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segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Olinda define calendário de setembro do mamamóvel




Por Rebeka Gonçalves
Começa a rodar o caminhão do mamamóvel pela cidade de Olinda. Esse trabalho de prevenção irá percorrer diversos bairros realizando o exame de mamografia nas mulheres, principalmente, as que estão na faixa etária de 50 a 69 anos. O Instituto Nacional do Câncer (INCA) recomenda que todas as mulheres nesta faixa de idade realizem o procedimento para detectar precocemente o câncer de mama. 
O serviço do mamamóvel é de graça e para ser atendida a mulher precisa levar o cartão do Sistema Único de Saúde (SUS), documento de identidade e pegar a ficha que será distribuída por ordem de chegada. 
Confira abaixo por onde o mamamóvel percorrerá em setembro:
04/09/2018 TERÇA-FEIRA 8h ÀS 17h USF AZEITONA I e II R. Veleiro, Nº 559, Peixinhos
05/09/2018 QUARTA-FEIRA 8h ÀS 17h USF ALTO DA MINA R. Avenca, Nº 49, Alto Da Mina
10/09/2018 SEGUNDA-FEIRA 8h ÀS 17h USF AMARO BRANCO R. Claudino Leal, Nº 64, Bairro Novo
11/09/2018 TERÇA-FEIRA 8h ÀS 17h USF COHAB 7 RO Rua Manoel Clementino Marques-Cohab 7 RO
12/09/2018 QUARTA-FEIRA 8h ÀS 16h AÇÃO OLINDA MAIS SAÚDE Travessa Vasco Rodrigues- Vila Tamandaré
15/09/2018 SÁBADO 8h ÀS 12h ESCOLA BEZERRA DE MENEZES R. Gov. Agamenon Magalhães nº29-Vila Popular
17/09/2018 SEGUNDA-FEIRA 8h ÀS 17h USF SALGADINHO / SÍTIO NOVO I e II R. Isabel Burgo Vieira Ferreira, Nº 146, Salgadinho
18/09/2018 TERÇA-FEIRA 8h ÀS 17h USF SAPUCAIA I R. Petrópolis, Nº 294, Sapucaia de Dentro
19/09/2018 QUARTA-FEIRA 8h ÀS 17h USF VILA MANCHETE R Genipapo, S/N, Ouro Preto
22/09/2018 SÁBADO 8h ÀS 12h PROJETO MÃOS QUE AJUDAM Av. José Coriolano-Jardim Brasil
24/09/2018 SEGUNDA-FEIRA 8h ÀS 17h POLICLÍNICA OURO PRETO Rua Peixe Agulha, s/n, Ouro Preto
25/09/2018 TERÇA-FEIRA 8h ÀS 17h USF VARADOURO I E II Av. Joaquim Nabuco, 747 Varadouro
26/09/2018 QUARTA-FEIRA 8h ÀS 12h AÇÃO OLINDA MAIS SAÚDE Sítio da Cajá- Tabajara
29/09/2018 SÁBADO 8h ÀS 12h AÇÃO OLINDA MAIS CIDADANIA Colégio Mascarenhas-Rua. Manuel Clementino Marques 7ªRO

Fonte: Secretaria de Saúde de Olinda

sexta-feira, 17 de agosto de 2018

O tipo raro de câncer que matou a cantora Aretha Franklin


Cantora americana lutava desde 2010 contra um câncer de pâncreas 
A cantora Aretha Franklin (1942-2018) morreu nesta quinta-feira de um câncer de pâncreas neuroendócrino em estágio avançado, segundo informou sua família.
Esse é um tipo de tumor raro, que evolui lentamente, difícil de ser diagnosticado e que acometeu também outra pessoa pública famosa, Steve Jobs (1955-2011).
Aretha Franklin foi diagnosticada em 2010 e vinha desde então lutando contra a doença.
O câncer de pâncreas neuroendócrino surge em um dos principais tipos de células deste órgão, as ilhotas pancreáticas.
Elas são responsáveis pela produção de hormônios como insulina e glucagon, que atuam no metabolismo do açúcar no organismo e regulam seus níveis no sangue, e gastrina, que estimula a secreção de ácido clorídrico e enzimas pelo estômago.
É um câncer de pâncreas menos comum do que os tumores que afetam as células exócrinas do órgão, aquelas que formam glândulas e dutos responsáveis pelas enzimas liberadas no intestino e que ajudam na digestão dos alimentos.
Neste tipo, os chamados adenocarcinomas são os mais frequentes e respondem por 90% dos casos de câncer de pâncreas diagnosticados, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca).
Os tumores neuroendócrinos representam apenas 5% dos casos de câncer de pâncreas, de acordo com a American Cancer Society, organização americana sem fins lucrativos dedicada ao combate do câncer, e acomete em média 1 a cada 100 mil pessoas por ano.
Sintomas variam com o tipo de tumor
Esse tumor pode ser classificado de duas formas. Os "funcionantes" fazem com que sejam produzidas quantidades anormais de hormônios, o que leva ao surgimento de sintomas como níveis baixos de açúcar no sangue, diabetes e úlceras.
Os "não funcionantes" não desregulam a produção hormonal, e os sintomas - diarreia, indigestão, protuberância e dor abdominal e icterícia na pele e nos olhos - surgem conforme o tumor cresce e se espalha.
Esse câncer pode ser identificado por meio de exames físicos, laboratoriais e de imagem e biópsia, mas é especialmente difícil de ser diagnosticado por ser raro e por apresentar sintomas pouco específicos.
Em média, leva-se entre cinco a dez anos entre o surgimento do tumor e seu diagnóstico, de acordo com a Fundação de Pesquisa de Tumor Neuroendócrino, uma organização sem fins lucrativos dedicada a pesquisas sobre essa doença.
Câncer de evolução mais lenta e maior sobrevida
O tipo de tratamento depende da possibilidade de o tumor poder ser totalmente removido cirurgicamente ou não. A extração basta na maioria dos casos, segundo a American Cancer Society, exigindo apenas um monitoramento para verificar sinais de que o câncer possa ter voltado ou se espalhado.
Nos casos em que a remoção total não é possível, é indicado o uso de quimioterapia e outras drogas específicas.
Ele é raro, mas evolui de forma mais lenta, o que permite um maior tempo de sobrevida dos pacientes em comparação com o câncer de pâncreas mais comum.
Se detectado ainda no primeiro estágio, quando tratado com cirurgia, 61% dos pacientes sobrevivem, diz a American Cancer Society, taxa que cai para 14% para tumores nas células exócrinas do pâncreas, na mesma situação.
Mas o índice cai para apenas 16% quando o tumor é identificado já em seu estágio mais avançado e removido, assim como para os casos em que a extração cirúrgica não foi possível.
Fonte: BBC Brasil

quinta-feira, 19 de julho de 2018

Julho Verde: Recife sedia evento de prevenção contra tumores de cabeça e pescoço



No dia 25 de julho, a Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço (SBCCP) promoverá palestra de prevenção de tumores como parte da Campanha Julho Verde, com o intuito de alertar para a importância do diagnóstico precoce. No evento, que acontecerá no Hospital Esperança Recife, às 19 horas, será abordado o tema “Uso prático da classificação TIRADS na ultrassonografia dos nódulos de tireoide”, debatido pelo radiologista Fernando Amaral.
Por ano, são registrados 41 mil novos casos de câncer de cabeça e pescoço no Brasil. Entre os principais tipos estão pele, boca, orofaringe, laringe e tireoide. Nas mulheres, a incidência de câncer de tireoide é quatro vezes maior do que nos homens, devido, principalmente, a questões hormonais. O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima que este ano sejam diagnosticados 14.700 novos casos de câncer de boca, com uma mortalidade de 5.400 pacientes. Já o câncer de laringe deve afetar 7.670, podendo fazer 4.100 vítimas fatais.
A intenção é alertar sobre o câncer de pele, pois é o tipo com maior prevalência no Brasil, em decorrência de as regiões da cabeça e do pescoço  permanecerem por mais tempo expostas ao sol. Além dos fatores genéticos, o surgimento de tumores também está ligado a fatores externos, como cigarro, bebidas alcoólicas e a infecção pelo papilomavírus (HPV). A SBCCP tem alertado para o aumento do número de casos de tumores ligados ao HPV.
“Quanto aos pacientes que não eram fumantes ou faziam uso de bebidas alcoólicas, achava-se que eles não tinham um fator de causa do câncer, ou seja, que poderia haver uma causa genética. Hoje, com os marcadores biológicos, sabe-se que o fator principal desses pacientes que não fumam e não bebem é o HPV, ou seja, o sexo sem proteção”, explica o chefe do setor de cirurgia de cabeça e pescoço do Hospital Esperança Recife, Leonardo Arcoverde.
A maior incidência de câncer por fatores externos ocorre em pessoas com mais de 40 anos. O tratamento, na maioria das vezes, é cirúrgico. “O câncer de cabeça e pescoço é um dos que mais gera impactos sociais, devido às sequelas impostas pela doença, relacionadas à fala, respiração, alimentação e alterações na aparência do indivíduo, comprometendo seriamente a sua inclusão social”, explica Luciana Arcoverde, presidente da Sociedade Pernambucana de Cirurgia de Cabeça e Pescoço.
O acompanhamento pode ser feito com especialistas em cirurgia de cabeça e pescoço. Outras especialidades médicas também dialogam com os cirurgiões, como endocrinologistas, cirurgiões bucomaxilofaciais, otorrinolaringologistas e ginecologistas.
No último dia 11 de julho, a SBCCP também realizou ações que integram a campanha em parceria com a Oncologia D’Or, com os temas “Tratamento adjuvante do melanoma” e “Tratamento local do melanoma de cabeça e pescoço”.

quarta-feira, 18 de julho de 2018

Medo do câncer de mama tem aumentado a procura por mastectomia preventiva



O câncer de mama é o que mais acomete as mulheres no Brasil e no mundo. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a doença é responsável por cerca de 28% de novos casos a cada ano. Para 2018, o Instituto estima 59.700 novas ocorrências no país. Em geral, atinge mais as mulheres acima dos 40 anos e a incidência vai crescendo progressivamente com o aumento da faixa etária, sobretudo após os 50 anos.
Além de ser o tipo de tumor que mais mata as mulheres, o câncer de mama traz também uma insegurança em relação à questão física, sexual e mental. O receio de receber o diagnóstico tem feito com que muitas pacientes busquem a matectomia preventiva (procedimento de retirada da mama) como forma de evitar a doença. Sobretudo, após a atriz norte-americana Angelina Jolie ter realizado a intervenção nas duas mamas.
No entanto, a cirurgia não é indicada para todas com história familiar da enfermidade, como explica Márcia Pedrosa, mastologista da Salute, clínica especializada em saúde da mulher. “Muitas vezes elas vêm achando que é um procedimento estético, porque a Angelina Jolie fez e fica bonito, mas a gente tenta explicar que não é estético e tem muito risco. A paciente pode ter necrose de mamilo, pode ter necrose de pele, tem que fazer uma mastectomia total. Se a paciente tem BRCA positivo, existe indicação para esse procedimento, porque vai reduzir de 90% a 95% a chance dela ter câncer de mama”, esclarece a especialista.
BRCA são genes responsáveis por prevenir o crescimento descontrolado de células, protegendo o indivíduo contra o aparecimento de tumores. Quando a pessoa possui alguma mutação nesses genes, aumenta a probabilidade dela desenvolver o câncer. Hoje, já é possível fazer um estudo genético para detectar se o BRCA é defeituoso ou não e qual o risco de desenvolver a doença. No caso de Angelina Jolie, ela fez o estudo genético porque sua mãe morreu aos 56 anos vítima de câncer de mama. O resultado indicou que a atriz tinha 87% de risco de desenvolver a enfermidade, fato que a encorajou a realizar o procedimento. 
De acordo com Márcia Pedrosa, a indicação é para pacientes com BRCA positivo, mas muitas mulheres com resultado negativo também têm procurado fazer a retirada das mamas. “Tem pacientes que têm história familiar, mas não têm BRCA positivo e mesmo assim querem fazer a mastectomia profilática, mas não há indicação por que é uma mutilação. Nesse caso, o recomendado é o acompanhamento semestral, mas têm pacientes que só sossegam quando fazem o procedimento. O que a gente pode fazer é alertar para os riscos associados. A paciente tem que estar bem consciente dos riscos que está assumindo ao optar por esse tipo de tratamento”, reforça a mastologista. 
Há 6 anos, a paciente Rosana Gondim de Oliveira fez a mastectomia preventiva após o tratamento de um câncer. Ela não tinha história familiar e também não fez nenhum estudo genético, mas havia a indicação por já ter tido a doença. “Na época, eu tinha uma filha de menos de 2 anos e eu procurei imaginar qual o procedimento que faria com que eu ficasse com a cabeça melhor depois de todo tratamento. Que eu não ficasse achando que a qualquer momento eu ia ter outro câncer, que eu não ficasse meio numa neura. Eu precisava ter saúde mental pra criar minha filha”, relembra. Hoje, aos 49 anos, ela afirma que ficou satisfeita com o resultado e não se arrepende de sua escolha. “Não me arrependo em nenhum momento, foi a melhor coisa que eu fiz, me deu uma tranquilidade até hoje”, garante Rosana.
Embora a cirurgia já esteja bem sedimentada, ela não é a única maneira de reduzir os riscos de desenvolver a doença. A Sociedade Brasileira de Mastologia recomenda que todas as mulheres acima de 40 anos façam anualmente os exames de ultrasonografia e mamografia. Já para as mulheres com alto risco, o acompanhamento é diferente. Pacientes que têm histórico familiar, BRCA positivo, que receberam muita radiação no tórax devem iniciar os exames preventivos antes mesmo de completar 40 anos e realizá-los com maior frequência. 
Não tem como prevenir o câncer, mas é possível fazer um diagnóstico inicial e, com isso, até obter a cura. Além disso, é essencial adotar hábitos saudáveis e fazer os exames regularmente. “Se a gente consegue diagnosticar precocemente, as chances de tratar e curar são maiores. Nos casos avançados, a paciente vai ter um controle, mas não vai ter cura”, conclui Márcia Pedrosa. 

sexta-feira, 29 de junho de 2018

Hospital Português atinge sucesso em 95% dos transplantes de fígado

O procedimento é realizado de maneira gratuita através do Sistema Único de Saúde
A equipe de transplante de fígado do Real Hospital Português (RHP) celebra o resultado positivo de 95% de sucesso na execução dos procedimentos no último ano. O serviço de transplante de fígado do RHP iniciou suas atividades em dezembro de 2015, já realizou 55 transplantes e o atendimento é todo realizado de maneira gratuita através do Sistema Único de Saúde (SUS).
Segundo César Lyra, cirurgião e coordenador do serviço, o resultado é fruto da capacitação da equipe, juntamente com a estrutura e o apoio fornecidos pelo hospital. “Temos um serviço que, apesar de jovem, tem conseguido excelentes resultados, pela expertise da equipe que foi buscar técnicas cirúrgicas modernas e pela estrutura que nos é fornecida pelo hospital, que hoje tem a melhor estrutura do Norte/Nordeste. Que tem dado todo apoio para o desenvolvimento do transplante, mesmo o procedimento sendo 100% coberto pelo SUS”, destaca.
“Conseguimos fazer transplante de fígado no Hospital Português com nível de excelência de primeiro mundo, isso tudo realizado pelo SUS”, comemora Fábio Moura, cirurgião do aparelho digestivo e transplante de fígado do Real Instituto de Cirurgia Oncológica.
O transplante de fígado é um procedimento muito complexo e delicado, mas sem ele o paciente não tem chance nenhuma de vida. “O paciente que tem indicação de um transplante de fígado tem uma doença terminal. Se o órgão não for substituído, o paciente terá apenas alguns meses, ou em casos mais extremos, apenas alguns dias de vida. Mas, se ele fizer o transplante, sua vida voltará à normalidade”, afirma Fábio Moura.
João Carlos Locio, de 71 anos, realizou o transplante no início desse ano e disse que ficou impressionado com a qualidade do atendimento e a estrutura do serviço ofertado pelo SUS. “O atendimento é de primeiro mundo aqui, eu fiquei impressionado com um atendimento desse pelo SUS, a assistência, a alimentação, o atendimento do paciente lá é número 1. Apartamento com ar condicionado, todo dia tudo era esterilizado. Coisa de primeiro mundo, em termos de médicos, aparelhagem. Os médicos são craques e dão muita assistência. Eu disse a eles, vocês são abençoados, são salvadores de vidas, se não fosse vocês eu estava morto”, elogia o paciente.
De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer de fígado tem maior prevalência em homens do que em mulheres e o risco é de cerca de 1 caso em 81 homens, enquanto nas mulheres esse risco é de cerca de 1 em 196. Em média, cerca de 95% das pessoas diagnosticadas com câncer de fígado tem mais de 45 anos, 3% tem entre 35 e 44 anos e por volta de 2% tem menos de 35 anos. As principais doenças que podem levar à necessidade de um transplante são hepatite C, cirrose e câncer de fígado.
Na maioria dos casos, o câncer de fígado só pode ser tratado através de um transplante, que é um procedimento extremamente complexo, mas sem ele o paciente não tem chance de vida. Segundo dados do INCA, em 2008, o câncer de fígado foi responsável pela morte de 6.995 pessoas no Brasil. 
Os médicos destacam ainda que o paciente que não faz acompanhamento médico com certa frequência tem grandes chances de só descobrir o câncer de fígado num estágio avançado, já que, muitas vezes, a doença não apresenta sintomas relevantes. A equipe de transplante de fígado do RHP trata as doenças hepáticas desde o diagnóstico clínico até o transplante e conta com 2 cirurgiões, 3 hepatologistas, anestesistas, patologista, intensivista, enfermeiro e auxiliares. O atendimento é feito no Real Instituto de Cirurgia Oncológica.
Saiba mais
O que é o Transplante de Fígado?
É uma cirurgia que consiste na retirada do fígado de um paciente portador de uma doença hepática crônica ou aguda para colocar, no mesmo lugar, um fígado doado pela família de alguém com morte encefálica, ou parte do fígado de um doador vivo (doado por um familiar).
Quando é necessário um Transplante de Fígado?
Qualquer pessoa, criança ou adulto, que tem a vida comprometida por uma doença hepática grave e irreversível pode ser candidato ao transplante de fígado.
Doenças podem levar a necessidade de um transplante
Hepatite B
Hepatite C
Cirrose
Doença Hepática Alcoólica
Doenças autoimunes
Câncer de fígado
Esteatohepatite (hepatite causada pela gordura no fígado)
Grupos de risco
Profissionais de saúde
Usuários de drogas
Pessoas que fazem sexo sem preservativo
Pessoas que receberam transfusão de sangue antes de 1990
Pessoas que já utilizaram piercing ou fizeram tatuagem
Pessoas que utilizam alicates de unha não esterilizados adequadamente

quinta-feira, 31 de maio de 2018

Saiba onde buscar ajuda para deixar de fumar



O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece tratamento gratuito para os fumantes através dos postos de saúde, para informações sobre locais e horários de tratamento, o usuário pode procurar as Secretarias Municipais de Saúde. O fumante também pode consultar a Coordenação de Controle do Tabagismo na Secretaria Estadual de Saúde ou entrar em contato com o Disque Saúde 136. São ofertados gratuitamente medicamentos como adesivos, pastilhas, gomas de mascar (terapia de reposição de nicotina) e bupropiona.
O Ministério da Saúde também ampliou ações de prevenção com atenção especial aos grupos mais vulneráveis (jovens, mulheres, população de menor renda e escolaridade, indígenas, quilombolas), assim como contribuiu para o fortalecimento da implementação da política de preços e de aumento de impostos dos produtos derivados do tabaco e álcool. Houve também o fortalecimento, no Programa Saúde na Escola (PSE), das ações educativas voltadas à prevenção e à redução do uso de álcool e do tabaco.
Fonte: INCA / Ministério da Saúde

domingo, 27 de maio de 2018

Comércio ilícito de tabaco na mira da OMS no Brasil



Com o intuito de combater o comércio ilícito de produtos provenientes do tabaco, especialistas da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) se reuniram para ajudar o Brasil a implementar um protocolo de eliminação do comércio clandestino. O encontro aconteceu nos dias 21 e 22 de maio, em Brasília, e contou com o apoio do Instituto Nacional do Câncer (INCA).
O Protocolo faz parte do artigo 15 da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (CQCT) da OMS e é a principal política para regular a oferta dos produtos oriundos do tabaco. Além disso, ele pretende reduzir as consequências para a saúde e para a economia. 
O Brasil tem evoluído muito na política de controle do tabaco, inclusive com uma redução significativa na prevalência de fumantes nos últimos dez anos. Medidas importantes foram adotadas como o aumento de impostos e de preços dos cigarros. Porém, um levantamento feito pelo INCA verificou o aumento do consumo de cigarros ilegais entre os fumantes.
Katia de Pinho Campos, coordenadora da Unidade de Determinantes da Saúde, Doenças Crônicas Não Transmissíveis e Saúde Mental da OPAS/OMS no Brasil, destacou que apesar do esforço para o controle do tabaco no país, o mercado ilegal desse tipo de produto ainda é uma grande barreira para a saúde pública e econômica.
“O Brasil tem avançado muito no controle do tabaco, principalmente nas medidas para reduzir a demanda de seu consumo. Porém, a indústria continua prejudicando as políticas públicas de demanda ao controle e à oferta desse produto, que todos os anos tira milhares de vidas”, enfatizou Katia. 
A estimativa é que 10% dos cigarros e produtos provenientes do tabaco consumidos no mundo é ilícito. Segundo a OPAS/OMS, esse mercado é apoiado por vários agentes, desde pequenos vendedores ambulantes até redes criminosas organizadas envolvidas com armas, tráfico de seres humanos e terrorismo. Já a indústria do tabaco argumenta que os altos impostos sobre os produtos levam à evasão fiscal.
No entanto, há evidências que comprovam que fatores como governança deficiente no combate ao crime organizado, altos níveis de corrupção, falta de comprometimento do governo no combate ao mercado ilegal de tabaco e ineficiência da alfândega têm tanta importância quanto o aumento dos impostos sobre cigarros.
No Brasil, a medida será fundamental para o controle do comércio ilegal de tabaco, beneficiará a saúde pública e trará muitos benefícios ao governo. Entre eles, destacam-se a diminuição do número de mortes prematuras pelo tabagismo e o aumento de receita tributária para o governo. O prazo para que o país faça sua adesão ao protocolo nas Nações Unidas se encerra no dia 2 de julho.
Em visita recente ao Brasil, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, reforçou a importância de tornar o protocolo numa lei internacional. Ele afirmou que são necessários 40 países para que o protocolo se torne lei e 35 países já ratificaram o documento, entre eles Costa Rica, Equador, Nicarágua, Panamá e Uruguai. 
Fonte: OMS

quarta-feira, 9 de maio de 2018

INCA estima mais de 6 mil novos casos de câncer de ovário em 2018


O câncer de ovário tem menor incidência que os demais tumores ginecológicos, no entanto, é o mais difícil de diagnosticar e o com menor chance de cura. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), em torno de 75% dos casos da doença são diagnosticados em estágio avançado. O INCA estima que, em 2018, cerca de 6.150 novos casos sejam registrados no país.

Com ocorrência em 5,79 para cada 100 mil mulheres, a maioria desses tumores são de origem epitelial (que inicia nas células da superfície do órgão). A incidência pode ser associada a fatores genéticos, hormonais e ambientais, sendo a história familiar o de maior relevância, responsável por cerca de 10% dos casos. Pode acometer mulheres em qualquer faixa etária, porém é mais frequente acima dos 40 anos.

Há ainda uma relação entre câncer de ovário e atividade hormonal feminina. Ou seja, mulheres que não tiveram filhos, que nunca amamentaram, que tiveram menopausa tardia, câncer de mama, ou as que têm parentes de primeiro grau com a doença apresentam maior risco de ter a doença.

De acordo com Carolina Matias, oncologista do Real Instituto de Oncologia, a maior dificuldade em diagnosticar precocemente o câncer de ovário se dá pelo caráter assintomático da doença. “Geralmente, quando a paciente vem apresentar algum sintoma, já encontra-se em estágio avançado, por isso ele é considerado o mais letal dos canceres ginecológicos”, relatou a médica.

Em geral, os sintomas só aparecem quando a paciente está num estado grave e os mais frequentes são dor e aumento do volume abdominal, constipação, alteração na função digestiva e massa abdominal palpável.

O diagnóstico é feito através de exames clínicos, laboratoriais e de imagem, como ultrassonografia pélvica, raio-x torácico, tomografia computadorizada. A avaliação da função dos rins e fígado também podem auxiliar nos casos mais graves. O tratamento deve ser feito através de procedimento cirúrgico.

As recomendações para prevenção e identificação precoce são consultar regularmente o ginecologista, realizar exames clínicos e ultrassonografias com mais frequência e evitar alimentos gordurosos.