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quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Dia Nacional de Combate ao Fumo: grupo em Tuparetama ajuda dependentes a deixarem o vício



Por Rebeka Gonçalves
O Dia Nacional de Combate ao Fumo, comemorado em 29 de agosto, foi criado em 1986. O objetivo é dar visibilidade à prevenção e ao controle do tabagismo. Além da formação de profissionais para a sensibilização e oferta de tratamento para fumantes no Sistema Único de Saúde (SUS). 
Criado pela Lei Federal nº 7.488, a data inaugura a normatização voltada para o controle do tabagismo como problema de saúde coletiva. A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera o fumo uma epidemia global, responsável por cerca de 6 milhões de mortes anuais, das quais mais de 600 mil por exposição involuntária à fumaça do tabaco, denominada tabagismo passivo. O órgão argumenta ainda que mais de 80% dessas mortes poderiam ser evitadas. 
Há uma tendência histórica de queda na taxa de prevalência de fumantes no mundo todo. No Brasil, esse dado é comprovado pelo Ministério da Saúde. Em 1989, cerca de 32% da população fumava. A pneumologista do Hospital das Clínicas de Pernambuco, Kamila Dias, explica que um bom acompanhamento profissional é fundamental para quem quer parar de fumar, além de muita força de vontade. “Pouquíssimos pacientes conseguem parar de fumar somente com medicação, por isso recomendo a ida aos Centros de Atenção Psicossocial, pois encontrará suporte psicólogo e psiquiátrico, mas essa decisão tem que partir do doente”, recomenda. 
Viver bem sem tabagismo
A prefeitura de Tuparetama, município localizado no sertão de Pernambuco, em parceria com o governo do Estado, criou o grupo Viver Bem sem Tabagismo. O primeiro grupo reuniu 15 participantes, entre mulheres e homens, no qual uma equipe com profissionais de saúde de diversas especialidades, a partir de uma entrevista e depois utilizando o teste de fagerstrom, que servia para medir o limiar da dependência, encaminhavam o paciente para o tratamento, nem sempre medicamentoso. 
Clarissa Siqueira, farmacêutica e organizadora do projeto, explica como se deu esse processo: “Todos os participantes do grupo tinham a vontade de parar de fumar. Então, avaliávamos individualmente cada paciente para ver a necessidade ou não do medicamento pelo teste e fizemos o acompanhamento deles. Foram três meses de acompanhamento, o primeiro mês, mensal, segundo mês quinzenal e o terceiro mês um encontro só no mês. Mas os participantes preferiram que os encontros ficassem sendo semanais, pois segundo relatos daria mais segurança. Então, fomos fazendo o acompanhamento odontológico, psicológico, de fisioterapia, era uma equipe multidisciplinar. E cada semana um profissional diferente participava das reuniões, ou ensinando técnicas de relaxamento, ou uma atividade física, ou uma alimentação diferente, que ajudava a combater a fissura pela vontade de fumar”, relata. 
O grupo teve um resultado muito positivo e ajudou diversas pessoas, como relata a dona de casa, Severina Maria: “Quando surgiu esse tratamento, eu me inscrevi logo. A primeira semana ainda fumei muito, mesmo tomando remédio. Um dia falei chega e hoje vai ser o último dia que eu vou fumar e consegui graças à Deus. Não é só o remédio que faz com que paramos de fumar, nós precisamos também ter força de vontade, porque senão não tem jeito. Parei de fumar dia 1º de abril e até hoje não fumei mais. Estou me sentindo muito melhor graças à Deus, por dois motivos, o primeiro pela minha saúde e o segundo pelo bolso, que só de cigarro eram quase 400 reais por mês. As meninas que sempre estavam na reunião conosco, dando palestra são ótimas, muito bem capacitadas, e souberam nos levar com toda paciência, dando-nos total apoio”, lembra.  
Segundo a organizadora do projeto, 12 participantes abandonaram o tabaco 100% e outros três diminuíram cerca de 80% da quantidade que faziam uso. “Então, foi um grupo que teve um resultado muito bom e a procura hoje no município é muito grande para a formação desses grupos pelo resultado desse primeiro”, conclui Clarissa Siqueira. 
CAPS
Segundo o Ministério da Saúde, os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) são pontos de atenção estratégicos da RAPS: serviços de saúde de caráter aberto e comunitário constituído por equipe multiprofissional e que atua sobre a ótica interdisciplinar e realiza prioritariamente atendimento às pessoas com sofrimento ou transtorno mental, incluindo aquelas com necessidades decorrentes do uso de álcool e outras drogas, em sua área territorial, seja em situações de crise ou nos processos de reabilitação psicossocial e são substitutivos ao modelo asilar. Caso o seu município não tenho o CAPS, deve procurar a Rede de Atenção à Saúde. 
Acesse aqui para mais informações sobre o CAPS

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Programação especial para marcar o Dia Nacional de Combate ao Fumo no Recife


Até dia 31, a Secretaria de Saúde promoverá várias ações de conscientização sobre os males do tabagismo
O Recife terá uma programação especial durante este mês, em alusão ao Dia Nacional de Combate ao Fumo, comemorado em 29 de agosto. A Secretaria de Saúde do Recife montou uma programação com atividades educativas em diversas unidades (incluindo Unidades de Saúde da Família e Centros de Atenção Psicossocial) da rede municipal.
Entre as atividades estão rodas de diálogo sobre o tema, salas de espera (conversas) com os pacientes que estejam aguardando por consulta nas unidades e sensibilização da população em algumas áreas da cidade. Além disso, profissionais do Centro de Prevenção, Tratamento e Reabilitação de Alcoolismo (CPTRA), uma das unidades especializadas da rede, localizada na Tamarineira, farão um compartilhamento de informações sobre tabagismo junto aos servidores de outros centros de atenção psicossocial do Recife.
O Dia Nacional de Combate ao Fumo foi criado em 1986. O objetivo é dar visibilidade à prevenção e ao controle do tabagismo e a formação de profissionais para a sensibilização e oferta de tratamento para tabagistas no Sistema Único de Saúde (SUS).
A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera o tabagismo uma epidemia global, responsável por cerca de 6 milhões de mortes anuais, dos quais mais de 600 mil por exposição involuntária à fumaça do tabaco, denominada tabagismo passivo.  O órgão defende ainda que mais de 80% dessas mortes são evitáveis.
Há uma tendência histórica de queda na taxa de prevalência de fumantes no mundo todo. No Brasil, esse dado é comprovado pelo Ministério da Saúde. Em 1989, cerca de 32% da população fumava. O número de fumantes no Recife também acompanha o processo de queda. Atualmente, Recife conta com 10,7% da população de fumantes, abaixo da média nacional hoje, que é de 11,3%.
A Prefeitura do Recife vem potencializando a oferta de tratamento para o fumante que deseja parar de fumar. Há grupos de tratamento distribuídos nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) em todo o município.  A consulta sobre o local mais próximo pode ser feita pelo telefone (81) 3355-2811. 
Lei Antifumo
Em 2011 foi sancionada a Lei Federal Antifumo Nº 12.546, regulamentada pelo Decreto 8.262/2014. Além da extinção dos fumódromos em ambientes coletivos, a normativa determina o fim das propagandas de produtos fumígenos e a proibição do uso de cigarros, cigarrilhas, charutos, cachimbos, narguilé ou outro produto fumígeno em ambientes fechados de uso coletivo, bem como o comércio desse tipo de produto do lado de fora do ponto comercial e a venda para menores de 18 anos. Na capital, a Vigilância Sanitária incluiu a fiscalização da aplicação da Lei Antifumo na rotina de inspeção realizadas, cerca de 4 mil por mês.

Programação das ações em alusão ao Dia Nacional de Controle ao Tabagismo 

22/08/2018

Local: Upinha Emocy Krause - Rua Cantora Clara Nunes, s/n,Torre
Horário: 17h às 21h
Atividade: Sala de Espera - 3º Turno. Informações e sensibilização dos usuários, em aguardo de consulta, sobre questões relacionadas ao tabagismo.

Local: Centro de Saúde Olinto de Oliveira - Rua São Francisco de Paula, 47, Caxangá
Horário: 17h às 21h
Atividade: Sala de Espera - 3º Turno. Informações e sensibilização dos usuários, em aguardo de consulta, sobre questões relacionadas ao tabagismo, na perspectiva da prevenção e controle do uso do cigarro.

Local: USF Vila do IPSEP - Rua Virgínia Heráclio, s/n, Ipsep
Horário: 14h
Atividade: Sala de Espera. Informações e sensibilização dos usuários, em aguardo de consulta, sobre questões relacionadas ao tabagismo, na perspectiva da prevenção e controle do uso do cigarro.

Local: UBT Romero Marques – Rua Carlos Gomes, 932, Prado
Horário: 7h30
Atividade: Sala de Espera – “Por que as pessoas fumam?” Informações e sensibilização dos usuários, em aguardo de consulta, sobre questões relacionadas ao tabagismo, na perspectiva da prevenção e controle do uso do cigarro.

24/08/2018

Local: Incra - Avenida Conselheiro Rosa e Silva, 950, Aflitos
Horário: 9h às 11h
Atividade: Palestra sobre Tabagismo

27/08/2018

Local: Central de Alergologia do Recife – Avenida João de Barros, 800, Santo Amaro.
Horário: 9h às 11h
Atividade: Sala de Espera: Informações e sensibilização dos usuários, em aguardo de consulta, sobre questões relacionadas ao tabagismo.

Local: Upinha Eduardo Campos, na Rua Itabira, s/n, na Bomba do Hemetério.
Horário: 9h às 11h30
Atividade: Sala de Espera: Informações, sensibilização, atividades junto aos usuários, em aguardo de consulta, sobre questões relacionadas ao tabagismo.

Local: CPTRA - Avenida Rosa e Silva, Tamarineira
Horário: 8h às 21h
Atividade: Atividades internas diversas, envolvendo usuários e profissionais, com o tema do Tabagismo, na perspectiva de potencializar ações de prevenção e controle do cigarro. Durante o resto deste mês, profissionais do CAPS AD CPTRA farão matriciamento sobre tabagismo junto aos profissionais dos CAPS Esperança e CAPS Espaço Azul.

28/08/2018

Local: USF Sítio do Cardoso - Rua Menezes de Drumond, 66 , Madalena
Horário: 17h às 21h
Atividade: Sala de Espera - 3º Turno. Informações e sensibilização dos usuários, em aguardo de consulta, sobre questões relacionadas ao tabagismo.

28 e 29/08/2018

Local: Parque do Caiara (Av. Maurício de Nassau – Iputinga) e Praça da Várzea
Horário: 18h às 21h
Atividade: Roda de Conversa/Atividades diversas com abordagem do tema do Tabagismo. Neste mês durante as atividades do Programa Academia da Cidade serão realizadas intervenções junto aos participantes, com entrega de panfletos.

29/08/2018

Local: Policlínica Waldemar de Oliveira, na Rua do Pombal, 115 - Santo Amaro
Horário: 14h as 16h30
Atividade: Sala de Espera: Informações e sensibilização dos usuários, em aguardo de consulta, sobre questões relacionadas ao tabagismo.

Local: CAPSad René Ribeiro: R. Jacira, 210 - Afogados
Horário: 19h
Atividade: Palestra educativa aberta ao público

Local: Upinha Moacir André Gomes - Avenida Norte Miguel Arraes de Alencar, Morro da Conceição,
Horário: 14h
Atividade: Informações e sensibilização dos usuários, em aguardo de consulta, sobre questões relacionadas ao tabagismo, na perspectiva da prevenção e controle do uso do cigarro.

30/08/2018

Local: CAPSad René Ribeiro - Rua Jacira, 210, Afogados
Horário: 14h30
Atividade: abordagem de sensibilização aos transeuntes do Largo da Paz

Local: Pólo Heróis da Restauração, na Praça Heróis da Restauração
Horário: 17h
Atividade: Roda de Conversa -Tabagismo e Saúde

31/08/2018

Local: CAPS Galdino Loreto - Avenida Dr. José Rufino, 2181, Barro
Horário: 9h
Atividade: Grupo Educação e Cidadania.

terça-feira, 3 de julho de 2018

Centro de Valorização da Vida oferece atendimento gratuito para prevenir o suicídio



O Ministério da Saúde fechou um convênio com o Centro de Valorização da Vida (CVV) para passar a disponibilizar de maneira gratuita o acesso ao 188, telefone pelo qual oferece apoio aos cidadãos em momentos de crise para tentar evitar o suicídio. A gratuidade passa a valer a partir desse mês para todo o país. Com a parceria, o CVV receberá um repasse de R$ 500 mil do Governo Federal. 
As ligações sem cobranças já vinham sendo feitas desde o ano passado e os últimos estados que passaram a ter acesso ao serviço foram Bahia, Maranhão, Pará e Paraná. No ano passado, a linha recebeu 2 milhões de ligações em busca de ajuda, o dobro do registrado em 2016. O centro oferece ajuda por e-mail, chat e voip 24 horas, todos os dias, e também nos 87 postos de atendimento.
Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil tem uma taxa média de suicídio de 5,5 para cada 100 mil habitantes, em todas as idades, ou seja, cerca de 11 mil pessoas tiram a própria vida por ano no Brasil. Os idosos são os que mais preocupam, com o índice de 8,9 mortes para cada 100 mil, nos últimos seis anos. Entre os principais meios estão o envenenamento e a intoxicação. Os homens são os que mais se suicidam e 60% são solteiros. As regiões com os índices mais altos são Sul e Sudeste, com 23% e 38% respectivamente.
Quirino Cordeiro, coordenador de Saúde Mental do Ministério,  fala sobre o perfil dos cidadãos que buscam ajuda no CVV. “Geralmente procuram o centro pessoas em sofrimento, seja por solidão, ou porque estão em desespero, ou porque não se identificam com o meio em que vivem”, explica.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) pretende atingir meta de reduzir em 10% os óbitos por suicídio até 2020. No Brasil, o Ministério da Saúde está investindo em estratégias como ampliação da assistência e ferramentas de comunicação. Os seis estados com maiores taxas de suicídio receberam o suporte extra de R$ 2 milhões para atuar com planos locais de prevenção, são eles: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Roraima, Piauí e Amazonas.
A pasta lançou uma série de folhetos informativos sobre o tema para que a população possa identificar sinais de alerta, como o que fazer e o que não fazer diante de uma pessoa em risco de suicídio. Os profissionais de saúde, contam com um documento que alerta a importância da notificação compulsória da tentativa de suicídio em até 24h e que traz informações técnicas sobre acolhimento na rede pública de saúde.
O CVV é uma associação civil sem fins lucrativos que trabalha com prevenção ao suicídio e conta com 2.400 voluntários que recebem uma capacitação de 40 horas para atuar no serviço. As chamadas acontecem em total sigilo, em um espaço de escuta acolhedor e seguro e que alivia a ansiedade e o desespero. 
Além desse serviço, as pessoas que precisam de ajuda podem recorrer aos 2.555 Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), que atendem questões como transtornos psíquicos, dependência de álcool e outras drogas, e se necessário, podem ser encaminhadas aos leitos de saúde mental dos hospitais gerais.