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sexta-feira, 20 de julho de 2018

Ministério da Saúde divulga situação do sarampo no país


Mais 4 estados brasileiros já confirmaram casos da doença
O Ministério da Saúde atualizou nesta quarta-feira (18/07) os dados sobre o sarampo no Brasil. Os dados foram informados pelas secretarias estaduais de saúde. Até o dia 17 de julho, 3.586 casos foram notificados, desses 677 confirmados, 2.724 sob investigação e 185 descartados. Apenas os estados de Roraima e Amazonas enfrentam situação de surto da doença. No entanto, foi comprovado que o genótipo do vírus (D8), que foi identificado nesses estados, é o mesmo que circula na Venezuela. Com isso, os especialistas concluem que trata-se de uma epidemia importada.
No Amazonas, foram confirmados 444 casos de sarampo, 2.529 permanecem em investigação e 147 foram descartados. Roraima confirmou 216 ocorrências, 160 continuam em investigação e 38 foram descartados. Além disso, alguns casos isolados foram identificados nos estados de São Paulo (1), Rio Grande do Sul (8), Rondônia (1) e Rio de Janeiro (7). 
O Ministério da Saúde esclarece que está acompanhando a situação e prestando o apoio necessário. Medidas de bloqueio de vacinação, mesmo em casos suspeitos, estão sendo realizadas em todos os estados.
Ações de combate à doença
A pasta antecipou a campanha de vacinação contra sarampo nos estados de Roraima e Amazonas para os meses de março e abril deste ano, a ação estava prevista apenas para agosto em todo território nacional. De janeiro a junho deste ano, foram enviadas 711,4 mil doses da vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) para atender a demanda de rotina e para a realização de campanhas, ações de controle e prevenção nesses estados. 
Além da imunização, o governo está adotando medidas para impedir que o vírus volte a circular de forma sustentada no Brasil, por meio de treinamentos de equipes técnicas nos dois estados. Além disso, o governo tem capacitado os profissionais de saúde sobre a doença e ações de vigilância epidemiológica. Também foi realizada intensificação vacinal nos estrangeiros presentes no posto da Polícia Federal, em Roraima. O objetivo é orientar as ações para o enfrentamento da situação, bem como torná-los aptos a atuarem em casos suspeitos.
Foi elaborado, ainda, um plano de fortalecimento da vigilância epidemiológica do sarampo no estado do Amazonas, considerando eixos prioritários de atuação: municípios com mais de 75 mil habitantes, Região Metropolitana de Manaus, Municípios Sede de DSEI, Municípios de fronteira com outros países, Municípios Polo e Comunicação. Para o enfrentamento da situação do sarampo no estado do Amazonas, estão em andamento o bloqueio vacinal, a intensificação vacinal, a varredura (vacinação casa a casa), assim como estratégias de isolamento de casos suspeitos/confirmados durante o período de transmissibilidade.
Entre 2013 e 2015, foram registrados 1.310 casos da enfermidade no Brasil, decorrentes de pacientes vindos de outros países, a maioria deles nos estados de Pernambuco e Ceará. Em 2016, o país recebeu o certificado de eliminação da circulação do vírus do sarampo da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). O governo brasileiro vem atuando de maneira enérgica através do fortalecimento da vigilância epidemiológica, da rede laboratorial e de estratégias de imunização para manter o certificado.
Campanha de Vacinação
Entre os dias 6 e 31 de agosto, será realizada a Campanha Nacional de Vacinação contra Sarampo, com o Dia D no dia 18. A iniciativa é do Ministério da Saúde e o objetivo é imunizar 95% do público-alvo, que são crianças entre 1 ano e menores de 5 (4 anos, 11 meses e 29 dias), independentemente da situação vacinal. Em 2017, dados preliminares apontam que a cobertura no Brasil foi de 85,21% na primeira dose (tríplice viral) e de 69,95% na segunda dose (tetra viral).
Sarampo
O sarampo é uma doença infecciosa aguda, transmitida por vírus e extremamente contagiosa. O paciente com a enfermidade pode apresentar os seguintes sintomas: febre, tosse, irritação ocular, corrimento do nariz, manchas avermelhadas no rosto, que avançam em direção aos pés. Também pode causar infecção nos ouvidos, pneumonia, ataques (convulsões e olhar fixo), lesão cerebral e morte. Além disso, o vírus pode atingir as vias respiratórias, causar diarreias e até infecções no encéfalo. Mais comum na infância, o sarampo pode se desenvolver de maneira mais grave em recém-nascidos, desnutridos, gestantes e pessoas portadoras de imunodeficiências.

A transmissão se dá por meio do contato direto através de tosse, espirros, fala, secreções respiratórias ou da boca. O contágio ocorre na fase em que o doente apresenta febre alta, mal-estar, coriza, irritação ocular, tosse e falta de apetite e dura até quatro dias após o aparecimento das manchas vermelhas. 
A única forma de prevenção é a vacina e os principais grupos de risco são pessoas de seis meses a 39 anos de idade. Na fase adulta, os mais suscetíveis são trabalhadores de portos e aeroportos, hotelaria e profissionais do sexo, devido à maior exposição a indivíduos de outros países. As crianças devem tomar duas doses da vacina combinada contra rubéola, sarampo e caxumba, conhecida como tríplice viral, a primeira dose com um ano e a segunda entre quatro e seis anos. 

segunda-feira, 14 de maio de 2018

OMS em alerta com novo surto de ebola no Congo



Na última sexta-feira (11/05), a Organização Mundial de Saúde (OMS) informou que a situação do ebola na República Democrática do Congo é preocupante e está se preparando para o 'pior cenário'. O país registrou 32 casos da doença e 18 mortes entre 4 de abril e 9 de maio deste ano.
Segundo a OMS, o risco de disseminação do vírus é muito elevado. "Estamos muito preocupados e nos preparamos para todos os cenários, incluindo o pior possível", declarou o diretor do programa de resposta de emergências da OMS, Peter Salama, em uma entrevista coletiva em Genebra.
Salama ressalta que a grande preocupação é porque trata-se de uma doença letal e com uma taxa de mortalidade de 20% a 90%, além do fato do vírus já ter sido identificado em três áreas distintas do país, tendo inclusive atingido funcionários da área de saúde, o que pode ser um facilitador para uma epidemia. Ele destaca ainda a dificuldade que médicos e voluntários encontram para ter acesso à região mais afetada. Bikoro fica na região noroeste, a 280 quilômetros da capital provincial e com infraestrutura muito pobre.
De acordo com o boletim divulgado, a OMS enviará material sanitário para Bikoro e aguarda autorização do governo local para distribuir uma vacina experimental contra a doença. No momento, 8 países vizinhos estão em estado de alerta por causa da proximidade. Em 2017, o Congo teve um pequeno surto da doença e quatro pessoas morreram.
O ebola foi registrado pela primeira vez, em 1976, no Congo, que na época se chamava Zaire. A enfermidade tem como principal sintoma a febre hemorrágica, que causa sangramentos, e é transmitida por um vírus através do contato físico com líquidos corporais infectados ou pelo consumo de carne de animais silvestres.
EPIDEMIA
A maior epidemia ocorreu no oeste da África, entre 2013 e 2016, com 29 mil casos e 11.300 mortos, a maioria em Guiné, Libéria e Serra Leoa. Na época, a OMS foi criticada por ter demorado a declarar estado de emergência para a saúde pública. Provavelmente, nas duas epidemias, o vírus se espalhou devido à tradição de lavar e beijar os mortos em grandes funerais.
"Temos medo de que o surto se expanda a Bandaka, a capital provincial, com 1 milhão de habitantes. Se chegar a essa cidade, teremos um surto maior e um desafio muito grande, porque sabemos da nossa experiência na África Ocidental que quando o ebola chega à grande cidade, e especialmente a áreas de favelas, é muito difícil deter a doença", afirmou Salama.
O diretor da OMS enfatizou ainda que é essencial informar à população local sobre os riscos de ficar em contato direto com a pessoa contaminada, uma vez que o vírus do ebola é transmitido pela secreção da pele e pelas mucosas, inclusive após a morte do doente.
Com informações da OMS