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segunda-feira, 1 de outubro de 2018

SES reforça importância do enfrentamento da sífilis em PE


Além da programação científica, haverá treinamento em testagem rápida de sífilis, HIV e hepatites
Nesta segunda-feira (01/10), a Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES/PE), promove um seminário para o enfrentamento da sífilis. O evento acontece no Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip), das 9h às 17h, e é voltado para profissionais de saúde bucal que atuam no Sistema Único de Saúde (SUS). O objetivo é fortalecer e difundir um olhar multidisciplinar no enfrentamento da doença - infecção sexualmente transmissível causada pela bactéria Treponema pallidum. O encontro será transmitido ao vivo para as 12 Gerências Regionais de Saúde (Geres), distribuídas em todo o Estado de Pernambuco, por  meio de videoconferência.
"Um dos objetivos desse evento é proporcionar uma resposta rápida à sífilis nas variadas redes de atenção. Por isso, a importância de fortalecer o entendimento desta infecção a dentistas e auxiliares de saúde bucal que estão inseridos na rede de assistência básica municipais. É preciso mobilizar e alertar os profissionais sobre os cuidados", comenta o coordenador de Saúde Bucal da SES, Paulo César de Oliveira. 
O seminário reúne profissionais da atenção primária, laboratórios regionais de prótese, rede de urgência e emergência em Odontologia e Centros de Especialidades Odontológicas dos municípios de Igarassu, Olinda, Paulista, Recife, Jaboatão dos Guararapes, Cabo de Santo Agostinho e Petrolina, no sertão do São Francisco - cidades consideradas prioritárias no combate à doença. Haverá, além da programação científica, treinamento em testagem rápida de sífilis, HIV e hepatites.
Pela manhã, haverá o painel Um olhar multidisciplinar no enfrentamento da sífilis. A palestra sobre a importância do diagnóstico e prevenção da sífilis congênita será realizada por meio da gerência da Saúde da Mulher, apresentada pela obstetra Letícia Katz. Ainda haverá o tema Desafios do cuidar do homem e serviços de atendimento e assistência para este público, com Valéria Pastor, gerente da Saúde do Homem e Idoso da SES. A população LGBT também terá um olhar específico, por meio da coordenação da Saúde LGBT, com palestra do coordenador Luiz Valério. Ao final da manhã, ocorrerá a apresentação do cenário epidemiológico da sífilis e outras infecções sexualmente transmissíveis em Pernambuco, com a gerente do setor, Camila Dantas. 
No período da tarde, haverá o painel intitulado A saúde bucal no diagnóstico e tratamento da sífilis, com o tema Saúde Bucal e as manifestações orais das IST's, com Paulo Santos; e o estudo da estomatologia com a cirurgiã-dentista, Fabiana Mota. Também haverá experiências das gestões públicas municipais para enfrentamento da sífilis das cidades do Recife, Cabo de Santo Agostinho e Jaboatão dos Guararapes.
A SES tem reforçado com os municípios a importância do diagnóstico precoce da doença, que tem registrado um aumento no número de casos em todo o país, atuando com o projeto Quero Fazer, que, semanalmente, oferta testes rápidos de sífilis e HIV de forma itinerante. Importante frisar, ainda, que o teste rápido de sífilis pode ser feito em postos de saúde, Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA) e algumas ONGs, além das unidades que realizam pré-natal.

segunda-feira, 16 de julho de 2018

Ingestão de ervas e chás pode causar danos ao fígado



Muitas receitas usam ervas como tratamento para diversos problemas que afetam a saúde das pessoas, como constipação intestinal, gastrite, redução da retenção de líquidos, entre outros. No entanto, o consumo dessas ervas pode causar sérios danos ao fígado, como hepatite crônica e cirrose.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) tem estimulado os países a adotarem políticas de uso de medicamentos fitoterápicos e plantas medicinais com finalidade de tratamento, cura e prevenção de diversas enfermidades. Em geral, são comercializadas como alternativas menos tóxicas que os convencionais. O uso das ervas como terapêutica de doenças já é uma prática antiga e pode trazer alguns benefícios, no entanto, deve ser usado com orientação médica para evitar efeitos prejudiciais à saúde, pois nem todas trazem resultados positivos.
“Alguns usuários acham que as ervas só têm efeitos favoráveis, mas o fato é que algumas delas podem causar doenças hepáticas graves”, explica Fábio Moura, cirurgião do aparelho digestivo e transplante de fígado do Real Instituto de Cirurgia Oncológica.
Estudos já evidenciaram que algumas ervas medicinais contêm alcaloides de pirrolizidina, substâncias químicas hidrossolúveis derivadas de determinasdas ervas, que podem lesionar o fígado. Algumas ervas usadas para o preparo de chás contêm esses alcaloides e, às vezes, o leite, o mel e os cereais também podem estar contaminados com a substância. Eles podem agredir o fígado gradualmente se pequenas quantidades forem consumidas por um período de tempo prolongado. 
O fígado é o alvo principal para lesões, porque tem o papel de metabolizar os alimentos absorvidos pelo organismo. Entre as ervas que podem trazer consequências danosas estão sacaca (Croton cajucara benth), kava-kava (Piper methysticum) e erva-de-São-João (Hypericum perforatum). Além de algumas de origem chinesa como zi cao (Radix arnabiae), kuan dong hua (tussilago), qian li guang (raiz da vida) e pei lan (Eupatorium).
Outras ervas maléficas ao órgão são atractylis gummifera, camellia sinensis (usada para fazer chá preto e chá verde), celandina ("major"), chaparral, teucrium, jin bu huan, ma huang (éfedra), visgo, óleo de poejo (usado para fazer chás) e syo-saiko-to (uma mistura de ervas). As pessoas afetadas apresentam dor abdominal e podem vomitar. Em geral, o líquido se acumula no abdômen e nas pernas, podendo levar à cirrose e insuficiência hepática.

quarta-feira, 20 de junho de 2018

Doenças do Fígado atingem milhões de pessoas no mundo



Boletim epidemiológico do Ministério da Saúde aponta dados alarmantes
Com uma função extremamente importante, o fígado é um órgão que pode apresentar doenças silenciosas, que podem provocar consequências muitas vezes irreversíveis, levando até a necessidade de um transplante. O órgão tem o papel de metabolizar os alimentos absorvidos pelo organismo, produz substâncias capazes de digerir a gordura, além servir como barreira imunológica para o nosso corpo.
As doenças hepáticas (do fígado) atingem milhões de pessoas em todo o mundo. Algumas das doenças mais frequentes que acometem o órgão são Esteatose, Cirrose, Hepatites e Câncer de fígado.
A esteatose é uma doença causada pelo excesso de gordura no fígado das pessoas. De acordo com a Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH), cerca de 20% da população brasileira sofre com a doença, que pode acarretar uma série de outras complicações, como hepatite, cirrose e até o câncer de fígado. 
Um dos fatores que influencia este índice é o crescimento do número de pessoas obesas no país. Devido às crescentes taxas de obesidade, a esteatose tem se tornado cada vez mais frequente em todas as populações e grupos etários, muitas vezes está relacionada ao estilo de vida das pessoas, caracterizado pelo consumo em excesso de calorias e carência de atividade física.
Entre as principais doenças que podem atacar o fígado está a hepatite. Pode ser viral, autoimune ou causada pela reação ao álcool ou a medicamentos. Há vários tipos de hepatite viral, designadas pelas letras A, B, C, D e E. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), um terço da população mundial sofre de algum tipo de hepatite. 
Segundo o boletim epidemiológico do Ministério da Saúde (2017), as hepatites virais são um enorme desafio à saúde pública em todo mundo. Elas são responsáveis por cerca de 1,4 milhão de óbitos anualmente. No caso da hepatite B, apenas 30% dos portadores do vírus podem apresentar pele e mucosa amarelada, urina escura e fezes embranquecidas. Já a C é muito mais silenciosa levando as pessoas a descobrir a doença apenas quando ela está no estágio mais avançado. 
Entre 2000 e 2015, somente a hepatite C foi responsável por mais de 46 mil óbitos no país. Os dados sobre hepatite B também são alarmantes. De 1999 a 2016, foram confirmados mais de 200 mil casos. Além disso, o estudo do Ministério da Saúde mostrou que a transmissão sexual da hepatite B é 10 vezes maior na população jovem, entre 20 e 39 anos. Já a hepatite A tem um caráter benigno, menos de 1% dos casos pode evoluir para casos mais graves.
Segundo o cirurgião do aparelho digestivo e transplante de fígado do Real Instituto de Cirurgia Oncológica, Fábio Moura, a transmissão do vírus da hepatite B se dá principalmente por fluídos corporais (sêmen, sangue, feridas contaminadas, entre outros). A transmissão vertical (mãe passa para o filho durante a gestação) também é causa frequente de disseminação. O especialista afirmou ainda que o vírus da hepatite C é transmitido principalmente pela corrente sanguínea. “É importante destacar que o vírus da Hepatite C já é o maior responsável por cirrose e transplante hepático no Mundo Ocidental”, relatou o médico.
São consideradas populações de risco indivíduos que receberam transfusão de sangue e/ou hemoderivados, usuários de drogas intravenosas ou usuários de cocaína inalada que compartilham os equipamentos de uso, pessoas com tatuagem, piercings ou que apresentem outras formas de exposição percutânea (consultórios odontológicos, podólogos, manicures, etc., que não obedecem às normas de biossegurança).

domingo, 17 de junho de 2018

Hepatite C: sintomas, transmissão, diagnóstico, tratamento e prevenção



A hepatite C é uma doença causada pelo vírus C das hepatites virais, que pode evoluir para cirrose ou câncer. Trata-se da forma mais severa entre as hepatites virais, tem 80% de chance de ser tornar crônica e causar cicatrizes no fígado, incapacitando a função do órgão.
Segundo dados do Ministério da Saúde, existem 135 mil pessoas diagnosticados com hepatite C no País. As estatísticas registradas nos últimos anos indicam o surgimento de 13 casos para cada 100 mil habitantes por ano no Brasil.
SINTOMAS
A hepatite C é uma doença silenciosa que só apresenta sintomas na fase avançada, como cansaço, tontura, enjoo, vômito, febre, dor abdominal, pele e olhos amarelados, além da urina escura e fezes claras.
TRANSMISSÃO
A principal causa de transmissão da doença se dá pelo contato direto com o sangue de uma pessoa contaminada (transfusão de sangue e hemoderivados, sexo desprotegido e compartilhamento e objetos de uso pessoal como agulhas de tatuagem, alicates e tesouras). O contágio também pode ocorrer através do sexo desprotegido e compartilhamento de objetos pessoais como escovas de dente.
DIAGNÓSTICO
O diagnóstico é feito através da realização de testes rápidos ou exames de sangue que são disponibilizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e é recomendado, principalmente, para pessoas com mais de 40 anos, usuários de drogas injetáveis, portadores de HIV, pessoas que fizeram hemodiálise de longo prazo, pessoas que receberam transfusão de sangue ou transplante de órgão antes de 1992.
TRATAMENTO
Não existe vacina para a doença, mas o SUS disponibiliza o tratamento através de medicamentos desde 2002. Contudo, só com os avanços recentes passou-se a se falar em cura total para a Hepatite C. 
Após a confirmação da doença, podem ser realizados testes para verificar a função do órgão e identificar se existe algum dano. O tratamento dependerá da condição do fígado, mas, em geral, as pessoas só descobrem o vírus quando a doença já se tornou crônica e com danos ao órgão.
PREVENÇÃO
  1. Não utilize drogas injetáveis;
  2. Não compartilhe objetos de higiene pessoal (escova de dente, lâminas de barbear), de manicure (alicates, lixas, espátulas) ou outros instrumentos que possam conter sangue;
  3. Ao realizar exames, verifique se agulhas ou qualquer outro objeto cortante são descartáveis ou estão devidamente esterilizados;
  4. Use preservativos; 
  5. Antes de engravidar, faça o teste para saber se tem o vírus da hepatite C;
  6. Se for portador do vírus, não consuma bebidas alcoólicas. O consumo do álcool aumenta o risco de desenvolver as complicações da doença.


segunda-feira, 4 de junho de 2018

75% dos portadores de hepatite autoimune são mulheres



A hepatite autoimune é uma doença na qual o sistema de defesa do indivíduo ataca as células do próprio fígado, levando à sua inflamação. Trata-se de uma reação do organismo que entende que o órgão não é seu. Funciona como uma rejeição crônica, como se o fígado fosse de outra pessoa, como se tivesse sido transplantado. Assim como nas hepatites virais, ela também é assintomática e só apresenta sintomas nos quadros avançados, normalmente cansaço e icterícia (olhos amarelados). 
A hepatite autoimune acomete, principalmente, mulheres em duas fases, na adolescência (até os 20 anos) e na mulher após os 50 anos. A incidência é relativamente baixa, 1,9 casos para cada 100 mil habitantes e 75% são mulheres. Existem evidências que associam a enfermidade com fatores genéticos e com a presença de doenças autoimunes de uma forma geral, como doença de tireoide, de articulações, artrite reumatoide e lúpus.
De acordo com Fábio Marinho, hepatologista do Real Hepato, normalmente ela é diagnosticada a partir da descoberta de alterações nas enzimas hepáticas (do fígado) e, em alguns casos, há a necessidade de fazer biópsia para confirmar.
No início do ano, a enfermeira R.M.C., de 50 anos, foi diagnosticada com hepatite autoimune. Em abril de 2017, ela havia sido diagnosticada com mielite por vírus. O neurologista que a acompanhava identificou, através de exames laboratoriais, alteração das enzimas hepáticas. Inicialmente, achou-se que era um quadro de hepatite medicamentosa, decorrente dos remédios que estavam sendo utilizados. 
“Em janeiro de 2018 procurei Dr. Fábio Marinho para começar a investigação, rastreamento de exames laboratoriais específicos para doença autoimune e marcadores hepáticos (...) e ele solicitou uma biópsia”, relembra a paciente.
Com o diagnóstico de hepatite autoimune confirmado, R.M.C. passou a fazer acompanhamento através de consultas e exames regulares e já vê respostas positivas ao tratamento. “Estou ainda no início (do tratamento) mas já vejo respostas positivas, tomo diariamente imunossupressores e corticoide para meu organismo reagir diante do quadro de agressão das células ao meu fígado”, relata a enfermeira.
Não existe cura, mas o controle da doença é possível através do uso de remédios para reduzir a reação inflamatória. Normalmente, o tratamento é feito baseado em corticóides e imunosupressores, que resolvem cerca de 70% a 80% da inflamação. O paciente com hepatite autoimune pode levar uma vida normal, mas obviamente deve seguir a orientação de beber pouco ou não beber, devido ao risco de agravar o quadro. 
O hepatologista ressalta ainda que, se disgnosticada tardiamente, ela pode evoluir para quadros mais avançados como cirrose e até insuficiência do fígado, podendo levar o doente à necessidade de um transplante. “Quando você tem uma descoberta mais avançada, você pode ter um paciente com cirrose e as vezes até necessidade de transplantar o fígado”, adverte.
“No início me desesperei. Sou profissional da área de saúde e já vi pacientes evoluírem  ao  quadro grave da doença tendo que se submeter a transplante hepático ou então nem conseguirem fazer o transplante porque evoluíram muito rápido chegando ao óbito”, recorda a paciente.  
Hoje, já se consegue identificar através de estudo genético se o paciente tem predisposição para ter a doença. Contudo, mesmo sendo identificada a predisposição, não é possível tratar se a hepatite não estiver ativa, o que pode ser feito é o acompanhamento e rastreamento da enfermidade no organismo.
O especialista explica que o grande desafio está no uso da tecnologia para a edição do gene. “A gente está vivendo um momento agora da medicina completamente diferente, a hepatite autoimune é um exemplo do que vai mudar na medicina. Hoje, a gente trata a consequência da mutação genética, daqui há alguns anos a gente vai tratar o gene. Já tem algumas doenças que você atua no gene. Tem uma tecnologia chamada crispr, que você vai e edita o gene, então isso vai acontecer também para a hepatite autoimune, eu não tenho dúvida, mas não agora”, conclui Fábio Marinho.

sábado, 26 de maio de 2018

Anvisa libera registro de genérico inédito para tratamento da hepatite C



A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou na última segunda-feira (21/05) a aprovação do registro de um medicamento genérico inédito para o tratamento da Hepatite C. A medicação será utilizada no tratamento das infecções causadas pela forma crônica da doença.
De acordo com o hepatologista Tibério Medeiros, a aprovação desse genérico é de suma importância para o ampliar o tratamento da doença no país. "É fundamental para diminuir custos e ampliar o acesso pelo SUS", afirmou o especialista. 
O Sofosbuvir (nome do genérico) atua como inibidor de enzima essencial para a multiplicação do vírus no organismo humano. Segundo a Anvisa, o novo registro vai reduzir os custos do tratamento, uma vez que os genéricos entrarão no mercado com cerca de 35% a menos no valor em relação ao produto original (Sovaldi). O registro foi concedido pela agência à empresa Blanver Farmoquímica e Farmacêutica S.A.
A Hepatite C
A hepatite C é uma doença silenciosa, causada pelo vírus C das hepatites virais, que só apresenta sintomas na fase avançada. Trata-se de uma inflamação no fígado que pode evoluir para cirrose ou câncer. Segundo dados do Ministério da Saúde, existem 135 mil pessoas diagnosticados com hepatite C no País. As estatísticas registradas nos últimos anos indicam o surgimento de 13 casos para cada 100 mil habitantes por ano no Brasil.
Forma mais severa entre as hepatites virais, a hepatite C tem 80% de chance de ser tornar crônica após ser contraída e causar cicatrizes no fígado, incapacitando a função adequada do órgão. Na fase avançada podem aparecer sintomas como cansaço, tontura, enjoo, vômito, febre, dor abdominal, pele e olhos amarelados, além da urina escura e fezes claras.
O SUS disponibiliza o tratamento através de medicamentos desde 2002, contudo, só com os avanços recentes passou-se a se falar em cura total para a Hepatite C. Após a confirmação da doença, podem ser realizados testes para verificar a função do órgão e identificar se existe algum dano. O tratamento dependerá da condição do fígado, mas, em geral, as pessoas só descobrem o vírus quando a doença já se tornou crônica e com danos ao órgão. 
A principal causa de transmissão da doença se dá pelo contato direto com o sangue de uma pessoa contaminada (transfusão de sangue e hemoderivados, sexo desprotegido e compartilhamento e objetos de uso pessoal como agulhas de tatuagem, alicates e tesouras). O contágio também pode ocorrer através do sexo desprotegido e compartilhamento de objetos pessoais como escovas de dente.

sexta-feira, 18 de maio de 2018

Novos tratamentos promovem cura da Hepatite C


A hepatite C é uma doença silenciosa, causada pelo vírus C das hepatites virais, que só apresenta sintomas na fase avançada. Trata-se de uma inflamação no fígado que pode evoluir para cirrose ou câncer. Segundo dados do Ministério da Saúde, existem 135 mil pessoas diagnosticados com hepatite C no País. As estatísticas registradas nos últimos anos indicam o surgimento de 13 casos para cada 100 mil habitantes por ano no Brasil.
Forma mais severa entre as hepatites virais, a hepatite C tem 80% de chance de ser tornar crônica após ser contraída e causar cicatrizes no fígado, incapacitando a função adequada do órgão. Na fase avançada podem aparecer sintomas como cansaço, tontura, enjoo, vômito, febre, dor abdominal, pele e olhos amarelados, além da urina escura e fezes claras.
Não existe vacina para a doença e, até pouco tempo, não havia cura total para a hepatite C. No entanto, nos últimos 5 anos, novos tratamentos vêm trazendo nova esperança para os portadores da enfermidade.
“Uma das novidades apresentadas durante o Hepato Pernambuco 2018 foi o tratamento da hepatite C. Com os novos tratamentos, que surgiram nos últimos 5 anos, os pacientes com a doença hoje tem uma alta chance de cura, então isso é uma revolução que aconteceu, porque a hepatite C era a maior causa de indicação dos transplantes, a principal causa de doença crônica junto com a doença alcoólica”, destacou Fábio Moura, cirurgião do aparelho digestivo e transplante de fígado do Real Instituto de Cirurgia Oncológica.
O SUS disponibiliza o tratamento através de medicamentos desde 2002, contudo, só com os avanços recentes passou-se a se falar em cura total para a Hepatite C. Após a confirmação da doença, podem ser realizados testes para verificar a função do órgão e identificar se existe algum dano. O tratamento dependerá da condição do fígado, mas, em geral, as pessoas só descobrem o vírus quando a doença já se tornou crônica e com danos ao órgão.
A principal causa de transmissão da doença se dá pelo contato direto com o sangue de uma pessoa contaminada (transfusão de sangue e hemoderivados, sexo desprotegido e compartilhamento e objetos de uso pessoal como agulhas de tatuagem, alicates e tesouras). O contágio também pode ocorrer através do sexo desprotegido e compartilhamento de objetos pessoais como escovas de dente.

sábado, 28 de abril de 2018

Febre amarela pode causar hepatite fulminante



Já se sabe que a febre amarela pode atingir o funcionamento do fígado do paciente. Recentemente identificou-se que a doença pode provocar a hepatite fulminante, também conhecida como hepatite aguda grave ou falência do fígado. Considerada a mais grave das doenças que acometem o fígado, a enfermidade causa a morte das células do órgão em poucas horas ou dias.
Vale ressaltar que o percentual de indivíduos que podem desenvolver a doença ainda é pequeno. No entanto, espera-se que, com o aumento do número de casos de febre amarela, novos casos de hepatite fulminante devem chegar aos serviços de saúde. De acordo com Fábio Moura, cirurgião do aparelho digestivo e transplante de fígado do Real Instituto de Cirurgia Oncológica (RICO), o caso pode ocorrer porque a replicação do vírus é feita em órgãos sólidos, sendo o fígado um dos órgãos afetados.
Normalmente, as hepatites A ou B e as doenças autoimunes são as principais causas que desencadeiam a falência do fígado. Vale ressaltar também que o uso inadequado de algumas medicações como antibióticos, antidepressivos, analgésicos e remédios para controlar o diabetes também podem provocar a hepatite fulminante. Mas, no caso de pessoas acometidas pela febre amarela, qualquer pessoa está sujeita a desenvolver a doença.
Os sintomas iniciais são semelhantes aos de uma hepatite comum, ou seja, náuseas, mal-estar, dores abdominais, olhos amarelados e urina com coloração mais escura. Além desses, na hepatite aguda grave, os doentes passam a ter perturbações do sono e raciocínio lento, podendo em pouco tempo entrar em estado de coma e evoluir ao óbito. Em geral, o tratamento é realizado através do transplante de fígado em caráter de urgência, podendo levar à cura mais da metade dos pacientes.