e da constante comunicação da situação epidemiológica feita pela SES, os profissionais de saúde estão sensibilizados para identificação e notificação de casos suspeitos da doença. Esse fato é importante pois é a partir dessas notificações que as secretarias municipais de Saúde e o Estado podem realizar ações de prevenção e controle”, destaca George Dimech.
PREVENÇÃO
A prevenção pode ser feita através da vacina tríplice viral, que protege também contra rubéola e caxumba. Ela deve ser aplicada em crianças com 12 meses, com um reforço aos 15 meses com a tetra viral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela). Crianças acima de 2 anos, jovens e adultos até os 29 anos e profissionais de saúde não vacinados anteriormente ou que não lembram se foram imunizados, devem tomar duas doses da tríplice viral, com intervalo de 30 dias entre elas. Já os adultos entre 30 e 49 anos, na mesma situação, devem tomar uma dose da tríplice.
SARAMPO
O sarampo é uma doença infecciosa aguda, transmitida por vírus e extremamente contagiosa. O paciente com a enfermidade pode apresentar os seguintes sintomas: febre, tosse, irritação ocular, corrimento do nariz, manchas avermelhadas no rosto, que avançam em direção aos pés. Também pode causar infecção nos ouvidos, pneumonia, ataques (convulsões e olhar fixo), lesão cerebral e morte. Além disso, o vírus pode atingir as vias respiratórias, causar diarreias e até infecções no encéfalo. Mais comum na infância, o sarampo pode se desenvolver de maneira mais grave em recém-nascidos, desnutridos, gestantes e pessoas portadoras de imunodeficiências.
A transmissão se dá por meio do contato direto através de tosse, espirros, fala, secreções respiratórias ou da boca. O contágio ocorre na fase em que o doente apresenta febre alta, mal-estar, coriza, irritação ocular, tosse e falta de apetite e dura até quatro dias após o aparecimento das manchas vermelhas. 

terça-feira, 14 de agosto de 2018

SES divulga balanço da vacinação contra sarampo e pólio em PE



A Secretaria Estadual de Saúde (SES/PE) divulgou ontem (13/08) um balanço sobre a campanha de vacinação contra sarampo e poliomielite em Pernambuco. Até a manhã de ontem, 50.340 meninos e meninas de 1 a menores de 5 anos (4 anos, 11 meses e 29 dias) foram vacinados contra o sarampo e 49.088 (9,02%) contra poliomielite. A campanha segue até o dia 31 de agosto, com o Dia D no próximo sábado (18/08), a expectativa é imunizar, no mínimo, 95% das 544.180 crianças inclusas nessa estratégia. 
Todos na faixa etária entre 1 e menores de 5 anos devem ser imunizados, independente do histórico vacinal. No ano passado, 99% das crianças de 1 ano tomaram a primeira dose da vacina tríplice viral no Estado. Contudo, apenas 69% fizeram a segunda dose, completando o esquema. 
A meta de cobertura vacinal maior ou igual a 95% deverá ser alcançada em todos os municípios brasileiros, tanto na rotina quanto nas campanhas. Em Pernambuco, em 2017, 82% das crianças foram vacinadas contra poliomielite. “As crianças precisam completar o esquema para estarem imunizadas. Os meninos e meninas vacinados com a dose oral ainda produzem o que chamamos de ‘imunidade de rebanho’, já que eles espalham no ambiente o vírus vacinal, o que ajuda numa imunização coletiva”, explica Ana Catarina de Melo, coordenadora do Programa Estadual de Imunização.
Em Pernambuco, foram confirmados 199 casos de sarampo em 2013 e 27 em 2014, além de 1 caso importado em 2012. Anteriormente, o último registro tinha sido em 1999, com 240 casos. Não há confirmações em 2018. Os últimos registros de poliomielite em Pernambuco foram em 1988 (5 casos e 1 óbito). Em 1980, o Estado chegou a ter 111 casos, com 13 óbitos.

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Artigo: Saúde em Roraima em tempos de migração venezuelana e as consequências para o país

Por Altamiro Vilhena
Pediatra e diretor clínico do Hospital da Criança Santo Antônio, Boa Vista, RR
Quando nós, brasileiros, vemos os problemas ligados às migrações de refugiados em países árabes e africanos, nunca nos damos conta que este tipo de problema pode estar bem perto de nós. E é isto que acontece com a migração de venezuelanos em busca de refúgio humanitário que vem para o Brasil, especialmente para o menos populoso estado da federação: Roraima. 
A chegada de cerca de 45 mil venezuelanos em um período de cerca de dois anos afeta todo Estado, especialmente a capital Boa Vista, que possui população estimada em cerca de 350 mil pessoas. A conta é fácil. Imagine você, que está lendo este texto, que em um período de cerca de dois anos, a cidade onde você mora receba mais de 10% do total atual de moradores de pessoas novas. Todos fugindo de um país onde passam dificuldades econômicas severas e muitos em situações de vulnerabilidade extrema. Para complicar ainda mais esta situação, como Roraima tem uma industrialização quase inexistente, a oferta de empregos é bastante limitada e, com certeza, não atende aos anseios dos que chegam, que acabam se dedicando a atividades informais pouco remuneradas. 
Dá para entender porque os serviços de saúde, que se planejam com base na população e nos atendimentos dos anos anteriores, não estejam conseguindo dar conta de forma ágil a todas as novas situações que surgem. Segundo dados da Secretaria de Saúde de Roraima, entre 2014 e 2017, o atendimento a pessoas oriundas do país vizinho saltaram de 760 pessoas para 15.055. No Hospital Materno-Infantil Nossa Senhora de Nazareth, única maternidade do Estado, somente no primeiro semestre de 2018 foram realizados 571 partos de venezuelanas, mais de dez por centro do total de partos.
Além do impacto direto nos serviços, há impacto nas finanças. Dados do Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Saúde mostram que, somente em 2017, foram gastos mais de 70 milhões com imigrantes venezuelanos nas unidade de atendimento roraimenses. Em 2016, o total não chegou a 9 milhões.
Alguns dos que vêm, tem como objetivo principal garantir a saúde de um ente querido. Carmen viajou quase 800km para chegar a Boa Vista grávida de mais de oito meses de gestação. Todo este sacrifício tem uma justificativa clara: Dannelys, sua filha de oito anos teve diagnosticado recentemente um tipo raro de sarcoma na mandíbula. Com a crise no país vizinho, não há opção de tratamento, então mesmo tendo recursos, tiveram que deixar seu país. Já Pinar conta que não tinha opção. Estava passando fome com sua família, e nas semanas que demorou até chegar ao país seus filhos ficaram muito desnutridos. O menor está internado na UTI pediátrica do Hospital da Criança Santo Antônio, único hospital infantil do Estado, gerido pela prefeitura municipal de Boa Vista. 
A situação das crianças que chegam, em muitos casos, é bastante precária. Além das dificuldades em seu país de origem, muitas famílias contam apenas com a ajuda do governo e da sociedade para obter alimentação no Brasil, itens de higiene e outras necessidades básicas. Isso faz com que o índice de desnutrição seja bastante elevado entre as crianças, com presença de doenças consideradas pouco frequentes em crianças brasileiras da mesma idade. 
Dentre as crianças atendidas foram dezenas de casos de sarampo, uma criança com difteria e vários pacientes com tuberculose, além dos muitos desnutridos graves. Todas doenças relacionadas diretamente com a falta de imunização e com condições sociais precárias. Soma-se a isso o fato da vacinação não ser obrigatória no país vizinho e os índices de cobertura serem bastante baixos, o que favorece o surgimento de muitas doenças. Somente o sarampo, considerado erradicado no Brasil a partir de 2001, desde fevereiro deste ano já teve mais de 200 casos confirmados, tendo ocorrido dois óbitos em crianças. 
A maior parte dos que chegam permanecem em abrigos superlotados, o que é agravado pelo fato do Estado, localizado no hemisfério norte, estar no período de inverno, e, como é característico na Região Norte, com chuvas torrenciais diariamente há cerca de dois meses. Assim, somam-se aos problemas já existentes, as epidemias de diarreia e o aumento do número de doenças respiratórias, como pneumonia, asma, sinusite e gripe.
Embora existam algumas ações das forças armadas, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa  - e até mesmo da Organização Pan-Americana de Saúde, todas as iniciativas até agora foram pouco efetivas para conter o avanço das doenças e para melhorar o estado de saúde, especialmente das crianças. Sozinhos, o Estado de Roraima e o município de Boa Vista não têm condições de enfrentar as dificuldades que se impõem diante desta crise. 
Como não há perspectiva de mudanças econômicas a curto prazo no país vizinho, a tendência é que o fluxo migratório se mantenha, com migrantes em condições de saúde cada vez piores, o que coloca em risco toda a população. É importante que as autoridades tracem planos viáveis, articulados e efetivos para a assistência à saúde desta população. No mundo de hoje, onde as fronteiras são pouco mais do que linhas em mapas, onde o fluxo de viajantes é sempre intenso e veículos e cargas são transportados para todos os lados, não há mais doença local, os agentes infecciosos têm capacidade de se deslocar tão rapidamente quanto nós. Ajudar quem necessita já não é apenas opção de caridade ou altruísmo, mas questão de saúde pública e proteção. 
*Os artigos publicados no Blog Saúde e Bem Estar são escritos por especialistas convidados pelo domínio notável na área de saúde. As publicações são de inteira responsabilidade dos autores, assim como todos os comentários feitos pelos leitores/internautas.

Conheça as doenças prevenidas com a vacina tríplice viral




A tríplice viral é uma vacina recomendada para prevenir contra sarampo, rubéola e caxumba. Na rotina, a tríplice deve ser aplicada em crianças com 12 meses, com um reforço aos 15 meses com a tetra viral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela/catapora). Para crianças acima de 2 anos e jovens e adultos até os 29 anos, não vacinados anteriormente ou que não se lembram, devem ser feitas 2 doses da tríplice viral, com intervalo de 30 dias entre elas. Adultos entre 30 e 49 anos (não imunizados ou que não lembram) devem tomar uma dose da tríplice. Profissionais de saúde não vacinados devem tomar duas doses com a vacina tríplice viral, independente da idade. Conheça cada uma das doenças prevenidas com esta vacina.
SARAMPO 
Doença infecciosa exantemática aguda, transmissível e extremamente contagiosa, acomete principalmente crianças com até cinco anos de vida, podendo evoluir com complicações e óbito. A transmissão ocorre de pessoa a pessoa, por meio de secreções respiratórias, no período de quatro a seis dias antes do aparecimento do exantema (mancha avermelhada na pele) até quatro dias após. Os sintomas são febre alta, acima de 38,5°C, manchas avermelhadas generalizadas pelo corpo, tosse, coriza, conjuntivite e manchas de Koplik (pequenos pontos brancos que aparecem na mucosa bucal, antecedendo ao exantema). As complicações mais comuns são pneumonia, otite, doenças diarreicas e neurológicas.
RUBÉOLA 
Doença viral aguda com transmissão através do contato com as secreções de pessoas infectadas. A transmissão indireta, mesmo sendo pouco frequente, ocorre mediante contato com objetos contaminados com secreções, sangue e urina. O quadro clínico é caracterizado por manchas avermelhadas na pele, iniciando-se na face, couro cabeludo e pescoço, espalhando-se posteriormente para o tronco e membros. Além disso, apresenta febre baixa e linfadenopatia (condição em que os nódulos linfáticos ficam com tamanho, consistência ou número anormais, geralmente inchaço), geralmente antecedendo às manchas avermelhadas, no período de 5 a 10 dias, podendo perdurar por algumas semanas. A importância epidemiológica da rubéola está relacionada ao risco da doença durante a gestação, o que pode acarretar abortos, natimortos, e malformações congênitas, como cardiopatias, catarata e surdez.
CAXUMBA 
Doença viral aguda caracterizada por febre e aumento das glândulas salivares, podendo ser acompanhada por dor muscular, anorexia, dor de cabeça, mal-estar, dor ao mastigar e dificuldade de deglutição. Aproximadamente 1/3 das infecções podem não apresentar aumento, clinicamente aparente, dessas glândulas. O diagnóstico é clínico e não há tratamento específico, indicando-se apenas repouso, analgesia e observação para surgimento de complicações.

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Pernambuco investiga casos suspeitos de sarampo


Em 2017, apenas 69% das crianças de 1 ano tomaram a segunda dose da vacina no Estado
A Secretaria Estadual de Saúde (SES/PE) está investigando 5 possíveis casos de sarampo no Estado. Dois deles já foram notificados e têm quadro clínico compatível com a doença. Um deles é um homem de 27 anos, residente no Recife, com histórico de viagem para Manaus, região já considerada com epidemia da enfermidade. Segundo relato do paciente, ele teve contato com um caso suspeito durante a estada na capital do Amazonas. O outro caso é sua sobrinha de 2 anos, com quem teve contato ao voltar para a capital pernambucana. A menina não tem histórico vacinal da tríplice viral. Ambos apresentaram sintomas da doença e estão sendo investigados pelo município do Recife com o apoio do Estado. As outras três pessoas sob suspeita são relacionadas aos dois pacientes e também estão sendo acompanhadas.
Após a notificação dos dois casos, foi realizada a coleta de sangue de ambos, entre os dias 01 e 02 de agosto, e encaminhadas para o Laboratório Central de Pernambuco (Lacen-PE). Os resultados, preliminares e não conclusivos, foram sugestivos para a doença. Contudo, de acordo com as normas do Ministério da Saúde, para confirmar os casos é necessário o envio das amostras para realização de novas análises no laboratório nacional de referência, localizado na Fiocruz/RJ. O envio será realizado já nesta segunda-feira (06/08). Todas as ações de vigilância e controle estão sendo realizadas, independente do resultado laboratorial.
A SES/PE, em parceria com os municípios do Recife, de residência dos pacientes, e Jaboatão dos Guararapes, onde o homem de 27 anos trabalha, está realizando todas as ações de investigação, vigilância e bloqueio para evitar novos casos. As ações buscam identificar e monitorar todas as pessoas que tiveram contato com esses pacientes, imunizando aqueles sem histórico vacinal ou que não estão adequadamente vacinados, além de verificar a possibilidade da existência de novos casos. Durante a averiguação, foram identificados, no mesmo grupo familiar, três outros casos suspeitos, sendo um adolescente de 13 anos, uma jovem de 19 e uma mulher de 42 anos. 
“O trânsito de pessoas entre Estados e países intensifica o risco da reintrodução desses vírus em Pernambuco. Além disso, estamos vivenciando um período de baixa cobertura vacinal em todo o Brasil. Precisamos chamar a atenção do público para a vacinação, que é a melhor maneira de proteger nossa população contra essas e outras enfermidades, muitas delas potencialmente graves. Essa campanha é importante para ampliarmos nossas coberturas e continuarmos sem a circulação do sarampo e da poliomielite em nossas cidades”, afirma Ana Catarina de Melo, coordenadora do Programa Estadual de Imunização.  
A notificação desses casos em Pernambuco só reforça a importância da população manter a caderneta de vacinação corretamente atualizada. No caso do sarampo, a prevenção pode ser feita através da vacina tríplice viral, que previne também contra rubéola e caxumba. Ela deve ser aplicada em crianças com 12 meses, com um reforço aos 15 meses com a tetra viral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela). Crianças acima de 2 anos, jovens e adultos até os 29 anos e profissionais de saúde não vacinados anteriormente ou que não lembram se foram imunizados, devem tomar duas doses da tríplice viral, com intervalo de 30 dias entre elas. Já os adultos entre 30 e 49 anos, na mesma situação, devem tomar uma dose da tríplice.
Em 2017, 99% das crianças de 1 ano tomaram a primeira dose da vacina tríplice viral em Pernambuco. Contudo, apenas 69% fizeram a segunda dose, completando o esquema. A meta mínima para prevenir a circulação da doença é de 95%. No Estado, foram confirmados 199 casos de sarampo em 2013 e 27 em 2014, além de 1 caso importado em 2012. Anteriormente, o último registro tinha sido em 1999, com 240 casos. 
SARAMPO
O sarampo é uma doença infecciosa aguda, transmitida por vírus e extremamente contagiosa. O paciente com a enfermidade pode apresentar os seguintes sintomas: febre, tosse, irritação ocular, corrimento do nariz, manchas avermelhadas no rosto, que avançam em direção aos pés. Também pode causar infecção nos ouvidos, pneumonia, ataques (convulsões e olhar fixo), lesão cerebral e morte. Além disso, o vírus pode atingir as vias respiratórias, causar diarreias e até infecções no encéfalo. Mais comum na infância, o sarampo pode se desenvolver de maneira mais grave em recém-nascidos, desnutridos, gestantes e pessoas portadoras de imunodeficiências.
A transmissão se dá por meio do contato direto através de tosse, espirros, fala, secreções respiratórias ou da boca. O contágio ocorre na fase em que o doente apresenta febre alta, mal-estar, coriza, irritação ocular, tosse e falta de apetite e dura até quatro dias após o aparecimento das manchas vermelhas. 

domingo, 5 de agosto de 2018

Começa amanhã a campanha de vacinação contra pólio e sarampo em PE


Mais de 544 mil crianças devem ser imunizadas no Estado
A partir de amanhã (06/08) até 31 de agosto, Pernambuco estará em campanha no combate à Poliomielite e ao Sarampo. Promovida pela Secretaria Estadual de Saúde (SES/PE), a mobilização faz parte da Campanha Nacional de Vacinação contra as doenças, que terá 18 de agosto como Dia D da imunização. A ação é voltada para crianças entre 1 ano e menores de 5 anos (4 anos, 11 meses e 29 dias), independente da situação vacinal. O objetivo é vacinar, no mínimo, 95% dos 544.180 meninos e meninas pernambucanos com esta faixa etária.
Pernambuco completa 30 anos sem a circulação da poliomielite em seu território, além de 4 anos sem ocorrências de sarampo. No Brasil, há surtos de sarampo confirmados em Estados do Norte, além de casos isolados em localidades do Sul e do Sudeste. Em outros países das Américas e da Europa também se observa a ativa circulação da doença. Já em relação à poliomielite, Afeganistão e Paquistão já confirmaram casos neste ano.
“O trânsito de pessoas entre Estados e países intensifica o risco da reintrodução desses vírus em Pernambuco. Além disso, estamos vivenciando um período de baixa cobertura vacinal em todo o Brasil. Precisamos chamar a atenção do público para a vacinação, que é a melhor maneira de proteger nossa população contra essas e outras enfermidades, muitas delas potencialmente graves. Essa campanha é importante para ampliarmos nossas coberturas e continuarmos sem a circulação do sarampo e da poliomielite em nossas cidades”, afirma Ana Catarina de Melo, coordenadora do Programa Estadual de Imunização.  
Durante a campanha, poderão ser aplicadas a vacina inativada da poliomielite (VIP - injetável) ou a vacina oral da poliomielite (VOP). A injetável deve ser feita em criança sem histórico vacinal. Com uma ou mais doses de qualquer tipo de vacina contra poliomielite, deve ser feita a dose oral. “É importante levar a caderneta de vacinação para avaliação pelo profissional de saúde e registro da nova dose”, frisa a coordenadora do Programa Estadual de Imunização.
No caso do sarampo, o imunizante é a vacina tríplice viral, que também protege contra caxumba e rubéola. “A tríplice deve ser aplicada em todas as crianças com ou sem histórico vacinal, exceto se a última dose tenha sido há menos de 30 dias”, pontua Ana Catarina.
Se a criança tomou a tríplice viral recentemente, a dose da campanha só deve ser feita 30 dias após esta aplicação. No momento da campanha, de acordo com as informações contidas nas cadernetas de vacinação, o profissional do serviço de saúde informará aos pais ou responsáveis da necessidade de reforço dessa vacina. 
Os últimos registros de poliomielite em Pernambuco foram em 1988 (5 casos e 1 óbito). Com relação ao sarampo, foram confirmados 199 casos em 2013 e 27 em 2014, além de 1 caso importado em 2012. Anteriormente, o último registro tinha sido em 1999, com 240 casos. Em 2018, não há nenhuma confirmação.
POLIOMIELITE
A Poliomielite é uma doença viral altamente contagiosa que acomete, principalmente, crianças pequenas. O vírus é transmitido através de alimentos e água contaminados e se multiplica no intestino, podendo invadir o sistema nervoso. Muitas pessoas infectadas não apresentam sintomas, mas espalham o vírus através de suas fezes e, com isso, podem disseminar a infecção. 
Os sintomas iniciais da poliomielite incluem febre, fadiga, dor de cabeça, vômitos, rigidez do pescoço e dor nos membros. Em alguns casos, a doença causa paralisia, que geralmente é permanente e a única maneira de prevenir é através da imunização. A falta de saneamento, as más condições habitacionais e a higiene pessoal precária constituem fatores que favorecem a transmissão do poliovírus.
O esquema vacinal do Calendário Nacional de Vacinação é composto por três doses da vacina inativada da poliomielite (VIP), administradas aos dois, quatro e seis meses, sendo necessários dois reforços com a vacina oral da poliomielite (VOP) aos 15 meses e aos 4 anos de idade, além das doses ministradas durante as campanhas.
SARAMPO
O sarampo é uma doença infecciosa aguda, transmitida por vírus e extremamente contagiosa. O paciente com a enfermidade pode apresentar os seguintes sintomas: febre, tosse, irritação ocular, corrimento do nariz, manchas avermelhadas no rosto, que avançam em direção aos pés. Também pode causar infecção nos ouvidos, pneumonia, ataques (convulsões e olhar fixo), lesão cerebral e morte. Além disso, o vírus pode atingir as vias respiratórias, causar diarreias e até infecções no encéfalo. Mais comum na infância, o sarampo pode se desenvolver de maneira mais grave em recém-nascidos, desnutridos, gestantes e pessoas portadoras de imunodeficiências.
A transmissão se dá por meio do contato direto através de tosse, espirros, fala, secreções respiratórias ou da boca. O contágio ocorre na fase em que o doente apresenta febre alta, mal-estar, coriza, irritação ocular, tosse e falta de apetite e dura até quatro dias após o aparecimento das manchas vermelhas. 
Para evitar o sarampo, a indicação é utilizar a vacina tríplice viral, que previne também contra rubéola e caxumba. Ela deve ser aplicada em crianças com 12 meses, com um reforço aos 15 meses com a tetra viral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela). Crianças acima de 2 anos, jovens e adultos até os 29 anos e profissionais de saúde não vacinados anteriormente ou que não lembram se foram imunizados, devem tomar duas doses da tríplice viral, com intervalo de 30 dias entre elas. Já os adultos entre 30 e 49 anos, na mesma situação, devem tomar uma dose da tríplice.
Em Pernambuco, em 2017, 99% das crianças de 1 ano tomaram a primeira dose da vacina tríplice viral. Contudo, apenas 69% fizeram a segunda dose, completando o esquema. A meta mínima para prevenir a circulação da doença é de 95%.

sexta-feira, 20 de julho de 2018

Ministério da Saúde divulga situação do sarampo no país


Mais 4 estados brasileiros já confirmaram casos da doença
O Ministério da Saúde atualizou nesta quarta-feira (18/07) os dados sobre o sarampo no Brasil. Os dados foram informados pelas secretarias estaduais de saúde. Até o dia 17 de julho, 3.586 casos foram notificados, desses 677 confirmados, 2.724 sob investigação e 185 descartados. Apenas os estados de Roraima e Amazonas enfrentam situação de surto da doença. No entanto, foi comprovado que o genótipo do vírus (D8), que foi identificado nesses estados, é o mesmo que circula na Venezuela. Com isso, os especialistas concluem que trata-se de uma epidemia importada.
No Amazonas, foram confirmados 444 casos de sarampo, 2.529 permanecem em investigação e 147 foram descartados. Roraima confirmou 216 ocorrências, 160 continuam em investigação e 38 foram descartados. Além disso, alguns casos isolados foram identificados nos estados de São Paulo (1), Rio Grande do Sul (8), Rondônia (1) e Rio de Janeiro (7). 
O Ministério da Saúde esclarece que está acompanhando a situação e prestando o apoio necessário. Medidas de bloqueio de vacinação, mesmo em casos suspeitos, estão sendo realizadas em todos os estados.
Ações de combate à doença
A pasta antecipou a campanha de vacinação contra sarampo nos estados de Roraima e Amazonas para os meses de março e abril deste ano, a ação estava prevista apenas para agosto em todo território nacional. De janeiro a junho deste ano, foram enviadas 711,4 mil doses da vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) para atender a demanda de rotina e para a realização de campanhas, ações de controle e prevenção nesses estados. 
Além da imunização, o governo está adotando medidas para impedir que o vírus volte a circular de forma sustentada no Brasil, por meio de treinamentos de equipes técnicas nos dois estados. Além disso, o governo tem capacitado os profissionais de saúde sobre a doença e ações de vigilância epidemiológica. Também foi realizada intensificação vacinal nos estrangeiros presentes no posto da Polícia Federal, em Roraima. O objetivo é orientar as ações para o enfrentamento da situação, bem como torná-los aptos a atuarem em casos suspeitos.
Foi elaborado, ainda, um plano de fortalecimento da vigilância epidemiológica do sarampo no estado do Amazonas, considerando eixos prioritários de atuação: municípios com mais de 75 mil habitantes, Região Metropolitana de Manaus, Municípios Sede de DSEI, Municípios de fronteira com outros países, Municípios Polo e Comunicação. Para o enfrentamento da situação do sarampo no estado do Amazonas, estão em andamento o bloqueio vacinal, a intensificação vacinal, a varredura (vacinação casa a casa), assim como estratégias de isolamento de casos suspeitos/confirmados durante o período de transmissibilidade.
Entre 2013 e 2015, foram registrados 1.310 casos da enfermidade no Brasil, decorrentes de pacientes vindos de outros países, a maioria deles nos estados de Pernambuco e Ceará. Em 2016, o país recebeu o certificado de eliminação da circulação do vírus do sarampo da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). O governo brasileiro vem atuando de maneira enérgica através do fortalecimento da vigilância epidemiológica, da rede laboratorial e de estratégias de imunização para manter o certificado.
Campanha de Vacinação
Entre os dias 6 e 31 de agosto, será realizada a Campanha Nacional de Vacinação contra Sarampo, com o Dia D no dia 18. A iniciativa é do Ministério da Saúde e o objetivo é imunizar 95% do público-alvo, que são crianças entre 1 ano e menores de 5 (4 anos, 11 meses e 29 dias), independentemente da situação vacinal. Em 2017, dados preliminares apontam que a cobertura no Brasil foi de 85,21% na primeira dose (tríplice viral) e de 69,95% na segunda dose (tetra viral).
Sarampo
O sarampo é uma doença infecciosa aguda, transmitida por vírus e extremamente contagiosa. O paciente com a enfermidade pode apresentar os seguintes sintomas: febre, tosse, irritação ocular, corrimento do nariz, manchas avermelhadas no rosto, que avançam em direção aos pés. Também pode causar infecção nos ouvidos, pneumonia, ataques (convulsões e olhar fixo), lesão cerebral e morte. Além disso, o vírus pode atingir as vias respiratórias, causar diarreias e até infecções no encéfalo. Mais comum na infância, o sarampo pode se desenvolver de maneira mais grave em recém-nascidos, desnutridos, gestantes e pessoas portadoras de imunodeficiências.

A transmissão se dá por meio do contato direto através de tosse, espirros, fala, secreções respiratórias ou da boca. O contágio ocorre na fase em que o doente apresenta febre alta, mal-estar, coriza, irritação ocular, tosse e falta de apetite e dura até quatro dias após o aparecimento das manchas vermelhas. 
A única forma de prevenção é a vacina e os principais grupos de risco são pessoas de seis meses a 39 anos de idade. Na fase adulta, os mais suscetíveis são trabalhadores de portos e aeroportos, hotelaria e profissionais do sexo, devido à maior exposição a indivíduos de outros países. As crianças devem tomar duas doses da vacina combinada contra rubéola, sarampo e caxumba, conhecida como tríplice viral, a primeira dose com um ano e a segunda entre quatro e seis anos. 

terça-feira, 17 de julho de 2018

Pernambuco adere à campanha nacional de vacinação contra poliomielite e sarampo



Entre os dias 6 e 31 de agosto, Pernambuco realizará a campanha de vacinação contra poliomielite e sarampo no estado, com o Dia D no dia 18. A iniciativa é da Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES/PE) e integra a Campanha Nacional de Vacinação lançada pelo Ministério da Saúde. O objetivo é imunizar 95% do público-alvo, que são crianças entre 1 ano e menores de 5 (4 anos, 11 meses e 29 dias), independente da situação vacinal. 
Em Pernambuco, foram registrados 199 casos de sarampo em 2013 e 27 em 2014, último ano de ocorrência. Mas, o vírus já está em circulação no Brasil, com a confirmação de vários casos na região Norte este ano, abrindo um alerta para o surgimento em outras regiões devido à circulação de pessoas entre os estados. 
Para a campanha estadual, a SES/PE firmou uma parceria com a Sociedade de Pediatria de Pernambuco para reforçar a cobertura vacinal durante o período. “Nós acreditamos que o pediatra é fundamental na tentativa de reverter as baixas taxas de cobertura no país todo, e especialmente em Pernambuco. Pensando nisso, a Sociedade de Pediatria está se colocando a disposição da SES e das coordenações municipais. Os pediatras estarão de plantão todo mês de agosto ajudando na conferência dos cartões e recomendando vacinas necessárias. No Dia D, nossa estratégia é dispor de pediatras que atuarão diretamente nas salas de vacinação da cidade do Recife. A expectativa é que cerca de 200 profissionais participem do Dia D, e cerca de 600 para toda a campanha”, reforça Eduardo Jorge Fonseca, presidente da Sociedade.
A vacina contra a poliomielite deve ser tomada em bebês aos 2, 4 e 6 meses, na forma injetável, além dos 15 meses e 4 anos, da forma oral. “As crianças precisam completar o esquema para estar imunizada. Os meninos e meninas vacinados com a dose oral ainda produzem o que chamamos de ‘imunidade de rebanho’, já que eles espalham no ambiente o vírus vacinal, o que ajuda numa imunização coletiva”, frisa Ana Catarina, coordenadora do Programa Estadual de Imunização da SES/PE. 
Já para evitar o sarampo, a indicação é utilizar a vacina tríplice viral, que previne também contra rubéola e caxumba. Ela deve ser aplicada em crianças com 12 meses, com um reforço aos 15 meses com a tetra viral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela). Crianças acima de 2 anos, jovens e adultos até os 29 anos e profissionais de saúde não vacinados anteriormente ou que não lembram se foram imunizados, devem tomar duas doses da tríplice viral, com intervalo de 30 dias entre elas. Já os adultos entre 30 e 49 anos, na mesma situação, devem tomar uma dose da tríplice.
A SES/PE enfatiza ainda que a campanha nacional indiscriminada é apenas para crianças de 1 a menores de 5 anos. Os demais só devem tomar a vacina contra o sarampo na rotina, caso não tenham completado o esquema ou não saibam.
Sarampo
O sarampo é uma doença infecciosa aguda, transmitida por vírus e extremamente contagiosa. O paciente com a enfermidade pode apresentar os seguintes sintomas: febre, tosse, irritação ocular, corrimento do nariz, manchas avermelhadas no rosto, que avançam em direção aos pés. Também pode causar infecção nos ouvidos, pneumonia, ataques (convulsões e olhar fixo), lesão cerebral e morte. Além disso, o vírus pode atingir as vias respiratórias, causar diarreias e até infecções no encéfalo. Mais comum na infância, o sarampo pode se desenvolver de maneira mais grave em recém-nascidos, desnutridos, gestantes e pessoas portadoras de imunodeficiências.
A transmissão se dá por meio do contato direto através de tosse, espirros, fala, secreções respiratórias ou da boca. O contágio ocorre na fase em que o doente apresenta febre alta, mal-estar, coriza, irritação ocular, tosse e falta de apetite e dura até quatro dias após o aparecimento das manchas vermelhas. 
Poliomielite
A Poliomielite é uma doença viral altamente contagiosa que acomete, principalmente, crianças pequenas. O vírus é transmitido através de alimentos e água contaminados e se multiplica no intestino, podendo invadir o sistema nervoso. Muitas pessoas infectadas não apresentam sintomas, mas espalham o vírus através de suas fezes e, com isso, podem disseminar a infecção. 
Os sintomas iniciais da poliomielite incluem febre, fadiga, dor de cabeça, vômitos, rigidez do pescoço e dor nos membros. Em alguns casos, a doença causa paralisia, que geralmente é permanente e a única maneira de prevenir é através da imunização. A falta de saneamento, as más condições habitacionais e a higiene pessoal precária constituem fatores que favorecem a transmissão do poliovírus.