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quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Anvisa libera genérico inédito para tratamento de artrite, lúpus e malária



A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro de mais um genérico inédito no país. Trata-se do Sulfato de hidroxicloroquina, recomendado para o tratamento de reumatismo e doenças de pele. O novo medicamento irá ampliar o acesso da população a uma nova opção terapêutica, além de reduzir o custo do tratamento, já que os genéricos são, no mínimo, 35% mais baratos que os originais.
De acordo com Renata Menezes, reumatologista, os benefícios do ponto de vista terapêutico ainda são questionáveis. “Pode ser uma faca de dois gumes. Em relação ao custo ótimo, mas em questão da eficácia a gente não sabe. Existem outras medicações que já foram liberadas pelo SUS, que antes quando era o original fazia bastante efeito, os pacientes saiam da atividade de doença e, a partir do momento que passou para o genérico perdia a eficácia em alguns pacientes”, explica.
Registrado pela empresa EMS S/A,  o remédio é indicado para pacientes portadores de artrite reumatoide (inflamação crônica das articulações), artrite reumatoide juvenil (em crianças), malária (em casos de crises agudas e tratamento supressivo),  lúpus eritematoso (sistêmico e discoide) e problemas de pele provocadas ou agravadas pela luz solar.

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Opas/OMS lança prêmio Campeões contra a malária nas Américas



Estão abertas as inscrições para o 10º prêmio “Campeões contra a malária nas América”. A iniciativa é da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) e busca encontrar programas de combate à malária com abordagens inovadoras para superar os desafios da eliminação e da prevenção da doença no continente americano.
A malária é uma doença infecciosa febril aguda, causada por protozoários transmitidos pela fêmea infectada do mosquito Anopheles. A cura só é possível se a doença for tratada adequadamente e em tempo hábil, caso contrário, pode evoluir para forma grave e levar o paciente ao óbito.
No Brasil, a maioria dos casos se concentra na região Amazônica, nos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. No entanto, a doença não pode ser negligenciada nas outras regiões, pois, apesar de poucos registros, já foi identificado um alto grau de letalidade fora da região Amazônica.
Entre 2015 e 2017, os casos de malária voltaram a crescer em vários países. O progresso para a eliminação da doença depende do comprometimento, vigilância, manutenção e fortalecimento de diversas intervenções, a exemplo deste prêmio.
Os vencedores receberão vários benefícios para seus projetos e instituições, incluindo a participação em três treinamentos da OPAS/OMS para prevenção, controle, eliminação e prevenção da malária. Uma placa comemorativa e US$ 2.500 de apoio financeiro para esforços de capacitação relacionados à enfermidade.
Além de receber destaque em várias plataformas de comunicação da OPAS/OMS, Fundação das Nações Unidas e entidades parceiras como exemplo de “melhores práticas” sobre a malária. Os projetos premiados devem demonstrar seu êxito na prevenção, controle, eliminação ou prevenção.
Os prêmios serão patrocinados pela Opas/OMS, Fundação das Nações Unidas, Instituto Milken da Universidade George Washington (MISPH), Escola de Saúde Pública Bloomberg para Programas de Comunicação de Johns Hopkins (JHU-CCP), o Consórcio Global de Saúde da Escola Stempel de Saúde Pública e Trabalho Sociais da Universidade Internacional da Flórida (FIU-GHC) e Sociedade Norte-Americana de Medicina Tropical e Higiene (ASMTH).
Os três primeiros indicados serão convidados para participar de um evento regional em comemoração ao Dia Mundial da Malária nas Américas, marcado para 6 de novembro deste ano, onde o “Campeão contra a malária nas Américas” será homenageado.
Este ano, o tema da data comemorativa será “Prontos para combater a malária”, que enfatizará a necessidade do compromisso da comunidade global na erradicação da doença. A campanha destacará os progressos alcançados, além de chamar a atenção para as tendências apresentadas no Relatório Mundial da Malária de 2017.
As inscrições para o 10º prêmio Campeões contra a malária nas América podem ser feitas até 25 de junho de 2018, mais informações através do site https://www.paho.org/campeonesmalaria/
Com informações Opas/OMS

quinta-feira, 10 de maio de 2018

Aumento dos casos de doenças infecciosas será discutido em fórum do CFM



Atualmente, inúmeras doenças infecciosas têm preocupado pesquisadores e autoridades no mundo inteiro. Milhares de pessoas têm sido vítima de doenças como zika, chicungunya, febre amarela e, mais recentemente, de enfermidades que já encontravam-se controladas, como a malária, por exemplo.
O crescente número de casos registrados e a falta de controle sobre essas e outras doenças levaram o Conselho Federal de Medicina (CFM) a promover o I Fórum de Infectologia, em Brasília. O encontro, que acontece hoje, discutirá a perda de controle sobre as doenças infecciosas e a situação atual no país. O objetivo final é apresentar propostas para o desenvolvimento de estratégias para controlar a disseminação.
“Há uma perda de controle dessas enfermidades. Todos os indicativos demonstram que há uma piora nos números: a incidência da sífilis não para de crescer, assim como da AIDS entre os que têm 16 a 20 anos, além de números alarmantes nos casos de malária, febre amarela, tuberculose, lepra, dengue, zika e chicungunya”, adverte Emmanuel Fortes, coordenador da Câmara Técnica de Infectologia.
O evento contará com palestras sobre o Estado atual da saúde pública no Brasil; Panorama das doenças, epidemiologias e ações para seu controle; Riscos e desafios para a saúde pública brasileira; Organização normativa e estrutural do Sistema Único de Saúde (SUS); O papel dos conselhos de saúde no enfrentamento dessas doenças; entre outras. Ao final do I Fórum, a Câmara Técnica de Infectologia do CFM fará uma apresentação das perspectivas sobre as questões discutidas.
Com informações do CFM