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terça-feira, 12 de junho de 2018

Pernambuco tem 83 municípios com risco de surto de dengue, zika e chikungunya


O estado possui ainda 81 municípios em estado de alerta
Na última quinta-feira (07/06), o Ministério da Saúde divulgou o resultado do último Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa). A pesquisa foi realizada em 5.191 municípios com o intuito de avaliar o risco de aumento das doenças causadas pelo mosquito. 
Os números indicam que 1.153 municípios brasileiros (22%) apresentaram um alto índice de infestação, com risco de surto para dengue, zika e chikungunya. Além das cidades, o estudo identificou ainda 2.069 municípios em estado de alerta, com o índice de infestação predial (IIP) entre 1% a 3,9% e apenas 1.711 municípios com índices satisfatórios. Os dados foram coletados no período de janeiro a 15 de março deste ano.
De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SES/PE), Pernambuco tem 83 municípios em situação de risco de surto, 81 em estado de alerta, 18 com situação satisfatória e 2 ainda não enviaram os dados do 3º LIRAa. O órgão ressalta  que as ações de campo para controle do Aedes aegypti são de responsabilidade dos municípios, mas informa que o Estado está à disposição de todas as cidades para prestar apoio técnico. 
De acordo com Osnei Okumoto, secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, as ações de prevenção e combate ao mosquito devem ser constantes, para manter baixos os índices de infestação, sobretudo no período de maior proliferação do Aedes aegypti. “O resultado do levantamento indica que é necessário dar mais atenção nas ações de combate ao mosquito. A prevenção não pode ser interrompida, mesmo no período mais frio do ano. (...) Assim será possível manter a redução do número de casos”, alertou.
A SES/PE esclareceu que mantém um comitê de mobilização permanente com vários entes da sociedade. Além disso, realiza capacitações com os coordenadores de endemias e de vigilância epidemiológica dos municípios pernambucanos para tratar do controle do mosquito, os indicadores municipais, índice de infestação, as coberturas de visitas domiciliares, notificação e encerramento dos casos nos sistemas de informação e de investigação de óbitos. Também houve capacitação voltada para profissionais de saúde de serviços de emergência (UPAs, policlínicas, hospitais).
O Governo do Estado é responsável pelo monitoramento dos municípios e, em caso de surto epidêmico, pela realização do bloqueio de transmissão com a aplicação de inseticida através da nebulização espacial a frio (tratamento a UBV), utilizando equipamentos portáteis ou pesados. 
A pesquisa identificou ainda os principais tipos de criadouros do Aedes aegypti. Na região nordeste, o armazenamento inadequado de água no nível doméstico, através de tonel e barril, é a principal forma de proliferação o mosquito. No ano passado, a SES/PE enviou aos municípios bombas costais, material de campo e equipamentos de proteção individual (EPIs) para o trabalho dos agentes de campo. Também foram fornecidas capas para vedação de recipientes para armazenamento de água. 
A SES/PE reforça a importância dos gestores municipais e da população em geral continuarem vigilantes e eliminando os possíveis criadouros do Aedes aegypti, evitando, assim, novos casos e a possibilidade de epidemia.  
TRATAMENTO
O Hospital Getúlio Vagas (HGV) possui um ambulatório de acometimento articular da Chikungunya para atender os pacientes com dores articulares crônicas provocadas pela doença. O ambulatório conta com dois reumatologistas para o atendimento a pacientes com mais de 15 dias de dor articular após o início dos sintomas (fase subaguda e/ou crônica). O serviço recebe cerca de 150 pacientes por mês.

Cuidados importantes para eliminar os focos dos mosquitos
- Mantenha bem tampados caixas d’água, jarras, cisternas, poços ou qualquer outro reservatório de água.
- Mantenha as lixeiras tampadas e secas. Nunca jogue lixo em terrenos baldios.
- Coloque no lixo todo objeto que possa acumular água. O lixo deve ser colocado em sacos plásticos bem fechados.
- Lave os bebedouros de animais com uma bucha pelo menos uma vez por semana e troque a água todos os dias.
- Cubra e guarde os pneus em locais secos, protegidos das chuvas.
- Guarde as garrafas secas de cabeça para baixo e não deixe no quintal objetos que acumulem água.
- Encha os pratinhos de plantas com areia.
- Retire a água acumulada sobre a laje.
- Mantenha as calhas d’água limpas.

Confira a situação dos municípios pernambucanos
Cidades em situção de risco
Mirandiba, Tuparetama, Vicência, Manari, Tabira, Iati, Santa Cruz, Pedra, Agrestina, Águas Belas, Paranatama, Itapetim, São José do Belmonte, Camutanga, Palmares, Timbaúba, Tacaratu, Jucati, Santa Maria do Cambucá, Bom Conselho, Buenos Aires, Ingazeira,  Afogados da Ingazeira, Cortês, Condado, Paudalho, São João, Buíque, Floresta, Poção, Taquaritinga do Norte, Panelas, Escada, Bodocó, São José do Egito, Araçoiaba, Belo Jardim, Exu, São Lourenço da Mata, Caetés, Aliança, Betânia, São Joaquim do Monte, Santa Cruz da Baixa Verde, Caruaru, Jurema, Araripina, Feira Nova, Jataúba, Salgadinho, Custódia, Petrolândia, Glória do Goitá, São Bento do Uma, Ibimirim, Sairé, São Caetano, Lagoa do Carro, Inaja, Serra Talhada, Venturosa, Limoeiro, Angelim, Garanhuns, Brejinho, Casinhas, Terezinha, Calumbi, Ferreiros, Sertânia, Brejo da Madre de Deus, João Alfredo, Arcoverde, Moreilândia, Santa Cruz do Capibaribe, Granito, Surubim, Gravatá. 
Cidades em situção de alerta
Paulista, sirinhaem, Brejão, Olinda, Vitória de Santo Antão, Carnaubeira da Penha, Carpina, Itapissuma, Altinho, Parnamirim, Bonito, Ipojuca, Sanharó, Chã de Alegria, Ibirajuba, Igarassu, Joaquim Nabuco, Itacuruba, Chã Grande, Moreno, Petrolina, Xexéu, Cumaru, Pombos, Santa Maria da Boa Vista, Cupira, Frei Miguelinho, Macaparana, Amaraji, Santa Filomena, Afrânio, Santa Terezinha, Itaíba, Recife, Dormentes, Vertentes, Bezerros, Jatobá, Orobó, Serrita, Belém de Maria, Correntes, Itambé, Lagoa Grande, Nazaré da Mata, Quipapá, São Vicente Ferrer, Verdejante, Carnaíba, Lajedo, Saloá, São José da Coroa Grande, Cedro, Itaquitinga, Cachoeirinha, Ouricuri, Ribeirão, Toritama, Pesqueira, Solidão, Riacho das Almas, Jupi, Calçado, Lagoa do Itaenga, Tacaimbó, Tupanatinga, Camocim de São Félix, Ipubi, Jaboatão dos Guararapes, Bom Jardim, Salgueiro, Abreu e Lima, Passira, Trindade, Quixaba, Iguaraci, Vertente do Lério.

domingo, 10 de junho de 2018

Mais de mil cidades com risco de surto de dengue, zika e chikungunya



O levantamento identificou ainda 2.069 municípios em estado de alerta
Na última quinta-feira (07/06), o Ministério da Saúde divulgou o resultado do último Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa). A pesquisa foi realizada em 5.191 municípios com o intuito de avaliar o risco de aumento das doenças causadas pelo mosquito. 
Os números indicam que 1.153 municípios brasileiros (22%) apresentaram um alto índice de infestação, com risco de surto para dengue, zika e chikungunya. Além das cidades, o estudo identificou ainda 2.069 municípios em estado de alerta, com o índice de infestação predial (IIP) entre 1% a 3,9% e apenas 1.711 municípios com índices satisfatórios. Os dados foram coletados no período de janeiro a 15 de março deste ano.
De acordo com Osnei Okumoto, secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, as ações de prevenção e combate ao mosquito devem ser constantes, para manter baixos os índices de infestação, sobretudo no período de maior proliferação do Aedes aegypti. “O resultado do levantamento indica que é necessário dar mais atenção nas ações de combate ao mosquito. A prevenção não pode ser interrompida, mesmo no período mais frio do ano. (...) Assim será possível manter a redução do número de casos”, alertou.
Do total de municípios avaliados 4.933 fizeram o LIRAa e 258 por armadilha. A metodologia da armadilha é utilizada quando a infestação do mosquito é muito baixa ou inexistente. Já o LIRAa é um instrumento fundamental para o monitoramento e controle do vetor e das doenças. O objetivo é fazer com os municípios possam planejar as ações de combate e controle do mosquito com maior eficácia, em especial nas cidades em risco e em alerta. É com base nos resultados desse levantamento que o gestor pode identificar onde estão concentrados os focos de reprodução do mosquito, assim como qual o tipo de criadouro predominante. 
A pesquisa identificou ainda os principais tipos de criadouros do Aedes aegypti. Na região nordeste, o armazenamento inadequado de água no nível doméstico, através de tonel e barril, é a principal forma de proliferação o mosquito. Nas regiões norte, sul e centro oeste, o maior número de depósitos encontrados foi em lixo, como recipientes plásticos, garrafas PET, latas, sucatas e entulhos de construção. Já no Sudeste predominaram os depósitos móveis, como vasos/frascos com água, pratos e garrafas retornáveis.
Com o aparecimento do vírus zika no Brasil e sua associação com os casos de malformações neurológicas, o Governo Federal tem se mobilizado e acionado órgãos federais, estados e municípios para a implantação de ações contínuas para o combate ao vetor e o monitoramento da situação epidemiológica. Para 2018, o Minsitério da Saúde prevê um orçamento de R$ 1,9 bilhão para essa finalidade. O recurso será destinado à vigilância das doenças transmissíveis, entre elas dengue, zika e chikungunya. 
Casos de Dengue,  Zika e Chikungunya
Em 2018, até 21 de abril, foram registrados 101.863 casos prováveis de dengue, 29.675 de febre chikungunya e 2.985 casos de Zika no país. Em comparação ao mesmo período do ano passado, houve uma redução de 20% (128.730) para os casos de dengue, 65% (86.568) para febre chikungunya e 70% (10.286) nos casos de zika.
Em relação aos óbitos também houve uma redução significativa. De 72 óbitos em 2017 para 40 em 2018 por dengue (44%). No mesmo período do ano passado foram 83 mortes por chikungunya e apenas 4 esse ano. Em relação à zika, apenas um óbito confirmado em 2018.

Resultado das capitais 
Participaram do monitoramento 22 capitais, 20 realizaram o LIRAa, 2 fizeram por armadilha, porém 5 delas não enviaram informações (Boa Vista, Belo Horizonte, Curitiba, Florianópolis e Campo Grande). Os municípios de Natal e Porto Alegre realizaram levantamento por armadilha. 
Capitais com índice satisfatório
São Paulo (SP)
João Pessoa (PB)
Aracaju (SE)
Capitais em situção de risco
Cuiabá (MT)
Rio Branco (AC)
Capitais em situção de alerta
Rio de Janeiro (RJ)
Fortaleza (CE)
Porto Velho (RO)
Palmas (TO)
Maceió (AL)
Salvador (BA)
Teresina (PI)
Recife (PE)
Brasília (DF)
Vitória (ES)
São Luis (MA)
Belém (PA)
Macapá (AP)
Manaus (AM)
Goiânia (GO)
Fonte: Ministério da Saúde

sábado, 28 de abril de 2018

Febre amarela pode causar hepatite fulminante



Já se sabe que a febre amarela pode atingir o funcionamento do fígado do paciente. Recentemente identificou-se que a doença pode provocar a hepatite fulminante, também conhecida como hepatite aguda grave ou falência do fígado. Considerada a mais grave das doenças que acometem o fígado, a enfermidade causa a morte das células do órgão em poucas horas ou dias.
Vale ressaltar que o percentual de indivíduos que podem desenvolver a doença ainda é pequeno. No entanto, espera-se que, com o aumento do número de casos de febre amarela, novos casos de hepatite fulminante devem chegar aos serviços de saúde. De acordo com Fábio Moura, cirurgião do aparelho digestivo e transplante de fígado do Real Instituto de Cirurgia Oncológica (RICO), o caso pode ocorrer porque a replicação do vírus é feita em órgãos sólidos, sendo o fígado um dos órgãos afetados.
Normalmente, as hepatites A ou B e as doenças autoimunes são as principais causas que desencadeiam a falência do fígado. Vale ressaltar também que o uso inadequado de algumas medicações como antibióticos, antidepressivos, analgésicos e remédios para controlar o diabetes também podem provocar a hepatite fulminante. Mas, no caso de pessoas acometidas pela febre amarela, qualquer pessoa está sujeita a desenvolver a doença.
Os sintomas iniciais são semelhantes aos de uma hepatite comum, ou seja, náuseas, mal-estar, dores abdominais, olhos amarelados e urina com coloração mais escura. Além desses, na hepatite aguda grave, os doentes passam a ter perturbações do sono e raciocínio lento, podendo em pouco tempo entrar em estado de coma e evoluir ao óbito. Em geral, o tratamento é realizado através do transplante de fígado em caráter de urgência, podendo levar à cura mais da metade dos pacientes.

terça-feira, 24 de abril de 2018

Mitos e Verdades sobre a Febre Amarela


O Ministério da Saúde divulga informações sobre a febre amarela com o intuito de combater os boatos que circulam a respeito da doença. A vacina é a principal ferramenta de prevenção e controle da doença. Por isso, a instituição está ampliando a recomendação da imunização para todo o território brasileiro a partir deste ano.
Alguns estados e municípios do Nordeste e parte do Sul e Sudeste não faziam parte das áreas de recomendação. Com a nova medida, aproximadamente, 80 milhões de pessoas devem ser vacinadas em todo o país, sendo 11,3 milhões no Sul, 40,9 milhões no Sudeste e 27,7 milhões no Nordeste. 
A nova medida será feita de forma gradativa, de acordo com as possibilidades de produção e distribuição da vacina. Os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia serão os primeiros a implantarem a vacinação, entre os meses de março a junho. A partir de janeiro de 2019, os estados do Nordeste começam a vacinação da dose padrão para toda população. Os estados do Piauí, Paraíba, Pernambuco, Ceará, Alagoas e Sergipe e Rio Grande do Norte totalizarão 25,3 milhões de pessoas. O estado do Maranhão não entra nessa medida porque já é considerado área com recomendação de vacina.

Confira os Mitos e Verdades sobre a Febre Amarela
•A vacina de febre amarela mata
Não! A vacina é eficaz e segura. A vacinação não é indicada apenas para pessoas com alergia grave ao ovo; portadores de doença autoimune; crianças menores de seis meses; pessoas que vivem com HIV/Aids (com contagem de células CD4 menor que 350 células/mm3); e pacientes em uso de quimioterapia/radioterapia.
•A dose fracionada não protege
De acordo com o Ministério da Saúde e Organização Mundial da Saúde (OMS) a vacinação com dose fracionada apresenta a mesma eficácia que a dose única padrão. A proteção é de, pelo menos, oito anos. O fracionamento é recomendado pela OMS somente quando há aumento de morte de macacos e de casos da febre amarela silvestre com risco de expansão da doença em cidades com alto índice populacional e quantitativo insuficiente de doses da vacinas.
•A imunização em massa põe em risco a sociedade
Não. Na verdade, o que ocorre é o contrário. Indivíduos que recebem vacinas fazem com que haja uma diminuição da circulação do agente infeccioso na comunidade. Ao reduzir o número de doentes, diminui a chance de transmissão de seus agentes causadores, beneficiando, portanto, indiretamente, toda uma comunidade, inclusive aqueles que não tiveram acesso à vacinação.
•Macacos transmitem a febre amarela
Os macacos não são responsáveis pela transmissão, muito pelo contrário: esses animais servem como guias para a elaboração de ações de prevenção. A doença é transmitida por mosquitos.
•O vírus da febre amarela sofreu mutações e por isso a vacina não funciona
Não é verdade. Um estudo realizado pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) para acompanhar possíveis mudanças genéticas no vírus da febre amarela realmente identificou mutações no vírus, resultado publicado em 2017. Porém, não há qualquer impacto destas mutações para a eficácia da vacina.
•Existe alguma conspiração do governo para as pessoas se vacinarem? 
É verdade que o governo adquiriu um estoque enorme de vacina e agora quer se livrar dele?
Isso é apenas um boato sem qualquer fundamento. Não há nenhuma conspiração nesse sentido e nem houve aquisição de grande quantidade de vacina que precise ser utilizada. A vacina usada no Brasil é produzida pela Fiocruz e é certificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
•É verdade que estão morrendo mais pessoas em decorrência da vacina do que propriamente de febre amarela?
Não é verdade. Os riscos por não tomar a vacina são maiores, já que a pessoa fica sem uma das principais formas de prevenção contra a doença.
•A vacina possui mercúrio em sua fórmula?
Não, a vacina contra febre amarela não possui mercúrio em sua formulação, e nenhum outro metal. Conforme descrito na bula, a vacina contra a febre amarela produzida por Bio-Manguinhos/Fiocruz contém excipientes como a sacarose, glutamato de sódio, sorbitol, gelatina bovina hidrolisada, eritromicina e canamicina.
Fonte: Ministério da Saúde

segunda-feira, 23 de abril de 2018

Brasil usará drones no combate ao Aedes aegypti



O Brasil ganhará um novo aliado na batalha contra o Aedes aegypti. A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) anunciou que drones serão usados em estratégias de controle dos mosquitos. A informação, que foi divulgada na última quinta-feira (19/04), é que os testes realizados com essa nova tecnologia foram concluídos com sucesso.
De acordo com a agência da Organização das Nações Unidas (ONU), os veículos aéreos transportam insetos tornados estéreis por meio de radiação e os liberam no meio ambiente para conter sua proliferação. A técnica, conhecida pela sigla SIT, em inglês, desenvolve em cativeiro a criação de machos do Aedes aegypti, que ficam incapacitados de se reproduzir ao serem expostos à radiação gama. Como eles são estéreis, o acasalamento não gerará novos mosquitos, o que reduzirá ao longo do tempo a presença da espécie.
Um dos obstáculos encontrados no uso dessa estratégia era a fragilidade do Aedes aegypti. Quando liberado em altitudes elevadas, o mosquito podia ter suas asas e pernas danificadas, o que inviabilizaria sua difusão. Além disso, os mosquitos também precisavam suportar temperaturas mais frias.
Durante todo o ano de 2017, a agência trabalhou conjuntamente com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e com o grupo suíço-americano WeRobotics para desenvolver um protótipo de aeronave capaz de transportar em segurança os Aedes modificados. 
De acordo com Jeremy Bouyer, entomologista médico da Divisão Conjunta da FAO e da AIEA de Técnicas Nucleares na Alimentação e Agricultura, o mecanismo de liberação dos mosquitos era a grande preocupação na aplicação da SIT. Contudo, o resultado dos testes realizados demonstraram uma mortalidade de menos de 10% dos insetos ao longo de todo o processo de resfriamento, transporte e liberação aérea.
Segundo o especialista, a vantagem do uso da nova técnica é a possibilidade de tratar 20 hectares em apenas cinco minutos. Além disso, essas aeronaves têm capacidade para carregar 50 mil mosquitos estéreis por voo. Com o resultado bem sucedido, o Brasil planeja usar os drones a partir de janeiro do próximo ano, tanto em zonas urbanas quanto rurais, durante o pico do verão e da estação dos mosquitos.
Atualmente, a AIEA está tentando reduzir o peso das aeronaves e aumentar sua capacidade, para transportar até 150 mil mosquitos por voo. O desenvolvimento do veículo aéreo teve o apoio financeiro da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID). A SIT é uma tecnologia usada há mais de 50 anos no combate às pestes na produção agrícola, mas só recentemente conseguiu ser adaptada para o controle de mosquitos transmissores de doenças.
Fonte: ONU

sexta-feira, 6 de abril de 2018

Michel Temer e ministro da saúde recebem agentes de saúde de todo o país





Na última terça-feira, 3 de abril, o presidente Michel Temer e o ministro da saúde, Gilberto Occhi, participaram de uma reunião com os agentes comunitários de saúde e de endemias de todo país. Esses profissionais, mais de 300 mil no SUS, compõem as equipes de Atenção Básica e Saúde da Família e são responsáveis pelo acompanhamento da situação de saúde das comunidades, por meio de visitas domiciliares e orientação para o combate ao Aedes aegypti. Durante o evento, que aconteceu no Centro Internacional de Convenções do Brasil, em Brasília, foram discutidas ações voltadas a atuação da categoria.
Fonte: Ministério da Saúde