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terça-feira, 28 de agosto de 2018

Mais de 100 mil crianças ainda precisam se vacinar contra pólio e sarampo em PE




A campanha de vacinação contra poliomielite e sarampo termina na próxima sexta-feira (31/08). Em Pernambuco, a expectativa é vacinar, no mínimo, 95% dos 544.178 meninos e meninas de 1 ano a menores de 5 (4 anos, 11 meses e 29 dias). Até o momento, 418.155 (76,84%) foram imunizados contra a poliomielite e 416.607 (76,56%) contra o sarampo. 
Ao todo, 19 municípios já atingiram a meta mínima de 95% para poliomielite e 18 cidades para sarampo. Quatro municípios ainda estão com cobertura abaixo dos 50% para ambas as vacinas, de acordo com as informações obtidas no Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (SIPNI), que é alimentado pelos gestores municipais. 
Em Pernambuco foram notificados 132 casos suspeitos de sarampo. Desses 73 já foram descartados e 2 confirmados. Os demais estão em investigação. Antes de 2018, foram confirmados 199 casos de sarampo em 2013 e 27 em 2014, além de 1 caso importado em 2012. Em relação à poliomielite, os últimos registros no Estado foram em 1988. 

CAMPANHA DE VACINAÇÃO
POLIOMIELITE
Público total: 544.178
Público vacinado: 418.155 / 76,84% (faltam 126.023)
Municípios que atingiram a meta mínima de 95%: Cedro, Petrolândia, Bonito, Itapissuma, Abreu e Lima, Verdejante, Jatobá, Canhotinho, Sirinhaém, Araçoiaba, São Jose da Coroa Grande, Lagoa do Ouro, Frei Miguelinho, Chã de Alegria, Santa Maria do Cambuca, Terezinha, Primavera, Brejão, Jupi
Municípios com cobertura abaixo de 50%: Machados, Granito, Santa Filomena, Taquaritinga do Norte
SARAMPO
Público total: 544.178
Público vacinado: 416.607 / 76,56% (faltam 127.571)
Municípios que atingiram a meta mínima de 95%: Cedro, Petrolândia, Bonito, Itapissuma, Abreu e Lima, Verdejante, Jatobá, Canhotinho, Sirinhaém, Terezinha, Chã de Alegria, São José da Coroa Grande, Lagoa do Ouro, Frei Miguelinho, Brejão, Santa Maria do Cambuca, Primavera, Jupi
Municípios com cobertura abaixo de 50%: Machados, Granito, Santa Filomena, Taquaritinga do Norte

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Pólio e sarampo: mais de 170 mil ainda precisam se vacinar em Pernambuco


A campanha segue até 31 de agosto e a meta é vacinar, no mínimo, 95% do público
A Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES/PE) divulgou que, até a manhã desta quinta-feira (23/08), 373.304 crianças pernambucanas foram vacinadas contra a poliomielite, representando 68,6% do público total. Em relação à tríplice viral, que protege contra sarampo, rubéola e caxumba, foram 371.232 (68,2%). Os dados são do Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunização (SIPNI).
A campanha de imunização segue até o dia 31 de agosto em todo o país. Crianças entre 1 ano e menores de 5 (4 anos, 11 meses e 29 dias) devem se vacinar contra a poliomielite e o sarampo, independente do histórico vacinal. Em Pernambuco, 544.178 meninos e meninas precisam tomar as vacinas.
“Conseguimos uma boa adesão do público durante o Dia D, no último sábado, mas ainda precisamos chegar até as mais de 170 mil crianças que ainda não foram imunizadas. Estamos abastecidos das vacinas e reforçando com os municípios a necessidade de continuar a mobilização para proteger esses pequenos pernambucanos contra doenças que podem deixar graves sequelas e até mesmo matar”, afirma Ana Catarina de Melo, coordenadora do Programa Estadual de Imunização. A coordenadora lembra ainda que é importante comparecer ao posto de saúde munido da caderneta de vacinação.
Até o momento, Pernambuco notificou 132 casos suspeitos de sarampo. Desses 73 já foram descartados e 2 confirmados. Os demais estão em investigação. Em relação à poliomielite, o Estado não confirma casos desde 1988. 

Campanha de Vacinação em Pernambuco
Poliomielite
Vacinados em PE: 373.304 (68,6%)
Público total: 544.178 (170.874 ainda precisam ser vacinados)
Municípios que atingiram meta: São José da Coroa Grande (100,28%), Terezinha (98,62%), Abreu e Lima (97,24%), Araçoiaba (96,68%) e Jatobá (95,76%)
Municípios com as menores coberturas vacinais: Glória do Goitá (16,23%), São Bento do Una (29,41%), Triunfo (34,09%), Machados (36,13%) e Inajá (37,09%)

Tríplice Viral (sarampo, caxumba e rubéola)
Vacinados em PE: 371.232 (68,2%)
Público total: 544.178 (172.946 ainda precisam ser vacinados)
Municípios que atingiram meta: São José da Coroa Grande (100,28%), Terezinha (99,31%), Abreu e Lima (97,68%) e Jatobá (95,76%)
Municípios com as menores coberturas vacinais: Glória do Goitá (17,73%), São Bento do Una (29,36%), Triunfo (34,09%), Inajá (35,94%) e Machados (36,13%)
* Os dados foram extraídos do Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunização (SIPNI) na manhã desta quinta-feira (23/08).

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Recife termina Dia D de vacinação com 67% do público-alvo imunizado


Até o dia 31 deste mês, cerca de 170 postos de saúde da Prefeitura do Recife continuarão mobilizados para a campanha
No último sábado (18/08), Dia D de vacinação contra poliomielite e sarampo, a Prefeitura do Recife abriu as portas de cerca de 170 postos fixos da rede, além de 15 postos volantes em locais de grande circulação de crianças. De acordo com a Secretaria de Saúde do Recife, ao final do dia, 67% do público-alvo foi vacinado na capital pernambucana. As crianças foram recebidas com contação de historinhas na Upinha Bongi/Novo Prado, no bairro do Bongi. A campanha segue até o dia 31 com a meta de imunizar 95% dos meninos e meninas.
O secretário municipal de Saúde, Jailson Correia, que chegou logo cedo para abrir oficialmente a vacinação na capital, chamou a atenção para a importância das vacinas. "É fundamental que as crianças sejam levadas aos postos para serem protegidas dessas doenças graves, e a vacina é a principal forma de evitar o contágio de doenças entre meninos e meninas", reforçou.
A advogada Wanessa Souza trouxe o filho Bento de 2 anos. O menino está com o esquema vacinal completo, mas a enfermeira da Upinha Bongi, Rejane Souza, orientou o reforço.  "A recomendação do Ministério da Saúde é que as crianças que tomaram a dose há mais de 30 dias recebam a vacina", explicou.
“Esperamos que os municípios façam uma grande mobilização para que possamos proteger nossas crianças contra o sarampo e a poliomielite. Para isso, precisamos do empenho de todas as equipes envolvidas na ação, além da ajuda dos pais e responsáveis para levar as crianças até os postos de saúde”, afirmou Iran Costa, secretário de Saúde de Pernambuco, que também participou da ação.
O bombeiro militar Alexandre Araújo trouxe a filha, Maria Antônia. "Minha esposa estava trabalhando, e, como eu estava de folga, fiquei com a missão de trazer Antônia. Agora me sinto mais seguro, porque com a saúde de crianças não se brinca", avaliou o pai da menina.

2 casos de sarampo confirmados em Pernambuco


A Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES/PE) e a Secretaria de Saúde do Recife confirmam dois casos de sarampo no Estado. Trata-se de um homem de 27 anos com histórico de viagem no início de julho para Manaus, área onde está circulando o vírus. Em Manaus, ele teve contato com um caso suspeito. A segunda ocorrência é de uma menina de 2 anos, sobrinha do homem e que mora com ele no Recife. Os dois não comprovaram vacinação para tríplice viral. Após resultado laboratorial preliminar do Laboratório Central de Pernambuco (Lacen/PE), não conclusivo, mas sugestivo para doença, as amostras de sangue dos pacientes foram encaminhadas para a Fundação Oswaldo Cruz do Rio de Janeiro (Fiocruz/RJ), laboratório de referência nacional que confirmou a doença.
De acordo com a Fiocruz, a menina de 2 anos teve resultado positivo por meio das técnicas de PCR e sorologia, enquanto o homem teve sorologia positiva. Os outros três casos relacionados a esses pacientes (dois familiares e uma funcionária) continuam em análise. É importante ressaltar que, logo após a notificação dos casos, as medidas de vigilância e controle foram executadas pelas secretarias de Saúde do Recife (de origem dos pacientes) e de Jaboatão dos Guararapes (onde o homem trabalha), com o apoio da Secretaria Estadual de Saúde. Entre as ações, bloqueio vacinal de contatos com os casos confirmados, como é preconizado pelo Ministério da Saúde. Todos os órgãos continuam vigilantes para a situação. 
“A Vigilância em Saúde do Estado está atenta para analisar os casos notificados e desencadear as ações para evitar a propagação de casos. Precisamos reforçar com os serviços de saúde e os municípios pernambucanos a necessidade de estar vigilante e para comunicar de imediato qualquer suspeita. Uma resposta rápida é essencial para quebrar a cadeia de transmissão e, consequentemente, o surgimento de um surto da doença”, afirma George Dimech, diretor geral de Controle de Doenças Transmissíveis da SES.
A  SES/PE ressalta que a confirmação desses casos no Estado só reforça a importância da população manter a caderneta de vacinação corretamente atualizada. Atualmente, está ocorrendo uma campanha nacional de vacinação contra a poliomielite e o sarampo, que segue até 31 de agosto. A campanha de vacinação é voltada para crianças de 1 ano a menores de 5 (4 anos, 11 meses e 29 dias), independente da situação vacinal. No Estado, o objetivo é imunizar, no mínimo, 95% dos 544.180 meninos e meninas inclusos na estratégia.
Em 2018, Pernambuco notificou 102 casos suspeitos de sarampo (30 notificações dessas são do Recife). Desse total, 48 foram descartados (16 do Recife), 2 confirmados (ambas as confirmações são da capital pernambucana) e os demais estão em investigação. “Diante da ocorrência de sarampo no Brasil e da constante comunicação da situação epidemiológica feita pela SES, os profissionais de saúde estão sensibilizados para identificação e notificação de casos suspeitos da doença. Esse fato é importante pois é a partir dessas notificações que as secretarias municipais de Saúde e o Estado podem realizar ações de prevenção e controle”, destaca George Dimech.
PREVENÇÃO
A prevenção pode ser feita através da vacina tríplice viral, que protege também contra rubéola e caxumba. Ela deve ser aplicada em crianças com 12 meses, com um reforço aos 15 meses com a tetra viral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela). Crianças acima de 2 anos, jovens e adultos até os 29 anos e profissionais de saúde não vacinados anteriormente ou que não lembram se foram imunizados, devem tomar duas doses da tríplice viral, com intervalo de 30 dias entre elas. Já os adultos entre 30 e 49 anos, na mesma situação, devem tomar uma dose da tríplice.
SARAMPO
O sarampo é uma doença infecciosa aguda, transmitida por vírus e extremamente contagiosa. O paciente com a enfermidade pode apresentar os seguintes sintomas: febre, tosse, irritação ocular, corrimento do nariz, manchas avermelhadas no rosto, que avançam em direção aos pés. Também pode causar infecção nos ouvidos, pneumonia, ataques (convulsões e olhar fixo), lesão cerebral e morte. Além disso, o vírus pode atingir as vias respiratórias, causar diarreias e até infecções no encéfalo. Mais comum na infância, o sarampo pode se desenvolver de maneira mais grave em recém-nascidos, desnutridos, gestantes e pessoas portadoras de imunodeficiências.
A transmissão se dá por meio do contato direto através de tosse, espirros, fala, secreções respiratórias ou da boca. O contágio ocorre na fase em que o doente apresenta febre alta, mal-estar, coriza, irritação ocular, tosse e falta de apetite e dura até quatro dias após o aparecimento das manchas vermelhas. 

terça-feira, 14 de agosto de 2018

SES divulga balanço da vacinação contra sarampo e pólio em PE



A Secretaria Estadual de Saúde (SES/PE) divulgou ontem (13/08) um balanço sobre a campanha de vacinação contra sarampo e poliomielite em Pernambuco. Até a manhã de ontem, 50.340 meninos e meninas de 1 a menores de 5 anos (4 anos, 11 meses e 29 dias) foram vacinados contra o sarampo e 49.088 (9,02%) contra poliomielite. A campanha segue até o dia 31 de agosto, com o Dia D no próximo sábado (18/08), a expectativa é imunizar, no mínimo, 95% das 544.180 crianças inclusas nessa estratégia. 
Todos na faixa etária entre 1 e menores de 5 anos devem ser imunizados, independente do histórico vacinal. No ano passado, 99% das crianças de 1 ano tomaram a primeira dose da vacina tríplice viral no Estado. Contudo, apenas 69% fizeram a segunda dose, completando o esquema. 
A meta de cobertura vacinal maior ou igual a 95% deverá ser alcançada em todos os municípios brasileiros, tanto na rotina quanto nas campanhas. Em Pernambuco, em 2017, 82% das crianças foram vacinadas contra poliomielite. “As crianças precisam completar o esquema para estarem imunizadas. Os meninos e meninas vacinados com a dose oral ainda produzem o que chamamos de ‘imunidade de rebanho’, já que eles espalham no ambiente o vírus vacinal, o que ajuda numa imunização coletiva”, explica Ana Catarina de Melo, coordenadora do Programa Estadual de Imunização.
Em Pernambuco, foram confirmados 199 casos de sarampo em 2013 e 27 em 2014, além de 1 caso importado em 2012. Anteriormente, o último registro tinha sido em 1999, com 240 casos. Não há confirmações em 2018. Os últimos registros de poliomielite em Pernambuco foram em 1988 (5 casos e 1 óbito). Em 1980, o Estado chegou a ter 111 casos, com 13 óbitos.

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Por que os casos de caxumba continuam crescendo no Brasil, apesar da vacina?



A chegada do inverno e a queda na cobertura vacinal em todo o Brasil acendem um alerta: além do risco da volta de doenças já erradicadas no país, como sarampo e poliomielite - pacientes com caxumba também voltam a elevar a procura por atendimento em emergências de hospitais e postos de saúde. 
O Ministério da Saúde não tem dados consolidados sobre a doença no Brasil, já que ela não é de notificação compulsória, ou seja, as unidades de saúde não são obrigadas a registrar quantos casos atendem.
No entanto, informações coletadas de veículos de comunicação e secretarias da saúde revelam que ao menos seis Estados - São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Sergipe e Amazonas - registram surtos cada vez maiores da doença desde 2016.
No Estado de São Paulo, foram observados dez surtos de caxumba em 2018, com 55 casos. Em 2017, foram 141 surtos com 739 casos, segundo dados da Secretaria de Saúde do Estado. No Rio de Janeiro, só a capital registrou 19 surtos em 2017.
O surto ocorre quando há dois ou mais casos de uma doença em um mesmo local, como escola, creche, empresa, entre outros. Em todos os Estados, a ocorrência da infecção foi registrada principalmente em adolescentes e jovens.
O inverno é uma das estações mais propícias a surtos da caxumba, que causa inchaço das glândulas salivares e atinge principalmente crianças e adolescentes. A outra é a primavera.
As vacinas contra a doença são a tríplice viral (que imuniza contra sarampo, caxumba e rubéola) e a tetra viral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela), que estão no Calendário Nacional de Vacinação. Mas mesmo quem já tomou pode estar desprotegido contra a doença, de acordo com especialistas.
De acordo com especialistas, essa desproteção ocorre porque a vacina normalmente tem uma eficácia menor contra esta doença em comparação às outras doenças contra a qual é utilizada - e que tende a diminuir com o tempo.
"As duas doses da vacina tríplice viral protegem muito bem para o sarampo e muito bem para a rubéola, mas têm uma eficácia mais baixa para caxumba - cerca de 60% com uma dose só e 80% com duas doses. E essa eficácia se perde com os anos", disse à BBC News Brasil a pediatra Isabela Ballalai, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).
"Isso não quer dizer que todos os vacinados terão caxumba, mas acontece."
Quais os sintomas da caxumba?
A caxumba, ou parotidite infecciosa, costuma causar febre, dor e aumento de volume de uma ou mais glândulas salivares e, às vezes, das glândulas sublinguais ou submandibulares - o que causa inchaço na região do pescoço e da mandíbula.
No entanto, de acordo com o Ministério da Saúde, cerca de um terço dos casos pode não apresentar sintomas. 
Mesmo assim, a doença é contagiosa, e é transmitida por gotículas de saliva expelidas no ar ou pelo contato direto com a saliva de pessoas infectadas.
Caxumba mata?
Em nota à BBC News Brasil, o Ministério da Saúde afirmou que a caxumba "é uma doença com uma taxa de complicações muito baixa e quase nunca fatal". Em 2017, 56 casos da infecção levaram à morte.
Os casos de complicações maiores ocorrem quando a doença provoca pancreatite (inflamação no pâncreas) ou encefalite (no sistema nervoso).
O tratamento é voltado para aliviar os sintomas. 
A caxumba pode "descer"?
Sim. Em 20% a 30% dos casos, segundo o Ministério da Saúde, a caxumba pode afetar também as glândulas dos testículos, cerca de quatro a sete dias após o inchaço das glândulas no pescoço ou mandíbula. Esse tipo de inflamação se chama orquite.
No caso das mulheres acima de 15 anos de idade, pode acontecer também a mastite (inflamação no tecido da mama), em cerca de 15% das ocorrências. 
E em 5% das vezes, a doença causa ooforite, inflamação nos ovários. Os sintomas incluem febre e dor na parte inferior da barriga.
A caxumba já foi erradicada alguma vez no Brasil?
Não. É uma doença sazonal, o que significa que ela ocorre periodicamente. 
"A incidência dela diminuiu bastante após a vacina no Brasil - antigamente toda criança tinha. Mas é difícil erradicá-la, especialmente porque a única vacina disponível tem uma eficácia menor para ela", diz Ballalai.
O país não tem dados consolidados sobre a doença, mas alguns Estados costumam registrar a quantidade de surtos que ocorrem a cada ano. Nos últimos anos, segundo Isabela Ballalai, os surtos têm ocorrido principalmente em adolescentes e jovens. 
"O que observamos nesses surtos é que muitos dos jovens não foram vacinados adequadamente com a segunda dose, e isso é um problema. Só uma minoria tinha a vacina correta", diz Ballalai
Por que os casos vêm aumentando?
A prevenção da caxumba é feita pela vacina tríplice viral, administrada aos 12 meses de idade e, pela vacina tetra viral, aplicada aos 15 meses de idade.
No entanto, segundo dados divulgados esta semana pela Unicef, a agência da ONU para a infância, a quantidade de crianças que recebeu a segunda dose de proteção caiu de 77% em 2016 para 41% em 2017.
"Acho que a queda nessa cobertura vacinal tem a parte do governo e da população. O Programa Nacional de Imunização, que é modelo para o mundo inteiro, é espetacular, mas não basta ter vacinas, postos de saúde e equipes bem estruturados. É preciso fazer uma busca ativa das famílias", disse à BBC News Brasil a pediatra Cristina Duarte, diretora da Clínica Neovacinas. 
"Se estava tendo uma diminuição da aplicação da segunda dose, as famílias tinham que ser buscadas. Isso provavelmente não foi feito."
Para Duarte, a influência de movimentos antivacina nas redes sociais também pode ter contribuído para que menos crianças de 15 meses tenham sido vacinadas com a tetra viral no último ano.
"Uma das avaliações da pasta sobre a queda nas coberturas vacinais no país é o próprio sucesso das ações de imunização - que teve como resultado a eliminação da poliomielite, do sarampo, da rubéola e síndrome da rubéola congênita - e que pode ter causado em parte da população a falsa sensação de que não há mais necessidade de se vacinar", disse o Ministério da Saúde.
"Outra ponderação é que no Brasil há um desconhecimento individual sobre a importância e benefícios das vacinas. (...) Por isso, é necessário ressaltar a importância da imunização e desmistificar a ideia de que a vacinação traz malefícios. As vacinas são seguras e passam por um rígido processo de validação."
Quem deve tomar a vacina?
O Ministério da Saúde recomenda que crianças de 12 meses a menores de 5 anos recebam uma dose de tríplice viral aos 12 meses e uma de tetra viral aos 15 meses.
Crianças de 5 a 9 anos que não foram corretamente vacinadas antes devem tomar duas doses de tríplice viral, com intervalo mínimo de 30 dias entre elas.
Da mesma forma, pessoas dos 10 aos 29 anos que não foram vacinadas ou não têm certeza de que foram devem tomar duas doses da tríplice. 
Pessoas de 30 aos 49 anos podem tomar apenas uma dose desta vacina. A partir desta idade, deve ser avaliada a necessidade da imunização caso a caso.
No caso específico da caxumba, mesmo que você já tenha sido corretamente vacinado quando criança, os médicos podem recomendar uma terceira dose da vacina tríplice viral se a sua escola, universidade ou ambiente de trabalho tiver um surto de caxumba.
"Mas realmente só em situações de surto. Não é recomendado fazer à toa", afirma Isabella Ballalai.
Não sei se tomei a vacina quando criança, nem se fui vacinado(a) na idade correta. Devo tomar de novo?
Sim. Se você é adulto e tomou apenas uma dose da vacina ou recebeu a imunização antes de 12 meses de idade deve se imunizar novamente, segundo Isabella Ballalai, da SBIm.
"Na dúvida, é melhor vacinar. Além de prevenir a caxumba, não podemos deixar o sarampo e a rubéola, que são doenças mais graves, voltarem", diz. 
A vacina tríplice viral só passou a ser oficialmente recomendada em todo o país a partir dos 12 meses de idade em 2004. A segunda dose, com a proteção adicional contra a varicela (tetra viral) inicialmente, era administrada entre 4 e 6 anos de idade. Em 2014, passou a ser recomendada aos 15 meses.
Antes disso, havia campanhas específicas de vacinação e os Estados adotaram a vacina em seu calendário em diferentes momentos. Por isso, algumas pessoas podem ter tomado apenas uma dose quando crianças, e estarem menos protegidas.
Já tive caxumba. Devo me vacinar?
Quem já teve caxumba fica imunizado permanentemente contra a doença, esclarece Ballalai.
"Uma confusão pode acontecer porque há outros vírus que causam um quadro semelhante, então algumas pessoas acham que tiveram caxumba duas vezes. Mas isso não acontece."
Mesmo assim, ela ressalta a importância de levar em contra as outras doenças contempladas pela vacina - o sarampo e a rubéola.
"Independentemente de você ter tido caxumba, se você não teve as três doenças e ainda não foi vacinado corretamente, deve, sim, tomar a vacina", diz.
Onde tomar a vacina?
A vacina tríplice viral está disponível em toda a rede pública de saúde gratuitamente. Alguns planos de saúde também cobrem a vacina na rede privada.
Fonte: BBC Brasil

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Conheça as doenças prevenidas com a vacina tríplice viral




A tríplice viral é uma vacina recomendada para prevenir contra sarampo, rubéola e caxumba. Na rotina, a tríplice deve ser aplicada em crianças com 12 meses, com um reforço aos 15 meses com a tetra viral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela/catapora). Para crianças acima de 2 anos e jovens e adultos até os 29 anos, não vacinados anteriormente ou que não se lembram, devem ser feitas 2 doses da tríplice viral, com intervalo de 30 dias entre elas. Adultos entre 30 e 49 anos (não imunizados ou que não lembram) devem tomar uma dose da tríplice. Profissionais de saúde não vacinados devem tomar duas doses com a vacina tríplice viral, independente da idade. Conheça cada uma das doenças prevenidas com esta vacina.
SARAMPO 
Doença infecciosa exantemática aguda, transmissível e extremamente contagiosa, acomete principalmente crianças com até cinco anos de vida, podendo evoluir com complicações e óbito. A transmissão ocorre de pessoa a pessoa, por meio de secreções respiratórias, no período de quatro a seis dias antes do aparecimento do exantema (mancha avermelhada na pele) até quatro dias após. Os sintomas são febre alta, acima de 38,5°C, manchas avermelhadas generalizadas pelo corpo, tosse, coriza, conjuntivite e manchas de Koplik (pequenos pontos brancos que aparecem na mucosa bucal, antecedendo ao exantema). As complicações mais comuns são pneumonia, otite, doenças diarreicas e neurológicas.
RUBÉOLA 
Doença viral aguda com transmissão através do contato com as secreções de pessoas infectadas. A transmissão indireta, mesmo sendo pouco frequente, ocorre mediante contato com objetos contaminados com secreções, sangue e urina. O quadro clínico é caracterizado por manchas avermelhadas na pele, iniciando-se na face, couro cabeludo e pescoço, espalhando-se posteriormente para o tronco e membros. Além disso, apresenta febre baixa e linfadenopatia (condição em que os nódulos linfáticos ficam com tamanho, consistência ou número anormais, geralmente inchaço), geralmente antecedendo às manchas avermelhadas, no período de 5 a 10 dias, podendo perdurar por algumas semanas. A importância epidemiológica da rubéola está relacionada ao risco da doença durante a gestação, o que pode acarretar abortos, natimortos, e malformações congênitas, como cardiopatias, catarata e surdez.
CAXUMBA 
Doença viral aguda caracterizada por febre e aumento das glândulas salivares, podendo ser acompanhada por dor muscular, anorexia, dor de cabeça, mal-estar, dor ao mastigar e dificuldade de deglutição. Aproximadamente 1/3 das infecções podem não apresentar aumento, clinicamente aparente, dessas glândulas. O diagnóstico é clínico e não há tratamento específico, indicando-se apenas repouso, analgesia e observação para surgimento de complicações.

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Pernambuco investiga casos suspeitos de sarampo


Em 2017, apenas 69% das crianças de 1 ano tomaram a segunda dose da vacina no Estado
A Secretaria Estadual de Saúde (SES/PE) está investigando 5 possíveis casos de sarampo no Estado. Dois deles já foram notificados e têm quadro clínico compatível com a doença. Um deles é um homem de 27 anos, residente no Recife, com histórico de viagem para Manaus, região já considerada com epidemia da enfermidade. Segundo relato do paciente, ele teve contato com um caso suspeito durante a estada na capital do Amazonas. O outro caso é sua sobrinha de 2 anos, com quem teve contato ao voltar para a capital pernambucana. A menina não tem histórico vacinal da tríplice viral. Ambos apresentaram sintomas da doença e estão sendo investigados pelo município do Recife com o apoio do Estado. As outras três pessoas sob suspeita são relacionadas aos dois pacientes e também estão sendo acompanhadas.
Após a notificação dos dois casos, foi realizada a coleta de sangue de ambos, entre os dias 01 e 02 de agosto, e encaminhadas para o Laboratório Central de Pernambuco (Lacen-PE). Os resultados, preliminares e não conclusivos, foram sugestivos para a doença. Contudo, de acordo com as normas do Ministério da Saúde, para confirmar os casos é necessário o envio das amostras para realização de novas análises no laboratório nacional de referência, localizado na Fiocruz/RJ. O envio será realizado já nesta segunda-feira (06/08). Todas as ações de vigilância e controle estão sendo realizadas, independente do resultado laboratorial.
A SES/PE, em parceria com os municípios do Recife, de residência dos pacientes, e Jaboatão dos Guararapes, onde o homem de 27 anos trabalha, está realizando todas as ações de investigação, vigilância e bloqueio para evitar novos casos. As ações buscam identificar e monitorar todas as pessoas que tiveram contato com esses pacientes, imunizando aqueles sem histórico vacinal ou que não estão adequadamente vacinados, além de verificar a possibilidade da existência de novos casos. Durante a averiguação, foram identificados, no mesmo grupo familiar, três outros casos suspeitos, sendo um adolescente de 13 anos, uma jovem de 19 e uma mulher de 42 anos. 
“O trânsito de pessoas entre Estados e países intensifica o risco da reintrodução desses vírus em Pernambuco. Além disso, estamos vivenciando um período de baixa cobertura vacinal em todo o Brasil. Precisamos chamar a atenção do público para a vacinação, que é a melhor maneira de proteger nossa população contra essas e outras enfermidades, muitas delas potencialmente graves. Essa campanha é importante para ampliarmos nossas coberturas e continuarmos sem a circulação do sarampo e da poliomielite em nossas cidades”, afirma Ana Catarina de Melo, coordenadora do Programa Estadual de Imunização.  
A notificação desses casos em Pernambuco só reforça a importância da população manter a caderneta de vacinação corretamente atualizada. No caso do sarampo, a prevenção pode ser feita através da vacina tríplice viral, que previne também contra rubéola e caxumba. Ela deve ser aplicada em crianças com 12 meses, com um reforço aos 15 meses com a tetra viral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela). Crianças acima de 2 anos, jovens e adultos até os 29 anos e profissionais de saúde não vacinados anteriormente ou que não lembram se foram imunizados, devem tomar duas doses da tríplice viral, com intervalo de 30 dias entre elas. Já os adultos entre 30 e 49 anos, na mesma situação, devem tomar uma dose da tríplice.
Em 2017, 99% das crianças de 1 ano tomaram a primeira dose da vacina tríplice viral em Pernambuco. Contudo, apenas 69% fizeram a segunda dose, completando o esquema. A meta mínima para prevenir a circulação da doença é de 95%. No Estado, foram confirmados 199 casos de sarampo em 2013 e 27 em 2014, além de 1 caso importado em 2012. Anteriormente, o último registro tinha sido em 1999, com 240 casos. 
SARAMPO
O sarampo é uma doença infecciosa aguda, transmitida por vírus e extremamente contagiosa. O paciente com a enfermidade pode apresentar os seguintes sintomas: febre, tosse, irritação ocular, corrimento do nariz, manchas avermelhadas no rosto, que avançam em direção aos pés. Também pode causar infecção nos ouvidos, pneumonia, ataques (convulsões e olhar fixo), lesão cerebral e morte. Além disso, o vírus pode atingir as vias respiratórias, causar diarreias e até infecções no encéfalo. Mais comum na infância, o sarampo pode se desenvolver de maneira mais grave em recém-nascidos, desnutridos, gestantes e pessoas portadoras de imunodeficiências.
A transmissão se dá por meio do contato direto através de tosse, espirros, fala, secreções respiratórias ou da boca. O contágio ocorre na fase em que o doente apresenta febre alta, mal-estar, coriza, irritação ocular, tosse e falta de apetite e dura até quatro dias após o aparecimento das manchas vermelhas. 

domingo, 5 de agosto de 2018

Começa amanhã a campanha de vacinação contra pólio e sarampo em PE


Mais de 544 mil crianças devem ser imunizadas no Estado
A partir de amanhã (06/08) até 31 de agosto, Pernambuco estará em campanha no combate à Poliomielite e ao Sarampo. Promovida pela Secretaria Estadual de Saúde (SES/PE), a mobilização faz parte da Campanha Nacional de Vacinação contra as doenças, que terá 18 de agosto como Dia D da imunização. A ação é voltada para crianças entre 1 ano e menores de 5 anos (4 anos, 11 meses e 29 dias), independente da situação vacinal. O objetivo é vacinar, no mínimo, 95% dos 544.180 meninos e meninas pernambucanos com esta faixa etária.
Pernambuco completa 30 anos sem a circulação da poliomielite em seu território, além de 4 anos sem ocorrências de sarampo. No Brasil, há surtos de sarampo confirmados em Estados do Norte, além de casos isolados em localidades do Sul e do Sudeste. Em outros países das Américas e da Europa também se observa a ativa circulação da doença. Já em relação à poliomielite, Afeganistão e Paquistão já confirmaram casos neste ano.
“O trânsito de pessoas entre Estados e países intensifica o risco da reintrodução desses vírus em Pernambuco. Além disso, estamos vivenciando um período de baixa cobertura vacinal em todo o Brasil. Precisamos chamar a atenção do público para a vacinação, que é a melhor maneira de proteger nossa população contra essas e outras enfermidades, muitas delas potencialmente graves. Essa campanha é importante para ampliarmos nossas coberturas e continuarmos sem a circulação do sarampo e da poliomielite em nossas cidades”, afirma Ana Catarina de Melo, coordenadora do Programa Estadual de Imunização.  
Durante a campanha, poderão ser aplicadas a vacina inativada da poliomielite (VIP - injetável) ou a vacina oral da poliomielite (VOP). A injetável deve ser feita em criança sem histórico vacinal. Com uma ou mais doses de qualquer tipo de vacina contra poliomielite, deve ser feita a dose oral. “É importante levar a caderneta de vacinação para avaliação pelo profissional de saúde e registro da nova dose”, frisa a coordenadora do Programa Estadual de Imunização.
No caso do sarampo, o imunizante é a vacina tríplice viral, que também protege contra caxumba e rubéola. “A tríplice deve ser aplicada em todas as crianças com ou sem histórico vacinal, exceto se a última dose tenha sido há menos de 30 dias”, pontua Ana Catarina.
Se a criança tomou a tríplice viral recentemente, a dose da campanha só deve ser feita 30 dias após esta aplicação. No momento da campanha, de acordo com as informações contidas nas cadernetas de vacinação, o profissional do serviço de saúde informará aos pais ou responsáveis da necessidade de reforço dessa vacina. 
Os últimos registros de poliomielite em Pernambuco foram em 1988 (5 casos e 1 óbito). Com relação ao sarampo, foram confirmados 199 casos em 2013 e 27 em 2014, além de 1 caso importado em 2012. Anteriormente, o último registro tinha sido em 1999, com 240 casos. Em 2018, não há nenhuma confirmação.
POLIOMIELITE
A Poliomielite é uma doença viral altamente contagiosa que acomete, principalmente, crianças pequenas. O vírus é transmitido através de alimentos e água contaminados e se multiplica no intestino, podendo invadir o sistema nervoso. Muitas pessoas infectadas não apresentam sintomas, mas espalham o vírus através de suas fezes e, com isso, podem disseminar a infecção. 
Os sintomas iniciais da poliomielite incluem febre, fadiga, dor de cabeça, vômitos, rigidez do pescoço e dor nos membros. Em alguns casos, a doença causa paralisia, que geralmente é permanente e a única maneira de prevenir é através da imunização. A falta de saneamento, as más condições habitacionais e a higiene pessoal precária constituem fatores que favorecem a transmissão do poliovírus.
O esquema vacinal do Calendário Nacional de Vacinação é composto por três doses da vacina inativada da poliomielite (VIP), administradas aos dois, quatro e seis meses, sendo necessários dois reforços com a vacina oral da poliomielite (VOP) aos 15 meses e aos 4 anos de idade, além das doses ministradas durante as campanhas.
SARAMPO
O sarampo é uma doença infecciosa aguda, transmitida por vírus e extremamente contagiosa. O paciente com a enfermidade pode apresentar os seguintes sintomas: febre, tosse, irritação ocular, corrimento do nariz, manchas avermelhadas no rosto, que avançam em direção aos pés. Também pode causar infecção nos ouvidos, pneumonia, ataques (convulsões e olhar fixo), lesão cerebral e morte. Além disso, o vírus pode atingir as vias respiratórias, causar diarreias e até infecções no encéfalo. Mais comum na infância, o sarampo pode se desenvolver de maneira mais grave em recém-nascidos, desnutridos, gestantes e pessoas portadoras de imunodeficiências.
A transmissão se dá por meio do contato direto através de tosse, espirros, fala, secreções respiratórias ou da boca. O contágio ocorre na fase em que o doente apresenta febre alta, mal-estar, coriza, irritação ocular, tosse e falta de apetite e dura até quatro dias após o aparecimento das manchas vermelhas. 
Para evitar o sarampo, a indicação é utilizar a vacina tríplice viral, que previne também contra rubéola e caxumba. Ela deve ser aplicada em crianças com 12 meses, com um reforço aos 15 meses com a tetra viral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela). Crianças acima de 2 anos, jovens e adultos até os 29 anos e profissionais de saúde não vacinados anteriormente ou que não lembram se foram imunizados, devem tomar duas doses da tríplice viral, com intervalo de 30 dias entre elas. Já os adultos entre 30 e 49 anos, na mesma situação, devem tomar uma dose da tríplice.
Em Pernambuco, em 2017, 99% das crianças de 1 ano tomaram a primeira dose da vacina tríplice viral. Contudo, apenas 69% fizeram a segunda dose, completando o esquema. A meta mínima para prevenir a circulação da doença é de 95%.

segunda-feira, 11 de junho de 2018

OMS orienta vacinação contra sarampo e rubéola antes de viajar para Copa



A Rússia registrou mais de 600 casos de sarampo no 1º trimestre deste ano
A Copa do Mundo 2018 acontecerá entre os dias 14 de junho e 15 de julho, na Rússia. Em virtude do torneio, as viagens internacionais se intensificam nesse período. Por isso, a Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) recomenda a todos que viajarão a atualização de todas as vacinas, sobretudo a tríplice viral que protege contra sarampo, rubéola e caxumba.
Esse tipo de orientação é feita devido ao crescimento do fluxo de pessoas entre os países durante eventos de massa, como a Copa do Mundo, que aumentam o risco de transmissão de doenças. A OPAS orienta ainda que as pessoas devem se vacinar no mínimo 15 dias antes da viagem. A estimativa é que a Copa de 2018 receberá cerca de 1 milhão de pessoas de todo o mundo. A entidade alerta que dos 32 países participantes do evento, 28 registraram casos de sarampo este ano. 
Desde abril deste ano, por ocasião da Semana de Vacinação nas Américas, a OPAS vem ressaltando a necessidade de mais ações para ampliar a proteção da população contra doenças evitáveis por vacinação no contexto da Copa do Mundo de 2018. Na ocasião, 11 países confirmaram o reforço nos programas de imunização contra o sarampo, atendendo assim 6 milhões de pessoas.
A região das Américas foi declarada livre dos vírus endêmicos da rubéola em 2015 e do sarampo em 2016, graças a um esforço de 22 anos, com ações de vacinação em massa para 450 milhões de crianças, adolescentes e adultos com até 40 anos, entre 2003 e 2009. Contudo, No entanto, todo esse empenho e as conquistas são colocados em risco com a possibilidade de casos e surtos em outros países.
“Manter a eliminação do sarampo, da rubéola e da síndrome da rubéola congênita nas Américas requer uma taxa de cobertura de vacinação de ao menos 95%, bem como ações rápidas para detectar casos importados e quebrar a cadeia de transmissão”, afirmou Cuauhtémoc Ruiz Matus, chefe da Unidade de Imunização Integral da Família da OPAS.
De acordo com o organismo internacional, os casos de sarampo quadruplicaram na Europa em 2017, quando foram registrados 22,3 mil casos da doença e 36 mortes. No primeiro trimestre deste ano, o continente notificou mais de 18 mil casos de sarampo.  França, Grécia, Sérvia e Ucrânia são os países com o maior número de casos. A Rússia registrou mais de 600 casos da doença.
Em 2018, segundo o boletim semanal sobre sarampo/rubéola da OPAS publicado em 19 de maio, 11 países das Américas notificaram 1.194 casos confirmados de sarampo. O Brasil é o segundo país com maior número de casos (173), ficando atrás apenas da Venezuela com 904 casos. Antígua e Barbuda, Argentina, Canadá, Colômbia, Equador, Guatemala, México, Peru e Estados Unidos também registraram casos da doença.
Fonte: OPAS/OMS