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sábado, 23 de junho de 2018

Pernambuco terá comitê técnico para discutir tratamento da hanseníase



Na última quinta-feira (21/06), a Secretaria Estadual de Saúde (SES/PE) divulgou que  Pernambuco contará com um Comitê Técnico Gestor da Hanseníase. O objetivo é unificar o tratamento dos casos mais complexos da doença, além de implementar comissões de debate sobre o tema. O lançamento do comitê foi feito durante o encerramento do I Seminário de Experiências e Inovações da Vigilância em Saúde, que aconteceu no Mar Hotel Conventions, em Recife.
A hanseníase é uma doença infecciosa transmitida pelo bacilo M. leprae, bactéria que ataca o sistema nervoso periférico e provoca alterações de sensibilidade ao frio/calor, ao tato e à dor. Ela pode ficar encubada por um período de 5 a 10 anos, podendo evoluir para perda de força muscular das mãos, pés e olhos. No ano passado, Pernambuco registrou 2.391 casos novos de hanseníase. Desses, 192 foram em menores de 15 anos.
De acordo com Monique Lira, coordenadora do Programa Estadual de Controle da Hanseníase, o comitê servirá para discussão científica da doença e para integrar os profissionais dos centros de referência no estado. "A junção das experiências dos profissionais diretamente envolvidos na detecção e controle da doença contribuirá bastante para o direcionamento dos casos. O Comitê fortalecerá a nossa política de controle da hanseníase para todo o estado", afirma.  
O tratamento é realizado através de poliquimioterapia e é fornecido gratuitamente pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pelo Ministério da Saúde (MS) por meio dos postos de saúde. O paciente deve tomar uma medicação por mês na unidade de saúde e as demais em casa. Os casos mais graves, com complicações, devem ser tratados nas unidades de referência. 
Pernambuco possui dois hospitais que são referências secundárias no atendimento aos pacientes com hanseníase, o Hospital Otávio de Freitas (HOF), no bairro de Tejipió, e o Hospital Geral da Mirueira, em Paulista.