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quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Catadores recebem informações sobre os cuidados com a saúde



PCR promove o 1º encontro para falar dos riscos da atividade
Oitenta catadores de oito cooperativas de reciclagem da capital pernambucana e de outros municípios da Região Metropolitana agora estão mais bem informados sobre os principais riscos da atividade para sua saúde e como podem prevenir doenças e acidentes. Durante esta terça-feira (11/09), eles compareceram ao I Seminário de Saúde e Trabalho para Catadores (as) de Materiais Recicláveis, promovido pela Prefeitura do Recife, no Centro Comunitário da Paz (Compaz) Ariano Suassuna, no Cordeiro, com a intersetorialidade de várias secretarias municipais, além da Secretaria de Saúde do Recife.
Organizado pelo Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest), da Diretoria Executiva de Vigilância à Saúde, o evento trouxe informações importantes para a prevenção de doenças e acidentes. Os cuidados com ambientes onde podem haver circulação de ratos, escorpiões e até o mosquito Aedes aegypti foram fatores de riscos apresentados, com orientações sobre como lidar com essas situações. 
A catadora e presidente da Cooperativa Padre José Cevats, Vânia Joaquina da Silva, 50 anos, que está na atividade desde os 13 anos, se emocionou ao falar da oportunidade. “Antes nem se falava nessa profissão e agora estamos em um seminário só para falarmos da saúde do catador”, ressaltou. “Vim para este evento sem saber que tinha tantos riscos e agora já sei de várias formas de prevenção”, acrescentou. “No futuro vamos ser vistos como uma atividade que cuida do meio ambiente”, disse.
“É fundamental que os trabalhadores tenham conhecimento dos riscos a que estão expostos, para a melhoria da qualidade de vida no trabalho”, destacou o secretário de Saúde do Recife, Jailson Correia, lembrando que as ações de incentivo à melhoria às condições de trabalho já é uma rotina do Cerest. A secretária da Mulher, Cida Pedrosa, reforçou que a proteção da saúde dos trabalhadores, numa intervenção intersetorial, é eficaz para a melhoria da saúde das classes trabalhadoras. Um dos assuntos tratados no Seminário foi a violência contra a mulher que também interfere no desempenho profissional.
Também marcaram presença no Seminário a secretária Executiva de Emprego, Qualificação e Empreendedorismo, Cristiane Guedes – que representou o secretário de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente, Bruno Schwamback -, de Segurança Urbana, Murilo Cavalcanti e da Autarquia de Manutenção e Limpeza Urbana (Emlurb), a assessora sócio-ambiental, Jane Cristina Correia, a gerente de Integração Sócio-Ambiental da Secretaria de Planejamento Urbano, Maria do Socorro Cavalcanti, o representante do Fórum do Lixo e Cidania (Flic), Bertrand Alencar, e o coordenador da Comissão do Trabalhador do Conselho Municipal de Saúde, Euclides Monteiro neto.
Testes rápidos - Na ocasião, os trabalhadores também puderam realizar aferição da pressão arterial, testagem rápida para HIV, Sífilis e hepatites B e C. Quem fez os exames pode pegar os resultados com 30 minutos. Para os casos positivos já receberam orientações sobre o tratamento na Rede Municipal.
Cadeia produtiva - Os catadores de materiais recicláveis e reutilizáveis desempenham papel fundamental na implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos, atuando nas atividades de coleta seletiva, através da triagem, classificação, processamento e comercialização dos resíduos reutilizáveis e recicláveis, contribuindo de forma significativa para a cadeia produtiva da reciclagem nas cidades. Além disso, colaboram para o aumento da vida útil dos aterros sanitários e para a diminuição da demanda por recursos naturais, na medida em que abastecem as indústrias recicladoras para reinserção dos resíduos em suas ou em outras cadeias produtivas, em substituição ao uso de matérias-primas virgem.
Sua atuação, em muitos casos, é realizada sob condições adversas. Por esse motivo, o catador acaba sendo exposto a variações climáticas e riscos ambientais e de acidentes na manipulação do material, podendo vir a adquirir doenças.

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

SES/PE promove encontro sobre saúde do trabalhador



Com o intuito de fortalecer a rede de atenção à saúde do trabalhador, a Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES/PE) está promovendo a Oficina Semestral de Saúde do Trabalhador. O evento acontece hoje (02/08) e amanhã (03/08), no Conselho Estadual dos Direitos da Criança (CEDCA), no Recife, e está sendo realizado por meio do Gerência de Atenção a Saúde do Trabalhador e do Centro de Referência em Saúde do Trabalhador Estadual de Pernambuco (Cerest). 
O encontro pretende ainda desenvolver estratégias de monitoramento e ampliação do campo de atuação com a qualificação de suas ações multidisciplinares, além de discutir sobre a Política de Saúde do Trabalhador do Estado.
“O encontro é importante para compartilharmos as estratégias que estão sendo utilizadas pela Vigilância em Saúde do Trabalhador em Pernambuco, e alinhando as propriedades a serem desenvolvidas neste segundo semestre”, afirma Adriana Guerra, gerente de Atenção à Saúde do Trabalhador da SES/PE.
As atividades são voltadas para gestores, trabalhadores e entidades sindicais que juntos debaterão as formas de promoção, vigilância, prevenção e atenção integral à saúde dos trabalhadores. Também participam da Oficina, a rede de vigilância e assistência em saúde do trabalhador, representantes das Comissões Intersetoriais em Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (CISTT) estadual e municipais, além de membros da academia e de instituições representativas dos trabalhadores.
“A proposta das nossas oficinas é de pactuar com rede de assistência e de vigilância as melhores estratégias de qualificação dos fluxos que envolvem a saúde do trabalhador em nosso Estado. Nesse encontro, iremos abordar também os fluxos ligados aos acidentes de trabalho graves e os casos de intoxicação exógena, assim como a apresentação de experiências exitosas e debate sobre a atual legislação trabalhista”, explica Alyne Lima, coordenadora do Cerest.
A Vigilância em Saúde do Trabalhador é a área da saúde pública que tem como objeto de estudo e intervenção sobre as relações entre o trabalho, o ambiente e a saúde. Tem como atribuição a análise da situação de saúde do trabalhador, formal ou informal, público ou privado e o desencadeamento de ações de forma articulada com as demais vigilâncias (epidemiológica, sanitária e ambiental).

terça-feira, 1 de maio de 2018

Seminário marca o dia das vítimas de acidentes e doenças do trabalho



28 de abril é o Dia Internacional das Vítimas de Acidentes de Trabalho e de Doenças Profissionais. Para marcar a data, a Secretaria de Vigilância em Saúde, por meio da Coordenação Geral de Saúde do Trabalhador, promoveu na última sexta-feira, em Brasília, o seminário “A (In)visibilidade de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho”.
O encontro teve como objetivo colocar em discussão questões sobre os acidentes e doenças de trabalho, que representam uma parcela importante dos agravos de saúde da população brasileira. Entre 2007 e 2017, o Ministério da Saúde registrou mais de 698 mil acidentes ocupacionais graves, além de oito mil casos de transtornos mentais e cerca de 1.200 casos de câncer associados ao trabalho.
“Esse seminário assinala a data instituída pela Organização Internacional do Trabalho, em 2003, consagrando a memória dos 78 trabalhadores que morreram em uma mina no estado da Virgínia, Estados Unidos, em 1969”, lembrou Karla Baêta, Coordenadora do Departamento de Saúde do Trabalhador.
No Brasil, a data foi criada em 2005, através da Lei 11.121/2005, como o dia nacional em memória das vítimas de acidentes e doenças do trabalho. De acordo com estimativas da Previdência Social, a cada 48 segundos ocorre um acidente de trabalho, além de ser registrado um óbito a cada três horas no Brasil, a maioria dos casos poderiam ser evitados.
Daniela Buosi, diretora do departamento de Vigilância de Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador, afirmou que é de extrema importância analisar com cautela os dados sobre a saúde do trabalhador, pois as doenças ocupacionais são subnotificadas. Buosi advertiu ainda sobre a necessidade de discussão mais aprofundada a cerca dessas questões, além da possível relação de suicídios cometidos por indivíduos com transtornos mentais e trabalhadores de áreas onde há grande uso de agrotóxicos.
Fonte: Ministério da Saúde